Bolsa família
Monday, April 27th, 2009
As Cobras - Luiz Fernando Verissimo

As Cobras - Luiz Fernando Verissimo
Sobre a produção em série de filhos do ex-bispo e presidente do Paraguay Fernando Lugo, claro, já surgiram inúmeras piadas. Abaixo um clipe em que o artista diz que os homens paraguaios tem medo de mandar suas mulheres para o confessionário. Além do refrão: “Lugaucho tem coração, mas não usa camisinha”. A música é horrenda, mas divertida. Ahh sim, o grupo, que ironia, se chama Los Angeles.
atualização: faltou mencionar onde vi o vídeo, foi no blog do Marcos Guterman.
E a marolinha prossegue… No UOL.
As instituições financeiras que atuam no Brasil revisaram para baixo, pela sexta semana consecutiva, sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2009. A nova projeção é de uma retração de 0,3%; se for concretizada, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1992, quando caiu 0,46%.
No levantamento anterior, divulgado na semana passada, a estimativa era de redução de 0,19%. Há seis semanas, a projeção era de que o PIB cresceria 1,5% neste ano. Há um ano, a expectativa era de alta de 4% (veja gráfico abaixo).
Texto da Reuters:
O mercado financeiro acredita que a crise mundial levará a economia brasileira a uma contração neste ano pela primeira vez desde 1992, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 caiu de estabilidade na semana anterior para queda de 0,19%. O cenário para 2010 permaneceu em crescimento de 3,50%.
A última vez em que o PIB brasileiro ficou negativo foi em 1992, segundo série histórica do BC, quando caiu 0,5%.
Obs do blogueiro: vale lembrar que em 1992 o país vivia a crise que levaria ao impeachment de Fernando Collor, uma das mais graves crises de confiança da nossa história, além de um ambiente internacional desfavorável, como agora.
O deputado Clodovil Hernandes (creio que seu último partido foi o PR) possuía uma proposta interessante, queria diminuir o número de deputados federais pela metade. Hoje nenhum estado possui menos de 8 deputados e a maior bancada (paulista) é formada por 70 deputados. A proposta de emenda constitucional (PEC) apresentada por Clodovil reduzia esse número para um mínimo de 4 deputados e um máximo de 35, procurando manter a proporcionalidade. Na proposta inicial SP manteria os 70 representantes, mas isso foi alterado depois.
Qual era a chance de uma PEC como essa passar? Bem, se houvesse número negativo em probabilidade, poderíamos dizer que era de menos 1. Mas eu considero uma boa proposta. Para um poder incapaz de propor qualquer coisa, que vive de aprovar medidas provisórias, está eternamente ligado a escândalos e, só de passagem aérea custa mais de R$ 252 mil reais por ano por deputado, acho que o número proposto foi até bem razoável.
O parlamento brasileiro (câmara E senado) há tempos vem corroendo a democracia. As seguidas denúncias de corrupção, pioradas pela cara de pau das votações secretas nos processos de cassação , que desaguam na impunidade parlamentar, levam ao total descredito do poder legislativo e a uma confusão de afazeres. Critica-se o judiciário de legislar, mas como não fazê-lo se o congresso não cumpre seus papeis constitucionais?
250 deputados e, acrescento, 2 senadores por estado. E olha que já tá de bom tamanho.
Vou começar esse artigo com uma breve descrição minha. Não bebo álcool e não fumo. Na verdade, nem café eu tomo. E ainda corro 10km (quase) todos os dias. Não sou mais o atleta dos meus vinte e poucos anos, mas ainda posso ser considerado magro e saudável. Claro, nunca experimentei droga alguma. Sempre encontrei na lucidez o meu “barato”. Tentar compreender o que me cerca, todas as maravilhas e falhas do mundo, sempre foi a minha viagem. Isso posto, vamos ao texto.
O governador de São Paulo, José Serra, está empenhado em uma guerra contra o tabaco, pelo menos desde os seus tempos à frente do ministério da Saúde. Ainda nessa linha, propôs, já como governador, um projeto de lei que deve ir hoje à votação na assembléia legislativa de SP e que bane de forma quase completa o fumo em locais fechados públicos ou privados, mesmo que por apenas uma parede. Com isso acabam-se os “fumódromos” em shoppings, restaurantes, empresas privadas ou repartições públicas. Quem quiser fumar, que vá para a rua. Se alguém insistir em dar suas tragadas em lugar proibido, a polícia deverá ser acionada e o fumante preso. O dono do estabelecimento que se recusar a cumprir a lei, será multado. O projeto em si é bastante semelhante, ainda que mais rigoroso em relação à pessoa, às leis que regem o fumo em Londres , por exemplo. No caso paulista, algumas poucas exceções foram listadas, como cultos religiosos envolvendo tabaco.
Alguns deputados tentam incluir a possibilidade dos fumódromos ou de exaustores, mas o governador e seus assessores são contra, pois os funcionários dos estabelecimentos estariam sujeitos à fumaça.
Já o governo federal, em seu plano para tentar reativar a economia, reduziu as aliquotas dos impostos para um série de produto, mas para evitar uma queda muito grande na arrecadação, aumentou fortemente a dos cigarros. A previsão é de arrecadar quase R$ 1 bi a mais em 2009.
A medida do governo federal só deve aumentar um problema já bastante grave: o contrabando de cigarros. Em qualquer centro de comércio popular das grandes cidades brasileiras há camelôs vendendo cigarros contrabandeados pela metade do preço dos estabelecimentos comerciais legais. Aumentar o imposto sobre o produto sem melhorar a (fraca) fiscalização das fronteiras é quase como prestar um favor aos criminosos.
Já a medida paulista vai pela linha da radicalização. Eu começo a ter dúvidas que isso funcione. A maioria dos fumantes se vicia ainda na adolescência porque é “legal” ser fumante, rebelde, etc… O que algumas campanhas conseguiram fazer foi desconectar a imagem do caubói solitário e “cool” à do cigarro. Funcionou, o fumo caiu entre os mais jovens e, conseqüentemente, a longo prazo cairá ainda mais entre a população adulta.
Nos países que há mais tempo combatem o fumo e sua propagando com leis mais duras (mas acho que nenhum com prisão), o número de fumantes está se equilibrando entre 15% a 20%. Se compararmos com outro vício (o álcool), segundo pesquisas médicas, de 10% a 20% da população pode ser considerada alcoólatra, boa parte deles também são fumantes. É bem provável que seja essa a parte da população propensa ao consumo dessas substâncias.
Então qual o problema? O que me deixou um tanto encafifado foi uma pesquisa feita com estudantes americanos de “highschool”, o equivalente ao nosso ensino médio. Os pesquisadores queriam saber se o adolescente havia fumado ao menos um cigarro ou um baseado (maconha) nos últimos 30 dias. O resultado, surpreendente pra mim, foi que havia um número MAIOR de fumantes de maconha (13,8%) do que cigarros (12,3%) . Por que? Segundo os entrevistados, fumar não é coisa de gente “bacana”, causa câncer, é muito caro e precisa ter mais de 18 anos pra poder comprar. Já uma macoinha… aí o sujeito é outsider. Além do quê, qualquer um consegue comprar e é mais barato.
Pois bem, até onde podemos ir com a guerra anti-tabaco sem torna-lo “bacana” novamente? Criminalizar o usuário (fumante) e tornar o produto legalizado excessivamente caro frente ao ilegal não é tornar por demais interessante a aventura adolescente de um cigarrinho?
Se há algo que a vida nos ensina é buscar o equilíbrio entre as coisas. No caso dos cigarros, espero que essa linha não esteja sendo cruzada.
O presidente Lula resolveu tomar uma atituda, ao menos em sua vida pessoal. Cansado de suas próprias gafes e raciocínio claudicante toda vez que se encontra com os líderes políticos do mundo, Lula resolveu se matricular em uma universidade.
Irá cursar direito, ao contrário de tudo de errado que já fez na vida. Segundo o ministério da Ação Social já foram encaminhandas as solicitações para o Bolsa Universidade, Bolsa Carro com motorista oficial e Bolsa scotch 12 anos.
Em seu programa semanal matinal, o presidente declarou estar muito animado com essa nova oportunidade. Ultimamente, até entre os sindicalistas era visto como um bronco.
Tudo isso nesse primeiro de abril de 2009.