economia, política e blog ‘n’ roll
O governo, no melhor dos casos, nada mais é que um artifício conveniente; mas a maioria dos governos é por vezes uma inconveniência, e todo o governo algum dia acaba por ser inconveniente. Thoreau

Lula e a Petrosal - o dinheiro que ainda não existe

August 20, 2008 – 7:23 pm | by Marcos V.

Lula e seu mindinho braço direito, a ministra-futura-presidente Dilma Rousseff, estão fazendo as contas de como gastar o dinheiro que virá das gigantescas reservas de petróleo da camada pré-sal. Só pra lembrar, as estimativas falam de um ou mais campos de petróleo que vão do litoral de Santa Catarina até o litoral capixaba.

O destino que Lula apregoa para o dinheiro até me encanta, a educação. O que me preocupa é o modelo. O presidente quer criar uma nova estatal do petróleo, que o mercado já batizou de petrosal (cá entre nós, muito melhor que petroLula, arghhh!), 100% controlada pelo estado, diferentemente da Petrobrás, e caberia a essa empresa cuidar das novas reservas. Não seria um empresa de extração, transporte, refino, distribuição, etc… de petroderivados, mas uma empresa-gerente. Na prática, contrataria outras companhias para realizar o trabalho. O governo mira no exemplo dinamarquês, que criou uma companhia com esse fim.

O primeiro ponto que me preocupa, é a gestão da “gestora”. No país nórdico são 60 funcionários, isso mesmo, SESSENTA, para realizar o trabalho. Francamente, com um número tão baixo não dá pra tirar a barriga dos militantes da miséria. Aqui precisaremos de pelo menos uns 6.000 carguinhos. No mínimo!

O outro ponto que me irrita são essas contas sobre o que fazer com o dinheiro. Que dinheiro? Já tiraram alguma gota de óleo em plataforma de produção do leito do mar? Não, e já estão sonhando com a gastança. Alguém avisou ao presidente que serão necessários investimentos de mais US$ 150bi para extrair esse óleo de lá? Claro que parte será revertido a partir da próprioa produção, mas nenhuma previsão que li até agora, fala em menos de US$25bi antes de ver a cor dos petrodólares.

Já consigo ver o aumento de carga tributária para levantar essa bilharama toda.

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Lula: errar é humano, repetir o erro…

August 4, 2008 – 10:58 am | by Marcos V.

O Brasil de Lula apostou todas as suas fichas de comércio internacional na OMC (Organização Mundial do Comércio). Acreditou que faria os países desenvolvidos entenderem que deveriam abrir sua agricultura e convenceria os países em desenvolvimento a afrouxar a proteção à indústria. Sem surpresa alguma, não aconteceu nada disso. Mas o que causou espanto para quem como eu não está no dia a dia do dessas negociações, foi a dureza com que os “parceiros” Índia e China defenderam a proteção à própria agricultura.

Resumidamente, em relação à penúltima rodada de negociações, a situação piorou um bocado. Agora temos salvaguardas industriais e agrícolas de todos os lados. Ahh, sim, nem vou comentar as declarações estapafúrdias e mal educadas do ministro Celso Amorim.

Voltando ao assunto, O que deveria ser feito? Reconhecer o fracasso e tentar conquistar o terreno perdido nas negociações bilaterais. Que é o que todos, menos o Brasil, fizeram durante o intervalo entre as rodadas da OMC. Mas hoje leio no Estadão.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participou do programa e afirmou que, apesar das críticas, o País levou a discussão até onde foi possível e que agora desempenha um papel de mediador. “Também em Cancún nós recebemos muitas críticas. Hoje em dia todo mundo reconhece que o G20 foi fundamental, inclusive para levar a rodada até onde ela chegou. Quer dizer, se você pegar a estrutura do acordo agrícola na rodada, é todo ele baseado nas propostas do G20.” Leia mais.

O tal acordo agrícola, diga-se, fala basicamente de cotas para negociar bananas. É, os bananeiros da américa central agradecem. Resta apenas a esperança que a ação seja diferente do discurso e comecem as negociações com cada país.

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O ministro-artista-intelectual-e-sei-la-mais-o-que pró Bolívia

July 31, 2008 – 3:11 pm | by Marcos V.

Juca Ferreira é ministro interino da Cultura e o mais cotado para assumir de forma definitiva a vaga deixada por Gilberto Gil. Pois bem, na última terça-feira (29/07/2008) o ministro esteve no Encontro de Intelectuais e Artistas do Mundo pela Unidade e Soberania da Bolívia. Eu imagino se existem intelectuais e artistas contra a Bolívia. Eis o primeiro parágrafo do discurso de Juca.

Vivemos hoje, no nosso continente, tempos de mudança política, de retomada da democratização de nossos países e de integração regional. Após a superação dos delírios neoliberais que tão tragicamente marcaram os anos noventa, a região voltou a assistir neste início de século ao seu próprio crescimento econômico e à incorporação dos estratos mais marginalizados e oprimidos das sociedades sul-americanas. Vivemos, enfim, tempos de renovação da esperança; uma nova era na qual a cultura tem a prerrogativa de romper preconceitos e assumir toda a sua diversidade, abrindo os caminhos para o diálogo, a cooperação e o desenvolvimento sustentável.

Felizmente Juca é apenas ministro da Cultura e pode realizar pouco mais que essas manifestações.

Sem muro no blog

July 31, 2008 – 11:45 am | by Marcos V.

A leitora Laura escreveu um simpático comentário:

Teus textos são ótimos. Tu escreves de forma clara e sucinta, só achei que faltam argumentos para a tua opção de parcialidade total em alguns assuntos, mas como o objetivo é escrever sobre o que tu pensas, não há problema em ser parcial, não é?!

Está correta quando diz que sou parcial sobre os assuntos tratados aqui. Esse não é um espaço para minhas dúvidas existenciais. Está mais para um depósito de indignações.

Algumas das poucas regras a que me submeto são as óbvias:

  • não afirmo o que não tenho certeza.
  • bato em cachorros e cadelas. Mas apenas os vivos.
  • miro no poder, simplesmente porque o poder no Brasil está sempre muito confortável.
  • não aplico lógica infantil.
  • não escrevo teses ou bíblias.

Vou me prolongar um pouco nos dois últimos.

Não aplico lógica infantil. Há um exemplo clássico de lógica infantil. Proponha a uma criança de 3 a 5 anos a seguinte questão.
Joãozinho estava com raiva porque não queria comer, tirou o prato da mesa e jogou ao chão. O prato, claro, quebrou.
Mariazinha quis ajudar a mamãe a arrumar a mesa para o almoço e pegou cinco pratos. No entanto, ela tropeçou e, ao cair, os pratos quebraram.
Quem merece um castigo maior?

Claro que a lógica adulta nos diz que apenas o Joãozinho merece ficar de castigo. No entanto, para uma criança não interessam as circustâncias, apenas o fato. E o fato é que Mariazinha quebrou mais pratos que Joãozinho e, portanto, merece um castigo maior.

Não escrevo testes ou bíblias. Claro que em determinados artigos eu poderia enumerar mais e/ou desenvolver melhor os meus argumentos. Mas ficariam muito longos. Sinceramente, quem aí quer ler o Deuterônimo?

Células-tronco: Supremo decide pró-vida dos vivos

May 30, 2008 – 5:36 pm | by Marcos V.

Nesse mundo de internet, a rejeição por parte do Supremo à ação de inconstitucionalidade contra a lei de biossegurança já é notícia velha. Mas nunca é desimportante sublinhar que a maioria dos ministros votou a favor da vida dos vivos.

Os religiosos contrários às pesquisas com células-tronco embrionárias afirmam que a vida começa na fecundação, ali já haveria “alma”. Pois bem, alguém aí tem prova para a existência da alma? É, suspeitei que não. Então utilizam um “credo” não comprovável e que não é universal como argumento para castrar o direito alheio.

Eu não acredito em alma. Não acredito que possuam almas fetos, adultos, sapos ou pedras. Acredito apenas que fetos não são adultos e sapos não são pedras. Portanto, se alguém me disser que um sapo é apenas uma manifestação pererecante de um mineral karmicamente evoluido, vou no máximo pensar com meus botões: ai meu Zeus! Ninguém me verá adorando um sapo do papo vermelho no brejo de Piraropoca.

E, por favor, não creia que estou ridicularizando credos. Afinal, o que pensa o sr. leitor quando é informando que em regiões da Índia se morre de fome mas não se matam as vacas porque são consideradas sagradas? É o mesmo caso para mim com relação a fetos “almados”.

E, desalmado como me acredito, vejo em cada portador de doenças auto-imunes, neurológicas, cardiacas, etc… uma esperança. Vejo, nesses que são vivos e manifestados, a possibilidade de continuação da vida ou de uma vida melhor. Claro que não será pra já, mas se não começarmos as pesquisas, será pra nunca.

Sobre o maniqueísmo

Houaiis
Maniqueísmo: 2 Derivação: por extensão de sentido. Qualquer visão do mundo que o divide em poderes opostos e incompatíveis

Agora derrotados, há nos blogs religiosos lembranças sobre a importância da religião na formação de nossa sociedade. Especificamente sobre valores, que julgam esses autores, cristãos: amor ao próximo, caridade, etc… E acusam a ciência de taxa-los de obscurantistas e, portanto, de maniqueísmo.

Pelos textos, parecem acreditar que indivíduos que não compartilham da mesma fé são incapazes de resolver de forma ética. Ora, não é maniqueísta se querer monopólio dos bons valores? Convenhamos, a ciência, do ponto de vista histórico, errou muito menos por presunção do que a religião. E não por ter um tempo de vida mais curto, mas principalmente porque a ciência não possui verdade, apenas conhecimento. Um cientista quando erra, erra no ato e/ou no mérito. Um religioso prefere sempre acreditar que errou apenas no ato, pois o mérito é divino.

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O “erro” dos que são contra as células-tronco

May 29, 2008 – 12:15 am | by Marcos V.

Antes de mais nada, quero firmar minha posição sobre o assunto: sou a favor da pesquisa com células-tronco embrionárias.

Segundo o Aurélio:
sofisma: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

Correndo o risco de parecer generalista, irei consolidar grupo dos “contra” nos religiosos. Farei isso por dois motivos. O primeiro é que não encontrei nenhum ateu contra, e o segundo é que os únicos contrários que conheci são religiosos praticantes. Ou seja, freqüentam alguma igreja/templo/etc…

O que são as células-tronco embrionárias? Células-tronco são células sem definição de tecido, podem assumir qualquer função no corpo, diferenciando-se em tecido cardíaco, pele, neurônios, etc… No entanto, células-tronco de indivíduos já formados, mesmo bebês, possuem uma capacidade de diferenciação um pouco limitada. O mesmo não ocorre com as embrionárias (fetos). Vale lembrar que todos começamos como apenas uma célula, que se dividiu uma infinidade de vezes, e a cada momento essas novas células foram se diferenciando nos vários tecidos do corpo. É essa capacidade sem fim que interessa à ciência. Saber como isso funciona pode levar ao tratamento de inúmeras doenças cardíacas (isso já começou!), lesões e doenças degenerativas neurológicas (paralisia, alzheimer, etc…). Para pesquisa, são utilizados embriões inviáveis de clínicas de fertilização in-vitro (bebês de proveta). O destino desses embriões, se não for a pesquisa, será a lata de lixo. E isso não é figura de linguagem!

O que temos visto, enquanto o supremo decide sobre a inconstitucionalidade ou não dessas pesquisas, são manifestações de grupos religiosos (e não apenas católicos) lutando veementemente contra a continuidade dos trabalhos científicos. Um dos argumentos mais comuns é que se trata de aborto. Tolice, como explico agora.

Para um nascimento são necessárias a fecundação, a gestação e o parto. Aborto é a interrupção de uma gestação. Um embrião congelado nunca iniciou o processo da gestação. Nunca esteve no útero de uma mulher. E após três anos o protocolo não recomenda seu uso, ou seja, nunca será utilizado. Não há interrupção de gestação, apenas a fecundação seguida de congelamento. Há apenas má-fé nesse argumento que compara fecundação com gestação. Há a intenção de enganar e confundir. Sofisma. Ou então é falta de inteligência, mesmo.

Mas se for assim, o que incomoda tanto os religiosos nas pesquisas com células-tronco? Por que desde Galileu que não batem de forma tão firme na ciência?

Freud disse que o ego do ser humano foi ferido três vezes: 1. com Copérnico (e Galileu), quando a Terra, e conseqüentemente o homem deixou de ser o centro do universo. 2. com Darwin, quando ficou claro que somos fruto da evolução acidental, e não o plano perfeito de um ser superior. 3. com o próprio Freud (psicanálise), quando percebemos que não somos sempre “donos” de nossas ações.

As igrejas, sendo novamente generalista, combateram todas as três teorias acima e, no final, acabaram por ceder a cada uma delas, adaptando-as às suas verdades. E quase sempre utilizando o mesmo argumento: o milagre inexplicável da vida.

Estudando células-tronco e o porque do seu dedo ser um dedo, sua orelha ser uma orelha, seu rim ser um rim, etc… a humanidade desmistifica o “milagre” e o torna um conjunto de conhecimentos.

Os religiosos literais lutarão contra esses dados científicos e perderão suas batalhas. E no final virão com algum argumento que demonstra como esses novos conhecimentos, que antes eram malditos, apenas reforçam sua fé.

Já a ciência deve acumular novos conhecimentos e lidar com seus erros e acertos, sem possibilidade de perdão divino.

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No país de Lula, o abstêmio, beba-se nas estradas

May 27, 2008 – 10:42 am | by Marcos V.

Não bebo nem café. Não fumo. Não cheiro nem meia usada. Adoro correr, ainda que meus joelhos nem tanto, e pedalar. Enfim, sou um produto da geração saúde.

Sendo assim, pode imaginar o leitor que achei ótimo quando o governo anunciou a proibição da venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais. Grande notícia no país campeão de mortes automobilísticas. Mas infelizmente foi proposta do governo Lula, e o carro patinou, aquaplanou (ou seria alcoolplanou?) e escorregou na curva. Uma barbeiragem mesmo e lá se foi a boa intenção.

A proposta deveria ser simples: proibida a venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais, excetuando-se os trechos dentro dos perímetros urbanos. Claro que a eficiência governamental esqueceu da última frase e, de forma melancólica, a medida foi derrubada. Lobby dos bares e restaurantes, produtores e distribuidores de bebidas e etc…? Evidente que sim, mas isso foi apenas a gota d’álcool. A medida foi embora tal qual carro sem freio porque não foi estudada de forma adequada.

Mas vou insistir no tema para culpar também o congresso. Veja o histórico da medida provisória MPV-451/2008: 1- Apresentada pelo executivo em 22/01/2008.  2- em 23/04/2008 a câmara aprovou a medida liberando a venda em trechos urbanos. Algo razoável. 3- em 21/05/2008 o senado aprovou a venda nos trechos rurais, ou seja, no resto.

De forma resumida, está proibida a venda de bebidas às marges das rodovias federais, excetuando-se todo o seu trajeto.

Pelo menos algo de positivo restou. Acabou a dose pequena ou grande: está proibido beber antes de dirigir. Pode-se até ter o carro apreendido e ir preso. Como o governo fez tudo errado, pelo menos o congresso tratou de devolver ao cidadão a responsabilidade pelos seus atos. Ainda que de forma torta.

Um brinde.

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Por que SP ofereceu a NossaCaixa ao Banco do Brasil?

May 26, 2008 – 10:06 am | by Marcos V.

O mercado de ações sofreu um rebuliço na última quarta-feira com a notícia sobre uma possível compra da Nossa Caixa, banco do governo do estado de São Paulo, pelo Banco do Brasil. As ações do banco paulista subiram mais de 30%. A CVM, comissão de valores mobiliários -entidade que controla o mercao de ações, já informou que irá investigar se houve alguma manipulação.

Pois bem, duas perguntas ficaram no ar:1. Por que vender a Nossa Caixa? 2. Por que o o governo de SP ofereceu a Nossa Caixa ao Banco do Brasil ao invés de anunciar um leilão?

A primeira pergunta tem uma reposta mais fácil. Os governos estaduais não podem mais quebrar seus bancos de fomento. É simples assim. No próprio estado de SP isso já aconteceu e o falecido governador Mário Covas ficou com um abacaxi monstruoso nas mãos, um Banespa quebrado, herdado das administrações anteriores. Banespa que acabou privatizado, vendido ao grupo espanhol Santander. Como a utilização do banco para fomento é muito limitada, o melhor é se desfazer dele mesmo.

A segunda tem uma resposta um pouco mais complexa. Há no Superior Tribunal de Justiça um entendimento que apenas bancos estatais podem receber depósitos judiciais. Em poucas palavras, quando se discute na justiça o valor de um pagamento, faz-se o depósito judicial, o credor não recebe, mas o dinheiro fica retido até que a justiça decida valores, méritos, etc… Isso evita o “nome-sujo” na praça.

Como uma parte significativa dos ativos da Nossa Caixa está em depósitos judiciais, se um banco privado a levasse perderia esse montante, que iria de graça para, provavelmente, o próprio Banco do Brasil. Mas também há um mérito a ser julgado sobre a validade ou não dessa regra que apenas bancos estatais pode receber tais depósitos. Há muita confiança no mercado que a limitação será derrubada, afinal não cabe ao judiciário duvidar do trabalho do Banco Central no gerenciamento do sistema financeiro.

Resumidamente, o governo de SP consultou o hoje único possível comprador, o Banco do Brasil, e perguntou quanto ele está disposto a pagar pela instituição. Obteve um valor em torno de R$ 8 bilhões. Agora espera a decisão sobre o destino dos depósitos judiciais, tem muita confiança que a limitação cairá e deverá anunciar um leilão com preço mínimo igual ao que o BB ofereceu. Foi uma bela jogada.

Em tempo, o governo federal ficou ouriçadíssimo com a notícia. Primeiro porque adoram controlar qualquer coisa, está no DNA soviético de muitos por lá. Segundo por ser a Nossa Caixa um possível cabideiro de empregos tamanho-família. Como se sabe, há muito companheiro necessitado por aí.

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Petrobrás: o melhor terceiro escalão do mundo

May 21, 2008 – 8:50 pm | by Marcos V.

Há poucos dias foi anunciado que a Petrobrás ultrapassou a Microsoft em valor de mercado e se tornou a terceira maior empresa das américas e a sexta do mundo. Não é pouca coisa. Para ser exato eram US$ 287,171 bilhões. Ainda está a uma boa distância da Exxon Mobil (US$ 489,640 bilhões). Mas o resto do mundo também. Em nono lugar aparece a Vale (US$ 196,495 bilhões).

Há uma diferença notável entre as duas. A Vale hoje tornou-se referência em gestão e perde com alguma frequência seus quadros para outras empresas. Há mais de um caso de gerente que saiu da empresa para presidir outras. Na Petrobrás a história é bem outra. Senão, vejamos.

O cargo de presidente da empresa é político, ainda que o presidente Lula tenha colocado no cargo alguém que está de alguma forma está ligado à empresa desde começo da década de 90 (Sérgio Grabrielli). O que dizer então das diretorias. São inesquecíveis os debates políticos para diretor disso e diretor daquilo. -Ahh, mas fulano é engenheiro! Como se o importante fosse a formação (que É muito importante!) e não também os anos e anos de atuação. Afinal, alguém acha que quando um partido aliado luta e se degladia para indicar um diretor de perfurações da estatal, está interessado apenas no patriotismo do indicado?

A Petrobrás fez investimentos de mais de R$ 45 bilhões em 2007. É muito dinheiro e qualquer um que converse com as empresas do outro lado é um possível ótimo arrecadador de fundos para campanhas futuras. Esse é o principal critério das indicações: quem pode reverter maiores benefícios para o partido a partir do cargo que ocupa?

Então, se não são os diretores, quem são os responsáveis pelo sucesso da empresa? Sobretudo o terceiro escalão. Um exército de “gerentes” da maior qualidade, e que sabe o poder da empresa por trás e utilizam isso em benefício da própria empresa. Claro que sempre haverá casos pontuais de má gestão, assim como há na iniciativa privada, mas não são a regra. Não nesse nível.

Um processo seletivo continuo e extenso, investimentos em universidades e aprimoramento de capacidades. É nisso que se baseia a empresa.

E quem chega por indicação política? Geralmente possue o bom senso de não atrapalhar.

E a vida segue.

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A ida dos que não vieram

May 21, 2008 – 12:18 am | by Marcos V.

Não se pode dizer que o dia foi excepcional. Longe disso. Afinal, como esperado, Dilma e Erenice foram “inocentadas” pelo funcionário da casa cívil que depôs na CPI dos cartões corporativos. Também conhecida como a CPI da ida dos que não vieram.

Pobre CPI, nunca teve probabilidade alguma de não ser um fiasco.

Mas pelo menos a noite não foi um desperdício total: o curíntia perdeu do Botafogo. Apesar que é em jogos como esse que sinto falta da dupla derrota no futebol.

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