Tuesday, November 4th, 2008
Se eu fosse o governador José Serra estaria rindo à toa. Explico. Serra quer se livrar do banco estadual paulista, a Nossa Caixa, Nosso Banco. Até agora, o único comprador forte do mercado era o Banco do Brasil, até por uma questão legal. Mas se tem algo em que acredito é na tendência humana de repetir comportamentos.
Estude um indivíduo ou grupo de indivíduos por um tempo razoável e será capaz de “prever seus movimentos” com 90% de acerto. Pois bem, Itaú e Bradesco estão há tanto tempo travando uma batalha particular para ser a maior instituição financeira privada do Brasil que é difícil imaginar que o banco sediado em Osasco (na grande São Paulo) deixará a fusão Itaú/Unibanco passar batida. Minha aposta nesse momento é que o interesse deles pela Nossa Caixa, Nosso Banco certamente aumentou um bocado. E como se sabe, se há dois compradores e apenas um produto o preço tende a aumentar.
Como disse no início, Serra deve estar rindo à toa.
Tags: banco do brasil, bancos, Bradesco, itau, nossa caixa, Serra, SP, unibanco
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Monday, November 3rd, 2008
Ainda não deu pra saber os detalhes do negócio, como as trocas de ações, mas está anunciado.
atualizado às 11h10, do valor econômico:
A relação de troca prevista é de 1,7391 unit do Unibanco para uma ação da nova instituição. Para a ação ON do Unibanco e do Unibanco Holdings, a relação é de 1,1797 para uma ação do Itaú Unibanco Holding S.A. Quanto ao papel PN do Unibanco, a proporção é de 3,4782 por uma ação do Itaú Unibanco Holding, mesma relação válida para PN Unibanco Holdings.
Na Folha Online:
A Itaúsa –empresa de participações do grupo Itaú– e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira que irão fundir as operações financeiras entre ambas, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.
“Os controladores da Itaúsa e da Unibanco Holdings comunicam ao mercado que assinaram nesta data contrato de associação visando à unificação das operações financeiras do Itaú e do Unibanco de modo a formar o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul, cujo valor de mercado fará com que ele fique situado entre os 20 maiores do mundo. Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais”, informaram as duas empresas em comunicado ao mercado.
Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões –contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, segundo dados de junho do Banco Central.Leia mais.
Tags: bancos, fusao, itau, unibanco
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Wednesday, October 29th, 2008
Abaixo, trechos de reportagem da Folha enunciando declarações do messias. Meus comentários em azul.
Sem citar nomes ou instituições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar ontem os empresários que apostaram na especulação…
Não foi à toa que não citou nomes, com eles a imagem não ficaria tão bem caracterizada. Lula revive o bicho-papão dos esquerdistas, desde a revolução francesa é assim: o burguês (empresário) sanguinolento. Essa imagem está bem colada na cabeça da população, todos são capazes de imaginar esse mosquito da dengue atuando em seus bolsos.
e disse que chegou a hora de os políticos entrarem em ação para defender que o sistema financeiro ganhe dinheiro aplicando em coisas que gerem riquezas, produtos e empregos.
O que também impresssiona é a total incapacidade (ou seria intencional?) de compreender gestão financeira de uma empresa. Para quem foi presidente de um grande sindicato isso é quase impensável. O dinheiro não entra no caixa e vai para “investimentos produtivos”, seja lá o que for isso. Pode ser redirecionado para o custeio da empresa, para formar caixa vizando um investimento futuro, etc… E fazer o que durante todo esse tempo? Guardar embaixo do colchão? Ah, tenha a apócrifa paciência! (a paciência santa, como se sabe, é reservada ao messias) O dinheiro irá para o mercado (óbvio!), ganhando ou perdendo até chegar a hora de ser usado.
De acordo com o presidente, o Estado volta a ter um “papel extraordinário” em meio à crise econômica mundial. “Todas essas instituições, que passaram três décadas negando o papel do Estado, na hora que tem uma crise procuram o Estado em que não confiam para socorrê-las das crises provocadas por elas mesmas”, afirmou.
E lá vamos nós, de novo. Como se vê, a cada oportunidade surgida o petismo tenta “reforçar” o estado e seu “papel extraordinário”. Parece até que os estados não são parte do sistema financeiro internacional. Fica-se com a impressão que os governos não investem o seu dinheiro em outros mercados. Quanto às empresas procurarem o estado, isso é uma meia-verdade. No caso do sistema financeiro o estado vai ao encontro porque é melhor gastar agora do que colher uma década de depressão econômica (leia a lição japonesa), o que representa menos impostos recolhidos.
“Não podemos permitir que alguém fique rico trocando apenas papéis. Às vezes, os papéis perpassam oito, nove, dez instituições, todas ficando ricas, sendo que poucas vezes se gerou a produção de um paletó”
Por partes. Ficar rico “trocando apenas papéis” é mais do legítimo, é necessário. Quando alguém compra papéis de uma empresa, na prática, financia essa empresa. Agora, eu também sou contra a farra dos derivativos, alguns desses papéis parecem simplesmente jogos de azar, mas dai a tentar controlar o fluxo dos papéis em geral é apenas uma tentativa de controlar o fluxo de capitais. Foi esse mesmo fluxo de capitais que nas últimas duas décadas, mas sobretudo na última, retiraram mais pessoas da miséria do que em toda a história da humanidade.
Em seguida, o presidente afirmou que o Brasil não precisaria sofrer com a crise e explicou por que o Brasil “vive sinais da crise”. “Porque alguns setores da economia brasileira resolveram investir numa coisa chamada derivativos. Não era fazer hedge [instrumento para se proteger de possíveis oscilações cambiais]. Resolveram ganhar um pouco mais, tentando construir um cassino após o hedge para ganhar com a especulação da desvalorização do dólar e da valorização do real. Portanto, quem foi para a jogatina perdeu”
Peraí, na semana passa apostavam contra o Real e agora apostavam a favor? Presidente, quem é seu consultor econômico, o Mantega? Mas enfim, decorou bem o discurso: quem foi pra jogatina perdeu ou ganhou, está na regra. E quem com sua perda coloca todo o sistema financeiro em risco deve ir pra cadeia, exatamente como no Proer que Lula e sua turma não cansaram de atacar, mas que nas últimas semanas citaram como exemplo do Brasil para o mundo. Ahh, sim, se banqueiros e gestores irresponsáveis da época do Proer ainda não estão, e talvez nunca estarão, atrás das grades, envie a conta para os partidos políticos, como o do presidente, que não votam leis penais mais severas. E olhe que eles são maioria no congresso há 6 anos.
Com se vê, Lula volta ao discurso esquerdista de mais estado, mais estado e um pouco mais de estado. Claro, afinal, eles, os iluminados, é que nos dirão o que é certo ou errado. O que é investimento produtivo ou não. O que é hedge ou não. E no final, quando percebemos, o que pode ser escrito ou não.
Tags: bancos, crise, esquerda, lula
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Monday, March 3rd, 2008
Na Folha, por Fabrício Vieira.
A safra de balanços de 2007 dos bancos mostrou mais uma quebra de recorde de ganhos, especialmente no caso das maiores instituições privadas. De certa forma, os resultados bilionários não vão ser comemorados apenas pelos banqueiros. Isso porque uma relevante parcela dos lucros das companhias de capital aberto acaba sendo repassada aos acionistas, na forma de dividendos. E isso inclui os pequenos acionistas.
Os bancos como um todo lucraram, na média, 43,7% a mais de 2006 para 2007. Considerando apenas os maiores bancos do país que têm ações negociadas na Bolsa, o lucro líquido do ano passado totalizou R$ 27,16 bilhões.
Por lei, ao menos 25% do lucro líquido de uma empresa de capital aberto deve ser repassado aos acionistas na forma de dividendos. Assim, os bancos devem repassar no mínimo R$ 6,79 bilhões referentes ao exercício de 2007.
O montante destinado aos dividendos é repartido pelas ações que a companhia tem em circulação no mercado. Dessa forma, quanto mais ações de uma empresa um investidor tem, mais dinheiro receberá em cada exercício.
“O pequeno investidor está cada vez mais atento aos dividendos. Há muitas empresas com boas políticas de distribuição de dividendos, que pagam mais do que a lei exige. Por isso, é importante que o investidor se informe antes de aplicar em uma ação”, afirma Álvaro Bandeira, presidente da Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Leia mais.
Tags: bancos, bolsas
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Friday, February 15th, 2008
Os prejuízos contábeis relacionados a perdas com contratos derivativos de crédito, dívidas e hipotecas de risco (subprime) já totalizam US$ 150 bilhões de acordo com estimativas de analistas de mercado.
Agora, o banco suíço UBS acredita que bancos do mundo inteiro ainda correm o risco de realizar perdas contábeis adicionais de US$ 120 bilhões.
Tags: bancos, subprime, UBS
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Monday, January 28th, 2008
No Estadão, por Cesar Bianconi.
O Bradesco divulgou nesta segunda-feira, 28, lucro líquido de R$ 2,193 bilhões no quarto trimestre, expansão de quase 29% sobre o mesmo período de 2006. No acumulado de 2007, o maior banco privado do País teve ganho recorde de R$ 8,010 bilhões
…
Nos últimos anos, os lucros dos bancos no país têm sido impulsionados pela forte expansão do crédito. No caso do Bradesco, a carteira de crédito total (considerando avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito) atingiu R$ 161,407 bilhões no fim de 2007, expansão anual de 38,9%.
…O banco encerrou 2007 com ativos totais de R$ 341,184 bilhões, alta de 28,5% sobre dezembro do ano anterior. Em 2006, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,054 bilhões. O ganho foi reduzido por amortizações de ágios de aquisições. Leia mais.
Tags: bancos, Bradesco
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