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Archive for the ‘Gerais’ Category

Prender Felipe Massa é falta do que fazer

Sunday, November 7th, 2010

Reportagem publicada no site A Gazeta Esportiva. Comento em seguida.

O jogo de equipe que foi visto na Alemanha tem que ficar bem longe do GP do Brasil para o bem de Felipe Massa. O piloto da Ferrari pode deixar o circuito de Interlagos algemado caso deixe seu companheiro Fernando Alonso ultrapassá-lo na corrida do próximo domingo.

Isto é o que está previsto no Estatuto do Torcedor. Quem infringir a regra pode pegar até seis anos de prisão. “Se ele fizer isso, ele tem que sair algemado de Interlagos”, afirmou o promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal, ao jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o artigo 41-E do Estatuto do Torcedor, “fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva” é caso de polícia. O infrator pode pegar de dois a seis anos de reclusão.

Fora da briga pelo título, Massa não descartou ajudar Alonso, atual líder do Mundial de pilotos, na etapa de Interlagos, a penúltima da temporada da Fórmula 1. A largada está marcada para as 14h (de Brasília) do próximo domingo.

Comento

Além de passar a  impressão que o ministério público não tem mais o que fazer (???), a informação deixa claro o desconhecimento com o esporte. A FIA (Federeção Internacional de Automobilismo) sancionou o chamado ” jogo de equipe” . A saber, na F1 são disputados dois campeonatos: o de pilotos e o de equipes. Desonesto seria se um piloto não se esforçasse para conquistar os dois. Felipe Massa não possui condições matemáticas de vencer o de pilotos, portanto, deve, pela lisura da competição, ajudar Fernando Alonso como puder. Pô, custa ler o regulamento da categoria antes de emitir opinião?

O que acho curioso é que nunca ouvi ninguém “reclamando”  que o Berger entregava corridas para o Senna. E tanto isso é verdade que o próprio Ayrton permitiu a ultrapassagem do austriaco em certa ocasião (com o campenato já ganho) “em agradecimento” . Assim, às claras.

Discutir a ética do procedimento, vá lá. Mas ilegal não é.

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Como esvaziar a oposição 2: dividir para conquistar

Saturday, November 6th, 2010

Leia primeiro o post sobre Aécio na presidência do Senado.

O plano governista de dividir para conquistar a ausência de oposição no país parece estar indo de vento em popa. Independente de Aécio aceitar a jogada ou não, a cicatriz com a aparente falta de empenho do mineiro no segundo turno dessas eleições tende a se aprofundar. Veja o que vai no site do jornalista Bob Fernandes.

Serristas tentam esvaziar Aécio e manter controle do PSDB

Marcela Rocha

A ala do PSDB ligada ao ex-presidenciável José Serra se articula para ficar com a liderança na Câmara dos Deputados e assumir a linha de frente na oposição ao governo Dilma. Para isso, sabe que é preciso manter o poder do diretório de São Paulo na sigla. Os serristas esperam reduzir eventuais danos causados pela aproximação do ex-governador mineiro Aécio Neves à base governista para tentar concorrer à presidência do Senado.

Ao mesmo tempo, o grupo mais próximo a Serra busca uma forma de mantê-lo em evidência no cenário nacional. Uma das opções apontadas seria nomeá-lo para a presidência do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e formação política do PSDB.

Para tucanos paulistas, a movimentação do PSB junto à ala aecista do PSDB e do DEM seria apenas uma tentativa de pressionar Dilma e assim aumentar a influência deles na partilha do governo. Mostrando que tem diálogo com setores da oposição, o PSB aumentaria seu poder de barganha junto à petista, que precisa dividir os ministérios com o aval do PMDB.

Integrantes do PSDB de São Paulo dizem que o PMDB não permitirá Aécio na presidência do Senado, o que não significa que ele não se candidatará à vaga. Tucanos ligados a Serra esperam também que Aécio dispute a presidência do partido ou a liderança em uma das Casas, e já costuram de modo a garantir a liderança na Câmara.

Entre os nomes cogitados numa lista já preparada, estão os deputados eleitos Mendes Thame (SP), Luiz Carlos Hauly (PR) e César Colnago (ES), que coordenou a campanha de Serra em seu Estado. Os serristas defendem organizar esse foco de resistência a partir de São Paulo, contando com a reaproximação entre o ex-presidenciável e o governador eleito Geraldo Alckmin (SP).

Outra forma de ampliar o campo de influência de Serra no comando do partido seria, de acordo com aliados, defender a manutenção do senador Sérgio Guerra (PE) na presidência da sigla. Para eles, seria uma maneira de evitar a entrada de um aliado de Aécio, ou dele próprio.

Embora Serra tenha tido problemas com Guerra durante a campanha, ele aposta que o pernambucano adotaria uma linha mais crítica em relação ao governo Dilma no Congresso. Linha que, para os tucanos paulistas, seria evitada por aecistas.

Serra está na França e ainda não se sabe quando voltará. O tucano viajou acompanhado de seu filho e palestrou em um seminário sobre a Europa e a América Latina em Biarritz.

Leia a matéria aqui.

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Raciocínio Lógico

Friday, July 23rd, 2010

Não resisto a reproduzir esse post do blog do jornalista Augusto Nunes:

Raciocínio lógico

“É muito estranho atribuir um vazamento da Receita à minha campanha. Não há provas disso. Qualquer vazamento tem que ser apurado. Vejo uma tentativa de usar isso contra mim num processo eleitoral”.

Dilma Rousseff, achando muito estranho que não seja atribuído a José Serra o vazamento de informações sobre declarações de imposto de renda do vice-presidente do PSDB, incluídas num dossiê forjado por militantes do PT para deixar mal no retrato o candidato do PSDB,

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Recordar é viver: Lula e a ética

Monday, July 12th, 2010

O governo Lula estabeleceu um novo patamar para a ética política no Brasil: o fundo do poço. Senão vejamos.

1. seu primeiro candidato à presidência, José Dirceu, naufragou nas águas do mensalão.

2. seu segundo candidato à presidência, Antônio Palocci, dançou o forro “para mim, seu sigilo é público”.

E mesmo assim ele foi reeleito, mesmo tendo avisado em rede nacional de televisão que o quanto se esforça para combater a ética.

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O público alvo da ração humana

Wednesday, June 23rd, 2010

Outro dia, fuçando em uma banca de revistas, vi uma publicação que atende pela singela designação de “Ração Humana”. Peguei para folhear bastante animado, na hora imaginei que fosse algo na linha de MAD ou da já falecida “Casseta Popular” (antiga publicação de parte do pessoal do Casseta & Planeta). Que nada, ledo engano.

Foi erro desculpável. “Ração Humana” só se justifica se for para transmitir a seguinte mensagem: vamos te tratar como um animal, mas dará boas risadas. O problema é que era realmente uma revista com “insumos para humanos”. Se é algum modismo extrangeiro tupiniquizado ou coisa que o valha, eu sei lá, mas faz sentido. Com tanto quadrúpede escrevendo (e tantos mais lendo!) bem sobre políticos que nunca tiveram e continuam não tendo nenhum compromisso com a democracia e seu bem mais valioso, a liberdade, é bom entuxar ração em todos.

E a romaria segue.

Arrecadação online de doações

Sunday, November 8th, 2009

No Brasil, a lei eleitoral exige que toda a doação seja identificada. Ou melhor, quase identificada. Por conta disso, os petistas estão espalhando que não será possível repetir aqui a enxurrada de doações da campanha de Barack Obama para a presidência. O melhor da história, tem tucano que acredita.

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Até onde as leis antifumo podem ir?

Thursday, April 2nd, 2009

Vou começar esse artigo com uma breve descrição minha. Não bebo álcool e não fumo. Na verdade, nem café eu tomo. E ainda corro 10km (quase) todos os dias. Não sou mais o atleta dos meus vinte e poucos anos, mas ainda posso ser considerado magro e saudável. Claro, nunca experimentei droga alguma. Sempre encontrei na lucidez o meu “barato”. Tentar compreender o que me cerca, todas as maravilhas e falhas do mundo, sempre foi a minha viagem. Isso posto, vamos ao texto.

O governador de São Paulo, José Serra, está empenhado em uma guerra contra o tabaco, pelo menos desde os seus tempos à frente do ministério da Saúde. Ainda nessa linha, propôs, já como governador, um projeto de lei que deve ir hoje à votação na assembléia legislativa de SP e que bane de forma quase completa o fumo em locais fechados públicos ou privados, mesmo que por apenas uma parede. Com isso acabam-se os “fumódromos” em shoppings, restaurantes, empresas privadas ou repartições públicas. Quem quiser fumar, que vá para a rua. Se alguém insistir em dar suas tragadas em lugar proibido, a polícia deverá ser acionada e o fumante preso. O dono do estabelecimento que se recusar a cumprir a lei, será multado. O projeto em si é bastante semelhante, ainda que mais rigoroso em relação à pessoa, às leis que regem o fumo em Londres , por exemplo. No caso paulista, algumas poucas exceções foram listadas, como  cultos religiosos envolvendo tabaco.

Alguns deputados tentam incluir a possibilidade dos fumódromos ou de exaustores, mas o governador e seus assessores são contra, pois os funcionários dos estabelecimentos estariam sujeitos à fumaça.

Já o governo federal, em seu plano para tentar reativar a economia, reduziu as aliquotas dos impostos para um série de produto, mas para evitar uma queda muito grande na arrecadação, aumentou fortemente a dos cigarros. A previsão é de arrecadar quase R$ 1 bi a mais em 2009.

A medida do governo federal só deve aumentar um problema já bastante grave: o contrabando de cigarros. Em qualquer centro de comércio popular das grandes cidades brasileiras há camelôs vendendo cigarros contrabandeados pela metade do preço dos estabelecimentos comerciais legais. Aumentar o imposto sobre o produto sem melhorar a (fraca) fiscalização das fronteiras é quase como prestar um favor aos criminosos.

Já a medida paulista vai pela linha da radicalização. Eu começo a ter dúvidas que isso funcione. A maioria dos fumantes se vicia ainda na adolescência porque é “legal” ser fumante, rebelde, etc… O que algumas campanhas conseguiram fazer foi desconectar a imagem do caubói solitário e “cool” à do cigarro. Funcionou, o fumo caiu entre os mais jovens e, conseqüentemente, a longo prazo cairá ainda mais entre a população adulta.

Nos países que há mais tempo combatem o fumo e sua propagando com leis mais duras (mas acho que nenhum com prisão), o número de fumantes está se equilibrando entre 15% a 20%. Se compararmos com outro vício (o álcool), segundo pesquisas médicas, de 10% a 20% da população pode ser considerada alcoólatra, boa parte deles também são fumantes. É bem provável que seja essa a parte da população propensa ao consumo dessas substâncias.

Então qual o problema? O que me deixou um tanto encafifado foi uma pesquisa feita com estudantes americanos de “highschool”, o equivalente ao nosso ensino médio. Os pesquisadores queriam saber se o adolescente havia fumado ao menos um cigarro ou um baseado (maconha) nos últimos 30 dias. O resultado, surpreendente pra mim, foi que havia um número MAIOR de fumantes de maconha (13,8%) do que cigarros (12,3%) . Por que? Segundo os entrevistados, fumar não é coisa de gente “bacana”, causa câncer, é muito caro e precisa ter mais de 18 anos pra poder comprar. Já uma macoinha…  aí o sujeito é outsider. Além do quê, qualquer um consegue comprar e é mais barato.

Pois bem, até onde podemos ir com a guerra anti-tabaco sem torna-lo “bacana” novamente? Criminalizar o usuário (fumante) e tornar o produto legalizado excessivamente caro frente ao ilegal não é tornar por demais interessante a aventura adolescente de um cigarrinho?

Se há algo que a vida nos ensina é buscar o equilíbrio entre as coisas. No caso dos cigarros, espero que essa linha não esteja sendo cruzada.

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Errata, os cubanos têm família no Globo Esporte

Monday, March 2nd, 2009

Disse em outro post que um dos pugilistas cubanos que Tarso Genro atirou aos leões foi diplomático por ter família (filhos) em Cuba. Erro meu, aparentemente os dois possuem descendência na ilha.
O que se comenta é a declaração de Lara que concede entrevista ao Estado de São Paulo dizendo que não pediram o regresso a Cuba, a versão do ministro da justiça e, dias depois, aparece no Globo Esporte afirmando o contrário, que pediram sim para voltar para a ilha. O que seria estranhíssimo, pois pouco mais de 1 ano depois já estão os dois fugidos do “paraíso castrista”.
Parênteses: fica-se com a impressão que fugir de Cuba para o Mexico ou para a Flórida é como ir até a esquina comprar um pão. Não é. Os levantamentos sobre isso mostram em torno de 80.000 (oitenta mil!) mortos na tentativa. É sempre uma operação de risco.

Pois bem, comentando o caso do boxer que ora diz uma coisa, ora diz outra, com uma conhecida minha, que mantém um blog “pirata” desde Havana, recebi a seguinte resposta: “veja, até os brutus têm famílias.”

Para bom entendedor meia palavra basta, para pai, filho, irmão, etc… também.

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Carnaval não é tempo para carnaval

Sunday, February 22nd, 2009

Há um bom tempo eu decidi que o carnaval não iria me pegar. E não pegou, ao menos na TV, rádio, internet. Claro que nas conversas a coisa muda -Viu quem ganhou nos desfiles? Mas até que seguia bem em minha resolução. Sei que irão dizer que o carnaval é representação da cultura popular, e blá, blá, blá… mas pra mim é só uma música chata e igual. Nada mais das grandes marchinhas, aquelas que o duplo sentido era de fato um duplo sentido. Agora ficou tudo muito explícito e o explícito é bem menos divertido. O bom é o sorriso mateiro de ahh, entendi! Esse pra quê? Ficaria com estampa de imbecil, afinal, como não compreender o óbvio.

Enfim, seguia livre, leve e solto do carnaval. Éramos duas nações distintas. Sim, leitor, éramos. Agora sou pai de dois pequeninos. E ontem lá se foram irradiando felicidade pra escolinha: ela de princesa, ele de batman. E voltoram ainda mais solares. E eu, coruja e feliz já fui comprar os ingressos para a matinê do carnaval. Amanhã estarei a postos para levar “Branca de Neve” e “Peter Pan” ao bailinho. Doce ironia, minha esposa comprou uma fantasia de padre pra mim. E acho, não, na verdade eu sei que irei gostar muito de tudo, a cada confete e serpentina e  sorrisos nos rostinhos deles eu serei o maior folião da história. Ter filhos possui esse efeito de nos fazer virar a casaca. Minha ideologia são meus filhos. Minha regra é segui-los.

Carnaval não é tempo para carnaval, é época de paternidade.

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Inspeção veicular em SP, pra quê?

Wednesday, February 4th, 2009

Nós, moradores da cidade de São Paulo, vivemos reclamando do trânsito, do tempo que perdemos dentro dos carros, da violência dos motoristas e tantas outras mazelas que uma cidade gigantesca e com transporte público que ainda deixa muito a desejar, apesar de ter melhorado nos últimos anos.

E agora inventam mais uma, a tal “inspeção veicular”. -É morador da capital e possui um veículo com 5 anos ou menos? Então queremos saber se o seu carro polui muito ou não. E sabe o quê? Tem que pagar! Oras, eu já pago uma infinidade de impostos e IPVA e agora tenho que embarcar em mais essa? E sabe o pior? Os carros mais antigos, aqueles que poluem mais, não são obrigados a passar pelo teste da fumaça. Com tudo isso posso dizer: eu sou a favor da inspeção veicular. Claro que explico.

1. a poluição emitida por um veículo deve estar de acordo com as normas existentes na data do primeiro licensiamento. Como até meados da década de 1990 podia-se poluir muito, a redução possível para esses automóveis é menor do que aquela comparada aos carros mais novos. Bom, esse é o argumento técnico, e faz sentido, mas mesmo assim houve um período de quatro anos de preparação para o início da medição, poderiam ter se programado para toda a frota.

2. Reproduzo um texto do site da SPTrans sobre poluição atmosférica:

Segundo pesquisas do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, estima-se que cerca de 10% das mortes de idosos, 7% da mortandade infantil e de 15 a 20% das internações de crianças por doenças respiratórias estejam relacionadas com as variações da poluição atmosférica.

Em dias de grande contaminação do ar o risco de morte por doenças do pulmão e do coração aumenta em até 12%. Habitantes de São Paulo vivem em média um ano e meio a menos do que pessoas que moram em cidades de ar mais limpo.

3. Sou pedestre e ciclista. Desde o segundo semestre do ano passado que dou preferência ao “pé” e à “magrela” para vir ao trabalho. Este ano consegui arrumar minha agenda de compromissos pessoais para não precisar do carro mais do que uma vez durante a semana de trabalho (segunda a sexta), com o objetivo de caminhar 60km por semana. Posso dizer que tem sido uma maravilha, exceção feita aos cruzamentos das avenidas, onde a fumaça quase me mata.

4. O munícipe que não possui dívidas com a prefeitura e tem o carro licenciado, terá a devolução da taxa paga. Claro que o melhor seria apresentar um atestado negativo e não desembolsar nada, mas com o tempo espero que melhore.

Resumindo, não há melhora de vida da população se não fizermos um esforço coletivo de melhora, e parte disso envolve ser responsável na manutenção dos veículos.

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