Recebi essa por email, naquelas correntes em que um envia pro outro, que envia pra fulano, que remete pra… e assim vai, até que ninguém mais sabe a origem. Uma pena, adoraria dar crédito ao gênio que escreveu o texto abaixo.
É assim ó:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CCB, CDO, CDL, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, LME, NYSE, CBOT cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.
Acabo de ler que o primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej, foi declarado culpado de violar a constituição por apresentar um programa culinário na TV. Não é que os pratos fossem assim tão ruins, mas pela lei do país um membro do poder executivo não pode trabalhar para a iniciativa privada. Resultado, Sundaravej terá que deixar o governo. Seu mandato foi pro beleléu
Mas pensando bem, podiam instalar uma câmera na cozinha do Palácio do Planalto, né não?
O (ótimo) maestro John Neschling perdeu uma interessante ação que movia contra o crítico Marcus Góes. Na Folha. Comento em seguida.
O motivo da disputa eram as críticas contra Neschling que Góes postou num site na internet. O juiz José Roberto Portugal Compasso decidiu que o maestro deve agora pagar os honorários advocatícios da causa, estipulados em R$ 2.000.
“Chamar alguém de feio, chato, caipira, pode ser considerado ato ilícito e, por conseguinte, sujeitar o agressor a uma compensação pecuniária a favor da vítima?”, pergunta o juiz.
Chamar alguém de feio, segundo o juiz Compasso, não é um “ato ilícito capaz de causar dano moral”.
De acordo com a tese, as provocações “são, com todo respeito, apenas provocações pueris, sem maior potencial ofensivo. Nada mais infantil do que chamar o outro de chato, feio, implicar com o nome, ou coisas do gênero”.
“Ao dizer, por exemplo, que o autor é feio, é nítido que o réu está apenas expressando sua opinião”, acrescenta o juiz. “Esta atitude simples, por sua própria natureza, não fornece elementos para que uma outra pessoa se convença da suposta feiúra do destinatário das declarações.” Leia mais.
Baseado na sentença acima, tenho apenas um comentário a fazer: Lula lindão!
Frase muito boa que ouvi hoje, sobre o fato do presidente não saber nada do mensalão, das ONGs petistas, dos cartões corporativos, mas viver ameaçando investigar FHC, como se estivesse com a carta ali na manga:
Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, mas SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES.
Se alguém souber o autor dessa pérola, pode me dizer que adoraria dar crédito.
Agora é oficial, a mega-mini-corporação Blogs Kabunzo entrou na disputa pelo controle da Brasil Telecom. E como garantia ofereço um fio do bigode (que não tenho). Pense bem, por que o BNDES emprestaria o dinheiro da compra a juros subsidiados para os controladores da Oi e não para mim? O que eles oferecem pela BrT eu cubro com “dez real”. É isso mesmo, leitor, “dez real” a mais! Ali, na hora, à vista. Tá pensando que é pouca porcaria?
E ainda há outras duas enormes vantagens: 1. conosco (já estou usando um plural magnânimo) não será necessário mudar a legislação; 2. Eu, ops, nós não conhecemos o Lulinha.
E até já consegui uma carta afirmando a minha boa fé pública. Brigadão, mamãe!
PS: A formalização do acordo, que não pode ser formalizado por infringir as regulamentações vigentes, deve ser anunciada, mais tardar, na próxima semana.