Recebi essa por email, naquelas correntes em que um envia pro outro, que envia pra fulano, que remete pra… e assim vai, até que ninguém mais sabe a origem. Uma pena, adoraria dar crédito ao gênio que escreveu o texto abaixo.
É assim ó:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CCB, CDO, CDL, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, LME, NYSE, CBOT cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.
Eu não vou discutir do ponto de vista científico (agora, mas farei no futuro) se há ou não um aquecimento global causado pelo homem. Mas existe o consenso político que esse fenômeno é nossa culpa. Por “nossa” entenda-se o mundo industrializado.
Pois bem, a Europa era toda a favor dos biocombustíveis, afinal eles são bons e bonitos, não são tão baratas, mas o petróleo está ainda mais caro. E os biocarburantes ajudam também capturando carbono da atmosfera. Resumindo, os europeus são todos a favor. Eis que o preço dos alimentos dispara em todo o continente. Pra se ter uma idéia, nos últimos cinco anos o gasto com alimentação subiu 40% na França. Comer na Europa ocidental sempre foi muito caro, agora está pela hora da morte.
Esse é um problema criado pelas sociedades dos países desenvolvidos. Suas barreiras de importação a produtos agrícolas desensentivou que os grandes países produtores de alimentos aumentassem as áreas de cultivo para exportação. Estão sempre buscando outros produtos que ultrapassem as barreiras. Ao invés de feijão, vamos plantar pinheiros (celulose). Por que o milho se há a cana? E por aí vai. A economia é Darwiniana, vence a produção do produto que consegue o melhor rendimento.
Claro que nunca ninguém é culpado pelos próprios erros, é pra isso que existe a milenar figura do bode expiatório. E o caprino da vez são os biocombustíveis. Segundo a ONU, em função desses aumentos de preço, o rombo no programa de distribuição de alimentos para populações famintas já chegou a US$500 milhões. Ao invés de melhorar a própria logística ou pressionar os países desenvolvidos a comprar produtos alimentícios produzidos em regiões da África ou da Ásia, a super-mega-hiper ONG global preferiu culpar o até outro dia salvador da pátria.
Resumidamente, somos todos a favor de tudo que possa conter o aquecimento global que supostamente causamos. Desde que não interfira com nossas vidas.
Chávez, o falastrão, nunca nacionalizou as empresas espanholas, mesmo depois do “cala a boca” que levou do Rei Juan Carlos, porque não pôde abrir mão dos euros ibéricos.
No caso da Colômbia, a Venezuela passa por uma séria crise de desabastecimento, culpa da fracassada política “bolivariana”, e, no momento, não poderia dispensar o comércio com o país vizinho. Resta saber se Chávez irá queimar mais alguns petrodólares para comprar alimentos em outros países.
No Estadão.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que a grave crise diplomática com a Colômbia vai resultar na diminuição do comércio entre os dois países e afirmou considerar estatizar empresas colombianas presentes na Venezuela.
A Venezuela vai procurar em outros países produtos que possam substituir as negociações comerciais anuais de 6 bilhões de dólares com a Colômbia, de acordo com Chávez.
“Vamos fazer um mapa dos negócios da Colômbia aqui na Venezuela. Podemos nacionalizar alguns, assumi-los, não estamos interessados em investimentos da Colômbia aqui”, disse Chávez, em entrevista coletiva em Caracas ao lado do presidente do Equador, Rafael Correa.
Chávez fez ameaças similares a companhias espanholas durante uma tensão diplomática com aquele país no ano passado, mas nunca concretizou as promessas. Leia mais.
Abaixo trecho de uma notícia veiculda pela rádio Colombiana RCN. É bastante esclarecedor sobre a intensa mobilização que Chavez ordenou às forças armadas venezuelanas após a ação militar que matou Raúl Reyes, o segundo na hierarquia da organização narco-terrorista FARC.
“Uma chamada que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez ao chefe guerrilheiro das FARC, Raúl Reyes, permitiu ao exército colombiano localizar o acampamento onde se encotrava o líder insurgente na zona fronteiriça com o Equador, onde foi morto junto com outros 20 rebeldes no último sábado. Isso foi o que revelou à RCN um alto oficial do Exército, o qual precisou, ainda, que Manuel Marulanda Vélez [conhecido como Tirofijo], chefe máximo das FARC, se encontra em território venezuelano.”
Acreditar que esse tipo de “vazamento” ocorreu espontaneamente seria ingenuidade. O alto comando colombiano está enviando um recado a Chavéz e Marulanda: sabemos onde você está. E parecem conhecer detalhadamente a posição, segundo outra fonte da RCN “Nosso [colombianos] serviços de inteligência estabeleceram que Marulanda está doente e se refugia em um sítio venezuelano situado do outro lado da frontera com Norte de Santander”. O termo que traduzi como “sítio” é “finca”, que designa pequena propriedade rural. Pelo visto eles sabem até o CEP do lugar.
Eu já disse antes aqui no blog que acredito em intensa ajuda da inteligência americana ao exército colombiano. Claro que a Colômbia em si possui os meios para interceptar esse tipo de ligação, mas que seria muito mais fácil com uma mãozinha americana, isso seria. Ou foi.
Apenas como informação adicional, o telefonema que Chávez fez era para comemorar o acordo para a libertação de quatro prisioneiros das FARC, segundo o encenamento que fazem para engrandecer a posição do proto-ditador venezuelano.
Rafael quem?
Rafael Correa deveria agradecer Álvaro Uribe pelo ataque realizado em território equatoriano. O presidente do Equador, se não chega a ser um ilustre desconhecido, é largamente ignorado pela imprensa internacional. E olha que ele se esforça pra inverter a situação, já deu declarações estapafúrdias, várias delas no vídeo abaixo. Em uma delas diz que Cube vive uma democracia, ou nas suas palavras, “em Cuba não há ditadura”. Ahh, no mesmo vídeo ele se nega a dizer que não irá tentar alterar a constituição para pode eleger-se indefinidamente. Eufemismo para ditadura. Ahh, é reflexivo, e não “ser reeleito”, o que implicaria em democracia.
Agora Correa veio com essa novidade:
“Lamento comunicar-lhes que as conversas estavam bastante avançadas para libertar 12 reféns, entre eles Ingrid Betancourt. Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias”
Ora, tenha paciência. Segundo essa teoria conspiratória, estava tudo pronto para a libertação, comandada pelos humanitários Chavez e Correa, e eis que vem a besta a serviço do norte e põe tudo a perder porque a paz não lhe interessa. E eu aguento?
A verdade é que Betancourt é questão de honra para esses traficantes, só será libertada se estiverem verdadeiramente desesperados para negociar uma anistia. Um dos problemas é se o povo colombiano aceitaria tal anistia, há muito debate sobre a questão.
Chavez e os terroristas Eu diria até que o objetivo da missão não era matar o segundo em comando das FARC, a morte dele foi um bônus militar - se é que morte pode ser considerada assim -, mas colocar as mãos nos dados que foram apresentados ontem. Falo das informações sobre a ajuda ECONÔMICA dada pelo governo venezuelano à guerrilha: US$ 300 milhões! Junto foram encontrados dados sobre a venda de 700kg de pasta de coca. Queira desculpar minha redundância, mas é importante cifrar o que foi encontrado: Chavez patrocinou um grupo que tenta derrubar um governo estrangeiro DEMOCRATICAMENTE eleito, e faz isso ajudando traficantes internacionais.
Irmãos de causa Como se vê, Chavez e Correa estão unidos na causa das drogas, da interferência em estados soberanos e das mentiras e teorias conspiratórias.
Sobre o ba-fa-fá chavista em relação à ação militar colombiana em território equatoriano, alguns fatos que comentei aqui no blog.
No Estadão, em 16 de novembro de 2007
O Ministério das Relações Exteriores da Guiana informou que tropas do país foram enviadas à fronteira ocidental nesta sexta-feira, em reação a uma suposta invasão do território do país por soldados venezuelanos. Os militares da Venezuela teriam explodido duas dragas de garimpos de ouro em um rio próximo da fronteira.
De acordo com os militares da Guiana, as tropas da Venezuela usaram helicópteros e explosivo C-4 para destruir as dragas; ninguém teria ficado ferido no incidente, que os militares da Guiana não sabiam dizer se aconteceu no rio Wenamu, que faz a fronteira entre os dois países, ou no rio Cuyuni, em território da Guiana.…
No ano passado, um soldado da Guarda Nacional da Venezuela matou a tiros um garimpeiro guianense no lado da fronteira pertencente à Guiana. Ninguém chegou a ser preso depois desse incidente.
Como se vê, as forças armadas chavistas já invadiram a vizinha Guiana - deve ser pela enorme ameaça militar representada pela pequena e falida república - e não foi à caça de criminosos, mas pelo vil metal. Ahhh, a lógica da esquerda…
Só para lembrar a história ginasial - ops, agora é ensino básico - a Venezuela reivindica para si 60% do território da Guiana, justamente a parte rica em ouro. Uma mera coincidência. Ou não. A disputa está oficialmente em moratória. Ou esteve até o ditador expansionista chegar ao poder.
O protoditador Hugo Chavez é de fato um esquerdista: hipócrita até o último fio de cabelo.
É improvável que a iniciativa Colombiana de “caçar” líderes das FARC em território equatoriano leve à guerra, e por algumas boas razões.
Primeiro, os comandantes rebeldes agora sabem que não adianta cruzar a fronteira e fazer careta para os soldados colombianos. Eles terão permissão de Bogotá para atacar no outro lado da fronteira. Principalmente se essa fronteira for com o fraco Equador. Quito também está ciente do fato e talvez reveja alguns conceitos, apesar que esperar tal lucidez de Correa seja um pouco de mais.
Segundo, a Venezuela não pode se dar ao luxo de um conflito com a Colômbia. O falido socialismo bolivariano de Chavez não consegue colocar alimentos suficientes nas prateleiras dos supermercados. A situação só não é pior justamente pelas importações de produtos colombianos. Se diminuir ainda mais a oferta desses itens, Chavez começara a ver ameaçada sua base de apoio entre as camadas mais pobres da população, justamente o que lhe mantem no poder.
Terceiro, apesar da compra de aviões de guerra russos, o exército venezuelano, e qualquer outro do continente, não é páreo para as forças armadas colombianas, constamente aparelhadas, treinadas em combate real na selva e com apóio americano em logística e inteligência.
Quarto e mais importante: é a vontade do homem que leva a feitos. Tanto Chavez quanto Correa sabem que o presidente colombiano Álvaro Uribe continua firme e decidido em sua iniciativa de acabar com a narco-guerrilha e possui maciço apoio popular.
No Estadão.
Na segunda-feira, a Venezuela, o Equador e a Colômbia saíram em busca de apoio internacional em meio à crise que provocou temores sobre o início de uma guerra depois de os governos venezuelano e equatoriano ordenarem o envio de soldados à fronteira colombiana.
A crise iniciou-se quando a Colômbia, no fim de semana, realizou com helicópteros e soldados um ataque contra uma área do Equador matando um líder rebelde colombiano, em uma ação que representou um pesado golpe contra a mais antiga guerrilha da América Latina.
Governos de vários países, da França ao Brasil, tentaram debelar a crise nos Andes, onde o presidente colombiano, Alvaro Uribe, um fiel aliado dos EUA, enfrenta dois dirigentes esquerdistas ferozmente avessos às propostas norte-americanos de liberalização da economia.
O trânsito de veículos fluía normalmente em San Antonio, principal posto da fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. E, apesar de os governos venezuelano e equatoriano terem anunciado que enviariam mais soldados para a fronteira, não houve por enquanto qualquer sinal das manobras militares.
A Colômbia afirmou que não deslocaria um contingente suplementar de soldados para as fronteiras com a Venezuela e o Equador.
O governo colombiano tentou nesta segunda-feira justificar sua operação, afirmando que as leis internacionais permitem ações do tipo contra “terroristas” e acusando o Equador de permitir que os rebeldes da guerrilha esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se refugiassem em seu território.
“Nunca fomos um país propenso a tomar atitudes aventureiras no campo da política ou no campo militar”, afirmou o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, em Genebra.
Mas o Equador, aliado da Venezuela, disse que a Colômbia tinha violado deliberadamente sua soberania e conclamou os demais países da América Latina a pressionarem os dirigentes colombianos a fim de que não se repita essa “agressão”.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu retaliar militarmente, usando jatos de fabricação russa, caso a Colômbia realize uma operação do tipo dentro do seu país. Leia mais.
Os tolos costumam pavonear que figuras como Chávez não podem ser consideradas ditadores pois se valem das leis vigentes para altera-las. Ora, o fato de utilizarem as fraquezas da democracia para derruba-la não os torna menos autoritários.
Neste final de semana Vladimir Putin, o atual presidente da Rússia, conseguiu a esmagadora vitória de seu atual primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, nas eleições presidenciais.. Haverá uma inversão de cargos, com Putin ocupando a cadeira de primeiro-ministro. E virá também a inversão da ordem estabelecida, ao menos na prática. A partir de agora será o primeiro ministros quem dá as cartas.
Putin não mede esforços para calar a oposição, é suspeito até de mandar assassinar seus adversários. Tudo claro, com eleições.
Na Rádio France Internacional.
Sem surpresas, Dmitri Medvedev, candidato do Kremlim, venceu as eleições presidenciais russas disputadas no domingo já no primeiro turno, com ampla maioria dos votos, de acordo com os últimos resultados divulgados nesta segunda-feira pela Comissão Eleitoral Central, após a quase totalidade das urnas apuradas.
Medvedev, designado por Vladimir Putin, obteve 70,23 por cento dos votos. O comunista Guennadi Ziouganov teve um resultado melhor do que o esperado e registrou quase 18 por cento. O ultra-nacionalista Vladimir Jirinovski obteve 9,38 por cento e o desconhecido Andrei Bogdanov, favorável à entrada da Rússia na União Européia, conquistou apenas cerca de 1 por cento dos votos.
As eleições presidenciais deste domingo tiveram taxa de participação recorde, de quase 70 por cento. Dmitri Medvedev se tornou o terceiro presidente russo depois do fim da União Soviética, após Boris Yeltsin e Vladimir Putin.
Hillary Clinton criticou seu rival Barack Obama, no sábado, por folhetos distribuídos pelo comitê de campanha dele sobre o plano de saúde proposto por ela, dizendo que os folhetos são “claramente falsos” e acusando Obama de usar táticas republicanas na disputa entre os dois pela candidatura presidencial democrata.
Numa discussão amarga, o comitê de Obama defendeu os folhetos, dizendo que são corretos, e criticou a “campanha negativa” de Hillary.
“Você deveria se envergonhar, Barack Obama”, disse Hillary após um comício no Ohio, Estado crucial para sua campanha.
Sacudindo um folheto, Hillary disse que o comitê de Obama está divulgando “informações falsas, desacreditadas e enganosas” sobre sua proposta para a saúde.
“O senador Obama sabe que não é verdade que meu plano obriga as pessoas a comprar seguro-saúde, mesmo que não tenham condições para isso”, disse Hillary. “É uma falsidade deslavada, mas ele continua a gastar milhões de dólares para perpetuar falsidades. Isso não traz esperança. É destrutivo desacreditar o seguro-saúde universal, especialmente para um democrata.” Leia mais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve apresentar à Argentina uma oferta alternativa de energia no lugar de ceder gás boliviano ao país vizinho, informou nesta sexta-feira, em Buenos Aires, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
“A Petrobras acha que é impossível abrir mão de qualquer molécula de gás vinda da Bolívia”, disse Gabrielli. “Isso não quer dizer que a Petrobras não seja sensível às necessidades do mercado elétrico da Argentina.”
“A Petrobras está disposta, conjuntamente com o Brasil, a analisar algumas possibilidades de fornecimento elétrico à Argentina em momentos emergenciais, viabilizando geração elétrica adicional à necessidade do Brasil para exportação à Argentina”, acrescentou.
“Isso é possível utilizando termelétrica a óleo combustível, termelétrica a gás natural GNL e é possível com acumulação de água em momentos distintos no tempo”, afirmou o presidente da Petrobras.
De acordo com Gabrielli, Lula vai tratar do assunto na reunião que terá neste sábado com a presidente argentina Cristina Kirchner e com o líder boliviano Evo Morales, em Buenos Aires