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Lição de vida: no Brasil não dependa da oposição

May 8, 2008 – 4:27 pm | by Marcos V.

Dilma mostra o dedoAntes a oposição no Brasil era PT e apêndices. Completamente ferina, estava sempre contra qualquer coisa e nada estava bom. Resumindo, não prestava como oposição por se opor a tudo. Na opiniçao deles, o governo só mentia e trabalhava em função do tal capital internacional. Inesquecíveis as declarações do então presidente da CUT e hoje ministro do trabalho, Luiz Marinho, sobre os aumentos da previdência. Segundo sua lógica, o governo sempre escondia a verdade sobre a falta de recursos para aumentar pensões e aposentadorias. Como se fizesse algum sentido um político ficar regulando aumento quando tem dinheiro em caixa. Só para lembrar, essa semana o ministro disse que são irresponsáveis os que defendem o aumento vinculado ao salário mínimo para os pensionistas do regime geral, afinal, segundo o ministro, não há recursos para tanto.

Atualmente a oposição brasileira me lembra quatro dos meus heróis de infância: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. É muita trapalhada para um grupo só. Vejamos o caso mais recente.

Hoje a ministra Dilma “mostra-o-dedo” Rousseff foi ao senado prestar explicações sobre o PAC, o tal plano de Aceleração da Comunicação do Crescimento. Por ser a ministra a atual candidata de Lula à sua sucessão, tem apanhado bastante. Ainda mais ao meter os pés pelas mãos com o caso do dossiê banco de dados.

Eis que entra em ação o capitão pincel o senador José Agripino Maia (DEM - RN) e questionando se a ministra não mentia ao afirmar que não existe dossiê, a semântica da ministra prefere banco de dados, lembra que ela afirmou, em entrevista, ter mentido aos torturadores durante o regime militar e, portanto, poderia estar mentindo sobre o caso atual também.

Foi uma das intervenções mais estapafúrdias, desastradas e xexelentas que já vi um político fazer. A ministra, como não poderia ser diferente, nadou de braçadas. Quase às lágrimas, lembrou do passado heróico de lutadora da democracia (o fato que seu grupo queria instaurar uma ditadura do proletariado não dever ser levado em conta) e do quanto sofreu nos anos de cárcere político. E mais, a ministra ainda disse que ao mentir salvou muitas vidas. O que provavelmente deve ser verdade, ou seja, o senador a transformou de vilã do dossiê a “martir-andante” da liberdade e luta pela vida. Só para deixar clara minha opinião: toda e qualquer forma de tortura é inaceitável, qualquer coisa dita sob tortura é aceitável.

E como se não fosse possível piorar, Agripino, que foi apoiador do regime e se desligou dele apenas na eleição de Tancredo, ainda tentou comparar a própria atuação à da guerrilheira. Ai, ai…

É inacreditável que a única, e não haverá outra!, oportunidade surgida para indagar a ministra seja desperdiçada com o mais mequetrefe revisionismo histórico e Dilma saia como heroína da democracia brasileira.

Alguém, por caridade, queira explicar a essa gente que não há democracia se não houver um contraponto minimamente eficiente.

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  1. 1 comentário to “Lição de vida: no Brasil não dependa da oposição”

  2. By sueli on Sep 21, 2008 | Reply

    ja faz algum tempo mas rever esse tiro pela culatra nao tem preço.esse nem um cartao pode pagar mesmo se o cartao for familia.

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