O (ótimo) maestro John Neschling perdeu uma interessante ação que movia contra o crítico Marcus Góes. Na Folha. Comento em seguida.
O motivo da disputa eram as críticas contra Neschling que Góes postou num site na internet. O juiz José Roberto Portugal Compasso decidiu que o maestro deve agora pagar os honorários advocatícios da causa, estipulados em R$ 2.000.
“Chamar alguém de feio, chato, caipira, pode ser considerado ato ilícito e, por conseguinte, sujeitar o agressor a uma compensação pecuniária a favor da vítima?”, pergunta o juiz.
Chamar alguém de feio, segundo o juiz Compasso, não é um “ato ilícito capaz de causar dano moral”.
De acordo com a tese, as provocações “são, com todo respeito, apenas provocações pueris, sem maior potencial ofensivo. Nada mais infantil do que chamar o outro de chato, feio, implicar com o nome, ou coisas do gênero”.
“Ao dizer, por exemplo, que o autor é feio, é nítido que o réu está apenas expressando sua opinião”, acrescenta o juiz. “Esta atitude simples, por sua própria natureza, não fornece elementos para que uma outra pessoa se convença da suposta feiúra do destinatário das declarações.” Leia mais.
Baseado na sentença acima, tenho apenas um comentário a fazer: Lula lindão!
Uma possível fusão resultante das conversações entre a Bovespa Holding e a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) pode criar o segundo maior conglomerado de bolsas das Américas por valor de mercado. Segundo números da consultoria Economatica, da união surgiria uma empresa avaliada em cerca de US$ 18 bilhões, ficando atrás somente da CME (Chicago Mercantile Exchange), cotada a US$ 27,7 bilhões, mas à frente da Nyse Euronext (US$ 17,7 bilhões). Segundo fontes próximas às negociações, o objetivo das bolsas brasileiras é ganhar força para se proteger contra ofertas hostis para tomada de controle de grandes investidores estrangeiros e adquirir outras bolsas da América Latina. Segundo fontes do setor, a BM&F deve realizar uma nova oferta de ações de R$ 1 bilhão para financiar a incorporação da Bovespa. O modelo é tido como o mais provável porque é o que geraria a maior amortização em benefícios fiscais, de cerca de R$ 3 bilhões. Segundo analistas, a integração permitiria fortes ganhos com sinergia. Só as despesas com quadro de funcionários cairia à metade. A união conta com a simpatia das corretoras de valores, que detêm 49% do capital da BM&F e das ações da Bovespa. O anúncio do início das negociações, na terça-feira à noite, teve repercussão positiva no mercado. A ação da Bovespa Holding fechou ontem com alta de 10,18%, a R$ 26,50, e a da BM&F registrou valorização de 15,4%, a R$ 18,20.
A Embraer fechou acordo de até 1,125 bilhão de dólares com a empresa norte-americana de leasing Jetscape. O contrato envolve a venda de 10 jatos modelo 190 e direitos e opções de 20 aeronaves.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, o pedido firme é avaliado em 375 milhões de dólares, valor que pode crescer se as opções para 10 aeronaves e os dez direitos de compra para o mesmo modelo 190 forem exercidos.
As entregas estão programadas para começarem em 2009 em configurações que variam de 70 a 122 assentos, informou a Embraer, que mantém previsão de entregas anuais de entre 195 e 200 aviões em 2008 e 2009.
Ainda nesta quarta-feira, a Embraer anunciou que a australiana Virgin Blue Airlines exerceu quatro direitos de compra de jatos 190 e conversão de outros três em opções do mesmo modelo. Leia mais.
O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos e senador pelo Estado de Illinois, Barack Obama, venceu o cáucus do Havaí, sua décima vitória consecutiva nas primárias, e ampliou sua vantagem sobre Hillary Clinton.
Os resultados de cerca de 51% dos locais de votação davam a Obama 76% dos votos.
Na primária de Wisconsin, onde também venceu, Obama conquistou votos entre mulheres brancas e operários, eleitorado normalmente fiel a outra pré-candidata do partido.
O pré-candidato republicano John McCain venceu o rival Mike Huckabee em Wisconsin, fortalecendo sua liderança com quatro vezes mais delegados do que Huckabee.
As projeções são de que McCain também vença a primária do Estado de Washington.
Momentum
Segundo o correspondente da BBC Jonathan Beale, a vitória em Wisconsin foi significativa para Obama, porque ele obteve votos entre o eleitorado de Hillary Clinton.
Foi também uma grande decepção para Clinton, senadora pelo Estado de Nova York, que esperava recuperar o ímpeto de sua campanha.
O senador também obteve o voto de jovens e de seis em cada dez auto-denominados eleitores independentes, segundo as pesquisas de boca de urna da ABC.
No Wisconsin, os resultados apontavam que Obam levou 58% dos votos, e Hillary 41%.
Mas tanto Obama como Hillary Clinton estão de olho nas primárias mais importantes de março, em Ohio e no Texas, descritas por analistas como cruciais para a credibilidade deles como candidatos. Leia mais.
O atual governo possui folha corrida quando se trata de utilizar a máquina estatal contra os seus “inimigos”, basta lembrar do episódio caseiro x ministros, em que o ex-Ministro Pallocci e/ou seus assessores obtiveram informações sobra a conta corrento do caseiro Francelino. Sim, ele, o caseiro, fez a bobagem de contar o que sabia. Utilizei ministroS, no plural, porque houve a pena do ex-ministro da justiça, Márcio Thomas Bastos, na defesa.
Ao se apossar dos instrumentos do estado, um grupo político desenha uma linha sobre o que o cidadão comum pode ou não fazer, independente do que manda a constituição. Esse é o primeiro sintoma de um regime autoritário.
A base aliada se esforça para montar uma CPI que investigue o uso dos cartões corporativos e das contas tipo B no governo FHC. Como não há fato definido para a instalação da CPI, condição determinada pela constituição, começou o período de “achar provas independentemente da lei”. Que fique claro, que se investigue todos os indícios, mas que não se use o estado para fabrica-los ou achacar qualquer cidadão. Tempos perigosos esses.
No Estadão, por Vera Rosa.
Às vésperas da instalação da CPI dos Cartões, o Planalto vai distribuir aos líderes aliados um dossiê com informações detalhadas sobre os gastos com suprimentos de fundos nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. No comando da operação de guerra, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) pediu aos 37 ministérios e principais repartições da administração direta que encontrem prestações de contas antigas, personagens, relatórios de fiscalização - com o respectivo “comprovante de saneamento” do erro, quando for constatada irregularidade -, além de estatísticas dos valores desembolsados desde 1998.
A idéia é desconstruir o discurso de adversários do PSDB e do DEM de que o governo Lula teria organizado uma cadeia de comando para promover a farra dos cartões corporativos. Com a identificação dos ordenadores de despesas, por exemplo, o Planalto quer mostrar que os responsáveis pela fiscalização dos gastos não integram a lista dos afilhados políticos: muitos são funcionários de carreira e trabalharam em outros governos.
No e-mail enviado aos ministérios, com um questionário de 13 perguntas, a Secom pede ajuda para localizar “personagens, documentos, cenários e estatísticas”. Quando solicita a identificação do “gestor”, ressalva: “De preferência, alguém que estava na função antes da instituição do cartão.” O objetivo é rastrear a movimentação de dinheiro no governo FHC, já que o cartão corporativo foi criado somente em 2001. Antes, os gastos eram feitos apenas por intermédio da conta tipo B, com operações em cheque ou dinheiro vivo. A conta tipo B existe até hoje, mas é usada em menor escala. Leia mais.
Para os que acreditam que generalizei o termo “biógrafos” no post anterior sobre Fidel Castro, fica aqui a menção ao historiados argentino Jose García Hamilton: “[Fide] virou um ditador pior do que seu principal inimigo, Fulgêncio Batista”.
Na BBC Brasil.
O líder cubano Fidel Castro teve uma trajetória política semelhante à de líderes latino-americanos do século 19, como José de San Martín e Símon Bolívar, na opinião do historiador argentino Jose García Hamilton.
Assim como os dois “libertadores da América”, Fidel tentou se eternizar no poder depois de ter liderado uma campanha de libertação, diz Hamilton.
“San Martín e Bolívar chegaram ao poder graças à libertação dos povos, mas depois tentaram se perpetuar no cargo”, disse o autor de livros sobre Bolívar e San Martín.
Para o historiador, Fidel “virou um ditador pior do que seu principal inimigo, Fulgêncio Batista”, em referência ao líder do regime derrubado pela Revolução Cubana. A diferença, continua Hamilton, é que Fidel bateu recorde de tempo no poder.
“Nenhum deles, nem mesmo Franco, permaneceu tantos anos na presidência”, afirmou, referindo-se ao general espanhol Francisco Franco, que governou a Espanha entre 1939 e 1975. San Martín, libertador da Argentina, do Chile e do Peru, exerceu sua liderança entre 1812 e 1826. Bolívar esteve cerca de 20 anos no poder em uma trajetória similar que foi de 1810 a 1830.
Com o anúncio de sua renúncia nesta semana, Castro encerrará quase cinco décadas no comando da política cubana. Leia mais.
O líder da revolução cubana, de milhares de inocentes úteis e outros tantos nada inocentes e bem inúteis está vivo. Que saco! Ainda vamos ter que ouvir dele um bocado. Toda declaração sua será “importante” simplesmente porque pode ser a última. Ai, ai…
O que não posso negar é que Fidel tenha deixado uma marca importante na história, foram poucos os tiranos que mesmo matando milhares conseguiram biografias positivas. Claro que a culpa é dos biógrafos, Castro fez a sua parte: impos-se como ditador, escravizou corpos e mentes de um povo e colocou o mundo ali pertinho de um conflito nuclear.
Então irá dizer o outro -e a qualidade de vida do povo cubano, você nega?- Não preciso, ou alguém acredita que se cruze o mar do Caribe sobre um monte de gravetos amarrados por esporte? Aliás, por falar em esportes, por que Cuba nunca teve uma equipe de vela? Humm, acho que na segunda regata não teria mais ninguém, estariam todos em Miami. Claro que a culpa não é do líder, não, a culpa é dos porcos que não possuem espírito revolucionário.
Em Cuba falta combustível, alimentos, remédios e todo o básico da vida moderna (oinc, oinc). O país é famoso por sua frota de carros da década de 50 e sua tecnologia idem. Tecnologia que Castro utilizou até para propagandear milagres (falsos) da ciência. Desafio qualquer pessoa a mostrar um trabalho que atenda ao aceito pela medicina (duplo-cego, randômico, multicêntrico, etc…) atestando a eficácia do tratamento insular para o vitilígo. E milhares gastaram pequenas fortunas para ir até a ilha buscar a tal “cura”.
Como todo tirano, o ditador não limita seu raio de ação ao território cubano. Um facínora é sempre um atentado à humanidade. Suas “idéias” do século XIX, alardeadas como a utopia, causaram enorme mal no continente. Milhares morreram, décadas foram perdidas. Parte desse débito deve ir para a sua contabilidade.
Fidel está vivo. Que saco!
No Uol: Em carta, Fidel Castro renuncia à presidência.
O líder cubano Fidel Castro anunciou nesta terça-feira que não voltará a ocupar a presidência do país. A renúncia foi divulgada por meio de uma carta publicada no jornal oficial do país, o “Granma”.
“A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger, recentemente, como membro do Parlamento (…) comunico que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante Chefe”, diz a carta.
Desempenhei o honroso cargo de Presidente ao longo de muitos anos. (…) Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da maioria do povo”, continua o texto publicado nesta terça.
Fidel fala ainda das limitações que os problemas de saúde trouxeram, ressaltando que “trairia sua consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer.” E acrescenta: “Falo isso sem drama.”
…
Desde julho de 2006, o comando do país está interinamente nas mãos do irmão de Fidel Castro, Raúl. O afastamento ocorreu por causa de problemas de saúde. Depois de submeter-se a uma cirurgia no intestino, Fidel passou o poder para as mãos do irmão.
Aos 81 anos de idade, Fidel ocupava o poder desde a revolução comunista de 1959. Em dezembro do ano passado, ele indicou que poderia se afastar para dar espaço para uma nova geração política. Leia mais.