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Geraldo “Harry Potter” Alckmin e a Pedra Filosofal

September 16, 2008 – 10:13 am | by Marcos V.

Sou só eu ou alguém mais acha Alckmin e Potter parecidos?

Harry potter e sua coruja

Harry potter e sua coruja

As pesquisas não tem sido generosas com a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura de São Paulo. Depois de se afastar da líder Marta Suplicy (PT), o tucano foi alcançado por Gilberto Kassab (DEM). Apesar da situação de empate técnico, Kassab apresenta curva de crescimento e Alckmin está estável com viés de baixa, portanto é razoável pensar que foi ultrapassado.

Por conta disso promoveu-se uma revolução entre os publicitários da campanha Alckmista, que parecem ter encontrado a Pedra Filosofal (a obsessão dos alquimistas medievais, um artefato que poderia transmutar qualquer metal em ouro). No caso, o ouro é o segundo turno e o metal inferior é dar pancada no atual prefeito, Gilberto Kassab.

Não é a primeira vez que os marqueteiros de Alckmin erram na dose do porrete. Na campanha presidencial de 2006, quando começou a bater em Lula, o tucano encostou e levou a eleição a um improvável segundo turno. Eis que, não mais que de repente, aparece um Geraldinho paz e amor. E o resultado todo mundo conhece, ele foi pior no segundo turno que no primeiro. A razão (e sei que é confortável minha posição de “prever o passado”) é que esse discurso autista-angelical de “não sei o que acontece ao meu redor, mas gosto de todos” só cola no Lula.

Pois bem, “Geraldo” (alguém se lembra que ele se lançou à presidência como Geraldo e não Alckmin?) recomeçou a campanha em “alto-nível”, traduzindo: autismo-angelical. Percebendo que a vaca trotava em direção ao brejo, e certamente não querendo cometer o mesmo erro, começaram a bater, mas no Kassab! No candidato do DEM, eterno aliado dos tucanos e parceiro do governador José Serra (PSDB). Sou eu ou enlouqueceram?

os DEMocratas desde o início da campanha se colocaram como antítese de Marta Suplicy e PT. Ignoraram completamente a campanha tucana. A candidata petista, obviamente, revidou. Por um momento, parecia que Alckmin não existia no pleito. Provavelmente pensaram, “deixe que eles se matem e nos vamos crescendo”. Não foi o que aconteceu, tudo se polarizou entre PT e DEM.

Ao bater em Kassab, Alckmin deve perder mais pontos porque é claro que dividem boa parte do mesmo eleitorado, que ficará bastante descontente se perceber um crescimento de Marta.  Ei, tucanos, vai aqui um conselho grátis: se quiserem ganhar a eleição, polarizem com o PT. Evidenciem as diferenças e não batam nos aliados. Deixem a magia de lado.

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