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Petrobrás: o melhor terceiro escalão do mundo

May 21, 2008 – 8:50 pm | by Marcos V.

Há poucos dias foi anunciado que a Petrobrás ultrapassou a Microsoft em valor de mercado e se tornou a terceira maior empresa das américas e a sexta do mundo. Não é pouca coisa. Para ser exato eram US$ 287,171 bilhões. Ainda está a uma boa distância da Exxon Mobil (US$ 489,640 bilhões). Mas o resto do mundo também. Em nono lugar aparece a Vale (US$ 196,495 bilhões).

Há uma diferença notável entre as duas. A Vale hoje tornou-se referência em gestão e perde com alguma frequência seus quadros para outras empresas. Há mais de um caso de gerente que saiu da empresa para presidir outras. Na Petrobrás a história é bem outra. Senão, vejamos.

O cargo de presidente da empresa é político, ainda que o presidente Lula tenha colocado no cargo alguém que está de alguma forma está ligado à empresa desde começo da década de 90 (Sérgio Grabrielli). O que dizer então das diretorias. São inesquecíveis os debates políticos para diretor disso e diretor daquilo. -Ahh, mas fulano é engenheiro! Como se o importante fosse a formação (que É muito importante!) e não também os anos e anos de atuação. Afinal, alguém acha que quando um partido aliado luta e se degladia para indicar um diretor de perfurações da estatal, está interessado apenas no patriotismo do indicado?

A Petrobrás fez investimentos de mais de R$ 45 bilhões em 2007. É muito dinheiro e qualquer um que converse com as empresas do outro lado é um possível ótimo arrecadador de fundos para campanhas futuras. Esse é o principal critério das indicações: quem pode reverter maiores benefícios para o partido a partir do cargo que ocupa?

Então, se não são os diretores, quem são os responsáveis pelo sucesso da empresa? Sobretudo o terceiro escalão. Um exército de “gerentes” da maior qualidade, e que sabe o poder da empresa por trás e utilizam isso em benefício da própria empresa. Claro que sempre haverá casos pontuais de má gestão, assim como há na iniciativa privada, mas não são a regra. Não nesse nível.

Um processo seletivo continuo e extenso, investimentos em universidades e aprimoramento de capacidades. É nisso que se baseia a empresa.

E quem chega por indicação política? Geralmente possue o bom senso de não atrapalhar.

E a vida segue.

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