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Archive for the ‘negócios’ Category

A sanha do estado brasileiro: carga tributária chega a 36% do PIB

Thursday, February 19th, 2009

“Com ou sem nota?”, “Com ou sem recibo?”

O estado brasileiro é ineficiente e corrupto. A combinação não poderia levar a outro resultado que não o desejo incontrolável por mais dinheiro dos cidadãos. Governos (municipais, estaduais e federal) que tomam muito e pouco retornam incentivam a sonegação. Na década de 1980 Ronald Reagan aumentou em muito a arrecadação do governo americano. Como? Promoveu um grande corte nos impostos. Se pagar imposto não for muito mais caro que sonegar, a tendência é que o contribuinte fique em dia com a receita. É simples assim.

No site da abril:

Como já virou costume nos últimos anos, o país fechou 2008 batendo mais um recorde de carga tributária. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga chegou a 36,54% do PIB no ano passado, uma marca inédita. Em relação ao ano anterior, houve aumento de um ponto porcentual. Dentro desse aumento, 0,52 ponto corresponde aos tributos federais, 0,35 ponto aos estaduais e 0,13 ponto a municipais. Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder, a carga tributária cresce ano a ano. Só em 2003 houve recuo da carga em relação ao PIB.

“Isso quer dizer que o governo avança cada vez mais na riqueza nacional, sem que isso revele efetivamente um aumento substancial da qualidade do serviço público”, disse Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com Amaral, coordenador do estudo, o cálculo do instituto levou em conta uma arrecadação de 1,056 trilhão de reais e um PIB estimado em 2,890 trilhões de reais. A Receita Federal não comentou os números do IBPT porque promete divulgar suas próprias contas ainda nesta quinta-feira. Leia mais.

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Europa tem a maior recessão em 50 anos

Saturday, February 14th, 2009

E por aqui, de olho nas eleições, o governo continua com aquele papo “conosco está tudo bem”.

“sexta-feira 13″ da União Europeia (UE) confirmou as previsões que vinham sendo feitas pelo mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do maior bloco comercial do mundo recuou 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, quando havia decrescido 0,2%. O mesmo porcentual foi registrado na zona do euro, configurando a maior recessão dos países da região nos últimos 50 anos. Os dados foram divulgados ontem pelo Escritório Estatístico das Comunidades Europeias (Eurostat).

No conjunto do ano de 2008, o PIB da zona do euro cresceu 0,7% e o da União Europeia, 0,9% - segundo projeção parcial. Em relação ao mesmo período de 2007, a taxa também foi negativa: 1,1%. “A economia da zona do euro começa a sucumbir com a queda brutal do preço das ações das grandes multinacionais, a redução dos investimentos e a produção industrial em recuo, em especial na Alemanha”, disse ao Estado o economista Sylvain Broyer, analista do banco Natixis, em Frankfurt.

Dos 27 países-membros, 15 divulgaram dados ontem. Sete estão em recessão, dentre os quais cinco das maiores economias: Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e Holanda. Na Estônia, a atividade se contraiu 9,4% no quarto trimestre, uma queda inédita na história do país.

A mais grave queda foi, de acordo com o Eurostat, a da Alemanha, cujo PIB recuou 2,1% - o pior desempenho desde a reunificação do país, em 1990. No terceiro trimestre, a economia alemã, cujos bancos foram muito atingidos pela crise do sistema financeiro internacional, já havia regredido 0,5%. “A situação se degrada rápido porque o país é grande exportador para mercados que enfrentam recessão severa, como os Estados Unidos, o Japão e a Rússia”, explica Broyer.

O Eurostat também confirmou a recessão no Reino Unido, onde o recuo foi de 1,5% no quarto trimestre, ante 0,6% no terceiro. A Itália também se afundou na recessão: queda de 1,8% do PIB, após recuo de 0,6%. Leia mais.

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Empresas adaptam logotipos à crise

Friday, February 13th, 2009

Essa eu vi no excelente blog Obvious, veja as adaptações dos logotipos à crise. Clique na imagem abaixo para ver mais.

logotipo das empresas

logotipo das empresas

Bancos públicos se preparam para super-calote

Friday, February 13th, 2009

O governo federal quer utilizar os bancos públicos para abastecer o mercado com o crédito que os bancos privados mantem embaixo do colchão, com receio de liberar. A contrapartida disso é esperar por uma grande inadimplência. O mercado certamente tem que receber esse dinheiro, mas que os critérios sejam responsáveis. O mundo acabou de entrar em uma crise de créditos podres, o crédito fornecido sem critério e que o tomador não tem como pagar. Abaixo, notícia da Folha Online.

dinheiro embaixo do colchão

dinheiro embaixo do colchão

O medo do crescimento do calote em 2009 com a retração econômica fez os dois principais bancos públicos comerciais, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, elevarem em R$ 2,335 bilhões a reserva adicional para cobrir calotes no final do ano passado. É o que mostra reportagem de Sheila D’Amorim publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal)

A decisão de separar uma quantia de recursos além do normal –o equivalente a todo o gasto do governo com compra de merenda escolar e livros didáticos em 2008– para proteger as instituições de calotes reduz o lucro dos bancos e tem se mostrado uma tendência no sistema financeiro.

No caso específico dos bancos públicos, essa reserva extra é feita num momento em que as instituições são usadas pelo governo como instrumento para tentar minimizar a crise de crédito no Brasil e evitar uma desaceleração mais forte. Desde o final de setembro, Caixa Econômica e BB têm comprado carteiras de bancos em dificuldade de caixa e elevado a concessão de crédito.

A ideia do governo era suprir a restrição imposta pelos bancos privados, que colocaram o pé no freio nos financiamentos e se mostraram mais conservadores diante da turbulência.

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Crise: zona do euro desaba

Thursday, February 12th, 2009

Enquanto o governo brinca de tudo bem no reino de Lulinha Paz e Amor e Dilma Barbie o resto do mundo sofre com a crise. Notícia da Reuters que circula pelos jornais e sites de hoje:

A produção industrial da zona do euro registrou uma queda recorde em dezembro, mostraram dados nesta quinta-feira, apontando para um aprofundamento da recessão na região e aumentando os argumentos favoráveis a um corte mais forte da taxa de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) no próximo mês.

A produção das indústrias nos 15 países que usam o euro como moeda teve uma queda mensal em dezembro de 2,6% e um tombo de 12% na comparação anual, a queda mais acentuada desde que os dados começaram a ser coletados em 1990, informou a a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Economistas consultados pela Reuters esperava uma queda mensal de 2,1% e um recuo anual de 8,9%. Leia mais .

Se não for o suficiente, a Espanha entra oficialmente em recessão:

O PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha registrou queda de 1% no quarto trimestre de 2008 em relação ao período anterior, na segunda baixa consecutiva, o que faz o país entrar oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, segundo estimativas do INE (Instituto Nacional de Estatísticas) divulgadas nesta quinta-feira.

O PIB do quarto trimestre caiu 0,7% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo o INE.

“A queda do índice acontece em consequência de uma contribuição negativa da demanda nacional que foi compensada, em parte, pelo aporte positivo do setor externo”, explicou o instituto em um comunicado.

A queda do PIB no terceiro trimestre foi de 0,2% em relação ao segundo trimestre. Dois trimestres de contração do PIB (Produto Interno Bruto) definem uma economia em recessão, segundo economistas.

Os dados do quarto trimestre deixam o crescimento econômico espanhol no conjunto de 2008 em 1,2%, contra 3,7% registrados em 2007, que foi o maior em muitos anos, acima da média da zona do euro.

No último dia 28, o Banco da Espanha (BC do país) já havia informado que a economia espanhola entrou em recessão, com uma contração de 1,1% no trimestre passado, na comparação com o terceiro –quando também houve queda, de 0,2%, em relação a um trimestre antes.

Para este ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia da Espanha sofrerá uma contração de ao menos 1%. Para o Fundo, a recuperação do país depende da aplicação de reformas profundas. Em novembro, Zapatero anunciou que o governo destinará 11 bilhões de euros para obras e equipamentos públicos como intuito de criar postos de trabalho e recuperar a economia.

No mês passado, o número de desempregados na Espanha subiu em 198.838 pessoas e agora está na marca recorde de 3.327.801 pessoas, segundo o Ministério do Trabalho e Imigração. Desde janeiro de 2008, o desemprego subiu 47,12%, enquanto de dezembro de 2008 até o mês passado teve alta de 6,35% no país.

E a oposição, de olho em 2010 não fala da crise sobre o tamanho que tem. Por quê? Oras, ninguém gosta de notícia ruim, então ficaria a oposição falando de crise e o Lula de bonança. Além do que, Lula é adepto do bushismo tupiniquim: os que estão contra mim estão contra o Brasil. E a oposição deixa que ele venda esse discurso autoritário. Eu realmente não entendo essa gente.

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O governo Lula é do Cacex

Tuesday, January 27th, 2009

O Brasil só pode crescer se participar mais do comércio mundial. Claro que é preciso manter as contas em dia, mas burocratizar não é, e nunca foi, a solução.

Além do quê cômico: dois ministros, como é padrão no governo do messias de Garanhuns, se desentendem em público. Como diria aquele comentarista de futebol: -Ahh, que beleza!

GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA

Em uma decisão que pegou de surpresa as empresas de comércio exterior, o governo passou a adotar desde ontem uma série de barreiras não-tarifárias ao ingresso da grande maioria de produtos importados. Na prática, a medida significa a volta do sistema de controle das importações adotado pelo país nas décadas de 70 e 80, quando o Brasil era um pequeno exportador e importava 80% do petróleo que consumia.
O que mais chamou a atenção foi a forma com que o governo comunicou a decisão ao setor. Em vez de uma portaria ou uma comunicação formal, o Ministério do Desenvolvimento anunciou a nova medida por meio de uma nota publicada na sexta-feira passada no Siscomex, o sistema usado para controlar o comércio exterior.
A nota no Siscomex informa que será exigida a partir da data de ontem a apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para quase todos os produtos que entram no país. A lista é ampla e abrange praticamente toda a pauta de importações do país: produtos de moagem (trigo), plásticos, cobre, alumínio, ferro, bens de capital, material eletroeletrônico, autopeças, automóveis e material de transporte em geral, entre outros.
A exigência da LI tinha sido abolida no país nos últimos anos. A importação era praticamente automática. A única exigência era de uma declaração de importação (DI), que era feita pelo próprio importador, apenas para efeitos estatísticos.
Já as LIs podem demorar até 60 dias para serem concedidas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e se assemelham muito às guias de importação da época da Cacex (Carteira de Comércio Exterior), o órgão que era responsável pelo controle da entrada de produtos no país nas décadas de 70 e 80. A Cacex foi extinta em 1990 e, desde então, o Brasil sempre tem atuado no sentido de liberalizar o comércio exterior.
De acordo com o que a Folha apurou, a medida adotada pelo Ministério do Desenvolvimento não conta com o apoio dos técnicos da Fazenda. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá se reunir hoje com o ministro interino do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, para discutir a decisão.
No início da noite de ontem, a assessoria do Ministério do Desenvolvimento ligou à Folha para informar que o objetivo da medida foi fazer um “acompanhamento estatístico” de uma série de produtos importados pelo país, e as importações barradas ontem seriam liberadas rapidamente. Leia mais.

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o Fórum Social Mundial não é o anti Davos

Friday, January 23rd, 2009

De vez em quando leio por aí que o Fórum Social Mundial é uma reação à reunião das grandes economias em Davos. Quanta besteira! Primeiro, não vou me ater ao conteúdo, mas à repercussão de cada um. Simplesmente não há comparação possível. Davos, principalmente nesse ano de forte crise, é acompanhado de perto e com e com extrema atenção pelo mundo inteiro. O FSM é de uma divulgação muito menor. Sai um pouco no Brasil e no máximo ganha algum destaque em jornais de esquerda aqui e acolá mundo afora.

Agora sim, quanto à qualidade do discurso, em Davos as estrelas são os grandes nomes que pensam os rumos financeiros e comerciais do mundo, no FSM há figuras do “porte” de Boaventura de Souza Santos, e esse ano, fino da bossa, homenagerão o assassino Cesare Battiste, aquele que mandou matar o pai e alejou o filho, e Sancho Pança Tarso Genro, ao mesmo tempo que pedem a abertura dos processos por tortura no Brasil, ou fim da anistia.

Eu já me manifestei sobre a anistia feita no Brasil, foi muito mal conduzida. Os crimes do período, para os dois lados, deveriam expirar a partir da confissão. Não declarou seus atos até tal data, fique à merce da justiça comum. Mas repare que não é isso o que propõem os belos e justos do FSM, não eles querem que sejam julgados os “direitistas”, apenas seus inimigos. Isso sim é tribunal de exceção.  Como se vê, a esquerda que matou os libertários assim que tomou o poder não mudou muito em 100 anos. Na hora agá, toda a lei para o inimigo, toda a anistia para eles.

É basicamente por isso que o FSM não é um anti-Davos, não possui estofo (moral ou técnico) para isso.

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Mercado não dá um tostão furado pela GM

Tuesday, December 23rd, 2008

O que era ruim ficou pior para a General Motors. Pelo menos é essa a leitura dos investidores americanos. Ontem as açoes da empresa despencaram 21%. Isso indica que parte do mercado aposta na concordata da gigante automobilística, mesmo após o anúncio de socorro de US$ 9,4 bilhões que o governo Bush preparou para ajudar a companhia. Outro indicativo, ontem a S&P rebaixou (novamente) a classificação de risco da empresa: está 11 níveis abaixo de grau de investimento. Pela escala utilizada, o próximo degra é a falência.

A leitura que se faz é que o dinheiro do pacote não daria nem pra começar a tapar o rombo da GM. Mas o curioso é que Obama já declarou que não deixará as gigantes automobilísticas quebrarem. Há quem justifique que a quantia oferecida não é para tirar a empresa do buraco, mas para que ela aguente até o pacote do governo democrata ser anunciado.

Quem viver, verá.

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Itaú/Unibanco: Serra rindo à toa

Tuesday, November 4th, 2008

Se eu fosse o governador José Serra estaria rindo à toa. Explico. Serra quer se livrar do banco estadual paulista, a Nossa Caixa, Nosso Banco. Até agora, o único comprador forte do mercado era o Banco do Brasil, até por uma questão legal. Mas se tem algo em que acredito é na tendência humana de repetir comportamentos.

Estude um indivíduo ou grupo de indivíduos por um tempo razoável e será capaz de “prever seus movimentos” com 90% de acerto. Pois bem, Itaú e Bradesco estão há tanto tempo travando uma batalha particular para ser a maior instituição financeira privada do Brasil que é difícil imaginar que o banco sediado em Osasco (na grande São Paulo) deixará a fusão Itaú/Unibanco passar batida. Minha aposta nesse momento é que o interesse deles pela Nossa Caixa, Nosso Banco certamente aumentou um bocado. E como se sabe, se há dois compradores e apenas um produto o preço tende a aumentar.

Como disse no início, Serra deve estar rindo à toa.

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Itaú e Unibanco anunciam fusão

Monday, November 3rd, 2008

Ainda não deu pra saber os detalhes do negócio, como as trocas de ações, mas está anunciado.

atualizado às 11h10, do valor econômico:

A relação de troca prevista é de 1,7391 unit do Unibanco para uma ação da nova instituição. Para a ação ON do Unibanco e do Unibanco Holdings, a relação é de 1,1797 para uma ação do Itaú Unibanco Holding S.A. Quanto ao papel PN do Unibanco, a proporção é de 3,4782 por uma ação do Itaú Unibanco Holding, mesma relação válida para PN Unibanco Holdings.

Na Folha Online:

A Itaúsa –empresa de participações do grupo Itaú– e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira que irão fundir as operações financeiras entre ambas, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

“Os controladores da Itaúsa e da Unibanco Holdings comunicam ao mercado que assinaram nesta data contrato de associação visando à unificação das operações financeiras do Itaú e do Unibanco de modo a formar o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul, cujo valor de mercado fará com que ele fique situado entre os 20 maiores do mundo. Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais”, informaram as duas empresas em comunicado ao mercado.

Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões –contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, segundo dados de junho do Banco Central.Leia mais.

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