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Partido de centro, Kadima vence as eleições em Israel

Wednesday, February 11th, 2009
Tzipi Livni

Tzipi Livni

O Kadima de Tzipi Livni (foto) venceu as eleições em Israel. Por margem muito pequena derrotou o Likud de Benjamin Netanyahu, mas quem será primeiro-ministro ainda não está definido pois os partidos nacionalistas, que tendem a seu unir ao Kadima, conquistaram número suficientes de cadeiras no parlamento para atuar como fiel da balança. Os analistas israelenses apontam que Netanyahu teria facilidade em formar coalizões que dariam 65 cadeiras contra 55 de Livni. São necessárias 61 cadeiras para governar.

De qualquer forma, há três meses a vitória do Kadima parecia quase impossível. O partido veio de um escândalo de corrupção que obrigou o primeiro-ministro Ohlmert a renunciar. Livni, então chanceler, assumiu o partido com a missão de formar um governo de coalizão. Diante da impossibilidade, convocou eleições quando estava MUITO atrás de Netanyahu nas pesquisas. Mas, segundo os analistas locais, sua coragem no ato, e fama de “mulher limpa” (incorruptível), a impulsionaram rapidamente nas pesquisas. Lvini pode ser a primeira mulher a assumir o governo desde Golda Meir na década de 1970.

A lembrar, o Kadima foi o partido fundado pelo ex-primeiro ministro Ariel Sharon para seguir em frente com as negociações de paz que levaram à devolução da faixa de Gaza e Cisjordânia aos palestinos. O acordo segue razoavelmente bem na Cisjordânia (controlada pelo Fatah) e, como se sabe, mal na Faixa de Gaza, comandada pelos fundamentalistas do Hamas.

Apesar de Livni ser a minha aposta para uma negociação de paz com melhores resultados, é um tanto difícil ver Netanyahu nesse papel, vale lembrar que quando Ariel Sharon foi eleito a sensação era a mesma, dificil acreditar que ele daria passos importantes nas negociações, e, na prática, foi ele quem conseguiu os maiores avanços até hoje. O que me leva mais uma vez a dizer que os senhores do apocalipse estão errados e haverá paz na palestina, simplesmente porque as populações de judeus, mulçumanos e cristão desejam que isso aconteça.

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