desnorteAldo Rebelo

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Algumas pessoas fazem leitura tão acurada do próprio tempo e do porvir que merecem honrarias da história. Outras fazem ou dizem tanta bobagem que parecem personagem de filme besteirol. Mas não aquelas comédias que de tão ruins são até boas. É um estilo tão ruim que é até pior.

Vejamos, por exemplo, esse portento da política nacional: Aldo Rebelo. Ele, quando ministro da ciência e tecnologia, queria uma lei que proibisse inovações tecnológicas nas repartições públicas. Faz todo o sentido, o serviço público é tão bem avaliado pela população que devemos descer um pouco o nível.

Agora, sua leitura da crise é perfeita. O Brasil passa por uma enorme crise fiscal, o estado está falido, tem a mais alta taxa de impostos dos emergentes, e bla bla bla… A maior parte do problema é a incompetência (e talvez má fé, pelo o que lemos sobre a lava jato). Mas uma parcela também se deve ao orçamento engessado. No Brasil, 90% do arrecadado já possui destinação certa. Gaste x% com educação, y% com saúde, z% com sei-lá-o-quê! Não que sejam itens desimportantes, mas cabe à sociedade decidir as prioridades momento a momento, não a um legislador da década de 1980.

Pois bem, nesse cenário sem dinheiro e engessado, Aldo, agora ministro da defesa, quer garantir 2% do PIB para a defesa. Sua alegação, o Brasil gasta menos que a média dos outros países da América do Sul. Na média, sim, ministro, mas e no total? Considerando-se que o pib brasileiro equivale a quase 50% do total da região… é só fazer as contas.

A não ser claro, que o comunista Aldo queira espalhar a revolução e planeje decretar guerra ao resto do continente.

Eu ia terminar escrevendo que Aldo não deveria ser ministro de estado, mas como a presidente é a Dilma, tá tudo em casa.

o autor

Entre trabalhar muito e não fazer nada, encaixei mais uma atividade: escrever esses textos que tanto agradam quanto enfurecem.

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