Lula: errar é humano, repetir o erro…
August 4, 2008 – 10:58 am | by Marcos V.O Brasil de Lula apostou todas as suas fichas de comércio internacional na OMC (Organização Mundial do Comércio). Acreditou que faria os países desenvolvidos entenderem que deveriam abrir sua agricultura e convenceria os países em desenvolvimento a afrouxar a proteção à indústria. Sem surpresa alguma, não aconteceu nada disso. Mas o que causou espanto para quem como eu não está no dia a dia do dessas negociações, foi a dureza com que os “parceiros” Índia e China defenderam a proteção à própria agricultura.
Resumidamente, em relação à penúltima rodada de negociações, a situação piorou um bocado. Agora temos salvaguardas industriais e agrícolas de todos os lados. Ahh, sim, nem vou comentar as declarações estapafúrdias e mal educadas do ministro Celso Amorim.
Voltando ao assunto, O que deveria ser feito? Reconhecer o fracasso e tentar conquistar o terreno perdido nas negociações bilaterais. Que é o que todos, menos o Brasil, fizeram durante o intervalo entre as rodadas da OMC. Mas hoje leio no Estadão.
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participou do programa e afirmou que, apesar das críticas, o País levou a discussão até onde foi possível e que agora desempenha um papel de mediador. “Também em Cancún nós recebemos muitas críticas. Hoje em dia todo mundo reconhece que o G20 foi fundamental, inclusive para levar a rodada até onde ela chegou. Quer dizer, se você pegar a estrutura do acordo agrícola na rodada, é todo ele baseado nas propostas do G20.” Leia mais.
O tal acordo agrícola, diga-se, fala basicamente de cotas para negociar bananas. É, os bananeiros da américa central agradecem. Resta apenas a esperança que a ação seja diferente do discurso e comecem as negociações com cada país.




