Saturday, January 26th, 2008
Segundo as últimas pesquisas, Barack Obama deve levar na Carolina do Sul e empatar o jogo com Hillary Clinton. Eu disse deve, essas primárias americanas são quase imprevisíveis. Vale lembrar como ele venceria facilmente outras disputas e a senadora por NY acabou levando.
No Estadão, por Patrícia Campos Mello.
Sábado, 26, é dia de decisão para os candidatos democratas Barack Obama, Hillary Clinton e John Edwards, que terão uma dura batalha pela preferência dos eleitores da Carolina do Sul. Dos três, apenas Hillary não concorre pressionada pelo resultado.
Depois de duas derrotas seguidas para a senadora - em New Hampshire e Nevada -, uma vitória é essencial para Obama. O mesmo vale para Edwards, que ainda não venceu nenhuma primária até agora e precisa de um bom resultado no Estado onde nasceu para continuar na disputa.
Uma pesquisa da Reuters-Zogby, divulgada nesta sexta-feira, 25, mostrou Obama 13 pontos porcentuais à frente de Hillary - ele lidera com 38% a 25%. Edwards aparece em terceiro, mas muito próximo da ex-primeira-dama, com 21%. Leia mais.
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Monday, January 21st, 2008
O pré-candidato democrata à presidência Barack Obama resolvou rebater as críticas do ex-presidente americano Bill Clinton, marido de Hillary Clinton, adversária de Obama nas prévias.
Veja como respondeu Obama: “Vocês sabem que o ex-presidente, por quem eu acho que todos nós temos muita estima, levou sua defesa em nome da mulher a um nível que eu acho bastante preocupantes”.
Aqui no Brasil conhecemos bem essa tática. Toda vez que Lula é atacado diz que fazem isso porque é (na verdade, foi) pobre, nordestino, diz “pobrema” e por aí vai. Obama não chegou a tanto, mas quer posar de injustiçado. A origem de tudo são as declarações de Bill Clinton dizendo que Obama só não votou a favor da guerra no Iraque porque não era senador na época, mas todas as declarações de então levam a crer que apoiava, como a esmagadora maioria dos americanos, a invasão.
Americanos, ao contrário de brasileiros, tem uma tolerância menor com “vítimas”, eles gostam de “vencedores”. Uma das atrações da campanha de Obama até agora era exatamente essa, como venceu na vida. Se mudar muito o tom corre o risco de dar um tiro no pé. É esperar pra ver.
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Wednesday, January 9th, 2008
No Estadao, da Reuters por Joanne Kenen
A vitória de Hillary Clinton na eleição primária democrata de New Hampshire confundiu os institutos de pesquisas, que agora se vêem obrigados a tentar explicar por que erraram tanto.
Espantados, os especialistas diziam na quarta-feira que teriam de comparar atentamente suas previsões e os resultados para saber porque conseguiram acertar a vitória de John McCain entre os republicanos, mas erraram no caso de Hillary.
Antes da votação de terça-feira, todos os institutos previam a vitória de Barack Obama, alguns por mais de dez pontos percentuais de vantagem. Na verdade, Hillary o superou por pouco menos de 3 pontos.
Como se vê, não é só por aqui que os institutos erram feio. Tendo a acreditar que é metodologia falha. Institutos (a maioria) não vivem de pesquisa política. Seu principal ganha-pão são as pesquisas de mercado para a iniciativa privada. Pelo menos para a maioria. Mas que se vê algo estranho de vez em quando, como a vantagem de 10 pontos de Obama sobre Hillary transformar-se em derrota por 3 pontos, ah, isso vemos.
Tags: barack obama, eleicoes, EUA, hillary clinton, pesquisas
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Wednesday, January 9th, 2008
Quando disputou as primárias democratas em 1992, Bill Clinton foi derrotado em Iowa e, na semana seguinte, surpreendeu ao vencer em New Hampshire. A vitória lhe valeu o apelido de ‘comeback kid’, algo como o ‘garoto renascido’. O mesmo ocorreu agora com sua esposa Hillary. Mas há uma diferença importante, em 1992 o vencedor em Iowa era um político local, esperava-se que levasse a disputa no estado. Agora Hillary bateu o novo ‘queridinho’ da América. Li outro dia em um site de uma senhoura que apoia Obama que votar nele é como votar em Denzel Washington. Sim, ele atraiu pra si um ar kennediano, um glamour de estúdio de cinema. Até entrevista com sua avó queniana, falando em algum dialeto local, está sendo transmitida o tempo todo. Isso confere um ar heróico: vejam de onde vim. Pra mim, esse parece ser o problema. Tudo soa perfeito demais, até suas respostas não comprometidas. Nada parecido com o que foi sua atuação na assembléia geral.
Aliás, a única coisa que afirmou veementemente foi uma mentira, ou meia verdade, como queiram. Disse ser o único pré-candidato que não votou a favor da, hoje impopular, invasão ao Iraque. O óbvio foi desmascarado por Bill Clinton: não votou a favor da invasão porque não era senador naquele momento, mas apoiou a invasão.
Não afirmo se gosto ou não do Obama, até por ser irrelevante, escrevo em português e não voto nos EUA. Não afirmo que não gosto dele, ainda. Desde sua vitória na primeira disputa em Iowa, comecei a preparar um perfil para os leitores aqui do blog. Nesse caso posso dizer que não estou gostando. Não há, como já disse, opinião firme sobre coisa alguma, as respostas são todas muito genéricas e seu único verdadeiro projeto parece ser o de alcançar a casa branca. Isso me lembra algumas figuras conhecidas por aqui, como Jânio, Collor e Lula. Sempre acabam em decepção.
É o oposto de Hillary que, apesar de um amansado discurso nos últimos dois anos, tem opinião sobre quase tudo. E parece ser bem informada sobre quase tudo. Além de possuir um cabo eleitoral de peso, o ex-presidente Bill Clinton. Será uma disputa divertida, para quem vê de longe. Principalmente agora com a ‘comeback girl’.
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