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O método científico - explicação breve

January 23, 2008 – 10:55 pm | by Marcos V.

Há, nos extremos, dois tipos de pessoas: os que precisam saber e os que precisam compreender. O primeiro grupo é formado por aqueles que crêem. Existe o céu, a terra, a água e o fogo, em última instância, por vontade de algum sentido ou ente superior e, presumivelmente, incompreensível, ainda que concebível. Não é a toa que na mitologia judaico-cristã um homem não suportaria ver a Deus. Se tal fato fosse possível seria justo perguntar porque nunca ninguém o encontrou, mas aqueles que acreditam sabem da impossibilidade e, mais importante, a aceitam. A isso se dá o nome de fé.

O segundo grupo é formado pelos que precisam compreender. Para este grupo não basta a resposta, é preciso a total compreensão de todos os passos que levaram ao resultado. A esses passos e a busca por essa compreensão se dá o nome de método científico.

É difícil determinar a origem do método científico. Há quem o atribua a Alhacen, o sábio mulcumano que viveu nos séculos X e XI na Mesopotámia e no Egito e estudou anatomia, engenharia, matématica entre outros campos. São seus os primeiros estudos sobre refração da luz. Foi necessária quase uma década para que Alhacem conseguisse formular a pergunta, estabelecer uma hipótese, experimenta-la e concluir. Esses são até hoje os passos principais do método.

A saber:

  1. Caracterizações - observações, medições e definições do objeto ou fenômeno a ser estudado.
  2. Hipóteses - explicações para as medições ou definições do objeto ou fenômeno.
  3. Previsões - uso da dedução lógica nas hipóteses formuladas.
  4. Experimentos - testes dos itens anteriores

Esses itens geralmente são executados na seguinte ordem:

  1. Formulação da pergunta.
  2. Pesquisa de embasamento
  3. Construção das hipóteses
  4. Formulação e execução dos experimentos (teste das hipóteses)
  5. Análise dos dados obtidos
  6. Conclusão
  7. Publicação

Um dos enganos mais comuns que se comete ao descrever o método científico é classificar como “fracasso” toda vez que uma hipótese não é comprovada. Isso deixa claro a incompreensão do que é o metodo em si. Ele busca relações de causa e efeito em fenômenos naturais - observe que natural e espontâneo não são sinônimos - de forma que a alteração de um aspecto ou variável cause outra variação predizível. Portanto, se uma hipótese não é compravada também o resultado é importante: descartou-se um determinado mecanismo de ocorrência e desenvolvimento do fenômeno.

 Cada área do conhecimento deve adaptar o método às suas particularidades. Na medicina e farmacologia, por exemplo, o estudo deve ser duplo-cego: os pacientes e os médicos que administram as drogas não sabem quem recebe o princípio ativo e quem recebe o placebo. Isso é feito para evitar uma expectativa que poderia comprometer o resultado.

ps: com o tempo ampliarei essa página.

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  1. 7 comentários to “O método científico - explicação breve”

  2. By Dayane on Apr 22, 2008 | Reply

    o que é método científico??????????????

    Você se deu ao trabalho de ler o texto?
  3. By Denior on Sep 12, 2008 | Reply

    Caro Marcos,
    Importante contestar os que afirmam que o criacionismo e o evolucionismo estão em pé de igualdade. Exigem que se prove a Teoria da Evolução, mas a sua versão bíblica não precisaria de prova (e querem que seja ensinada em escolas públicas como científica… para isso eles já tem as escolas religiosas!).
    Sei que você não teve a pretensão, na sua breve exposição), de esgotar o método científico. Mas, indo mais além, o método exposto está baseado na lógica formal, muito útil à ciência moderna. No entanto, é bom notar que muitos cientistas tem esse como um absoluto. Seria importante considerar que a ciência nunca é definitiva, nem em seu método. Particularmente o método formal demonstra-se muitas vezes limitado. O método dialético às vezes é necessário.
    Sobre este leia-se:

    http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/include/getdoc.php?id=322&article=120&mode=pdf

    Denior,

    essa é uma das diferenças básicas entre ciência e religião: a ciência não se encerra em si mesma, está sempre disposta a transformar-se.
    Grato pelo link, vou ler com atenção e depois comento aqui no blog.

  4. By Haddammann on Nov 21, 2008 | Reply

    Razões Cabais Para Destroçar a Insana Tentativa de religiões de se Enfiar nas Escolas e Aterrorizar os Estudantes, como era nos conventos, Mosteiros calabouços, e colégios internos; tirando qualquer chance de nenhum de nós ter o direito à mentalidade livre em nossa espécie.
    ABAIXO ÀS GRADES – VIVA À LIBERDADE – VIVA A MERITOCRACIA.
    As enumerações educacionais a seguir contrapõem a estupidez crassa da palhaçada das míseras e ralas frases que desavergonhadamente os mandantes da Sociedade impuseram como Teoria, chamando-as de Criacionismo; um dogma fantasioso, falacioso, exdrúxulo, e psicológico-degenerativo.
    1ª. Na Natureza/ESPAÇO não há acaso; há condições: propícias ou não, para ocorrência de eventos.
    2ª. O NADA não é simples (nem de compreensão imediatista para a curiosidade simplória); exemplo:
    a) no LHC, o vácuo considerado ótimo tem num só centímetro cúbico estimadamente 25 milhões de moléculas.
    b) mesmo o vácuo sem existência alguma possui ondas (um conjunto delas).
    c) o Vácuo absoluto, o NADA sem outra importância espacial alguma, é só teórico.
    d) A Natureza/ESPAÇO tende à ordem, pelas condições lógico-espaciais que a estabelecem; a desordem é um estágio de confrontos de posições em busca de satisfatoriedade funcional.
    e) No ESPAÇO, o conceito cronológico de início e fim é totalmente arbitrário, pois a sucessão de todos os eventos é ininterrupta.
    f) A ordenação das formas segue diretrizes, leis, e princípios; e a proposição concatenada de todos os fenômenos efetivados (que interpretamos como Natureza) por esses tem por efeito as formas, que deriva de interações simples e evolui para mais complexas.
    E Pronto.
    Daqui pode-se extrair toda a Lógica Espacial (ou melhor, daqui pode-se partir o avanço extraordinário do que já conseguimos como reflexão investigativa; um auge do Conhecimento Humano, no que concerne o saber de nós, e do ambiente, tanto em esfera microscópica quanto na Sideral).
    Os rudimentos bem desenvolvidos dessa enumeração estão devidamente apresentados como um estudo que foi nomeado em 1985 como O ESPAÇO e a Procedência do Movimento, resultados do pensador Haddammann Veron Sinn-Klyss, autor também do Projeto Passos da Natureza (vídeo Youtube).
    Este Projeto constituiu-se como um agradecimento a toda a constelação de seres humanos livres e autênticos que tanto me inspiraram, e mostraram-me a Vida e suas nuances e consonâncias e contextualidades controversas.
    Denúncia Civil e Notificação à Sociedade:
    O Pensador está instado a não publicar, não palestrar, não chegar perto de estudante algum (mesmo que a vida inteira, desde os 15 anos sempre ingressou inúmeras pessoas na busca da Ciência e no aproveitamento dos estudos, com projetos independentes e comprovadamente colhedores de excelentes resultados). Todavia, qualquer dúvida pode ser discutida ou respondida nas palestras censuradas (político-religiosamente), a saber: Qualidade & Alta Performance; Genética Cósmica (esta, o artigo diretor foi enviado à direção internacional do AIPT, para conseguir apoio ao Projeto Passos da Natureza).
    Ponderação:
    É imprescindível que o homem possa conceber, neste momento, que é a única espécie com potencial para destruir completamente a si mesma; pois tem noção de quase todas as estratégias predadoras e de aniquilamento de outras espécies.
    Há que se saber que podemos estar ou ter estado sob um própria prerrogativa da Natureza em contenção de domínios extravagantes e nocivos em demasia ao Eco-Sistema (pois a Natureza é maravilhosamente estruturada com dispositivos de compensação, chamados Feedbacks). Assim, cabe-nos comportar em nós a educação apurada sobre equilíbrio geo-espacial que nos faça aquiescer à prontidão de ações reparatórias individuais e sociais (como recolocação de conceitos e reestruturamento de instituições), determinando-nos com atitudes altruístas que reponham-nos como dignos da fina textura de solo de que dependemos.
    O fio da Vida é tênue, os cliques de desastres são somados consecutivamente como num desenho de bordadeira; o expert, o sábio, o estudioso, assim que vêem e passam a mão pelo bordado notam pontos, nódulos, que encaminharam o torto, o desarranjo, do bordado. Hoje temos pela Sociologia e demais outras magníficas ciências recursos essenciais para estabelecimento de contextos sociais satisfatórios e promissores. Mesmo que tradições ressequidas e estagnadas arrumem-se para perpetuar seu inevitável declínio, não podem impingir à toda a Humanidade um desastre sociológico na nossa continuação (subvertendo nosso direito e supra-anseio de preservação), por prenderem-se em vaidade, oportunismo, arrogância e preguiça, que defeituosamente vemos em grupos que se amontoam em comodismo parasitador da nossa espécie; levando-nos a pagar um preço impensável por insistirmos em não ver e não agir para conseguirmos ultrapassar desta definitiva vez essa fase crítica de estado de consciência em nossa Civilização.

  5. By barbara on Mar 13, 2009 | Reply

    obrigada!!!!!!!!!! isso me ajudou bastante

  6. By Ricardo Cruz on Oct 3, 2009 | Reply

    Gente, vamos acabar com essa briga! Estão todos com a razão.

    Deus criou a primeira celula, o primeiro organismo. Sendo assim é correto o CRIACIONISMO. Esse organismo evoluiu, portanto EVOLUCIONISMO. E nós, estamos destruindo tudo! Nós criamos uma nova corrente. “DESTRUÍSMO”

    Só pra esclarecer: você testemunhou a tal “criação da primeira célula”? Sim, por lógica, suspeito que não. Eh, parece que sua tese está DESTRUIDA. Aliás, vou utilizar o seu “destruísmo”, gostei muito. Daqui pra frente irei me referir ao criacionismo dessa forma.
    []s

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