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Archive for the ‘consumo’ Category

O aquecimento global que se dane

Friday, April 11th, 2008

Eu não vou discutir do ponto de vista científico (agora, mas farei no futuro) se há ou não um aquecimento global causado pelo homem. Mas existe o consenso político que esse fenômeno é nossa culpa. Por “nossa” entenda-se o mundo industrializado.

Pois bem, a Europa era toda a favor dos biocombustíveis, afinal eles são bons e bonitos, não são tão baratas, mas o petróleo está ainda mais caro. E os biocarburantes ajudam também capturando carbono da atmosfera. Resumindo, os europeus são todos a favor. Eis que o preço dos alimentos dispara em todo o continente. Pra se ter uma idéia, nos últimos cinco anos o gasto com alimentação subiu 40% na França. Comer na Europa ocidental sempre foi muito caro, agora está pela hora da morte.

Esse é um problema criado pelas sociedades dos países desenvolvidos. Suas barreiras de importação a produtos agrícolas desensentivou que os grandes países produtores de alimentos aumentassem as áreas de cultivo para exportação. Estão sempre buscando outros produtos que ultrapassem as barreiras. Ao invés de feijão, vamos plantar pinheiros (celulose). Por que o milho se há a cana? E por aí vai. A economia é Darwiniana, vence a produção do produto que consegue o melhor rendimento.

Claro que nunca ninguém é culpado pelos próprios erros, é pra isso que existe a milenar figura do bode expiatório. E o caprino da vez são os biocombustíveis. Segundo a ONU, em função desses aumentos de preço, o rombo no programa de distribuição de alimentos para populações famintas já chegou a US$500 milhões. Ao invés de melhorar a própria logística ou pressionar os países desenvolvidos a comprar produtos alimentícios produzidos em regiões da África ou da Ásia, a super-mega-hiper ONG global preferiu culpar o até outro dia salvador da pátria.

Resumidamente, somos todos a favor de tudo que possa conter o aquecimento global que supostamente causamos. Desde que não interfira com nossas vidas.

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Counter strike - Afinal, cabe a proibição?

Monday, January 21st, 2008

Os jogos Counter-Strike e Everquest foram proibidos com a determinação registrada na 17a Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais, afirmando que no jogo CS “traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas”.

Voltamos à velha discussão se jogos incitam a violência dos jovens ou não. Quero deixar claro que não sou usuário desses softwares, o único jogo de computador que realmente gosto é o bom e velho tetris, portanto essa não é uma opinião pacional. Muito bem, até que se apresentem estudos multi-cêntricos, randomizados, etc, etc, etc…, tudo de acordo com o aceito pela comunidade científica, qualquer opinião é achómetro. Na verdade, já vi um estudo relatando o contrário, que estes jogos trazem ao jovem uma noção mais exata da conseqüência dos seus atos, porque no jogo seu personagem morre. Oposto ao argumento lugar-comum que afirma que esta capacidade de ressureição acabaria com a noção de conseqüência dos atos.

Mas o que mais causa estranheza na decisão é o fato de não estar encaixada nos argumentos que a lei permitiria vetar uma divulgação, como intolerância, por exemplo. Há um outro agravante, o jogo foi proibido por algo que se quer faz parte do pacote original do jogo, trata-se do mapa cs_rio, que pode ser baixado gratuitamente na internet. A empresa autora do jogo foi punida pela utilização do software e não por ser o programe o que ele realmente é.

Sou contra qualquer tipo de proibição de manifestação de idéias, até mesmo por parte de imbecis intolerantes. O que se deve coibir é a prática intolerante. Mas o que fará o judiciário com filmes que mostram violência? Devo entender que uma peça de ficção na qual representantes da ONU são sequestrados e levados para um morro não poderá ser exibida? Ora, a lei possui outra forma de lidar com isso, a recomendação de faixa etária. Se o sr. juiz acredita que o software é impróprio para menores de uma determinada idade, que se proiba a venda ou locação para esse público. Proibir de forma total e genérica não faz sentido algum. Além, é claro, de se prejudicar a empresa autora do software

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Energia: reservatórios continuam baixos

Monday, January 21st, 2008

No Estadão, por Wellington Bahnemann.

A recuperação de 0,4 ponto porcentual no nível de armazenamento do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, no final de semana, não foi suficiente para evitar que os reservatórios ficassem abaixo da curva de aversão ao risco (CAR), referência do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o volume mínimo de água nas hidrelétricas para abastecer o mercado com segurança.

No domingo, 20, o volume disponível nas hidrelétricas das duas regiões era de 45,2%, 1,8 ponto porcentual abaixo da CAR de 47%, segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação do dia 20 de janeiro, divulgado nesta segunda pelo operador.

Na última sexta-feira, o ONS divulgou comunicado ressaltando que a situação atual dos reservatórios, ainda que demande atenção, não sinaliza a perspectiva de um novo “apagão” no curto prazo. “A violação da CAR não deve ser vista como uma situação de emergência, nem de restrição à segurança do abastecimento de energia”, afirmou a entidade.

Vale lembrar que a CAR é um mecanismo de referência do operador, cujo objetivo é estabelecer um nível mínimo de água nos reservatórios para que o sistema elétrico não tenha problemas durante o período seco (sem chuvas), entre abril e novembro de cada ano. Na situação atual, o ONS terá que se utilizar de todas as fontes de energia disponíveis, a despeito do preço, para evitar uma queda ainda maior dos reservatórios. Leia mais.

É como eu já havia dito, o custo da energia ir de R$ 17,50 para R$ 580,00 já constitui um apagão. Os reflexos disso na economia serão inevitáveis. Em 6 anos de governo Lula pouco ou nada foi feito. A táboa de salvação são as termoelétricas encomendadas no governo FHC.

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Óleo de soja com selo “Transgênico”

Tuesday, January 15th, 2008

Há muita gente que é contra os transgênicos e nem sabe o motivo. Há quarenta anos consome-se produtos com alterações genéticas e não há doenças relacionadas com o fato. Mas muitos são contra. Eu até entendo os que não querem pelo monopólio das sementes geneticamente modificadas, mas nesse caso que se invista em pesquisa.

No Brasil a lei diz que se o produto contiver acima de 1% de OGM (organismo geneticamente modificado) isso deverá vir estâmpado no rótulo. A Bumge começou a marcar os óleos de soja das marcas Soya e Primor com um triângulo amarelo e a letra “T”, acompanhado da frase “produto produzido a partir de soja transgênica”. Vale ressaltar que os produtos estão abaixo do limite de 1%.

leia mais no Estadao.

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Oi-BrT deve pressionar tarifas

Tuesday, January 15th, 2008

Na Folha, por Simone Cunha.

Apesar de ainda não concretizada, a possível compra da Brasil Telecom pela Oi foi criticada por entidades de defesa do consumidor, que acreditam que a redução da concorrência reduzirá a possibilidade de escolha do cliente e elevará o poder das empresas sobre a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que define reajuste das tarifas.

“A venda não possibilita a concorrência que a gente tanto desejou”, diz o advogado do Idec, Luiz Fernando Moncau. Os reajustes de tarifa devem continuar sendo definidos pela Anatel, mas ele acredita que as teles terão maior influência nas decisões e podem negociar os índices. leia mais.

Além do já denunciado tráfico de interesses que resultaria em uma mudança da regra do jogo para atender os anseios dos patrocinadores do PT/Lula, de não haver justificativa comercial para a operação, que não seja o lucro dos principais acionistas, ainda há sérias dúvidas sobre os benefícios (ou malefícios) ao consumidor. Fica a pergunta, quem sairá ganhando, nós consumidores ou o maior doador das campanhas do PT?

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O eterno “Plano Cruzado” dos planos de saúde

Sunday, January 13th, 2008

A maioria se lembra do plano cruzado, promovido no governo de Jose Sarney, o Perdido. O método para derrotar a cavalar inflação que assolava o país foi tentar destruir o mercado. O governo decretou o congelamento de todos os preços para todos os produtos. Era proibido aumentar ou cobrar fora de uma tabela. Que eu me lembre foi o mais próximo que estivemos do “sovietismo”. O resultado obtido (e esperado) foi o desabastecimento e uma enorme pressão sobre os preços. Sete meses depois (e uma massacrante vitória nas eleições) o plano já estava morto.

O mesmo acontece com os planos de saúde. O governo não diz o quanto deve cobrar, menos mal, mas determina o que deve ser oferecido ao consumidor. Agora a lista aumentou um pouco mais e, como não podem aumentar os preços, a tendência é cair ainda mais a qualidade do serviço que oferecem. E ela pode realmente despencar simplesmente porque o governo não faz a sua parte. Fosse o atendimento público de saúde bom, haveria enorme pressão sobre os planos de saúde, mas como é um lixo (a atendimento do SUS), qualquer coisa que os planos ofereçam ainda será melhor. NaAlemanha o atendimento público é pago (como um plano de saúde) e bom. As empresas privadas tem que suar a camisa para ganhar sua fatia do mercado.

O importante seria promover a concorrência efetiva entre as empresas, deixar que o consumidor vá do plano A para o plano B simplesmente por valor cobrado ou qualidade do serviço oferecido. Mas hoje estamos presos a uma empresa, mantidos reféns pela “carência” a ser cumprida. Via de regra, paga-se dois anos para ter acesso a todos os serviços. Quem quiser mudar e se sentir protegido é obrigado a pagar dois planos por dois anos. Conheço gente que possuia um plano, foi contratado para uma empresa que oferece um plano de saúde e continua a pagar o original. Apenas os planos mais fracos “compram a carência”. Falta de fato um cadastro positivo na área da saúde privada.

Isso se torna pior com as decisões estapafúrdias da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSS). Entre elas, é essa é das “melhores”, estão as diferentes “inflações”. Dependendo da sua faixa etária a agência determina uma inflação diferente para a correção. Ei, já informaram para os caras que existe o IGPM?

Como se vê, não há incentivo à livre concorrência, o governo não oferece um serviço mínimo na área e quer posar de Robin Hood e a agência reguladora é kafkaniana.

O melhor é não pegar nem um resfriado.

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