parte 1. Há um tempo pensava que o Irã poderia se tornar um ponto de luz no oriente médio, quem sabe uma versão política (para a região) do que foi o Zoroastrismo. Ingenuidade minha, o caminho se tornou muito mais espinhoso. Os velhos aiatolás, tementes das mudanças que ameaçavam tolher seus poderes, forçaram a eleição de um grupo fundamentalista. Um atraso de, na mais otimista das hipóteses, no mínimo duas décadas na abertura do país. Ou muito provavelmente um caminho perigosíssimo para uma nova guerra.
parte 2. Pergunta rápida aos leitores, quem fornece a maioria das armas ao Hammas e ao Hezbollah para que esses grupos ataquem Israel? Resposta fácil: o Irã e seu alucinado comandante, Mahmoud Ahmadinejad. Trata-se de um plano de longo prazo para que o Irã se torne a suprema força da região, desbancando os sauditas, aliados americanos. Não há dúvida quanto as intenções de utilizar o povo palestino como massa de manobra nem a “riscar Israel do mapa”, como já declarou várias vezes Ahmadinejad.
parte 3. No final do século XIX havia enorme tensão na região que hoje constitui o estado do Acre. Apesar de ser território boliviano, a maioria da população era de brasileiros, que acabaram por se revoltar com o controle de La Paz. Para por fim à questão, foi assinado um tratado que anexou o Acre ao Brasil em troca de dois milhões de libras esterlinas (isso era muito dinheiro em 1903!) e, pouca gente menciona, parte do território mato-grossense passou para a Bolívia. Além da construção de uma estrada de ferro fundamental para a ligação da Bolívia com exterior.
Recentemente Evo Morales afirmou que o Acre pertence à Bolívia. Ora, imaginemos então que uma fração dos partidários de Morales começasse a lançar pequenos mísseis contra a população do Acre, causando destruição e vítimas fatais. O que faria a população brasileira? 1. rezaria para o Lula não ser mais o presidente (ou tudo ficaria no blá, blá, blá); 2. exigiria medidas que acabassem com os ataques.
parte 4. Não bastasse todo o enrodo, a presidente Kirchner, da Argentina, resolve “armar” a Bolívia baseada no fato que o Brasil não tem direito a existência pois os territórios a oeste estão além da linha do… tratado de Tordesilhas (ou qualquer outro argumento perdido na linha do tempo da história). Só que uma guerra entre Brasil e Argentina seria algo “feio”, envolvendo duas potência militares (lembre-se, é ficção, as duas forças armadas estão caindo aos pedaços). Então o Brasil retalia contra a Bolívia (que de fato fez os ataques!) enviando uma mensagem a Buenos Aires: não ponha as manguinhas de fora, mesmo que o Obama se mostre um fracote e não nos apóie, temos força o suficiente pra acabar com vocês.
parte 5. Israel ataca o Hammas porque o Hammas é quem de fato tem atacado o território israelense, mas fica claro, para o bem da democracia, que a mensagem também chegou a Teerã. Se os iranianos insistirem em construir uma bomba atômica, os israelenses irão atacar preventivamente, mesmo que sozinhos e, de forma maniqueísta, tratados como demônios pela imprensa mundial.
Acabo de ler que o ministro das relações exteriores, Celso Amorim, segue com pompa e circustância rumo a Gaza. Sim, o das causas nobres e prejuízo à nação, irá defender o cessar-fogo e novas conversações de paz.
Plagiando Tutty Vazques, sabe qual o significado disso? Nada, absolutamente nada!
O governo do PT já tomou partido, decidiu que Israel comete atos de pura maldade contra palestinos inocentes. Como pode então querer representar papel neutro em uma conversação? E pior, nunca abriu a boca para acusar o Hammas de fuzilar os opositores (há vários vídeos desses no youtube, não linko aqui porque, sensível que sou, quase vomitei quando assisti trecho de um) ou lançar 3.000 foguetes contra território israelense durante a vigência do cessar-fogo.
Portanto, conclui-se que o sr. ministro de estado segue é pra fazer barulho, repercutir na imprensa local. Ora, quem faz barulho é bateria de escola de samba, por isso defendo o rebatismo: que agora seja Celso Tamborim!
Todos se lembram como o governo do Messias de Garanhuns sempre preferiu jogar contra o governo democraticamente eleito da Colômbia e apoiar as FARC, o bando miliciano que há decadas aterroriza a população daquele país. Mas na minha opinião essa sequer foi a maior aberração do Lula para externos. O pior foi a recusa a censurar o governo do Sudão, promotor de uma genocídio estimado entre 200mil e 300mil pessoas e 3 milhões de refugiados. Não basta? Que tal o apóio a Robert Mugabe, que comanda o Zimbábue desde 1986 e vê o país assolado por fome, miséria, guerras etnicas e descontrole total da economia?
Pois bem, mais uma vez eles condenam veementemente os ataques israelenses, mas eu não me lembro de ter ouvido nem um pio condenando o Hamas pelo seu constante disparo de mísseis contra o território israelense. Ahh - diria o justo - mas eles mataram cinco israelenses e o ataque na faixa de Gaza já matou 500! Pra mim, uma única morte é uma tragédia - sem pieguice - mas quem deveria ter pensado melhor na desproporção da força é o agressor inicial, no caso, o Hamas.
É impossível negociar com o Hamas porque a política do grupo e não reconhecer o estado de Israel. Para eles, os judeus não possuem o direito de estar naquelas terras.
O erro do Itamaraty, e da União Européia, é esquecer que na diplomacia os dois lados devem ceder. Querer um cessar-fogo unilateral israelense enquanto o Hamas promete futuras agressões assim que estiver recomposto é, no mínimo, infantilidade. E lugar de criança que não aprende é na escola.
Peraí, isso não é notícia. Mas é o que os proto-ditadores fizeram e a imprensa esquerdófila repete a torto e a direito, culpando a direita.
Então vamos lá. Hugo “aumenta o preço do barril, pelo amor de Deus” Chavez e o ministro do interior da Bolívia anunciaram a “descoberta” de um plano para assassinar o presidente Evo Morales. O tiro seria disparado por um camponês, em praça pública. E em uma das províncias cocaleiras, onde Evo é quase uma unânimidade. O equivalente lulista ao Piauí.
Ahh, sim, e os detalhes do plano? Isso eles não podem informar, sacomé, iria atrapalhar as investigações. Mas o próximo passo é apurar e punir os culpados. Então é assim que funciona, inventa-se um plano para assassinar o futuro ditador, que reage com repressão e a prisão dos opositores? É isso mesmo, como diria o agente 86, é o velho golpe de aplicar um golpe ao golpe inexistente. Esse plano de Chaves e Morales é piada velha e muito sem graça.
Recebi essa por email, naquelas correntes em que um envia pro outro, que envia pra fulano, que remete pra… e assim vai, até que ninguém mais sabe a origem. Uma pena, adoraria dar crédito ao gênio que escreveu o texto abaixo.
É assim ó:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CCB, CDO, CDL, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, LME, NYSE, CBOT cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.
Eu não vou discutir do ponto de vista científico (agora, mas farei no futuro) se há ou não um aquecimento global causado pelo homem. Mas existe o consenso político que esse fenômeno é nossa culpa. Por “nossa” entenda-se o mundo industrializado.
Pois bem, a Europa era toda a favor dos biocombustíveis, afinal eles são bons e bonitos, não são tão baratas, mas o petróleo está ainda mais caro. E os biocarburantes ajudam também capturando carbono da atmosfera. Resumindo, os europeus são todos a favor. Eis que o preço dos alimentos dispara em todo o continente. Pra se ter uma idéia, nos últimos cinco anos o gasto com alimentação subiu 40% na França. Comer na Europa ocidental sempre foi muito caro, agora está pela hora da morte.
Esse é um problema criado pelas sociedades dos países desenvolvidos. Suas barreiras de importação a produtos agrícolas desensentivou que os grandes países produtores de alimentos aumentassem as áreas de cultivo para exportação. Estão sempre buscando outros produtos que ultrapassem as barreiras. Ao invés de feijão, vamos plantar pinheiros (celulose). Por que o milho se há a cana? E por aí vai. A economia é Darwiniana, vence a produção do produto que consegue o melhor rendimento.
Claro que nunca ninguém é culpado pelos próprios erros, é pra isso que existe a milenar figura do bode expiatório. E o caprino da vez são os biocombustíveis. Segundo a ONU, em função desses aumentos de preço, o rombo no programa de distribuição de alimentos para populações famintas já chegou a US$500 milhões. Ao invés de melhorar a própria logística ou pressionar os países desenvolvidos a comprar produtos alimentícios produzidos em regiões da África ou da Ásia, a super-mega-hiper ONG global preferiu culpar o até outro dia salvador da pátria.
Resumidamente, somos todos a favor de tudo que possa conter o aquecimento global que supostamente causamos. Desde que não interfira com nossas vidas.
Chávez, o falastrão, nunca nacionalizou as empresas espanholas, mesmo depois do “cala a boca” que levou do Rei Juan Carlos, porque não pôde abrir mão dos euros ibéricos.
No caso da Colômbia, a Venezuela passa por uma séria crise de desabastecimento, culpa da fracassada política “bolivariana”, e, no momento, não poderia dispensar o comércio com o país vizinho. Resta saber se Chávez irá queimar mais alguns petrodólares para comprar alimentos em outros países.
No Estadão.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que a grave crise diplomática com a Colômbia vai resultar na diminuição do comércio entre os dois países e afirmou considerar estatizar empresas colombianas presentes na Venezuela.
A Venezuela vai procurar em outros países produtos que possam substituir as negociações comerciais anuais de 6 bilhões de dólares com a Colômbia, de acordo com Chávez.
“Vamos fazer um mapa dos negócios da Colômbia aqui na Venezuela. Podemos nacionalizar alguns, assumi-los, não estamos interessados em investimentos da Colômbia aqui”, disse Chávez, em entrevista coletiva em Caracas ao lado do presidente do Equador, Rafael Correa.
Chávez fez ameaças similares a companhias espanholas durante uma tensão diplomática com aquele país no ano passado, mas nunca concretizou as promessas. Leia mais.
Abaixo trecho de uma notícia veiculda pela rádio Colombiana RCN. É bastante esclarecedor sobre a intensa mobilização que Chavez ordenou às forças armadas venezuelanas após a ação militar que matou Raúl Reyes, o segundo na hierarquia da organização narco-terrorista FARC.
“Uma chamada que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez ao chefe guerrilheiro das FARC, Raúl Reyes, permitiu ao exército colombiano localizar o acampamento onde se encotrava o líder insurgente na zona fronteiriça com o Equador, onde foi morto junto com outros 20 rebeldes no último sábado. Isso foi o que revelou à RCN um alto oficial do Exército, o qual precisou, ainda, que Manuel Marulanda Vélez [conhecido como Tirofijo], chefe máximo das FARC, se encontra em território venezuelano.”
Acreditar que esse tipo de “vazamento” ocorreu espontaneamente seria ingenuidade. O alto comando colombiano está enviando um recado a Chavéz e Marulanda: sabemos onde você está. E parecem conhecer detalhadamente a posição, segundo outra fonte da RCN “Nosso [colombianos] serviços de inteligência estabeleceram que Marulanda está doente e se refugia em um sítio venezuelano situado do outro lado da frontera com Norte de Santander”. O termo que traduzi como “sítio” é “finca”, que designa pequena propriedade rural. Pelo visto eles sabem até o CEP do lugar.
Eu já disse antes aqui no blog que acredito em intensa ajuda da inteligência americana ao exército colombiano. Claro que a Colômbia em si possui os meios para interceptar esse tipo de ligação, mas que seria muito mais fácil com uma mãozinha americana, isso seria. Ou foi.
Apenas como informação adicional, o telefonema que Chávez fez era para comemorar o acordo para a libertação de quatro prisioneiros das FARC, segundo o encenamento que fazem para engrandecer a posição do proto-ditador venezuelano.
Rafael quem?
Rafael Correa deveria agradecer Álvaro Uribe pelo ataque realizado em território equatoriano. O presidente do Equador, se não chega a ser um ilustre desconhecido, é largamente ignorado pela imprensa internacional. E olha que ele se esforça pra inverter a situação, já deu declarações estapafúrdias, várias delas no vídeo abaixo. Em uma delas diz que Cube vive uma democracia, ou nas suas palavras, “em Cuba não há ditadura”. Ahh, no mesmo vídeo ele se nega a dizer que não irá tentar alterar a constituição para pode eleger-se indefinidamente. Eufemismo para ditadura. Ahh, é reflexivo, e não “ser reeleito”, o que implicaria em democracia.
Agora Correa veio com essa novidade:
“Lamento comunicar-lhes que as conversas estavam bastante avançadas para libertar 12 reféns, entre eles Ingrid Betancourt. Tudo foi frustrado pelas mãos belicistas e autoritárias”
Ora, tenha paciência. Segundo essa teoria conspiratória, estava tudo pronto para a libertação, comandada pelos humanitários Chavez e Correa, e eis que vem a besta a serviço do norte e põe tudo a perder porque a paz não lhe interessa. E eu aguento?
A verdade é que Betancourt é questão de honra para esses traficantes, só será libertada se estiverem verdadeiramente desesperados para negociar uma anistia. Um dos problemas é se o povo colombiano aceitaria tal anistia, há muito debate sobre a questão.
Chavez e os terroristas Eu diria até que o objetivo da missão não era matar o segundo em comando das FARC, a morte dele foi um bônus militar - se é que morte pode ser considerada assim -, mas colocar as mãos nos dados que foram apresentados ontem. Falo das informações sobre a ajuda ECONÔMICA dada pelo governo venezuelano à guerrilha: US$ 300 milhões! Junto foram encontrados dados sobre a venda de 700kg de pasta de coca. Queira desculpar minha redundância, mas é importante cifrar o que foi encontrado: Chavez patrocinou um grupo que tenta derrubar um governo estrangeiro DEMOCRATICAMENTE eleito, e faz isso ajudando traficantes internacionais.
Irmãos de causa Como se vê, Chavez e Correa estão unidos na causa das drogas, da interferência em estados soberanos e das mentiras e teorias conspiratórias.
Sobre o ba-fa-fá chavista em relação à ação militar colombiana em território equatoriano, alguns fatos que comentei aqui no blog.
No Estadão, em 16 de novembro de 2007
O Ministério das Relações Exteriores da Guiana informou que tropas do país foram enviadas à fronteira ocidental nesta sexta-feira, em reação a uma suposta invasão do território do país por soldados venezuelanos. Os militares da Venezuela teriam explodido duas dragas de garimpos de ouro em um rio próximo da fronteira.
De acordo com os militares da Guiana, as tropas da Venezuela usaram helicópteros e explosivo C-4 para destruir as dragas; ninguém teria ficado ferido no incidente, que os militares da Guiana não sabiam dizer se aconteceu no rio Wenamu, que faz a fronteira entre os dois países, ou no rio Cuyuni, em território da Guiana.…
No ano passado, um soldado da Guarda Nacional da Venezuela matou a tiros um garimpeiro guianense no lado da fronteira pertencente à Guiana. Ninguém chegou a ser preso depois desse incidente.
Como se vê, as forças armadas chavistas já invadiram a vizinha Guiana - deve ser pela enorme ameaça militar representada pela pequena e falida república - e não foi à caça de criminosos, mas pelo vil metal. Ahhh, a lógica da esquerda…
Só para lembrar a história ginasial - ops, agora é ensino básico - a Venezuela reivindica para si 60% do território da Guiana, justamente a parte rica em ouro. Uma mera coincidência. Ou não. A disputa está oficialmente em moratória. Ou esteve até o ditador expansionista chegar ao poder.
O protoditador Hugo Chavez é de fato um esquerdista: hipócrita até o último fio de cabelo.