Bancos públicos se preparam para super-calote
February 13, 2009 – 7:56 am | by Marcos V.O governo federal quer utilizar os bancos públicos para abastecer o mercado com o crédito que os bancos privados mantem embaixo do colchão, com receio de liberar. A contrapartida disso é esperar por uma grande inadimplência. O mercado certamente tem que receber esse dinheiro, mas que os critérios sejam responsáveis. O mundo acabou de entrar em uma crise de créditos podres, o crédito fornecido sem critério e que o tomador não tem como pagar. Abaixo, notícia da Folha Online.

dinheiro embaixo do colchão
O medo do crescimento do calote em 2009 com a retração econômica fez os dois principais bancos públicos comerciais, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, elevarem em R$ 2,335 bilhões a reserva adicional para cobrir calotes no final do ano passado. É o que mostra reportagem de Sheila D’Amorim publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal)
A decisão de separar uma quantia de recursos além do normal –o equivalente a todo o gasto do governo com compra de merenda escolar e livros didáticos em 2008– para proteger as instituições de calotes reduz o lucro dos bancos e tem se mostrado uma tendência no sistema financeiro.
No caso específico dos bancos públicos, essa reserva extra é feita num momento em que as instituições são usadas pelo governo como instrumento para tentar minimizar a crise de crédito no Brasil e evitar uma desaceleração mais forte. Desde o final de setembro, Caixa Econômica e BB têm comprado carteiras de bancos em dificuldade de caixa e elevado a concessão de crédito.
A ideia do governo era suprir a restrição imposta pelos bancos privados, que colocaram o pé no freio nos financiamentos e se mostraram mais conservadores diante da turbulência.




