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Governo de SP arrecadará R$ 2.1 bi com estradas

January 14, 2008 – 3:43 pm | by Marcos V.

No Estadao.

O Governo de São Paulo apresentou nesta segunda-feira, 14, os detalhes da nova fase do Programa de Concessões de Rodovias. Serão concedidos cinco novos lotes, que somam 1.500 quilômetros. As concessionárias deverão investir R$ 9 bilhões nas rodovias Dom Pedro I, Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon e Raposo Tavares.

Devem realizar também a manutenção de estradas vicinais interligadas a esses corredores viários. O modelo prevê ainda que todas vão desembolsar um valor de outorga fixo, num total de R$ 2,1 bilhões. O valor dos pedágios será definido com base no preço máximo de R$ 0,10 por quilômetros, tarifa quilométrica atualmente em vigor no Estado de São Paulo. Vencerá a concessão a empresa que oferecer o menor preço, abaixo desse limite.

…o Estado deve arrecadar R$ 2,1 bilhões, que serão aplicados nas estradas paulistas sem viabilidade econômica para concessão.

Por conta de um péssima experiência no final do ano passado, quase dez horas no aeroporto com duas crianças de colo, minha mulher e eu resolvemos que esse ano faríamos de carro nossas viagens com as crianças. E lá fomos nós, quase 1.000km de estradas pelo Brasil, pouco mais da metade em SP. É uma experiência educativa. Gastei algo em torno de R$ 50,00 para cruzar o estado, mas não tive problemas com as estradas. Um ou outro trecho com qualidade inferior, mas nada que me obrigasse a desvios abruptos. Fora do estado, no entanto, íamos de trechos excelentes a péssimos, de ter que quase para o carro para passar bem lentamente pelos buracos, não havia estrada para contorna-los. Basicamente as principais vias estavam razoáveis, para os padrões brasileiros, mas toda vez que entravamos em um vicinal era um Zeus nos acuda.

Essa é a diferença entre um governo que planeja e um que só planeja as próximas eleições. Quando o governo Lula fez a licitação de exploração das rodovias federais, não cobrou taxa de outorga, ou seja, o vencedor não precisa pagar nada à União, basta começar a investir na estrada que ganhou. Com isso o preço do pedágio cobrado cai. E as vicinais ou continuam um lixo ou o governo joga dinheiro do “caixa geral” nelas. No caso paulista, quem utiliza as estradas, e só quem utiliza as estradas, paga mais caro pelo pedágio e financia (com o dinheiro da outorga que vem “embutido” no pedágio) as estradas economicamente inviáveis. É bem mais impopular, ninguém gosta de pagar, e bem melhor para a população em geral, que não precisa financiar um serviço da qual não é usuária.

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