Thursday, July 31st, 2008
Juca Ferreira é ministro interino da Cultura e o mais cotado para assumir de forma definitiva a vaga deixada por Gilberto Gil. Pois bem, na última terça-feira (29/07/2008) o ministro esteve no Encontro de Intelectuais e Artistas do Mundo pela Unidade e Soberania da Bolívia. Eu imagino se existem intelectuais e artistas contra a Bolívia. Eis o primeiro parágrafo do discurso de Juca.
Vivemos hoje, no nosso continente, tempos de mudança política, de retomada da democratização de nossos países e de integração regional. Após a superação dos delírios neoliberais que tão tragicamente marcaram os anos noventa, a região voltou a assistir neste início de século ao seu próprio crescimento econômico e à incorporação dos estratos mais marginalizados e oprimidos das sociedades sul-americanas. Vivemos, enfim, tempos de renovação da esperança; uma nova era na qual a cultura tem a prerrogativa de romper preconceitos e assumir toda a sua diversidade, abrindo os caminhos para o diálogo, a cooperação e o desenvolvimento sustentável.
Felizmente Juca é apenas ministro da Cultura e pode realizar pouco mais que essas manifestações.
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Thursday, July 31st, 2008
A leitora Laura escreveu um simpático comentário:
Teus textos são ótimos. Tu escreves de forma clara e sucinta, só achei que faltam argumentos para a tua opção de parcialidade total em alguns assuntos, mas como o objetivo é escrever sobre o que tu pensas, não há problema em ser parcial, não é?!
Está correta quando diz que sou parcial sobre os assuntos tratados aqui. Esse não é um espaço para minhas dúvidas existenciais. Está mais para um depósito de indignações.
Algumas das poucas regras a que me submeto são as óbvias:
- não afirmo o que não tenho certeza.
- bato em cachorros e cadelas. Mas apenas os vivos.
- miro no poder, simplesmente porque o poder no Brasil está sempre muito confortável.
- não aplico lógica infantil.
- não escrevo teses ou bíblias.
Vou me prolongar um pouco nos dois últimos.
Não aplico lógica infantil. Há um exemplo clássico de lógica infantil. Proponha a uma criança de 3 a 5 anos a seguinte questão.
Joãozinho estava com raiva porque não queria comer, tirou o prato da mesa e jogou ao chão. O prato, claro, quebrou.
Mariazinha quis ajudar a mamãe a arrumar a mesa para o almoço e pegou cinco pratos. No entanto, ela tropeçou e, ao cair, os pratos quebraram.
Quem merece um castigo maior?
Claro que a lógica adulta nos diz que apenas o Joãozinho merece ficar de castigo. No entanto, para uma criança não interessam as circustâncias, apenas o fato. E o fato é que Mariazinha quebrou mais pratos que Joãozinho e, portanto, merece um castigo maior.
Não escrevo testes ou bíblias. Claro que em determinados artigos eu poderia enumerar mais e/ou desenvolver melhor os meus argumentos. Mas ficariam muito longos. Sinceramente, quem aí quer ler o Deuterônimo?
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