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Crise: a lição japonesa

October 9, 2008 – 12:03 pm | by Marcos V.

Na década de 1990, o sistema bancário japonês estava podre por dentro. Má gestão levou os bancos do país a uma situação calamitosa. O resultado foi uma quebradeira de várias instituições financeiras, alguns suicídios e uma década de recessão.

Pouco depois, foi a vez do Brasil. Também por culpa da má gestão, algumas instituições (o caso mais famoso é o do Banco Nacional) estavam super-alavancadas (grosso modo, deviam mais do que podiam) e certamente iriam quebrar. A solução brasileira foi evitar a crise sistêmica e a descofiança no sistema financeiro. Para isso foi criado o PROER. Consistia basicamente em utilizar dinheiro do contribuinte para evitar quebras e “corrida” (todos os correntistas querendo sacar seu dinheiro ao mesmo tempo). Algumas instituições foram “estimuladas” a absorver outras, caso do Unibanco que ficou com o Nacional. Deu certo, o Brasil escapou do tsunami japonês e em poucos anos já possuia um sistema financeiro novamente saudável. Condição que se mantem até hoje.

Agora a mesma situação está nos EUA e Europa. Cada país, de forma diferente, faz o seu “proer”. Alguns, como Alemanha e Irlanda, garantem a totalidade dos depósitos bancários (estancam a corrida). Outros, como a Inglaterra, compram ações ordinárias dos bancos, que na pratica equivale a capitalizar essas instituições, dando fôlego e margem de manobra a elas.  Em todos, instituições à beira do abismo são repassadas, de uma forma ou de outra, para grupos mais sólidos.

Ao contrário do que acreditam alguns esquerdistas pós-adolescentes, crise no sistema bancário não é bom para ninguém. Nem é divertido.

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