economia, política e blog ‘n’ roll

Do blog da Sonia Racy, sobre o assassino Battisti

January 21, 2009 – 10:14 am | by Marcos V.

Publico atrasado ótimo texto do blog da jornalista Sonia Racy sobre o caso do assassino Battisti.

É bem mais duro do que se imagina o texto da carta mandada pelo presidente italiano Giorgio Napolitano ao presidente Lula. A avaliação é do especialista Walter Maierovich, que diz ter recebido telefonema de uma alta figura daquele País, interessado em entender “de onde saiu” a decisão brasileira de dar refúgio a Cesare Battisti. Para a coluna, Maierovich ressaltou aspectos do caso pouco esclarecidos até agora do caso. Alguns deles:

A comparação do caso Battisti com o de Salvatore Cacciola, feita por Tarso Genro, não faz sentido. Cacciola tem cidadania italiana e, por lei, a Itália jamais extradita seus cidadãos.

A França nunca deu refúgio a Battisti. Ele apenas contou com a boa-vontade do governo Mitterrand para “ir ficando” no País. E fugiu para o Brasil quando a Justiça francesa, já no governo Jacques Chirac, aceitou o pedido da Itália para extraditá-lo.

O Tribunal Internacional Europeu, em Estrasburgo, rejeitou seu pedido de proteção, entendendo que era criminoso comum.

Os quatro assassinatos foram praticados em um país democrático, onde inúmeros partidos atuavam, havia eleições livres, parlamento funcionando e nenhuma ditadura ou lei de exceção.

Todos os outros 8 ou 10 extremistas do grupo de Battisti, detidos e condenados, já cumpriram pena e estão em liberdade.

Maierovich acusa Tarso de “contar as histórias pela metade” e de ter destratado não só a Justiça da Itália como a da França. E arremata: “Ele teria dificuldades de passar em um exame da OAB”.

Tags: , , ,

  1. 4 comentários to “Do blog da Sonia Racy, sobre o assassino Battisti”

  2. By Haddammann on Jan 24, 2009 | Reply

    A Panela de Feijão

    Os trabalhadores brasileiros levantaram para trabalhar, prepararam uma panela de feijão, provaram; estava bom. E deixaram esfriando pra quando voltassem pro almoço. Quando voltaram caíram para trás de tanto espanto: Ratos corriam pra fora da panela todos lambuzados. Um Rato-Mucêgo-mor embriagado estava nadando no feijão. E outros estavam na beira da panela batendo palmas pra pular dentro dela.
    Esse é o quadro de áscuo dos corruptos da gangue de LADRÕES e o imundo procedimento do Rato-mor.
    Estupefactos envergonhamo-nos em não saber dizer pra garotos e garotas como é que um aspecto tão nojento pósa com “istadista”; sem postura, sem cultura, sem competência. Mentindo, roubando, difamando, aterrorizando, perseguindo; comprando “glebas” de tontos amanssados com religião, interesseiros sem-escrúpulos, e mercenários tão covardes e vagabundos quanto os seus arregimentadores.

    18% são tirados dos estudos dos pesquisadores; garotos que estudaram muito têm a geladeira vazia em casa, e água enferrujada pra lavar o rosto. As escolas estão completamente doutrinadas pras aulas não darem em nada; todos os livros e cadernos e uniformes que se compram pros filhos são jogados fora; numa educação que é monitorada por um engendramento farsante, pra jogar-nos como burros-acéfalos na sociedade; gerações de adolescentes sendo preparadas para virarem servos escravizados que vão ainda sustentar com a pobreza de sua mentalidade “espertos” manipuladores.

    A compra deslavada de votos (“bolsa geladeira”, “bolsa estupro”, fila de bandejão nos senzalões mistos), olhos cansados e mãos enganadas, ouvidos esgulhepados de tanta mentira, e a mente dando voltas, zonza, com tanta pantomima. Uma nação à mercê de pulhas sórdidos, sem nenhum compromisso com a Civilização, sem sequer saber que o cidadão que faz a Sociedade é indivíduo humano na Terra, e altamente responsável pelo meio ambiente que habita; havendo de dar conta a si mesmo do que faz.

    Espectros de indivíduos, resquícios de gente, são “formatados” como pagens de cachorros, andando inacreditavelmente pelas calçadas com sacos de côco na mão; em calçadas sujas, que desembocam numa bocarra enganadora, que fabrica miséria e conflitos. Vemos as cidades vazando esgôto psicológico que produz pedintes esmulambados, que se parecem com os prédios carcomidos (a que não nos propomos à reposição de sua estética) pois a parte do que devia ser guardado para isto foi dada à salafras parasitas que escoram-se às custas da sociedade espalhando e disseminando mentiras.

    Quando Sarney, Brizola, Fernando Henrique, levantaram-se como homens altruístas na nação (não nos compravam com “bolsas geladeira”; antes conseguiam que o País nos desse passagem de ônibus, leite, banana, laranja, a cinquenta centavos em média); foi dito repetidamente com difamação que eles não serviam (como também difamaram sem cerimônia o Pelé e o Sílvio Santos); pois no fundo eles não davam trela pros vagabundos e seus asseclas corredeiros e difamadores; e as instituições dos parasitas estavam caindo já aos pedaços, no ponto pra serem jogadas no fogo e no léu; mas os fantoches farsantes e usurpadores foram sendo colocados nos lugares de suporte financeiro e político e educacional da nação; e nós empobrecemos e os pulhas se regalaram de fartura de nosso trabalho e de nosso País.

    A miséria se alastrou em favelas indo parar nas livrarias atoladas de bestices (onde nem se quiséssemos encontraríamos livros como Mente e Cérebro de Lauren Slater); antes, com muito menos produção e exploração das riquezas naturais, tínhamos lotes independentes pra termos casas à nosso gosto, não precisávamos de grades, não precisávamos de capatazes armados espreitando nossa saída e nossa chegada, não tínhamos olhos esbugalhados interessados no “bem” de nossas famílias.

    Não nos vendíamos pela futilidade de nossas vaidades. Nós construíamos uma Sociedade. Agora nos enganam sem precisar porem pano na cara; e ainda fazem nós mesmos de bobinhos defendendo os que comem as nossas vidas, e empurram-nos com promessas, enquanto eles querem o agora do que fazemos, do que produzimos e do que temos conseguido pro nosso bem-viver.

    Ao flagrarmos a festança dos ratos só nos cabe energicamente apanhá-los numa ação fulminante e tapar e sanear e os buracos. Contrariados sim, aborrecidos, chateados, temos de lançar fora o feijão contaminado, estragado; e pegar a panela, limpá-la, polí-la de novo (e ainda nos livrarmos do nojo que fica em nós), e fazer outro feijão.

    Um dia MaVit, espero que a Sociedade te agradeça …

    Haddammann Veron Sinn-Klyss

  3. By Kixut on Jan 25, 2009 | Reply

    Há uma imagem que vc precisa dispor em seus posts. Há como envià-la como resposta de e-mail pra vc MaVit?

    Olá,
    há sim, mas aviso: todas as imagens postadas nesse site são de livre reprodução ou compradas em banco de imagens.
  4. By Cristiane Batillana Matias on Feb 16, 2009 | Reply

    Além da enorme satisfação de ler e acompanhar suas crônicas (inteligêntes, elegantes, de uma irônia fina; das que Deus concede a poucos).
    Sendo gaúcha, as vezes me sinto envergonhada de ser conterrânea de terroristas, ladrões de bancos (Dilma Rouseff e seu ex-esposo o ex-deputado Carlos Franklin de Araújo, entre outros). Fico desiludida ao ver que muitos criminosos já foram aquinhoados com polpudos “pilas” que saíram da “guaiaca” de todos os Sul-Riograndenses de bem.
    Como bem disse o eminente Walter Maierovich, o SUPREMO LUMINAR DO DIREITO BRASILEIRO (MIN. Tarso), não passaria no exame de ordem. Não podemos esquecer também que o referido “luminar” foi ministro da educação, e hoje assistimos de “queixo caído” que no último exame da OAB no RS, 83% dos candidatos foram reprovados (pobre Rio Grande do Sul).
    ps: “Corre a boca pequena” que o aliado do MIN., o senhor Battisti será seu assessor direto e de sua mais extrema confiança.
    (Só nos resta rezar).

  5. By Marcos V. on Feb 17, 2009 | Reply

    Cristiane,

    grato pela visita ao blog, eu cada vez gosto mais do Rio Grande e da sua gente.
    Já ouvi rumor sobre Battisti trabalhando com Genro, mas quero crer que seja fofoca. Colocar um criminoso no ministério da justiça não seria irnonia, apenas chacota com todos nós. Como diriam meus avós, é colocar a raposa pra tomar conta do galinheiro.
    Quanto aos crimes cometidos por grupos políticos durante a ditadura, é sempre curioso que queiram rever a anistia de forma unilateral. Eu defenderia o modelo adotado na África do Sul, mas agora Inês é morta.
    []s

Comente esse artigo