economia, política e blog ‘n’ roll

Charge - Mar de Lama - Néo

Friday, February 8th, 2008

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Em O Globo.

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Revista inclui José Dirceu no escândalo dos cartões

Friday, February 8th, 2008

Como, para quem maneja dinheiro público, vale a lógica da mulher de César, não parece ser à toa que o governo tenta impedir acesso aos cartões corporativos que servem à presidência. Claro que melhor seria mostrar tudo, se não há nada a esconder. Repare quem está investigado agora. Não custa lembrar que ele ocupava a sala “ao lado”.

A revista “Época” informa, em edição antecipada nesta sexta-feira (8), que auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) viu indícios de irregularidades em operações realizadas pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) com o cartão de crédito corporativo do governo.

O blog do Josias informa que uma das operações em que o TCU farejou irregularidades refere-se ao aluguel de dois carros para transportar Dirceu por três dias –sábado, domingo e abril de 2004. Os veículos blindados foram alugados da empresa Renaro Locação de Veículos, que é desconhecida do fisco local. A reportagem informa que a Renaro não funciona no endereço que consta da nota fiscal. Hoje, a empresa tem entre seus sócios uma pessoa jurídica de nome sugestivo: o bar Morada do Chopp.

Leia matéria completa sobre a reportagem da “Época” no blog do Josias.

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TV-Lula dobra gastos em relação à Radiobrás

Thursday, February 7th, 2008

Será que o leitor já sintonizou a TV-Lula? Aposto que não, mas eles estão captando o sinal do dinheiro público muito bem, como destaca a Folha.

A TV Brasil, emissora lançada pelo governo federal há quatro meses e cuja criação ainda depende de votação pelo Congresso, estreou gastando alto no cartão corporativo. A nova rede gastou com cartão R$ 14.505 em um período de 83 dias entre 10 de outubro de 2007, quando foi criada por medida provisória, e 31 de dezembro. A média diária, de R$ 174,75, é mais que o dobro da registrada antes da MP pela antecessora, a Radiobrás, cuja despesa de janeiro a outubro ficou em R$ 21.120. Em 2007, todos os gastos, antes ou depois da nova emissora, foram feitos em dinheiro vivo, por meio de saques de oito servidores administrativos da Radiobrás. O destino do dinheiro não é aferível. Leia mais.

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Assunto de segurança nacional

Thursday, February 7th, 2008

Do blog Oscarmundongo. Impagável. Que dizer, nos que pagamos.

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Veja aqui um dos cartões corporativos

Thursday, February 7th, 2008

Do sensacional blog Irmãos Bacalhau. Leitura obrigatória.

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Cartão corporativo para pagar reforma de mesa de sinuca

Wednesday, February 6th, 2008

Na Folha, por Lorenna Rodrigues.

Um funcionário do Ministério das Comunicações usou o cartão corporativo para pagar a reforma de uma mesa de sinuca. De acordo com dados do Portal Transparência, Francisco Medeiros Silva usou o cartão corporativo da pasta duas vezes na loja DF Sinuca no dia 4 de maio do ano passado, pagando R$ 800 e R$ 600.

De acordo com nota divulgada pela assessoria, o secretário-executivo Fernando Rodrigues foi consultado sobre a reforma e negou o pedido. A nota diz ainda que o ministério abrirá um processo contra o servidor “para que sejam tomadas as medidas cabíveis, até a demissão do mesmo”. Leia mais.

Eu posso até acreditar que o secretário negou o pedido, mas não tenho dúvida alguma que o cartão foi utilizado para o “emergencial” gasto com a sinuquinha. Aliás, por que o ministério das comunicações possue uma mesa de sinuca?

O curioso é que o gasto foi divulgado pelo governo, está no site com o uso dos cartões, mas só após a denúncia da Transparência  Brasil é que se decidiu pela “demissão do mesmo”. Antes aconteceu o quê? Um puxão de orelha? E a vida segue… com o dinheiro da viúva.

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Ministra defende cartões corporativos e sigilo nos gastos

Wednesday, February 6th, 2008

No Estadão, por Tânia Monteiro e Leonecio Nossa. Comento em seguida.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 6, em entrevista coletiva, que não acredita que, em uma possível CPI dos Cartões Corporativos, os parlamentares revelem informações sigilosas sobre despesas relacionadas à segurança da Presidência da República e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra disse também que o saque de dinheiro por meio de cartões corporativos é totalmente proibido, a menos que haja uma autorização do ministro da área em que atua o servidor e que, para isso, é preciso saber quanto está sendo sacado e para quê. Leia mais.

Deve estar próximo o dia em que alguém do governo dirá que a lei da gravidade não vale se um ministro desautoriza-la. Quanto a essa história da “segurança do presidente e familiares”, é conversa para acalentar bovinos. Ficar gastando “por fora” para comprar comes e bebes para o sr. presidente é proibido. Ponto. Isso não tem nada a ver com a sua segurança, mas certamente entrará no bolo das informações sigilosas.

Sem mencionar que mais da metado dos gastos foram saques em dinheiro, dinheiro da viúva. Que, como explicou a ministra, é proibido. Na melhor linha do lulo-petismo, chegará o dia em que algum “primeiro escalão” irá declarar que não sabia da existência dos cartões.

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Oposição dá como certa CPI dos cartões corporativos

Tuesday, February 5th, 2008

Todos os dias descobre-se algum uso com fortes indícios de irregularidade  dos cartões corporativos do governo.

Os seguranças da filha do presidente compraram até material de construção com esses cartões. Uso, evidentemente, proibido. Nem vou mencionar a munição. Como é possível que agentes do  governo federal comprem esse tipo de coisa por conta própria.

Há os que vêm nas contas de supermercado do palácio do planalto, com os cartões corporativos, algo normal. Não é. O fornecimento de alimentos, bebidas, equipamentos, etc… deve ser licitado. Se o presidente quiser uma comidinha especial, deve pagar por ela do próprio bolso.

Na Folha.

Reportagem da Folha desta terça-feira revela que os gastos do segurança da filha do presidente Lula, de R$ 55 mil, com cartões corporativos, leva a oposição a dar como certa uma CPI. Alguns chamaram os gastos de “mensalinho para privilegiados”.

Na segunda-feira (4) a Folha denunciou o que o segurança João Roberto Fernandes Júnior, que trabalha para Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, usou cartão corporativo para pagar despesas de autopeças, materiais de construção e de munição.

“Eu já havia dito que o caso da ministra Matilde Ribeiro [Igualdade Racial] era só a ponta do iceberg”, disse à reportagem o senador José Agripino (RN), líder do DEM no Senado.

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Farra dos cartões derruba ministra

Friday, February 1st, 2008

A ministra da igualdade racial, Matilde Ribeiro, entregou sua carta de demissão ao presidente Lula. Felizmente errei ao afirmar que era improvável que o fizesse. Vou regozijar sobre o meu erro. Mas essa é uma caixa-preta que precisa ser aberta. O presidente do congresso, senador Garibaldi Alves, já disse que não vê motivo para a abertura de uma CPI. Oras, foram feitos R$ 45milhões em saques, dinheiro vivo difícil de ser rastreado, por mais notas fiscais que venham a aparecer.

Há outros dois ministros sob atenção, o secretário especial da Pesca, Altemir Gregolim, e o ministro dos esportes, Orlando Silva Junior. Mais uma vez, acredito que nada acontecerá. Mas há de se notar que são três ministérios que não deveriam sequer existir. Suas atribuições  conflitam com outras pastas e, talvez por isso, praticamente não possuem verbas para nada significativo. Como resultado, o pouco que chega é gasto de forma a levantar suspeitas por parte da CGU. E segue a vida…

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Ministra usa cartão corporativo nas férias

Friday, February 1st, 2008

Eu já falei sobre os cartões corporativos, mas essa notícia na Folha, por Renata Giraldi, beira o surreal. Volto em seguida.

De acordo com a reportagem, o presidente Lula relatou ontem a assessores estar “incomodado” com o caso e avalia que a melhor saída seria ela colocar o cargo à disposição.

Se ela não tomar essa iniciativa, o presidente Lula deve aguardar o relatório da auditoria que a CGU [Controladoria Geral da União] está fazendo nos gastos do cartão corporativo da ministra antes de tomar qualquer medida contra ela. O relatório deve ficar pronto apenas depois do Carnaval.

Férias

Mesmo em férias, a ministra usa o cartão corporativo para pagar despesas, informa nesta sexta-feira o “Painel” (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL) da Folha, editado interinamente por Vera Magalhães.

De acordo com o “Painel”, Matilde usou o cartão corporativo para pagar despesas de R$ 2.969,01 no período de 17 de dezembro de 2007 a 1º de janeiro –quando estaria em férias.

Na véspera de Natal, por exemplo, Matilde pagou R$ 1.876,90 para uma locadora de carros. No dia 17, o primeiro das férias, ela pagou R$ 104 num bar da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo. Leia mais.

A tendência da ministra é não entregar a demissão, e a tendência do presidente Lula é não demitir ninguém, não é do feitio dele. Lembra-se de quanto tempo demorou para tirar Viegas do ministério da defesa em plena crise do apagão aéreo? Agora, sabendo que a ministra utilizou os cartões nas férias, informar que deve aguardar o relatório da CGU, é dizer ao contribuinte que, mesmo ciente de irregularidades, o presidente não faz nada. Bem, é o Lula, nós já sabemos disso.

Vou ficar “com os dedos roucos” de tanto me repetir: para políticos, no exercício da atividade pública, a presunção de inocência tem que ser relativizada. Primeiro afasta-se o indivíduo do dinheiro e destino do contribuinte, em seguida investiga-se.

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