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Celso Amorim poderia ser Celso Tamborim

Friday, January 9th, 2009

Acabo de ler que o ministro das relações exteriores, Celso Amorim, segue com pompa e circustância rumo a Gaza. Sim, o das causas nobres e prejuízo à nação, irá defender o cessar-fogo e novas conversações de paz.

Plagiando Tutty Vazques,  sabe qual o significado disso? Nada, absolutamente nada!

O governo do PT já tomou partido, decidiu que Israel comete atos de pura maldade contra palestinos inocentes. Como pode então querer representar papel neutro em uma conversação? E pior, nunca abriu a boca para acusar o Hammas de fuzilar os opositores (há vários vídeos desses no youtube, não linko aqui porque, sensível que sou, quase vomitei quando assisti trecho de um) ou lançar 3.000 foguetes contra território israelense durante a vigência do cessar-fogo.

Portanto, conclui-se que o sr. ministro de estado segue é pra fazer barulho, repercutir na imprensa local. Ora, quem faz barulho é bateria de escola de samba, por isso defendo o rebatismo: que agora seja Celso Tamborim!

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Lula: errar é humano, repetir o erro…

Monday, August 4th, 2008

O Brasil de Lula apostou todas as suas fichas de comércio internacional na OMC (Organização Mundial do Comércio). Acreditou que faria os países desenvolvidos entenderem que deveriam abrir sua agricultura e convenceria os países em desenvolvimento a afrouxar a proteção à indústria. Sem surpresa alguma, não aconteceu nada disso. Mas o que causou espanto para quem como eu não está no dia a dia do dessas negociações, foi a dureza com que os “parceiros” Índia e China defenderam a proteção à própria agricultura.

Resumidamente, em relação à penúltima rodada de negociações, a situação piorou um bocado. Agora temos salvaguardas industriais e agrícolas de todos os lados. Ahh, sim, nem vou comentar as declarações estapafúrdias e mal educadas do ministro Celso Amorim.

Voltando ao assunto, O que deveria ser feito? Reconhecer o fracasso e tentar conquistar o terreno perdido nas negociações bilaterais. Que é o que todos, menos o Brasil, fizeram durante o intervalo entre as rodadas da OMC. Mas hoje leio no Estadão.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participou do programa e afirmou que, apesar das críticas, o País levou a discussão até onde foi possível e que agora desempenha um papel de mediador. “Também em Cancún nós recebemos muitas críticas. Hoje em dia todo mundo reconhece que o G20 foi fundamental, inclusive para levar a rodada até onde ela chegou. Quer dizer, se você pegar a estrutura do acordo agrícola na rodada, é todo ele baseado nas propostas do G20.” Leia mais.

O tal acordo agrícola, diga-se, fala basicamente de cotas para negociar bananas. É, os bananeiros da américa central agradecem. Resta apenas a esperança que a ação seja diferente do discurso e comecem as negociações com cada país.

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