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Inspeção veicular em SP, pra quê?

Wednesday, February 4th, 2009

Nós, moradores da cidade de São Paulo, vivemos reclamando do trânsito, do tempo que perdemos dentro dos carros, da violência dos motoristas e tantas outras mazelas que uma cidade gigantesca e com transporte público que ainda deixa muito a desejar, apesar de ter melhorado nos últimos anos.

E agora inventam mais uma, a tal “inspeção veicular”. -É morador da capital e possui um veículo com 5 anos ou menos? Então queremos saber se o seu carro polui muito ou não. E sabe o quê? Tem que pagar! Oras, eu já pago uma infinidade de impostos e IPVA e agora tenho que embarcar em mais essa? E sabe o pior? Os carros mais antigos, aqueles que poluem mais, não são obrigados a passar pelo teste da fumaça. Com tudo isso posso dizer: eu sou a favor da inspeção veicular. Claro que explico.

1. a poluição emitida por um veículo deve estar de acordo com as normas existentes na data do primeiro licensiamento. Como até meados da década de 1990 podia-se poluir muito, a redução possível para esses automóveis é menor do que aquela comparada aos carros mais novos. Bom, esse é o argumento técnico, e faz sentido, mas mesmo assim houve um período de quatro anos de preparação para o início da medição, poderiam ter se programado para toda a frota.

2. Reproduzo um texto do site da SPTrans sobre poluição atmosférica:

Segundo pesquisas do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, estima-se que cerca de 10% das mortes de idosos, 7% da mortandade infantil e de 15 a 20% das internações de crianças por doenças respiratórias estejam relacionadas com as variações da poluição atmosférica.

Em dias de grande contaminação do ar o risco de morte por doenças do pulmão e do coração aumenta em até 12%. Habitantes de São Paulo vivem em média um ano e meio a menos do que pessoas que moram em cidades de ar mais limpo.

3. Sou pedestre e ciclista. Desde o segundo semestre do ano passado que dou preferência ao “pé” e à “magrela” para vir ao trabalho. Este ano consegui arrumar minha agenda de compromissos pessoais para não precisar do carro mais do que uma vez durante a semana de trabalho (segunda a sexta), com o objetivo de caminhar 60km por semana. Posso dizer que tem sido uma maravilha, exceção feita aos cruzamentos das avenidas, onde a fumaça quase me mata.

4. O munícipe que não possui dívidas com a prefeitura e tem o carro licenciado, terá a devolução da taxa paga. Claro que o melhor seria apresentar um atestado negativo e não desembolsar nada, mas com o tempo espero que melhore.

Resumindo, não há melhora de vida da população se não fizermos um esforço coletivo de melhora, e parte disso envolve ser responsável na manutenção dos veículos.

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Frota mundial já é de 1 bilhão de carros

Thursday, March 6th, 2008

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No Estadão.

Pela primeira vez na história, a frota mundial de veículos atinge 1 bilhão de unidades. Em seis anos, os países emergentes - entre eles o Brasil - venderão mais carros que os tradicionais mercados, como Estados Unidos e Europa. As conclusões são da Organização Mundial da Indústria Automobilística (Oica, na sigla em inglês), que nesta semana está reunida em Genebra. Diante do peso cada vez maior do Brasil no mercado mundial, a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) passou a fazer parte do conselho diretor do grupo. Apesar das previsões, as exportações brasileiras de veículos devem cair 5% em 2008.

“A lógica está sendo invertida”, disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider. “Os dados já mostram que, em 2013 ou 2014, o mercado mais importante será o dos emergentes, e não os tradicionais consumidores.” O bloco dos emergentes é formado por China, Rússia e Índia, além do Brasil. Os motivos da virada seriam o maior poder aquisitivo das populações desses países, além do crescimento econômico.

Segundo os cálculos da Oica, em 2007 foram vendidos cerca de 73 milhões de unidades de veículos no mundo, superando pela primeira vez a marca de 1 bilhão de carros em circulação. Desses, 30 milhões foram vendidos nos países emergentes. No Brasil, a estimativa da Anfavea é de que a produção aumente 9% em 2008, com 3,2 milhões de veículos. Já o mercado interno crescerá 17%. As informações são do jornal o Estado de São Paulo.

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