Grandes empresas globais continuam apresentando lucros extraordinários, sobretudo pela punjância asiática, que segue em crescimento forte, à revelia das crises no Japão e EUA.
Na Folha.
O lucro líquido do grupo francês Carrefour chegou a 2,3 bilhões euros (US$ 3,52 bilhões) em 2007, alta de 1,3% sobre o o lucro de 2,27 bilhões de euros registrado em 2006. Segundo anúncio feito hoje, o lucro operacional da rede cresceu 3,4% no ano passado, para 3,29 bilhões de euros, pouco acima dos 3,18 bilhões de euros de um ano antes. A rede atribuiu o crescimento ao rápido crescimento na Ásia e América Latina, que superou a “fraca performance” na França. O Carrefour informou ainda que o seu novo foco estratégico será a administração imobiliária. Além disso, a rede reforçou a intenção de de abrir o capital da nova empresa, mas só depois de levantar entre 1 bilhão de euros a 1,5 bilhão de euros por meio de um arranjo privado de ações, provavelmente no quarto trimestre de 2008. Leia mais
Abaixo trecho de uma notícia veiculda pela rádio Colombiana RCN. É bastante esclarecedor sobre a intensa mobilização que Chavez ordenou às forças armadas venezuelanas após a ação militar que matou Raúl Reyes, o segundo na hierarquia da organização narco-terrorista FARC.
“Uma chamada que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez ao chefe guerrilheiro das FARC, Raúl Reyes, permitiu ao exército colombiano localizar o acampamento onde se encotrava o líder insurgente na zona fronteiriça com o Equador, onde foi morto junto com outros 20 rebeldes no último sábado. Isso foi o que revelou à RCN um alto oficial do Exército, o qual precisou, ainda, que Manuel Marulanda Vélez [conhecido como Tirofijo], chefe máximo das FARC, se encontra em território venezuelano.”
Acreditar que esse tipo de “vazamento” ocorreu espontaneamente seria ingenuidade. O alto comando colombiano está enviando um recado a Chavéz e Marulanda: sabemos onde você está. E parecem conhecer detalhadamente a posição, segundo outra fonte da RCN “Nosso [colombianos] serviços de inteligência estabeleceram que Marulanda está doente e se refugia em um sítio venezuelano situado do outro lado da frontera com Norte de Santander”. O termo que traduzi como “sítio” é “finca”, que designa pequena propriedade rural. Pelo visto eles sabem até o CEP do lugar.
Eu já disse antes aqui no blog que acredito em intensa ajuda da inteligência americana ao exército colombiano. Claro que a Colômbia em si possui os meios para interceptar esse tipo de ligação, mas que seria muito mais fácil com uma mãozinha americana, isso seria. Ou foi.
Apenas como informação adicional, o telefonema que Chávez fez era para comemorar o acordo para a libertação de quatro prisioneiros das FARC, segundo o encenamento que fazem para engrandecer a posição do proto-ditador venezuelano.
Rafael quem?
Rafael Correa deveria agradecer Álvaro Uribe pelo ataque realizado em território equatoriano. O presidente do Equador, se não chega a ser um ilustre desconhecido, é largamente ignorado pela imprensa internacional. E olha que ele se esforça pra inverter a situação, já deu declarações estapafúrdias, várias delas no vídeo abaixo. Em uma delas diz que Cube vive uma democracia, ou nas suas palavras, “em Cuba não há ditadura”. Ahh, no mesmo vídeo ele se nega a dizer que não irá tentar alterar a constituição para pode eleger-se indefinidamente. Eufemismo para ditadura. Ahh, é reflexivo, e não “ser reeleito”, o que implicaria em democracia.
Agora Correa veio com essa novidade:
“Lamento comunicar-lhes que as conversas estavam bastante avançadas para libertar 12 reféns, entre eles Ingrid Betancourt. Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias”
Ora, tenha paciência. Segundo essa teoria conspiratória, estava tudo pronto para a libertação, comandada pelos humanitários Chavez e Correa, e eis que vem a besta a serviço do norte e põe tudo a perder porque a paz não lhe interessa. E eu aguento?
A verdade é que Betancourt é questão de honra para esses traficantes, só será libertada se estiverem verdadeiramente desesperados para negociar uma anistia. Um dos problemas é se o povo colombiano aceitaria tal anistia, há muito debate sobre a questão.
Chavez e os terroristas Eu diria até que o objetivo da missão não era matar o segundo em comando das FARC, a morte dele foi um bônus militar - se é que morte pode ser considerada assim -, mas colocar as mãos nos dados que foram apresentados ontem. Falo das informações sobre a ajuda ECONÔMICA dada pelo governo venezuelano à guerrilha: US$ 300 milhões! Junto foram encontrados dados sobre a venda de 700kg de pasta de coca. Queira desculpar minha redundância, mas é importante cifrar o que foi encontrado: Chavez patrocinou um grupo que tenta derrubar um governo estrangeiro DEMOCRATICAMENTE eleito, e faz isso ajudando traficantes internacionais.
Irmãos de causa Como se vê, Chavez e Correa estão unidos na causa das drogas, da interferência em estados soberanos e das mentiras e teorias conspiratórias.
Sobre o ba-fa-fá chavista em relação à ação militar colombiana em território equatoriano, alguns fatos que comentei aqui no blog.
No Estadão, em 16 de novembro de 2007
O Ministério das Relações Exteriores da Guiana informou que tropas do país foram enviadas à fronteira ocidental nesta sexta-feira, em reação a uma suposta invasão do território do país por soldados venezuelanos. Os militares da Venezuela teriam explodido duas dragas de garimpos de ouro em um rio próximo da fronteira.
De acordo com os militares da Guiana, as tropas da Venezuela usaram helicópteros e explosivo C-4 para destruir as dragas; ninguém teria ficado ferido no incidente, que os militares da Guiana não sabiam dizer se aconteceu no rio Wenamu, que faz a fronteira entre os dois países, ou no rio Cuyuni, em território da Guiana.…
No ano passado, um soldado da Guarda Nacional da Venezuela matou a tiros um garimpeiro guianense no lado da fronteira pertencente à Guiana. Ninguém chegou a ser preso depois desse incidente.
Como se vê, as forças armadas chavistas já invadiram a vizinha Guiana - deve ser pela enorme ameaça militar representada pela pequena e falida república - e não foi à caça de criminosos, mas pelo vil metal. Ahhh, a lógica da esquerda…
Só para lembrar a história ginasial - ops, agora é ensino básico - a Venezuela reivindica para si 60% do território da Guiana, justamente a parte rica em ouro. Uma mera coincidência. Ou não. A disputa está oficialmente em moratória. Ou esteve até o ditador expansionista chegar ao poder.
O protoditador Hugo Chavez é de fato um esquerdista: hipócrita até o último fio de cabelo.
É improvável que a iniciativa Colombiana de “caçar” líderes das FARC em território equatoriano leve à guerra, e por algumas boas razões.
Primeiro, os comandantes rebeldes agora sabem que não adianta cruzar a fronteira e fazer careta para os soldados colombianos. Eles terão permissão de Bogotá para atacar no outro lado da fronteira. Principalmente se essa fronteira for com o fraco Equador. Quito também está ciente do fato e talvez reveja alguns conceitos, apesar que esperar tal lucidez de Correa seja um pouco de mais.
Segundo, a Venezuela não pode se dar ao luxo de um conflito com a Colômbia. O falido socialismo bolivariano de Chavez não consegue colocar alimentos suficientes nas prateleiras dos supermercados. A situação só não é pior justamente pelas importações de produtos colombianos. Se diminuir ainda mais a oferta desses itens, Chavez começara a ver ameaçada sua base de apoio entre as camadas mais pobres da população, justamente o que lhe mantem no poder.
Terceiro, apesar da compra de aviões de guerra russos, o exército venezuelano, e qualquer outro do continente, não é páreo para as forças armadas colombianas, constamente aparelhadas, treinadas em combate real na selva e com apóio americano em logística e inteligência.
Quarto e mais importante: é a vontade do homem que leva a feitos. Tanto Chavez quanto Correa sabem que o presidente colombiano Álvaro Uribe continua firme e decidido em sua iniciativa de acabar com a narco-guerrilha e possui maciço apoio popular.
No Estadão.
Na segunda-feira, a Venezuela, o Equador e a Colômbia saíram em busca de apoio internacional em meio à crise que provocou temores sobre o início de uma guerra depois de os governos venezuelano e equatoriano ordenarem o envio de soldados à fronteira colombiana.
A crise iniciou-se quando a Colômbia, no fim de semana, realizou com helicópteros e soldados um ataque contra uma área do Equador matando um líder rebelde colombiano, em uma ação que representou um pesado golpe contra a mais antiga guerrilha da América Latina.
Governos de vários países, da França ao Brasil, tentaram debelar a crise nos Andes, onde o presidente colombiano, Alvaro Uribe, um fiel aliado dos EUA, enfrenta dois dirigentes esquerdistas ferozmente avessos às propostas norte-americanos de liberalização da economia.
O trânsito de veículos fluía normalmente em San Antonio, principal posto da fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. E, apesar de os governos venezuelano e equatoriano terem anunciado que enviariam mais soldados para a fronteira, não houve por enquanto qualquer sinal das manobras militares.
A Colômbia afirmou que não deslocaria um contingente suplementar de soldados para as fronteiras com a Venezuela e o Equador.
O governo colombiano tentou nesta segunda-feira justificar sua operação, afirmando que as leis internacionais permitem ações do tipo contra “terroristas” e acusando o Equador de permitir que os rebeldes da guerrilha esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se refugiassem em seu território.
“Nunca fomos um país propenso a tomar atitudes aventureiras no campo da política ou no campo militar”, afirmou o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, em Genebra.
Mas o Equador, aliado da Venezuela, disse que a Colômbia tinha violado deliberadamente sua soberania e conclamou os demais países da América Latina a pressionarem os dirigentes colombianos a fim de que não se repita essa “agressão”.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu retaliar militarmente, usando jatos de fabricação russa, caso a Colômbia realize uma operação do tipo dentro do seu país. Leia mais.
Após a troca de farpas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, Marco Aurélio Mello, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), disse ontem que o petista “estarrece” ao falar de improviso e sugeriu que o novo programa social do governo, o Territórios da Cidadania, fere a lei eleitoral.
“Sou uma pessoa que preconiza a liberdade de expressão e homenageia a espontaneidade. Só que a espontaneidade deve se fazer em um ambiente sadio, em um ambiente de equilíbrio, em alto nível, sem agressões e menos agressões pessoais”, disse, acrescentando em seguida: “Conhecemos o estilo do presidente. Às vezes, quando deixa o script e parte para o improviso, ele não nos surpreende, ele nos estarrece, como nos estarreceu agora por último”.
Em mais uma resposta a Lula, que recomendou a Marco Aurélio que renunciasse ao cargo de ministro do Supremo e se candidatasse a um cargo público caso quisesse “falar bobagens”, o presidente do TSE afirmou que “as bobagens não são uma primazia dos políticos”.
Na última quinta-feira, em fala de improviso em Aracaju (SE), Lula afirmou que “seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles”. No dia seguinte, disse que “não existe crise de Poderes no país” e que tem o direito “de dar palpites e julgar os palpites dos outros”. Leia mais.
A safra de balanços de 2007 dos bancos mostrou mais uma quebra de recorde de ganhos, especialmente no caso das maiores instituições privadas. De certa forma, os resultados bilionários não vão ser comemorados apenas pelos banqueiros. Isso porque uma relevante parcela dos lucros das companhias de capital aberto acaba sendo repassada aos acionistas, na forma de dividendos. E isso inclui os pequenos acionistas.
Os bancos como um todo lucraram, na média, 43,7% a mais de 2006 para 2007. Considerando apenas os maiores bancos do país que têm ações negociadas na Bolsa, o lucro líquido do ano passado totalizou R$ 27,16 bilhões.
Por lei, ao menos 25% do lucro líquido de uma empresa de capital aberto deve ser repassado aos acionistas na forma de dividendos. Assim, os bancos devem repassar no mínimo R$ 6,79 bilhões referentes ao exercício de 2007.
O montante destinado aos dividendos é repartido pelas ações que a companhia tem em circulação no mercado. Dessa forma, quanto mais ações de uma empresa um investidor tem, mais dinheiro receberá em cada exercício.
“O pequeno investidor está cada vez mais atento aos dividendos. Há muitas empresas com boas políticas de distribuição de dividendos, que pagam mais do que a lei exige. Por isso, é importante que o investidor se informe antes de aplicar em uma ação”, afirma Álvaro Bandeira, presidente da Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Leia mais.