economia, política e blog ‘n’ roll

Archive for the ‘política’ Category

Clodovil queria reduzir deputados pela metade

Friday, April 3rd, 2009

O deputado Clodovil Hernandes (creio que seu último partido foi o PR) possuía uma proposta interessante, queria diminuir o número de deputados federais pela metade. Hoje nenhum estado possui menos de 8 deputados e a maior bancada (paulista) é formada por 70 deputados. A proposta de emenda constitucional (PEC) apresentada por Clodovil reduzia esse número para um mínimo de 4 deputados e um máximo de 35, procurando manter a proporcionalidade. Na proposta inicial SP manteria os 70 representantes, mas isso foi alterado depois.

Qual era a chance de uma PEC como essa passar? Bem, se houvesse número negativo em probabilidade, poderíamos dizer que era de menos 1. Mas eu considero uma boa proposta. Para um poder incapaz de propor qualquer coisa, que vive de aprovar medidas provisórias, está eternamente ligado a escândalos e, só de passagem aérea custa mais de R$ 252 mil reais por ano por deputado, acho que o número proposto foi até bem razoável.

O parlamento brasileiro (câmara E senado) há tempos vem corroendo a democracia. As seguidas denúncias de corrupção, pioradas pela cara de pau das votações secretas nos processos de cassação , que desaguam na impunidade parlamentar, levam ao total descredito do poder legislativo e a uma confusão de afazeres. Critica-se o judiciário de legislar, mas como não fazê-lo se o congresso não cumpre seus papeis constitucionais?

250 deputados e, acrescento, 2 senadores por estado. E olha que já tá de bom tamanho.

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Marcos Valério negocia delação premiada

Monday, March 23rd, 2009

Na Folha de São Paulo.

O Ministério Público Federal e advogados do publicitário Marcos Valério de Souza negociam acordo de delação premiada –trato que permite a redução ou isenção da pena em troca de novas informações– que pode levar a novas provas do mensalão, informa reportagem de Frederico Vasconcelos publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A Procuradoria acredita que poderia reunir provas substanciais, ampliando, inclusive, o rol de acusados. Outra hipótese seria recuperar recursos no exterior desviados pelo publicitário.

Como tramita ação penal contra 39 réus do caso, cabe ao relator Joaquim Barbosa decidir sobre a delação premiada, que terá ainda de ser aprovada pelos outros ministros do Supremo.

Valério é acusado de ser o operador de esquema de repasses de ao menos R$ 55 milhões a congressistas, entre 2003 e 2004. É acusado ainda de ter sido o mentor de prática semelhante em 1998, na campanha eleitoral que tentou reeleger o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB).

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Yeda Crusius, o PSOL e Franz Kafka

Friday, March 20th, 2009

Certa vez ouvi que o mundo é um lugar melhor porque Franz Kafka viveu. Concordo. Seus livros foram parte importante de deliciosos momentos da minha adolescência e vinte e poucos anos. Entre suas principais obras está “O Processo”.

A história de um sujeito que recebe uma visita de oficiais de justiça sendo convocado a comparecer a uma corte. Lá, descobre que está sendo investigado. O interessante é que o processo corre em sigilo, o famoso segrede de justiça, e por isso nem o próprio acusado tem o direito de saber de quais crimes é acusado! A situação fica insuportável e finalmente… tá bom, não vou estragar o livro. É leitura mais que recomendável.

A governadora do RS, Yeda Crusius, vive situação que lembra bastante o romance do autor tcheco. O PSOL, aquele partido que lava mais branco e puro do que o famoso sabão em pó, diz ter entregue ao ministério público do estado documentos comprovando corrupção envolvendo secretários, o filho da governadora e a própria Yeda.  Sabe o que responde o MP? Afirma que não tem nada em suas mãos, desconhece os documentos e a denúncia. E assim segue, a governadora é massacrada por Luciana Genro (a filha do ministro que concedeu asilo ao assassino Cesare Battisti), deputada pelo PSOL, sem ter como se defender de sabe-se lá o quê!

Não consigo deixar de enumerar ao menos duas perguntas.

  1. alguém já viu político (no caso o PSOL) negar à imprensa informações contra adversários?
  2. estaria a deputada motivada pela provável campanha de seu pai ao cargo de governador, em que deve enfrentar Yeda?

Boa parte das denúncias envolveria supostos grampos telefônicos ilegais. Pois bem, a juíza eleitoral de Lajeado, Nara Cristina Neumann Cano Saraiva, confirmou que autorizou as escutas em5 de setembro de 2008.

É Yeda culpada ou inocente? Não tenho como saber, até agora tudo indica uma aliança da oposição gaúcha para inviabilizar o governo tucano. O que sei é que parte da imprensa já fez o seu juízo e isso é grave.Ao procederem dessa forma, alinham-se a uma conduta de mais de 200 anos e que não levou a nada senão sofrimento.

Condenar antes de julgar é o modus operandi da esquerda. Nunca é demais lembrar que Robespierre, na revolução francesa, dizia que o país não precisava de mais juízes, precisava de mais guilhotinas. Quando um “verdadeiro esquerdista”, como a sra. deputada Luciana Genro, faz uma denúncia, todo cuidado é pouco.

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Economia desaba 3,6% e Lula e Dilma encomendam óleo de peroba

Thursday, March 12th, 2009

Deu em todos os lugares, o Brasil teve no último trimestre de 2008 um dos piores desempenhos do mundo e o PIB em relação ao trimeste anterior desabou 3,6%. A queda foi tão grande que se espera estabilização para o primeito trimestre de 2009. Como a variação é medida em relação ao trimestre anterior, o fato de já ter caido muito tende a fornecer um piso.

A questão principal é a reação do governo brasileiro ao longo da crise. Esse período de reajusto econômico teve seu momento filme-catástrofe com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers (setembro/2008), mas na verdade começa com a crise imobiliária americana ainda em 2007. Ou seja, estamos já há um ano e meio em crise. E qual foi a reação do messias de Garanhuns , da equipe econômica e da senhoura Dilma Rousseff? Desdenharam publicamente da crise. Quem não se lembra de Lula adjetivando a quebra de bancos e corretoras mundo afora como uma marolinha?

Pois bem, ainda em setembro de 2008 ficou claro que a crise estava por aqui. As empresas e bancos brasileiros não conseguiam mais financiamentos no exterior e, por consequência, o crédito interno sumiu. E o pouco que havia era oferecido com taxas proibitivas. As exportações, como era de se esperar, cairam fortemente. Para alguns setores a queda foi quase catastrófica. O de carne bovina caiu mais de 30% apenas em janeiro. É fácil perceber isso nas gôndolas dos supermercados e açougues. Com o encolhimento do mercado externo sobra produto por aqui e o preço cai. E o que disse nosso onisciente líder? Afirmou que a crise era um problema dos países ricos e que o Brasil, na pior das hipóteses, sofreria uma desaceleração no ritmo de crescimento. Os fatos insistiram em desafiar a lógica governista e fomos informados sobre o desempenho da economia brasileira no final de 2008. Nas últimas semanas, o governo já sabendo da estimativa, começou a dizer que o “Brasil seria o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela”. Mas peraí, menos de dois meses antes a marola sequer chegaria até aqui?

Mas a gota d’água foram as declarações dilmistas dizendo que já esperava por isso e estavam trabalhando para reverter a situação. Mais afirmou que já vinha avisando sobre a crise? Só se alertou na língua thucarramae! O pior de tudo, não há dinheiro para um plano de estímulo à economia. Em sua sede eleitoral o lulo-petismo sugou cada centavo da arrecadação recorde de impostos e canalizou para o aumento das despesas fixas do governo e do bolsa eleitoral.

A famosa frase atribuida ao ministro da propaganda nazista, Goebbels, que uma mentira contada mil vezes torna-se verdadeira parece ter afetado, nesse caso, os próprios contadores de causos, ou então eu (nós) tenho (temos) cara de palhaço.

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Os lutadores cubanos, o assassino italiano e Genro, o carniceiro

Tuesday, February 24th, 2009

Como se adjetiva alguém que manda a força policial ir atrás de duas pessoas cujo único crime é tentar fugir de uma ditadura? E mais, com a possibilidade de oferecer liberdade a essas pessoas, oferece suas cabeças de bandeja a um regime que informa OFICIALMENTE já ter enviado mais de 3.000 pessoas ao paredón, a maioria por crimes de consciência, que se traduz por discordar do regime autoritário do país. Essa é a história de dois boxeadores cubanos, Guillermo Rigoundeau e Erislandy Lara, e do ministro da (in)justiça, Tarso Genro.

O primeiro lutador, Lara, já havia fugido para o México, de onde seguiu para Hamburgo, na Alemanha, e hoje vive em Miami e segue carreira de lutador profissional. Agora lemos que Rigoundeau também escapou da tirania castrista fazendo um percurso parecido, que começa no México e terminou em Miami. Lara havia sido discreto em suas declarações, dizendo que gostou muito do Brasil e da sua gente e que um dia poderia voltar. Tudo muito diplomático, sem nunca responder diretamente se foi pediu pra voltar a Cuba ou não.  Rigoundeau resolveu falar. Conta que NUNCA PEDIU PRA VOLTAR PRA CUBA, foi enfiado a força em um camburão da polícia e, sem chance de defesa, atirado de volta nas garras dos irmãos Castro. Na ilha caribenha a vida dos dois se tornou um inferno e sua carreira de esportista foi interrompida.

Aí pode perguntar o leitor porque o primeiro lutador deu declarações “diplomáticas” e o segundo foi na “veia”? Simples, Lara tem filhos em Cuba e sabe que deve tomar cuidado com o que diz. Rigoundeau tem a coragem dos solteiros.

Para nós brasileiros essa declaração é importante para descobrirmos que é Tarso Genro, esse senhor que possa de humanista ao abrigar o assassino CONDENADO por um tribunal italiano e com pena confirmada por uma corte européia. Na opinião desse senhor, a Cuba castrista é um regime justo, mas a Itália e a Europa são regimes autoritários que não oferecem justas possibilidades de defesa. Como Genro não é um idiota para acreditar nessa bobagem que suas ações contam, deve achar que somos um bando de imbecis. Aqui não, ministro!

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Tem petista assanhado no pedaço

Wednesday, January 28th, 2009

Aí comenta um “leitor” desse blog:

Pobre Alckmin. Politico sem personalidade e coragem. Queria ser presidente e acabou a carreira politica como um simples secretário. Guina

Tá, o tal Guina é autor de um blog “em defesa do PT“. Caro Guina, se for defesa jurídica eles agradecem. Os processos podem não estar na ordem do dia das manchetes dos jornais, muito disso se deve às generosas propagandas estatais, mas continuam rolando. Tá, eu sei que a maioria irá expirar graças à “célere” justiça tupininiquim. É como sempre gostou de dizer a esquerda nacional, “a justiça existe para proteger os poderosos” que, no caso, é a esquerda nacional.

Além disso, é mais provável que Alckmin seja novamente governado do estado derrotando algum petista do que o oposto, não? Porque se esse movimento de aproximação entre o ex-governador e o atual, José Serra, tiver a capacidade de unir o tucanato paulista, a probabilidade de D. Marta, ou qualquer outro petista, voltar a ser simplesmente uma candidata competente (compete, compete, compete,…) é muito grande.

Eu finalizo com um comentário de um leitor seu (foi aprovado por você, por isso fique com o ônus):

Votei no PT em 2002. Gostaria que voces me respondessem a respeito dos seguintes topicos:
1) Waldomiro Diniz achacando um “bicheiro” com conhecimento de Jose´Dirceu.
2) MENSALAO
3) Dolares na cueca.
4) Dossie contra Jose Serra, presos em flagrante, varios petistas com R$1.700.000,oo
5) Dossie contra os gastos de FHC (Cartao Corporativo), confeccionado a mando de Dilma Roussef.
6) Venda ilegal da VARIG, com intermediaçao de Dilma Roussef e o “cumpadre do Lula.
7) Enriquecimento a velocidade da luz de Lulinha, com compra de fazendas custando cerca de R$50.000.000,oo.
8) Gastos abusivos com Cartoes Corporativos. Tapiocas, Spa’s, carros alugados e R$970,oo gastos por Olivio Dutra em padaria de luxo em Sao Paulo.
9) Deboche por Dona Marta Favre, mandando o povo “Relaxar e Gozar”
10) Tentativa de censura a imprensa, com a criaçao do Conselho Federal de Jornalismo.
Acredito que com tantos escandalos, eu deva ter esquecido de alguns. Agora me respondam com toda a honestidade. Voces vao ter a coragem de dizer que tudo isto e´MENTIRA? Se tiverem esta coragem, nao levem a mal, mas os golpistas sao voces e vou mais alem, se negarem todas estas “maracutaias”, voces sao pior do que esta escoria de seres humanos, estes sim, a verdadeira ESCORIA!! PT NUNCA MAIS!!

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A diferença entre a justiça americana e a brasileira

Wednesday, January 28th, 2009

Reproduzirei aqui, espero que não fique chateado comigo, um texto do Blog do Fred, do jornalista Frederico Vasconcelos. Leia e preste atenção no desfecho, comentário de um magistrado. É o perfeito retrato da justiça no Brasil. É por essa única razão pela qual fulgurantes personagens da vida pública tupiniquim continuam a pavonear por aí. Como ouviu um petista de um senador nos tempos do mensalão: -Quando eu os conheci, os senhores compravam seus ternos na Casa Colombo, hoje só andam de Ricardo Almeida. Em tempo, Ricardo Almeida é um craque da alfaiataria e cobra o que vale seu produto. E vale um bocado.

Uma proposta de “acordo” para o piloto Castro Neves

De boa fonte nos Estados Unidos, o Blog recebeu a informação de que seria feita uma proposta de “acordo” para reduzir a eventual punição de Hélio Castro Neves, piloto brasileiro de Formula Indy, acusado de sonegação fiscal e evasão de divisas nos EUA. A proposta envolve a condenação a cinco anos de prisão, US$ 7,5 milhões de multa e confisco dos bens adquiridos a partir de 2002. O Estado da Flórida tem interesse no caso.

Em outubro, o bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis foi processado sob acusação de fraudar o governo dos EUA em US$ $ 5,55 milhões (aproximadamente R$ 10,6 milhões) em impostos. Também são réus Katiucia Castro Neves, sua irmã, e seu advogado, Alan Miller. O piloto e a irmã ainda foram denunciados por outros seis crimes de evasão fiscal entre os anos de 1999 a 2004. Pela denúncia, os irmãos e Miller usavam uma offshore no Panamá, chamada Seven Promotions, para receber boa parte do salário de Castro Neves e driblar o fisco norte-americano.

A Folha informou, na ocasião: “Caso sejam condenados em todas as acusações, Castro Neves e Katiucia podem pegar até 35 anos de prisão –cinco pela tentativa de fraudar o governo dos EUA e cinco para cada um dos anos de evasão de divisas. Os dois são cidadãos americanos”.

Para responder ao processo em liberdade, Castro Neves pagou US$ 2 milhões de fiança e, ainda assim, chegou ao tribunal algemado, com corrente nas pernas e de uniforme laranja.

Em entrevista à revista “Veja”, na edição desta semana, Castro Neves comentou o impacto da prisão: “Foi um baque muito grande. Fiquei lá das 8 da manhã às 4 da tarde. Eu só pensava na minha irmã, que também foi presa. No fim, ela foi muito forte. Eu é que fui mais fraco. Fui algemado nas mãos e nas pernas. Foi muita humilhação”.

“Em março, vou provar que sou inocente e voltar aos treinos”, afirmou o piloto à revista.

Em outubro, o site de Castro Neves (*) publicou a seguinte mensagem: “Hélio gostaria de agradecer a todos que têm ligado e escrito com seu apoio. Esse carinho e apoio significam muito pra ele. Desde os seus 12 anos de idade ele é um piloto de corridas, e vai enfrentar esse caso como se fosse mais uma difícil corrida. Hélio não entende das leis de impostos dos EUA, por isso tem ao seu lado advogados e contadores experientes. Ele tem fé que vencerá esse caso, pois sabe que não é culpado”.

(*) http://heliocastroneves.com/blog/2008/10/06/helio-on-indictment-case/

A Justiça dos EUA –ao contrário do que ocorre no Brasil– trata com rigor as denúncias de sonegação.

“Usar offshores para evadir divisas é crime”, afirmou em outubro Doug Shulman, agente do IRS (a Receita Federal dos EUA). “Contribuintes, grandes ou pequenos, famosos ou não, precisam saber das severas consequências de usar offshores, como ir para a prisão, devolver todos os impostos e serem taxados de criminosos pelo resto da vida”, disse, na ocasião, Nathan Hochman, assistente da Promotoria.

Comentário de um magistrado brasileiro, leitor do Blog: “Se fosse no Pindorama, o piloto deixava o processo correr e, se não desse prescrição, pagava o tributo para extinguir a punibilidade“. Leia o texto no Blog do Fred.

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o Fórum Social Mundial não é o anti Davos

Friday, January 23rd, 2009

De vez em quando leio por aí que o Fórum Social Mundial é uma reação à reunião das grandes economias em Davos. Quanta besteira! Primeiro, não vou me ater ao conteúdo, mas à repercussão de cada um. Simplesmente não há comparação possível. Davos, principalmente nesse ano de forte crise, é acompanhado de perto e com e com extrema atenção pelo mundo inteiro. O FSM é de uma divulgação muito menor. Sai um pouco no Brasil e no máximo ganha algum destaque em jornais de esquerda aqui e acolá mundo afora.

Agora sim, quanto à qualidade do discurso, em Davos as estrelas são os grandes nomes que pensam os rumos financeiros e comerciais do mundo, no FSM há figuras do “porte” de Boaventura de Souza Santos, e esse ano, fino da bossa, homenagerão o assassino Cesare Battiste, aquele que mandou matar o pai e alejou o filho, e Sancho Pança Tarso Genro, ao mesmo tempo que pedem a abertura dos processos por tortura no Brasil, ou fim da anistia.

Eu já me manifestei sobre a anistia feita no Brasil, foi muito mal conduzida. Os crimes do período, para os dois lados, deveriam expirar a partir da confissão. Não declarou seus atos até tal data, fique à merce da justiça comum. Mas repare que não é isso o que propõem os belos e justos do FSM, não eles querem que sejam julgados os “direitistas”, apenas seus inimigos. Isso sim é tribunal de exceção.  Como se vê, a esquerda que matou os libertários assim que tomou o poder não mudou muito em 100 anos. Na hora agá, toda a lei para o inimigo, toda a anistia para eles.

É basicamente por isso que o FSM não é um anti-Davos, não possui estofo (moral ou técnico) para isso.

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Serra e Alckmin dão passo importante rumo a 2010

Tuesday, January 20th, 2009

Eu já havia escrito mais de uma vez sobre essa tola competição fatricida entre José Serra e Geraldo Alckmin. Pois bem, FHC resolveu entrar pra valer no processo e salvar o partido, evitando o racha definitivo. E não haveria porque estarem em lados opostos o atual e o ex-governador de São Paulo. Serra quer ser o candidato a presidente, pra isso precisa de um nome forte disputando o governo do estado e Alckmin quer ser governador novamente. Como se diz, é juntar a fome com a vontade de comer.

Mas para Serra a vitória pode ser dupla, afinal isso enfraquece (um pouco mais) a posição de Aécio. O governador mineiro perdeu pontos com o desempenho de seus aliados nas eleições municipais de 2008, e agora deixa de ter o único aliado importante em terras paulistas.

Leia o que vai no Estadão:

Ao atrair o ex-governador Geraldo Alckmin para sua gestão, o governador José Serra unifica São Paulo em torno de seu projeto presidencial em 2010 e tira do governador de Minas, Aécio Neves, o único apoio que tinha nos arraiais tucanos paulistas. Se Serra pacificou o Estado em seu apoio, Alckmin, por seu lado, assume uma secretaria de visibilidade e comandará, em São Paulo, a luta contra a crise econômica. Se tiver êxito, terá percorrido boa parte do caminho para viabilizar sua volta ao governo estadual em 2010.

A Secretaria de Desenvolvimento tem sido a encarnação do discurso serrista para enfrentar a crise. Seu plano de trabalho tem o título de Os novos rumos da locomotiva. Nos últimos dois anos, o ex-secretário Alberto Goldman costurou ambiciosos projetos para catapultar o desenvolvimento paulista, uma área que representa para Serra - mais do que a busca do êxito administrativo - o teste para suas teses desenvolvimentistas e a alavanca de seu futuro discurso de candidato presidencial. Alckmin, ex-governador e ex-candidato à Presidência, dá densidade a esse discurso, dizem os aliados de Serra.

A primeira conversa foi no dia 23 de dezembro, quando Serra disse a Alckmin que precisava dele para ocupar a Secretaria do Desenvolvimento e dar vigor à luta contra a crise. Atendia, então, a conselhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, arquiteto de um entendimento em São Paulo. Do lado de Serra, apenas os secretários Aloysio Nunes Ferreira e Goldman foram notificados do convite. Do lado de Alckmin, ninguém soube, a não ser na semana passada, quando tudo já estava sacramentado.

Parceiros dos dois lados contaram que o acerto entre os dois não teve condicionantes. Serra não cobrou o apoio antecipado de Alckmin a sua candidatura presidencial nem Alckmin disse que almeja voltar ao governo estadual. Mas os dois lados admitem que esses serão desdobramentos “naturais” da aproximação. Leia mais.

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Bush, o pior presidente da história?

Monday, January 19th, 2009

Ao meu ver, a história é a ciência das gerações futuras, mas não custa tentar entendê-la por agora. Reproduzo trecho de um interessante artigo no blog do jornalista Pedro Doria. Ele era um dos que escrevia “No mínimo”, deliciosa rede de blogs de tempos idos.

Discordo de Doria (é com ou sem o agudo?) em boa parte do que escreve, mas ele  argumenta e ler bons argumentos é um vício que possuo. O trecho que reproduzo abaixo é uma prova de sua qualidade e, por que não?, se reproduzo aqui é por que concordo.

Virou clichê se referir a George W. Bush como o pior presidente da história dos EUA. Se é o pior, o segundo pior, ou o quinto, é uma decisão que fica para os historiadores.

A direita o elegeu. Um bom naco da direita, aqui nos EUA, é libertária ou liberal. Quer um Estado pequeno e respeito máximo aos direitos individuais. A estes seus eleitores, Bush virou as costas. Seu governo argumentou que não podia precisar de autorização judicial para investigar cidadãos, ouvir suas conversas, checar o que leem na biblioteca. Aumentou a autoridade do Poder Executivo. Aumentou o governo: pegou o dinheiro que pode e investiu em ongs religiosas. Quis que entidades religiosas assumissem funções governamentais. Quis, e muitas vezes conseguiu, impor valores religiosos nas decisões de governo.

Leia todo o artigo, vale a pena.

Repararam que Doria cita um tal pensamento libertário. O que é isso? Humm, é só prestar atenção na frase de Thoreau que enfeita o topo do blog: O governo, no melhor dos casos, nada mais é que um artifício conveniente; mas a maioria dos governos é por vezes uma inconveniência, e todo o governo algum dia acaba por ser inconveniente.

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