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Farcs perderam metado dos seus homens

January 27, 2008 – 4:44 pm | by Marcos V.

Eu já havia dito aqui sobre a redução no contigente das FARC, agora o governo colombiano divulga novos números. Ainda que não sejam precisos ou totalmente confiáveis, indicam a tendência inequívoca do fim desses terroristas.

Segundo as autoridades colombianas, as FARC começaram a década com aproximadamente 17.000 combatentes e perderam algo em torno de 10.000, desde o início do governo de Alvaro Uribe, em 2002.
“A inteligência militar calcula que nas fileiras rebeldes deve haver entre 6.000 e 8.000 homens”, declarou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, ao jornal El País da cidade de Cali. Informou ainda que “Perderam importantes cabeças. Somente no ano passado cerca de 2.500 combatentes deixaram o grupo (…) Hoje seus líderes não dormem tranqüilos duas noites em um mesmo local. Enfrentam desabastecimento, falta de comunicações, perda de comando e controle”. Ainda segundo o ministro, as Farc foram infiltradas pelas tropas de segurança “muito mais do que imaginam”.

É como eu havia escrito, bandido deve ser tratado como bandido, terrorista com terrorista. Se algum dia tiveram alguma legitimidade social, seja lá o que for isso quando se trata de atirar contra a população, hoje as Farc se resumem a uma gigantesca operação de proteção ao tráfico de drogas, industria de seqüestros, extorsão e assassinatos. Seus líderes não tentam algum tipo de acordo envolvendo anistia porque sabem que a população colombiana não aceitaria. Lá, sentindo na carne, não há bossalismo canhoto suficiente que proteja as intenções dos terroristas. Assim, seguem “combatendo” e provavelmente irão até o fim. Se em 2000 não havia expectativa do fim dessa sangria, hoje podemos trata-los como um futuro Sendero Luminoso, guerrilha maoísta peruana, que após a captura de seu líder, Abimael Guzmán, ficou reduzida a uma única facção, “Proseguir”, com algo em torno de 100 militantes. Enfim, mais uma quadrilha do que uma guerrilha.

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