economia, política e blog ‘n’ roll

Archive for the ‘política’ Category

Tem petista assanhado no pedaço

Wednesday, January 28th, 2009

Aí comenta um “leitor” desse blog:

Pobre Alckmin. Politico sem personalidade e coragem. Queria ser presidente e acabou a carreira politica como um simples secretário. Guina

Tá, o tal Guina é autor de um blog “em defesa do PT“. Caro Guina, se for defesa jurídica eles agradecem. Os processos podem não estar na ordem do dia das manchetes dos jornais, muito disso se deve às generosas propagandas estatais, mas continuam rolando. Tá, eu sei que a maioria irá expirar graças à “célere” justiça tupininiquim. É como sempre gostou de dizer a esquerda nacional, “a justiça existe para proteger os poderosos” que, no caso, é a esquerda nacional.

Além disso, é mais provável que Alckmin seja novamente governado do estado derrotando algum petista do que o oposto, não? Porque se esse movimento de aproximação entre o ex-governador e o atual, José Serra, tiver a capacidade de unir o tucanato paulista, a probabilidade de D. Marta, ou qualquer outro petista, voltar a ser simplesmente uma candidata competente (compete, compete, compete,…) é muito grande.

Eu finalizo com um comentário de um leitor seu (foi aprovado por você, por isso fique com o ônus):

Votei no PT em 2002. Gostaria que voces me respondessem a respeito dos seguintes topicos:
1) Waldomiro Diniz achacando um “bicheiro” com conhecimento de Jose´Dirceu.
2) MENSALAO
3) Dolares na cueca.
4) Dossie contra Jose Serra, presos em flagrante, varios petistas com R$1.700.000,oo
5) Dossie contra os gastos de FHC (Cartao Corporativo), confeccionado a mando de Dilma Roussef.
6) Venda ilegal da VARIG, com intermediaçao de Dilma Roussef e o “cumpadre do Lula.
7) Enriquecimento a velocidade da luz de Lulinha, com compra de fazendas custando cerca de R$50.000.000,oo.
8) Gastos abusivos com Cartoes Corporativos. Tapiocas, Spa’s, carros alugados e R$970,oo gastos por Olivio Dutra em padaria de luxo em Sao Paulo.
9) Deboche por Dona Marta Favre, mandando o povo “Relaxar e Gozar”
10) Tentativa de censura a imprensa, com a criaçao do Conselho Federal de Jornalismo.
Acredito que com tantos escandalos, eu deva ter esquecido de alguns. Agora me respondam com toda a honestidade. Voces vao ter a coragem de dizer que tudo isto e´MENTIRA? Se tiverem esta coragem, nao levem a mal, mas os golpistas sao voces e vou mais alem, se negarem todas estas “maracutaias”, voces sao pior do que esta escoria de seres humanos, estes sim, a verdadeira ESCORIA!! PT NUNCA MAIS!!

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A diferença entre a justiça americana e a brasileira

Wednesday, January 28th, 2009

Reproduzirei aqui, espero que não fique chateado comigo, um texto do Blog do Fred, do jornalista Frederico Vasconcelos. Leia e preste atenção no desfecho, comentário de um magistrado. É o perfeito retrato da justiça no Brasil. É por essa única razão pela qual fulgurantes personagens da vida pública tupiniquim continuam a pavonear por aí. Como ouviu um petista de um senador nos tempos do mensalão: -Quando eu os conheci, os senhores compravam seus ternos na Casa Colombo, hoje só andam de Ricardo Almeida. Em tempo, Ricardo Almeida é um craque da alfaiataria e cobra o que vale seu produto. E vale um bocado.

Uma proposta de “acordo” para o piloto Castro Neves

De boa fonte nos Estados Unidos, o Blog recebeu a informação de que seria feita uma proposta de “acordo” para reduzir a eventual punição de Hélio Castro Neves, piloto brasileiro de Formula Indy, acusado de sonegação fiscal e evasão de divisas nos EUA. A proposta envolve a condenação a cinco anos de prisão, US$ 7,5 milhões de multa e confisco dos bens adquiridos a partir de 2002. O Estado da Flórida tem interesse no caso.

Em outubro, o bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis foi processado sob acusação de fraudar o governo dos EUA em US$ $ 5,55 milhões (aproximadamente R$ 10,6 milhões) em impostos. Também são réus Katiucia Castro Neves, sua irmã, e seu advogado, Alan Miller. O piloto e a irmã ainda foram denunciados por outros seis crimes de evasão fiscal entre os anos de 1999 a 2004. Pela denúncia, os irmãos e Miller usavam uma offshore no Panamá, chamada Seven Promotions, para receber boa parte do salário de Castro Neves e driblar o fisco norte-americano.

A Folha informou, na ocasião: “Caso sejam condenados em todas as acusações, Castro Neves e Katiucia podem pegar até 35 anos de prisão –cinco pela tentativa de fraudar o governo dos EUA e cinco para cada um dos anos de evasão de divisas. Os dois são cidadãos americanos”.

Para responder ao processo em liberdade, Castro Neves pagou US$ 2 milhões de fiança e, ainda assim, chegou ao tribunal algemado, com corrente nas pernas e de uniforme laranja.

Em entrevista à revista “Veja”, na edição desta semana, Castro Neves comentou o impacto da prisão: “Foi um baque muito grande. Fiquei lá das 8 da manhã às 4 da tarde. Eu só pensava na minha irmã, que também foi presa. No fim, ela foi muito forte. Eu é que fui mais fraco. Fui algemado nas mãos e nas pernas. Foi muita humilhação”.

“Em março, vou provar que sou inocente e voltar aos treinos”, afirmou o piloto à revista.

Em outubro, o site de Castro Neves (*) publicou a seguinte mensagem: “Hélio gostaria de agradecer a todos que têm ligado e escrito com seu apoio. Esse carinho e apoio significam muito pra ele. Desde os seus 12 anos de idade ele é um piloto de corridas, e vai enfrentar esse caso como se fosse mais uma difícil corrida. Hélio não entende das leis de impostos dos EUA, por isso tem ao seu lado advogados e contadores experientes. Ele tem fé que vencerá esse caso, pois sabe que não é culpado”.

(*) http://heliocastroneves.com/blog/2008/10/06/helio-on-indictment-case/

A Justiça dos EUA –ao contrário do que ocorre no Brasil– trata com rigor as denúncias de sonegação.

“Usar offshores para evadir divisas é crime”, afirmou em outubro Doug Shulman, agente do IRS (a Receita Federal dos EUA). “Contribuintes, grandes ou pequenos, famosos ou não, precisam saber das severas consequências de usar offshores, como ir para a prisão, devolver todos os impostos e serem taxados de criminosos pelo resto da vida”, disse, na ocasião, Nathan Hochman, assistente da Promotoria.

Comentário de um magistrado brasileiro, leitor do Blog: “Se fosse no Pindorama, o piloto deixava o processo correr e, se não desse prescrição, pagava o tributo para extinguir a punibilidade“. Leia o texto no Blog do Fred.

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o Fórum Social Mundial não é o anti Davos

Friday, January 23rd, 2009

De vez em quando leio por aí que o Fórum Social Mundial é uma reação à reunião das grandes economias em Davos. Quanta besteira! Primeiro, não vou me ater ao conteúdo, mas à repercussão de cada um. Simplesmente não há comparação possível. Davos, principalmente nesse ano de forte crise, é acompanhado de perto e com e com extrema atenção pelo mundo inteiro. O FSM é de uma divulgação muito menor. Sai um pouco no Brasil e no máximo ganha algum destaque em jornais de esquerda aqui e acolá mundo afora.

Agora sim, quanto à qualidade do discurso, em Davos as estrelas são os grandes nomes que pensam os rumos financeiros e comerciais do mundo, no FSM há figuras do “porte” de Boaventura de Souza Santos, e esse ano, fino da bossa, homenagerão o assassino Cesare Battiste, aquele que mandou matar o pai e alejou o filho, e Sancho Pança Tarso Genro, ao mesmo tempo que pedem a abertura dos processos por tortura no Brasil, ou fim da anistia.

Eu já me manifestei sobre a anistia feita no Brasil, foi muito mal conduzida. Os crimes do período, para os dois lados, deveriam expirar a partir da confissão. Não declarou seus atos até tal data, fique à merce da justiça comum. Mas repare que não é isso o que propõem os belos e justos do FSM, não eles querem que sejam julgados os “direitistas”, apenas seus inimigos. Isso sim é tribunal de exceção.  Como se vê, a esquerda que matou os libertários assim que tomou o poder não mudou muito em 100 anos. Na hora agá, toda a lei para o inimigo, toda a anistia para eles.

É basicamente por isso que o FSM não é um anti-Davos, não possui estofo (moral ou técnico) para isso.

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Serra e Alckmin dão passo importante rumo a 2010

Tuesday, January 20th, 2009

Eu já havia escrito mais de uma vez sobre essa tola competição fatricida entre José Serra e Geraldo Alckmin. Pois bem, FHC resolveu entrar pra valer no processo e salvar o partido, evitando o racha definitivo. E não haveria porque estarem em lados opostos o atual e o ex-governador de São Paulo. Serra quer ser o candidato a presidente, pra isso precisa de um nome forte disputando o governo do estado e Alckmin quer ser governador novamente. Como se diz, é juntar a fome com a vontade de comer.

Mas para Serra a vitória pode ser dupla, afinal isso enfraquece (um pouco mais) a posição de Aécio. O governador mineiro perdeu pontos com o desempenho de seus aliados nas eleições municipais de 2008, e agora deixa de ter o único aliado importante em terras paulistas.

Leia o que vai no Estadão:

Ao atrair o ex-governador Geraldo Alckmin para sua gestão, o governador José Serra unifica São Paulo em torno de seu projeto presidencial em 2010 e tira do governador de Minas, Aécio Neves, o único apoio que tinha nos arraiais tucanos paulistas. Se Serra pacificou o Estado em seu apoio, Alckmin, por seu lado, assume uma secretaria de visibilidade e comandará, em São Paulo, a luta contra a crise econômica. Se tiver êxito, terá percorrido boa parte do caminho para viabilizar sua volta ao governo estadual em 2010.

A Secretaria de Desenvolvimento tem sido a encarnação do discurso serrista para enfrentar a crise. Seu plano de trabalho tem o título de Os novos rumos da locomotiva. Nos últimos dois anos, o ex-secretário Alberto Goldman costurou ambiciosos projetos para catapultar o desenvolvimento paulista, uma área que representa para Serra - mais do que a busca do êxito administrativo - o teste para suas teses desenvolvimentistas e a alavanca de seu futuro discurso de candidato presidencial. Alckmin, ex-governador e ex-candidato à Presidência, dá densidade a esse discurso, dizem os aliados de Serra.

A primeira conversa foi no dia 23 de dezembro, quando Serra disse a Alckmin que precisava dele para ocupar a Secretaria do Desenvolvimento e dar vigor à luta contra a crise. Atendia, então, a conselhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, arquiteto de um entendimento em São Paulo. Do lado de Serra, apenas os secretários Aloysio Nunes Ferreira e Goldman foram notificados do convite. Do lado de Alckmin, ninguém soube, a não ser na semana passada, quando tudo já estava sacramentado.

Parceiros dos dois lados contaram que o acerto entre os dois não teve condicionantes. Serra não cobrou o apoio antecipado de Alckmin a sua candidatura presidencial nem Alckmin disse que almeja voltar ao governo estadual. Mas os dois lados admitem que esses serão desdobramentos “naturais” da aproximação. Leia mais.

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Bush, o pior presidente da história?

Monday, January 19th, 2009

Ao meu ver, a história é a ciência das gerações futuras, mas não custa tentar entendê-la por agora. Reproduzo trecho de um interessante artigo no blog do jornalista Pedro Doria. Ele era um dos que escrevia “No mínimo”, deliciosa rede de blogs de tempos idos.

Discordo de Doria (é com ou sem o agudo?) em boa parte do que escreve, mas ele  argumenta e ler bons argumentos é um vício que possuo. O trecho que reproduzo abaixo é uma prova de sua qualidade e, por que não?, se reproduzo aqui é por que concordo.

Virou clichê se referir a George W. Bush como o pior presidente da história dos EUA. Se é o pior, o segundo pior, ou o quinto, é uma decisão que fica para os historiadores.

A direita o elegeu. Um bom naco da direita, aqui nos EUA, é libertária ou liberal. Quer um Estado pequeno e respeito máximo aos direitos individuais. A estes seus eleitores, Bush virou as costas. Seu governo argumentou que não podia precisar de autorização judicial para investigar cidadãos, ouvir suas conversas, checar o que leem na biblioteca. Aumentou a autoridade do Poder Executivo. Aumentou o governo: pegou o dinheiro que pode e investiu em ongs religiosas. Quis que entidades religiosas assumissem funções governamentais. Quis, e muitas vezes conseguiu, impor valores religiosos nas decisões de governo.

Leia todo o artigo, vale a pena.

Repararam que Doria cita um tal pensamento libertário. O que é isso? Humm, é só prestar atenção na frase de Thoreau que enfeita o topo do blog: O governo, no melhor dos casos, nada mais é que um artifício conveniente; mas a maioria dos governos é por vezes uma inconveniência, e todo o governo algum dia acaba por ser inconveniente.

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A nome da agência é Maior, já as idéias…

Saturday, January 17th, 2009

Existe uma tal de agência Carta Maior. Trata-se de uma agência de informações de esquerda, afiliada a coisas como “New Left Review”, que se propõe a “pensar” o mundo pelo viés canhoto.

Pois bem, sobre a questão palestina, publicam um texto do intelectual português Boaventura de Souza Santos. Boaventura é um dos heróis do Fórum Social Mundial (aquela reunião de gente de primeira como Chavez e as Farc) e busca analisar o mundo sob a perspectiva de uma “Sociologia das Emergências”. Por favor, caros leitores, não me perguntem o que é isso, até hoje só ouvi falar. Comento abaixo as pérolas.

Está ocorrendo na Palestina o mais recente e brutal massacre do povo palestino cometido pelas forças ocupantes de Israel com a cumplicidade do Ocidente, uma cumplicidade feita de silêncio, hipocrisia e manipulação grotesca da informação, que trivializa o horror e o sofrimento injusto e transforma ocupantes em ocupados, agressores em vítimas, provocação ofensiva em legítima defesa.
Como é? Manipulação grotesca da informação?! O que sugere Boaventura, que a mídia internacional só mostra material favorável a Israel? Não leio (quase) nada que sequer tente parecer imparcial. A mídia e seus pensadores de esquerda adotaram os terroristas do Hammas como vítimas, junto do povo palestino.

As razões próximas, apesar de omitidas pelos meios de comunicação ocidentais, são conhecidas.
Quem ocultou o quê? A esquerda é tão contra a livre circulação da informação que acusa os outros do que gostaria de fazer.

Em novembro passado a aviação israelense bombardeou a faixa de Gaza em violação das tréguas,
Está errado, o Hammas violou a trégua primeiro.

o Hamas propôs a renegociação do controle dos acessos à faixa de Gaza, Israel recusou e tudo começou.
Notaram como o Hammas fez todo o possível pela paz? O tal “controle dos acessos” é uma brandura da entrada e saída da faixa de gaza para que o grupo terrorista tivesse mais facilidade de contrabandear as armas utilizadas para atacar… Israel. A proposta é basicamente a seguinte: Você finge que não tá vendo nada, até que eu tenha armas o suficiente pra cair em cima de vocês!

Esta provocação premeditada teve objetivos de política interna e internacional bem definidos: recuperação eleitoral de uma coligação em risco; exército sedento de vingar a derrota do Líbano; vazio da transição política nos EUA e a necessidade de criar um facto consumado antes da investidura do presidente Obama. Tudo isto é óbvio mas não nos permite entender o ininteligível: o sacrifício de uma população civil inocente mediante a prática de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade cometidos com a certeza da impunidade.
1. Já expliquei que não foi provocação, foi “falta de burrice”. 2. O argumento da coligação é o menos pior, simplesmente porque toda coligação política está sempre em risco, mas não foi o caso. No máximo o argumento político pode ser utilizado para justificar um programa mais austero de defesa do território, mas sequer foi isso o que aconteceu. 3. Esse é outro ranço das esquerdas, nunca se esqueça de culpar as forças armadas de alguma coisa. exceto o exército vermelho, claro. A campanha no Líbano realmente não alcançou todos os objetivos, mas sobretudo porque não há como controlar a fronteira norte. Mas se fosse um fracasso por que o Hezbollah teria desmentido com tanta celeridade e ênfase sua participação nos ataques a partir daquela região que aconteceram essa semana? Fácil, porque ainda não se recuperaram totalmente do estrago feito. Já a companha na faixa de Gaza é completamente diferente. A única fronteira é com o Egito, que já demonstrou não querer que o contrabando de armas iranianas entre por suas terras.
E no final Boaventura apela para o estilo “nós somos os justos” que caracteriza as esquerdas : o sacrifício da população inocente. Em nenhum momento cita a barbaridade covarde de se utilizar civis como escudo humano.

É preciso recuar no tempo. Não ao tempo longínquo da bíblia hebraica, o mais violento e sangrento livro alguma vez escrito.
Se isso não é anti-semitismo então deve ser ignorância. A tal “bíblia hebraica, o mais violento e sangrento livro” é mais violento e sangrento do que o Mahabharata (o livro sagrado do hinduísmo) ou a maioria dos livros e mitos religiosos em quê? O ponto a ser deixado aqui por Boaventura (nada subliminar) é que os  Hebreus são violentos e sangrentos desde a sua origem, como esperar outra coisa deles então?

Basta recuar sessenta anos, à data da criação do Estado de Israel. Nas condições em que foi criado e depois apoiado pelo Ocidente, o Estado de Israel é o mais recente (certamente não o último) ato colonial da Europa. De um dia para o outro, 750.000 palestinos foram expulsos das suas terras ancestrais e condenados a uma ocupação sangrenta e racista para que a Europa expiasse o crime hediondo do Holocausto contra o povo judeu.
Para tirar um pouco da má impressão da frase anterior, Boaventura faz questão de frisar que considera o holocausto um crime hediondo. Isso é como dizer que a maça de Newton caiu pra baixo, é o óbvio ululante. Ainda culpa toda a Europa por vários crimes coloniais. Primeiro, seria interessante encontrar uma potência que não cometeu “crime” algum. Segundo, o que faz aqui é exercitar outro velho hábito da esquerda européia: quem não aceitou o socialismo bom sujeito não é. Como a maioria dessas população REFUTOU O COMUNISMO NO VOTO, na visão da esquerda, devem ser ruins da cabeça E doentes do pé.

Uma leitura atenta dos textos dos sionistas fundadores do Estado de Israel revela tudo aquilo que o Ocidente hipocritamente ainda hoje finge desconhecer: a criação de Israel é um ato de ocupação e como tal terá de enfrentar para sempre a resistência dos ocupados;
Aí parte-se da premissa que existia um estado palestino antes de Israel, o que não é verdade. A resolução da ONU era sobre a criação de DOIS ESTADOS, UM PALESTINO E UM JUDEU. Eu posso até concordar que o reassentamento foi mal planejado, mas colocar a culpa da não existência do estado palestino única e exclusivamente em Israel é esquecer que desde o começo os outros países da região foram contra a criação dos dois territórios.

não haverá nunca paz, qualquer apaziguamento será sempre aparente, uma armadilha a ser desarmada (daí, que a seguir a cada tratado de paz se tenha de seguir um ato de violação que a desminta); para consolidar a ocupação, o povo judeu tem de se afirmar como um povo superior condenado a viver rodeado de povos racialmente inferiores, mesmo que isso contradiga a evidência de que árabes e judeus são todos povos semitas; com raças inferiores só é possível um relacionamento de tipo colonial, pelo que a solução dos dois Estados é impensável; em vez dela, a solução é a do apartheid, tanto na região, como no interior de Israel (daí, os colonatos e o tratamento dos árabes israelenses como cidadãos de segunda classe); a guerra é infinita e a solução final poderá implicar o extermínio de uma das partes, certamente a mais fraca.
Depois de todo esse discurso sobre a maldade imperial e preconceituosa de Israel, vale lembrar que foi assinado um acordo com Arafat, que determinava os dois estados, ficando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza com controle palestino. E essa conversa que não haverá paz nunca é tentar resumir em um período de 60 anos uma história complexa. E já que Boaventura se dá ao luxo de ser Pitonisa e prever o futuro, farei o mesmo: não haverá extermínio de povo algum, mas a progressiva e gradual “fusão” (miscigenação) entre as duas etnias. Por quê? Simples, é sempre assim quando duas populações complexas e em grande número se encontram. Significa que seja simples e fácil? Não, geralmente é sangrento e doloroso, mas é sempre assim. Como sei disso? Explico. Um dos mistérios da ciência era a homogeneidade dos homo sapiens, somos todos muito parecidos, em qualquer lugar do mundo, e falo aqui da pré-história. O que se sabe hoje é que isso aconteceu pela enorme tendência de miscigenação. Há até indícios de mistura com outra espécie de humanóides, o homem de Neandertal.

O que se passou nos últimos sessenta anos confirma tudo isto mas vai muito para além disto. Nas duas últimas décadas, Israel procurou, com êxito, sequestrar a política norte-americana na região, servindo-se para isso do lobby judaico, dos neoconservadores e, como sempre, da corrupção dos líderes políticos árabes, reféns do petróleo e da ajuda financeira norte-americana.
Pronto, agora listou-se toda a maldade do mundo: judeus, americanos, neoconservadores, líderes árabes, etc, etc, etc… Não é bom ser de esquerda e poder apontar o dedo a torto e a direito, digo, a esquerdo.

A guerra do Iraque foi uma antecipação de Gaza: a lógica é a mesma, as operações são as mesmas, a desproporção da violência é a mesma;
Ligou Gaza com Iraque? A única semelhança entre elas é que as duas populações eram (os palestinos ainda são) governadas por tiranos.

até as imagens são as mesmas, sendo também de prever que o resultado seja o mesmo.
Como assim os resultados são os mesmos? Os americanos já sairam do Iraque? Que eu me lembre, ainda não. Portanto não há resultado, não há desfecho.

E não se foi mais longe porque Bush, entretanto, se debilitou. Não pediram os israelenses autorização aos EUA para bombardear as instalações nucleares do Irã?
Os israelenses CLARO QUE COMUNICARIAM AOS AMERICANOS UM ATAQUE AO IRÃ, mas pode apostar que, se considerassem necessário, atacariam à revelia. Felizmente, pois Israel é uma democracia e o Irá e controlado por um maníaco.

É hoje evidente que o verdadeiro objetivo de Israel, a solução final, é o extermínio do povo palestino.
Está errado. A única CERTEZA é que o Hammas declara que Israel deve ser riscado do mapa e não o contrário.

Terão os israelenses a noção de que a shoah com que o seu vice-ministro da defesa ameaçou os palestinianos poderá vir a vitimá-los também? Não temerão que muitos dos que defenderam a criação do Estado de Israel hoje se perguntem se nestas condições - e repito, nestas condições - o Estado de Israel tem direito de existir?
E finalmente a última frase vem com a solução final: O estado de Israel tem direito de existir? Mas claro que o professor não é anti-semita, apenas parece ter dificuldade com a existência do estado judeu. Claro.

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O ministro sem graça e a colunista do balacobaco

Friday, January 16th, 2009

Leia o que vai no blog da Barbara Gancia. Postei um aperitivo aí embaixo, mas no final da coluna ela conta um pouco sobre as “relações” da sua família com as brigadas vermelhas, grupo terrorista italiano, na década de 1970. Imperdível.

Tarso Genro vive no passado

Questionado, semanas atrás, sobre os motivos que o levaram a escolher o Brasil para se refugiar, o então fugitivo da Justiça italiana Cesare Battisti respondeu: “O Brasil, sem uma ditadura, era a imagem de um país sensível aos valores democráticos e de garantias dos direitos fundamentais”. Bonito, não? Se fosse menos bronco, Ronald Biggs teria dito a mesma coisa sobre o país que o recebeu de braços abertos -e que até hoje figura no imaginário do cinema como porto seguro para bandidos em fuga.
Para quem conhece o Brasil, a impressão é a de que o italiano condenado à prisão perpétua por assassinato estava falando da Suécia. Arrisco dizer que os dois atletas cubanos que buscaram asilo no país (depois do Pan no Rio) e acabaram deportados com violência inédita não seriam capazes de descrever o país com o lirismo usado por esse senhor que agora é um de nós.
Mesmo que fossem, duvido que compartilhem da visão de Cesare Battisti. Aliás, sou capaz de apostar um picolé de limão como os boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux foram embora achando que o país não oferece garantia nenhuma de direitos. Infelizmente, não pudemos ouvi-los para saber o que pensavam, uma vez que, chegando a Cuba, eles foram imediatamente detidos, não é mesmo?

Leia a coluna toda

PS: para os mais novinhos que não sabem o que é balacobaco, segue o Houaiss: Substantivo Masculino; 1 qualidade ou beleza excepcionais

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Brasil é o país da impunidade (também para os italianos)

Thursday, January 15th, 2009

Se perguntarmos nas ruas qual o maior problema do Brasil, provavelmente a resposta mais comum será uma variante de “impunidade”.

  • Alta criminalidade: está ligada à impunidade muito mais do que à miséria
  • Corrupção: alguém tem dúvida que é 100% impunidade?
  • etc…

Pois o ministro Tarso Genro resolveu estender o conceito a um assassino reconhecido por duas cortes. Cesare Battisti estava indignado com o rumo tomado pela Itália na década de 1970. Ora, era um direito que lhe cabia, a Itália era, e ainda é!, uma democracia. O que fez Battisti? Juntou-se a algum partido político que expressava idéias próximas às suas e disputou eleições? Não, ele se uniu a grupo de esquerda que tentava implementar o comunismo na Itália. Como ninguém é tolo de eleger comunistas (que realmente queiram implementar alguma forma de marxismo-leninismo), a única forma era a violência. E foi o que fizeram. Doce irônia, seu grupo era conhecido como PAC - Proletari Armati per il Comunismo (Trabalhadores Armados pelo Comunismo).
O “elemento” (sim, a linguagem policial é apropriada, como veremos) é acusado de quatro assassinatos, sendo que um deles (e talvez o mais famoso) foi o de Pierluigi Torregiani, um joalheiro italiano que era “acusado” de se defender contra um assalto promovido pelos terroristas. Basicamente, entraram armados e dispostos a tudo dentro da loja de Torregiani que se defendeu a acabou por matar um dos assaltantes. A vingança dos “justos” veio breve e ele foi assassinado na frente do filho de 13 anos, que também recebeu tiros mas sobreviveu.

A mesma história se deu com outra vítima, Lino Sabadin, dono de um açougue.

Battisti foi julgado na Itália por um tribunal comum, sendo um país que saíra do fascismo, os tribunais especiais forma extintos. Foi um processo penal como outro qualquer com uma condenação à prisão perpétua (não há pena de morte). O resultado seguiu, anos mais tarde, para uma corte européia que confirmou a sentença.

Assim, quando o ministro Tarso Genro utiliza o nome de todo o país para abrigar esse terrorista e assassino, ele não acusa apenas a democrática Itália de perseguição política, faz o mesmo com toda a comunidade européia.

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Dilma nova x Dilma antiga

Wednesday, January 14th, 2009

Eu não vou aceitar as provocações pra achincalhar com a senhoura ministra da casa civil, que apareceu repaginada. Ela é um objeto político e se comporta como tal. FHC e Lula deram “um tapa” enquanto um ocupava e outro ainda ocupa a cadeira, por que não a pretendente?
-Ahh, está defendendo a Dilma?
Não, não estou. Nem sob tortura do Cão, apenas acho o assunto desimportante.
Mas, se alguém quiser entender melhor quais os procedimentos utilizados, sugiro que leiam sobre a plástica da Dilma.

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Alckmin x Serra, enésimo round

Tuesday, January 13th, 2009
luvas de box

O ex-governador Geraldo Alckmin já mandou espalhar a notícia que não sairá candidato ao senado (e muito menos à câmara federal), seu objetivo para 2010 é ocupar novamente o Palácio dos Bandeirantes, uma vez que a cadeira deve “vagar” caso se confirme a candidatura de Serra à presidência.

Alguns serristas já ventilavam o nome de Aluysio Ferreira Nunes para o governo de São Paulo, com Quércia e Afif candidatos ao senado. E os kassabistas já espalham ao ventos que após uma vitória contudente para a prefeitura da capital, Gilberto Kassab passa a ser nome natural para concorrer a governador.

Apesar de mais uma vez alckmistas e serristas não se entenderem (e dos depois jurarem amores pela décima milésima vez), agora a razão está com Alckmin. O ex-governador é nome muito forte (favoritíssimo) para derrotar qualquer candidato petista. E uma boa vitória em SP sempre trará benefícios à candidatura presidencial. Está na hora dos tucanos decidirem o que realmente desejam, tirar o PT do planalto ou continar com xiliques.

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