Tuesday, January 29th, 2008
Na Folha, por Humberto Medina.
Com os níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste mais baixos do que nos meses que antecederam ao racionamento (junho de 2001), a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) reduziu a vazão de água do rio São Francisco. O objetivo da medida é reter a água em Sobradinho (BA), hidrelétrica que tem o maior reservatório da região.
“Estamos com chuvas abaixo da média e adotando todas as medidas possíveis para economizar água”, afirma Mozart Bandeira Arnaud, diretor de operação da Chesf.
“A energia que não for gerada em Sobradinho será suprida com termelétricas ou com maior transferência de outras regiões”, afirmou. A redução da vazão foi autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e pela ANA (Agência Nacional de Águas).
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No domingo (último dado disponível), os reservatórios das hidrelétricas da região Nordeste estavam com 28,2% de sua capacidade. Nessa mesma época do ano, em 2001, pouco mais de quatro meses do início do racionamento, os reservatórios do Nordeste contavam com 41,39% da capacidade (média de janeiro).
As chuvas este ano estão bem piores do que em 2001. No ano do racionamento, no mês de janeiro, a região Nordeste registrava 71,6% da média de chuvas. Este ano, as chuvas estão em 39% da média histórica para o período.
Agora só falta o governo colocar Marta Suplicy para comentar o assunto. Lembrando que é ela a autora do famoso “relaxa e goza” para o apagão aéreo e da “febre de boatos” sobre a epidemia de febre-amarela.
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Monday, January 28th, 2008
A Energias do Brasil anunciou hoje que acertou um contrato de US$ 935,9 milhões com a Maire Engineering para a construção de usina termelétrica de Pecém, no Ceará.
As especificações da usina apontam para uma capacidade instalada de 720 MW, devendo entrar em operação em dezembro de 2011. Com isso a Energias do Brasil passaria para uma capacidade instalada total de 1452MW.
Em épocas de apagão e energia cotada a R$ 500,00, é sempre uma notícia animadora para investidores. O grupo tem suas ações listadas na Bovespa (ordinárias - ENBR3), dentro das regras de governança coporativas do Novo Mercado.
Tags: apagao, energia, Energias do Brasil
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Monday, January 21st, 2008
No Estadão, por Wellington Bahnemann.
A recuperação de 0,4 ponto porcentual no nível de armazenamento do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, no final de semana, não foi suficiente para evitar que os reservatórios ficassem abaixo da curva de aversão ao risco (CAR), referência do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o volume mínimo de água nas hidrelétricas para abastecer o mercado com segurança.
No domingo, 20, o volume disponível nas hidrelétricas das duas regiões era de 45,2%, 1,8 ponto porcentual abaixo da CAR de 47%, segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação do dia 20 de janeiro, divulgado nesta segunda pelo operador.
Na última sexta-feira, o ONS divulgou comunicado ressaltando que a situação atual dos reservatórios, ainda que demande atenção, não sinaliza a perspectiva de um novo “apagão” no curto prazo. “A violação da CAR não deve ser vista como uma situação de emergência, nem de restrição à segurança do abastecimento de energia”, afirmou a entidade.
Vale lembrar que a CAR é um mecanismo de referência do operador, cujo objetivo é estabelecer um nível mínimo de água nos reservatórios para que o sistema elétrico não tenha problemas durante o período seco (sem chuvas), entre abril e novembro de cada ano. Na situação atual, o ONS terá que se utilizar de todas as fontes de energia disponíveis, a despeito do preço, para evitar uma queda ainda maior dos reservatórios. Leia mais.
É como eu já havia dito, o custo da energia ir de R$ 17,50 para R$ 580,00 já constitui um apagão. Os reflexos disso na economia serão inevitáveis. Em 6 anos de governo Lula pouco ou nada foi feito. A táboa de salvação são as termoelétricas encomendadas no governo FHC.
Tags: apagao, energia
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Sunday, January 13th, 2008
Provavelmente o principal fator para que Fernando Henrique Cardoso não fizesse o sucessor foi a crise do apagão entre 2001 e 2002. A campanha de Lula utilizou insistentemente o tema e garantiu que um planejamento energético sério seria feito. Pois bem, leia abaixo trecho de uma matéria do Estadao, por Renée Pereira:
A salvação do setor elétrico brasileiro pode estar num racionamento de gás natural para a indústria ou automóveis. Se as chuvas não encherem os reservatórios nas próximas semanas, a solução para evitar cortes de eletricidade, conforme decretou o presidente Lula, seria acionar todas as térmicas existentes, com capacidade para 10 mil megawatts (MW). O problema é que, além da escassez de água, falta gás para atender a todos os mercados. leia mais.
Há ainda as declarações da ministra Dilma Rousseff sobre planejamento energético, vale lembrar que era ela a ministra das minas e energia antes de assumir a casa civil. Na Folha, por Ana Paula Ribeiro:
“Eu não disse que nunca tivemos planejamento. O que eu disse é que não fizeram planejamento nos últimos dez anos. O governo anterior destruiu o planejamento que tínhamos”, afirmou a ministra em audiência pública na Câmara dos Deputados. leia mais.
Essa declaração foi dada no final de dezembro, portanto em um período de 6 anos de governo Lula. Vale a pergunta: quantas usinas o governo Lula construiu ou licitou? Ahh, humm, e isso aí. As duas principais bandeiras, as do rio Madeira, ainda não movimentaram nenhum tijolinho. E no que aposta Lula pra evitar um apagão ao consumidor e uma inevitável surra eleitoral esse ano? Nas termoelétricas construidas na gestão FHC.
A ministra tem razão quando critica o planejamento energético de FHC. Deve-se, no entanto, lembrar que o PT e aliados tentavam embargar tudo, seja no congresso ou por meios legais, e o Brasil estava no olho do furacão de uma crise global. Mas o que impressiona é que o atual governo consegue ser ainda pior em termos de planejamento, e isso com um cenário muito favorável.
Já não se discute se haverá ou não apagão, apenas se será sentido no interruptor de casa ou da indústria. Provavelmente nos dois. Prova disso é o MWhora que começou sua vida em leilões a pouco mais de R$ 17,00 já está sendo negociado acima de R$ 500,00! E só parou porque o governo estipulou um teto máximo de venda ao consumo. É provável que a população não sinta o racionamento de energia em 2008, mas não é tão provável que não sinta os cortes de empregos caso a indústria tenha que diminuir o ritmo.
Tags: apagao, energia, lula, planejamento
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