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No país de Lula, o abstêmio, beba-se nas estradas

Tuesday, May 27th, 2008

Não bebo nem café. Não fumo. Não cheiro nem meia usada. Adoro correr, ainda que meus joelhos nem tanto, e pedalar. Enfim, sou um produto da geração saúde.

Sendo assim, pode imaginar o leitor que achei ótimo quando o governo anunciou a proibição da venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais. Grande notícia no país campeão de mortes automobilísticas. Mas infelizmente foi proposta do governo Lula, e o carro patinou, aquaplanou (ou seria alcoolplanou?) e escorregou na curva. Uma barbeiragem mesmo e lá se foi a boa intenção.

A proposta deveria ser simples: proibida a venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais, excetuando-se os trechos dentro dos perímetros urbanos. Claro que a eficiência governamental esqueceu da última frase e, de forma melancólica, a medida foi derrubada. Lobby dos bares e restaurantes, produtores e distribuidores de bebidas e etc…? Evidente que sim, mas isso foi apenas a gota d’álcool. A medida foi embora tal qual carro sem freio porque não foi estudada de forma adequada.

Mas vou insistir no tema para culpar também o congresso. Veja o histórico da medida provisória MPV-451/2008: 1- Apresentada pelo executivo em 22/01/2008.  2- em 23/04/2008 a câmara aprovou a medida liberando a venda em trechos urbanos. Algo razoável. 3- em 21/05/2008 o senado aprovou a venda nos trechos rurais, ou seja, no resto.

De forma resumida, está proibida a venda de bebidas às marges das rodovias federais, excetuando-se todo o seu trajeto.

Pelo menos algo de positivo restou. Acabou a dose pequena ou grande: está proibido beber antes de dirigir. Pode-se até ter o carro apreendido e ir preso. Como o governo fez tudo errado, pelo menos o congresso tratou de devolver ao cidadão a responsabilidade pelos seus atos. Ainda que de forma torta.

Um brinde.

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Presidente do Fed apóia redução de tarifas sobre álcool

Thursday, February 28th, 2008

Na Folha.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse nesta quinta-feira que é favorável a uma redução de tarifas sobre o álcool importado, para ajudar a aliviar a pressão sobre os preços dos alimentos. O fim da tarifa poderia favorecer o Brasil.

“Como vocês sabem, eu sou favorável ao comércio livre e acredito que [o fim da tarifa sobre] o álcool, por exemplo, reduziria os custos [dos alimentos] nos EUA”, disse Bernanke, no segundo dia de seu testemunho semestral diante do Congresso.

Ele disse ser difícil quantificar quanto da atual pressão sobre os alimentos vem da demanda maior por álcool, “mas é fato que uma parte significativa da safra de milho está sendo dirigida à produção de álcool, o que eleva os preços do milho”, disse.

“E há alguns reflexos. Por exemplo, parte da área de cultivo de soja foi transferida para a produção de milho, o que provavelmente terá algum efeito sobre os preços do grão de soja”, afirmou.

Os EUA são o maior produtor do combustível, seguidos pelo Brasil, mas o custo do produto brasileiro é inferior –nos EUA, a matéria-prima é o milho, enquanto no Brasil é a cana-de-açúcar. As vendas brasileiras de álcool para o exterior tiveram uma queda de 14% no ano passado na comparação com 2006, para 3,6 bilhões de litros, segundo a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Leia mais.

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