Archive for January, 2008
Wednesday, January 30th, 2008
No Estadao.
O senador John McCain venceu a primária republicana na Flórida na terça-feira, segundo projeções da imprensa, derrotando Mitt Romney em uma disputa apertada que deu impulso à busca de McCain pela indicação de seu partido para a disputa presidencial norte-americana de novembro.
A vitória coloca o senador pelo Arizona em boa posição antes da “superterça”, quando quase metade dos Estados norte-americanos escolherá os candidatos republicano e democrata para as eleições presidenciais. Leia mais.
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Wednesday, January 30th, 2008
No Estadão.
Numa disputa que não deverá ter validade para a indicação do candidato presidencial do Partido Democrata, a pré-candidata Hillary Clinton conseguiu a maioria dos votos na primária da Flórida desta terça-feira, 29. A apuração apontava que a senadora recebeu cerca de 51% dos votos, vantagem que deve ser mantida até o fim da contagem.
Embora Hillary tenha usado seu discurso de vitória para dizer que “os cidadãos da Flórida querem ser ouvidos”, a primária democrata no Estado não terá validade para a indicação do candidato do partido. O Partido Democrata da Flórida foi punido pela direção nacional por antecipar sua primária, e não contará com delegados na convenção em que o indicado será oficializado. Ainda assim, Hillary tem a esperança de reverter a decisão, uma vez que o Estado é considerado decisivo nas eleições gerais de novembro. Leia mais.
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Tuesday, January 29th, 2008
No Estadão.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, com ampla maioria, o plano de estímulo econômico de 146 bilhões de dólares apoiado pelo presidente George W. Bush.
O pacote inclui restituição de impostos de até 600 dólares para indivíduos e 1.200 dólares para casais, com adicional de 300 dólares por filho. A legislação também traz medidas tributárias para incentivar o investimento das empresas em novos equipamentos. Leia mais.
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Tuesday, January 29th, 2008
No Estadão, por Paula Puliti.
O perfil das exportações brasileiras pouco se alterou no ano passado, segundo os resultados consolidados da balança comercial de 2007 divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Os resultados mais expressivos continuaram com as maiores empresas do País, algumas das quais também grandes importadoras. E a fatia delas na balança também aumentou em 2007, mostrando novamente que o comércio exterior brasileiro é concentrado em um número pequeno de empresas. Os destaques na lista divulgada nesta terça são Petrobras, Vale, Embraer, Bunge Alimentos e Volkswagen do Brasil. Exceto a Vale, todas as outras são também fortes importadoras. leia mais.
Ainda segundo a matéria, A Petrobras encabeça a lista com vendas externas de US$ 13,6 bilhões, alta de 22,9% sobre 2006. Seguida pela Vale, com US$ 7,9 bilhões, alta de 31,6%, e Embraer com US$ 4,7 bilhões, alta de 44,4% ante 2006.
Algumas coisas a destacar.
Primeiro, não há nada de excepcional em ver a Petrobras liderar o ranking. Ela não possui mais o monopólio legal, mas é dona de um monopólio na prática, do principal ativo energético do mundo. E, pelas características do petróleo extraído no Brasil, é grande exportadora de materiais pesados, como revestimento asfáltico. Uma curiosidade, é justamente asfalto o principal item exportador do Brasil para os Emirados Árabes Unidos. O petróleo obtido por lá é mais leve (melhor para óleo combustível como gasolina e diesel) e contem pouco desse material.
Segundo, são empresas criadas em épocas não-democráticas. A Petrobras por Getúlio e Vale e Embraer pelos militares. Os governos democráticos do Brasil ainda não aprenderam a planejar a longo prazo. Isso se deve a um único motivo: a população não cobra essa tarefa.
Terceiro, são também grandes importadores. Os movimentos do capital sempre buscam uma forma equilibrada. Para as empresas internacionalizadas, o que vale é o resultado final, considerando-se todas as operações em todos os lugares do mundo.
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Tuesday, January 29th, 2008
Na Folha, por Humberto Medina.
Com os níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste mais baixos do que nos meses que antecederam ao racionamento (junho de 2001), a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) reduziu a vazão de água do rio São Francisco. O objetivo da medida é reter a água em Sobradinho (BA), hidrelétrica que tem o maior reservatório da região.
“Estamos com chuvas abaixo da média e adotando todas as medidas possíveis para economizar água”, afirma Mozart Bandeira Arnaud, diretor de operação da Chesf.
“A energia que não for gerada em Sobradinho será suprida com termelétricas ou com maior transferência de outras regiões”, afirmou. A redução da vazão foi autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e pela ANA (Agência Nacional de Águas).
…
No domingo (último dado disponível), os reservatórios das hidrelétricas da região Nordeste estavam com 28,2% de sua capacidade. Nessa mesma época do ano, em 2001, pouco mais de quatro meses do início do racionamento, os reservatórios do Nordeste contavam com 41,39% da capacidade (média de janeiro).
As chuvas este ano estão bem piores do que em 2001. No ano do racionamento, no mês de janeiro, a região Nordeste registrava 71,6% da média de chuvas. Este ano, as chuvas estão em 39% da média histórica para o período.
Agora só falta o governo colocar Marta Suplicy para comentar o assunto. Lembrando que é ela a autora do famoso “relaxa e goza” para o apagão aéreo e da “febre de boatos” sobre a epidemia de febre-amarela.
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Tuesday, January 29th, 2008
Dá-se como iminente a renúncia do presidente do Société Générale, após ser duramente criticado pelo presidente Nicolas Sarkozi, pelo primeiro-ministro Francois Fillon e pela ministra da Economia, Christine Lagarde, que chegou a declarar que “em momentos de dificuldade, os membros da diretoria devem decidir se a pessoa no comando é a melhor para conduzir o navio quando ele está fazendo um pouco de água ou se precisam mudar o capitão”.
A situação da diretoria da instituição complicou-se um pouco mais quando o procurador geral francês revelou que em novembro a Eurex, uma bolsa de derivativos, questinou as posições de Kerviel, mas que o próprio operador junior evitou que a diretoria tomasse conhecimento.
O governo também foi claro ao dizer que não permitirá tentativas hostis para obtenção de controle do banco. Comenta-se que várias instituições estudam essa possibilidade. Entre elas o PNB Paribas, o maior banco francês listado em bolsa, o HSBC e o Barclays.
As autoridades francesas são conhecidas por uma defesa dura das empresas nacionais, independente da linha política. É comum a ajuda para que companhias se lancem em outros mercado ou para evitar que empresas estrangeiras tentem controle de ativos franceses.
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Tuesday, January 29th, 2008
A ministra Dilma Rousseff parece ter colocado um corpo de vantagem no páreo para indicar o presidente da Eletrobrás. O corpo é de Flávio Decatt, homem de confiança da casa civil, em detrimento de Evandro Coura, afilhado de Sarney. O ex-presidente já dá sinais de que pode abrir mão da indicação. Na semana passada a própria Dilma havia conversado com o senador, em busca de um entendimento. Sarney afirmou que a indicação de Coura não seria dele, mas do presidente do senado Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN).
Como se vê, continua o jogo de cartas para indicação de nomes, que vem se sofisticando até alcançar níveis inimagináveis, até para o Brasil. Hoje qualquer cargo que movimente dinheiro serve para políticos. Dizem que é para acumular poder. Baseado no relatório da PF sobre os correios, dá pra imaginar de que tipo de poder está se falando.
Aos políticos, cabe a presunção de inocência nos tribunais, mas na percepção da população, não. O Brasil não pode, nunca mais, permitir-se tamanha cegueira em relação a um grupo político como o que foi feito em relação ao PT e seus aliados. Até instituições antes quase intocadas, como IBGE e Embrapa, foram loteadas com companheiros e aliados. O custo disso para o país é enorme e essa conta exigirá um longo tempo até ser paga. Não é algo que o próximo governo, assumindo sua lisura, possa fazer de canetada. É um trabalho investigativo longo e cansativo que, sabemos, não é o tipo preferido dos políticos.
Que nos fique a lição: não vote em político do qual se desconfia, ainda que levemente.
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Tuesday, January 29th, 2008
As duas maiores cidades do país são administradas pelo mesmo partido: DEM. Note-se, no entanto, como são distintas as situações. O RJ vive um verdadeiro caos, a cidade está abandonada enquanto César Maia se preocupa com fatos e factóides políticos. Já SP vive um de seus melhores momentos com a gestão Kassab.
Enquanto no Rio movimentos sociais - e não estou só falando de petralhismo explícito - se engalfinham com o prefeito e ameaçam boiocote ao pagamento de impostos, SP começa o ano com sobras em caixa. Pra quem já morou nas duas cidades, e gosta das duas, é difícil aceitar que isso possa acontecer.
Na Folha, por Catia Seabra.
A Prefeitura de São Paulo inicia o ano eleitoral de 2008 com uma sobra superior a R$ 1 bilhão em caixa. Segundo dados preliminares, a prefeitura encerrou 2007 com um superávit financeiro de R$ 1,273 bilhão.
O subsecretário de Tesouro, Walter Fasterra, confirmou à Folha que essa é a estimativa da prefeitura. Mas ressaltou que o número oficial deverá ser divulgado amanhã. Com recursos em caixa, a prefeitura pode investir em obras sem depender da arrecadação de impostos nos primeiros meses do ano.
A vantagem é maior em ano eleitoral. Pela legislação, o candidato não pode participar de inaugurações a partir de julho. Além disso, a partir de maio não é permitida a realização de despesas sem garantia de recursos para sua execução. E o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tem pressa.
De acordo com levantamento feito pela Folha, até o fim de março a meta é de inauguração de pelo menos 80 obras, incluindo 58 AMAs (assistências médicas ambulatoriais), sete CEUs (centros educacionais unificados), canalização de córregos e urbanização de favelas.
Segundo o secretário de Educação, Alexandre Schneider, a prefeitura pretende concluir 20 novos CEUs e 70 escolas até o mês de novembro.
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Tuesday, January 29th, 2008
Imagine, em um país em que a maioria da população tem direito a 6 semanas (1 mês e meio) de férias por ano, um trabalhador que utiliza apenas 5 dias de licensa. Mais, chega sempre cedo e é dos últimos a sair. Em um meio onde a maioria das pessoas possui pedigree, ele vem de uma origem modesta: filho de uma cabeleireira e de um torneiro mecânico do interior. Graduou-se em 2000 pela universidade de Lyon e, em cinco anos, já recebia um salário anual de 100.000 euros como corretor júnior. Tornou-se obcecado em provar sua competência, sua capacidade de atuar nos mercados.
Como ficou claro pela carga de trabalho, suou muito a camisa pra galgar degraus. Não seria esse o trabalhador dos sonhos de qualquer chefe? Bem, não é essa a opinião da impressa francesa, que apelidou Jérôme Kerviel de “corretor maluco”.
Kerviel ganhou “fama” quando Daniel Bouton, executivo chefe do banco Société Générale, anunciou perdas de mais de US$ 7 bilhões. Vamos à história.
A partir de 2005, Kerviel começou a realizar pequenas transações não autorizadas. Na conferência de imprensa, o promotor chefe de Paris, Jean-Claude Marin, afirmou que “quando se tem operado dessa forma por meses, sem ser descoberto, entra-se em uma espiral e, no fim, você acaba se achando muito mais forte que o resto do mundo”. Foi exatamente o que aconteceu.
Em 48 horas de interrogatório quase ininterruptos, Kerviel descreveu como sua audácia foi crescendo a cada transação, a medida que ninguém no banco parecia descobrir suas pequenas ilicitudes. Talvez porque, segundo Kerviel, outros corretores do Société Générale utilizam a mesma técnica, apenas com apostas menores.
Segundo disse aos promotores, ele chegou a construir uma posição que teria rendido ao banco 1.4 bilhões de euros, caso tivesse sido transacionada no final do ano passado. Acreditava ainda ter direito a uma comissão de 300.000 euros. Recebeu apenas 1.500. E tudo teria terminado bem, Kerviel poderia ser o novo ninja do mercado financeiro europeu, não fosse pela virada ocorrida no final de dezembro. De “montado na grana”, Kerviel ficou “atolado nas perdas”.
Ele persisitiu acreditando que um mercado que havia caido tanto iria se recuperar. Ainda segundo o promotor Marin,”é um vício. Há uma dependência nesse complicado jogo de apostas nos mercados, e uma expêcie de espiral da qual é difícil escapar”.
Aparentemente Kerviel não pretendia “desfalcar o banco, queria apenas ser reconhecido e ganhar sua comissão”.
Como já sabemos, ele não levou sua comissão, mas ficou bastante conhecido. Resta agora um tratamente para se livrar do vício em apostas.
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Monday, January 28th, 2008
Na Folha.
A presidente-executiva do Banco Rural, Kátia Rabello, foi interrogada hoje por cerca de cinco horas no processo do mensalão, em Belo Horizonte (MG).
Ela negou as acusações de formação de quadrilha, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
No depoimento, Kátia disse que Marcos Valério –acusado de ser o operador do suposto esquema– informava o banco sobre a disponibilidade na agenda do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e que jamais participou da concessão de empréstimos para empresas de Valério. Leia mais.
Esse pessoal do mensalão ajuda a reescrever uma máxima: não é possível todos mentirem para todos o tempo todo. E assim, como em um quebra-cabeça, a figura total vai aparecendo. Basta ver, em cada depoimento, o que bate com o que. Portanto, é razoável assumir que Valério de fato agendava os compromissos com Dirceu - ou seja, o operador do mensalão teria acesso ao ministro da Casa Civil - porque isso bate com o depoimento do próprio Valério à CPI, de que havia se econtrado com Dirceu e dirigentes do Banco Rural. E assim, uma peça aqui, outra ali, a verdade vai aparecendo.
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