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Surreal: STF libera “tropa de choque” do PCC

September 11, 2008 – 1:04 pm | by Marcos V.

Essa é uma notícia que só pode ser veiculada pelos jornais da RFS (República Federativa do Surreal). Na quarta, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade soltar um grupo de dez presos. Até aí, nada de mais. O problema é que esse “grupo”, é formado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em parceria com o Comando Vermelho (CV) que em 2004 tentaram resgatar presos do presídio de Franco da Rocha. O plano consistia em liberar os 1.279 presos, pois entre eles econtrava-se o sequestrador Jorge de Souza, o Carioca, integrante do CV. Não, você não leu errado, eles iam “liberar” todo um presídio para criar confusão o suficiente para o resgate.

O problema é que até o presente momento, o inquerito não passou das fases iniciais. Sobretudo porque não foram realizadas as oitivas e por um dos co-réus não possuir defensor.

Os depoimentos em frente ao juíz não aconteceram por falta de escolta. Isso mesmo, ninguém tirou os presos da cadeia para serem ouvidos. Claro, que cabe à justiça determinar que isso se dê. E também cabe à justiça indicar um defensor público para o réu que, por qualquer motivo, não possua um.

O mais impressionante é que o ministério público acha que está tudo bem. Nesses quatro anos não foi possível concluir as investigações devido à complexidade do caso. A afirmação não é minha, não, é do subprocurador-geral da República Edson Oliveira de Almeida.

Com isso, os dez estão livres, leves e soltos! Serelepes da vida por aí.

Então fica combinado assim, caro leitor/a. Se for cometer um crime, escolha um bem complexo. Sacomé, dá um trabalho investigar…

Em tempo. Não critico a decisão do STF, afinal ninguém pode ficar tanto tempo preso sem o processo caminhar, mas os juízes do caso e o ministério público.

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  1. 1 comentário to “Surreal: STF libera “tropa de choque” do PCC”

  2. By Haddammann on Dec 15, 2008 | Reply

    Não,não … Não, não …
    Precisamos ver … Temos que ver …
    Por tudo que tenho visto, dentro das cadeias pode estar gente muito, muito injustiçada; e muitos que achamos serem facínoras foram emaranhados em teias indescritíveis exatamente por não se curvarem à uma covardia que os atingiu, ou que nem sequer sabiam que os atingia … Olhem bem … estão transformando famílias em forquilhas de escravidão … estão cercando os bairros como senzalões-mistos … E tudo é muito nojento, podre, um esgôto sem descrição …

    Se não virmos as farsas enfiadas na nossa goela pela mídia mentirosa e lisonjeira dos monstros usurpadores (como vemos aqui no Brasil e já em alastrado curso no mundo — eles maquinam uma tática de desgraçar e bitolar a garotada, depois insuflam a Sociedade em terror contra si mesma), se não virmos os fantoches risonhos e seus discursos pulhíticos dissimuladores, vamos embrenhar nossa espécie num horror sem paradeiro.

    Enquanto dois ou três, apenas, lêem o que é imprescindível ser lido; um monte nem se dá conta ou interesse sequer de notar o que lhes importa; pior ainda: um bando imenso de hermetizados pela forquilha da escravidão (pulhítico-religiosa) rebatem o que é exatamente feito para livrá-los da escuma da mediocridade que defendem, e como idiotas e covardes, agem vil e podremente.
    Imaginem. Imaginem. Tentem ver. O que é quase inimaginável: Hoje os pulhas têm nas mãos a Fome e os Meios-Trabalhos Arrumados com Cala-a-Boca. São hodientas as armas que usam para torturar a Sociedade … Notem também: Quantas vezes vimos pessoas apedrejando uma outra pessoa por ter dito apenas, seja lá o motivo que for, alguma coisa contra uma FANTASIA esdrúxula de um Sei Lá O Que, que cismam que temos que ficar como parvos aplaudindo esse troço estapafúrdio. É quase inacreditável. E pensar em como seríamos vistos por uma Sociedade Acuradamente Consciente; o que cidadãos de uma Sociedade assim pensariam de nós?
    Ao invés de estarmos numa sociedade em que hoje quase que não veríamos Polícia (mas só um qualificadíssimo e pouco numeroso time de agentes para agir muito raramente); hoje vemos o fracasso de uma sociedade em educação(?) sofrível, e quase que nenhuma; onde interesses e distorcimentos de conceitos alastram como vírus.
    Estudiosos, famílias, garotos e garotas, são cercados por sombrios tuteladores, que pregam “conselhos”, e doutrinas, que causam engulhos, de tão estúpidas, mentirosas e nojentas, que são; e os “intermediários bonzinhos” pregam o fixo fito do maldito aniquilamento de nossa espécie, que nos encalacra socialmente amarrados como no filme: A Violência da Inocência; ou na música-clip do Pink Floyd: Another Brick In The Wall.
    Mas é hora de parar de chorar; e deflagrar o veredicto e a sentença, e declarar a Recta Justicia sobre os que nos esgulheparam.
    Formataram-nos para nos viciarmos cobiçando o modo sem escrúpulo dos indolentes, dos rasos, dos assoberbados e degenerados “boas vidas”; para desperdiçarmos nosso tempo olhando-nos sôfregos em fúteis vaidades.
    E ficamos ávidos por riquezas fáceis, e sem saber nos darmos conta do que vaza pro ralo inútil das mãos dos espúrios, famigerados, nocivos, vagabundos, pederastas das retóricas, mascarados falastrões, vendedores do lesivo terrorismo psicológico: o maldito cancro da crença e religião.
    Aproximaram nossos infantes (e amigos) dos cachorros, e enfiaram-nos em grades. As relvas, gramíneas e forragens em que rolávamos em nossos lazeres foram cercadas e cravadas com vigias; os pequenos têm cêrcos (como bichos adestrados) e os cachorros estão soltos em volta; acostumando já os ninos de tenra idade a uma sina que os esmagaçará por sua vida adulta, por seus vegetativos dias; em que andarão como meio-vivos, meio-nadas, sem um pingo da claridade da consciência que nunca imaginarão que poderiam ver na vida.
    Ludibriados vão eufóricos em nenhuma direção os seres humanos, vão seguindo em bandos aos matadouros psicológicos; e os asseclas acoluinhados dos mercenários estrupadores da Vida Humana fazendo-se de “amigáveis caridosos” controlam cada pé de nossas vidas.
    Como podemos estupidamente aceitar, e não ver, que garotos que dormitam de cansados por corredores de pesquisas, para nos trazer uma vacina que nos livre dum sofrimento, para nos trazer um acesso que não nos faça ficar como parvos nervosos imprensados num trânsito grotesco, que nos mostre chances de motivos de sorrisos com a vida, como podemos aceitar que o que produzem é ruim? Que por serem estudiosos são maus? Que desgraça é essa? Por que não vemos o que é direito desses garotos, dessas garotas que estudam, o mínimo quanto deveriam usufruir, e não já estarem destruindo suas saúdes, em condições cotidianas precárias, enquanto extornamos nossos benefícios para salafras que nos mantém assim, engrupidos, enquanto se espojam numa mordomia fraudulenta e covarde para com a espécie humana. Precisamos ver isso hoje. Porque os meninos têm o direito à vida, e não o cárcere submisso que estamos dispondo aí.

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