economia, política e blog ‘n’ roll

Darwin e a Árvore da Vida

Thursday, February 12th, 2009

A cada dia vejo muito material interessante surgindo nas comemorações dos 200 anos de Darwin, o gráfico abaixo é um deles. É uma representação da árvore da vida do ponto de vista evolucionário, como os ramos foram se distribuindo, além de educativa é uma belíssima gravura, clique para ampliar.

Freud dizia que três pensadores mudaram a visão que o homem tem de si: Copernico, por tirar o ser humano do centro do universo, Darwin, por mostrar que não somos uma “intervenção” divina e ele próprio, Freud, por mostrar que não somos senhores de todas as nossas ações, há o inconsciente.

A arvore da vida de Darwin

A arvore da vida de Darwin

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Brasil produz célula-tronco sem embrião, mas cuidado com os fundamentalistas

Saturday, January 24th, 2009

Leia trecho de artigo da Agência Estado, comento em seguida.

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS - “induced pluripotent stem cells”, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida “artificialmente” em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.

A técnica, segundo o que os pesquisadores revelaram com exclusividade ao Estado, não reduz a importância do estudo das células embrionárias “autênticas”, mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes. Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa.

Há dois pontos importantíssimos a serem ressaltados.

1. Células-tronco iPS só existem por causa das pesquisas com células-tronco embrionárias.
Espere e certamente lerá em algum lugar algo como -Viu! Nós dissemos que a “vida humana”  tinha que ser poupada e que proibir a pesquisa com células-tronco embrionárias não atrapalharia a ciência. Aguarde, você lerá isso em algum lugar. Então vamos esclarecer. Primeiro, só considera um embrião congelad (refugo de inseminação artificial) vida humana quem tem um entendimento torto sobre embriões E vida humana.  Não é humano o que não se desenvolveu como tal (embrião congelado). Segundo, só há células-tronco iPS por que há pesquisas com células-tronco embrionárias. O entendimento necessário da pluripotência, a ponto de induzi-la, só pôde vir com estudo prolongado de como isso se dá na natureza. Esse é um dos métodos mais utilizados nas ciências biológicas, pelo menos desde a penicilina.

2. Células-tronco iPS não subsituem a pesquisa com células-tronco embrionárias
Assim como foi necessário o estudo com células-tronco embrionárias para induzir a pluripotência em células adultas, o prosseguimento das pesquisas com esse tecido, células-tronco embrionárias, continua necessário porque ainda há muito o que se compreender.

A pesquisa com células-tronco, muito provavelmente, encaminhará tratamentos para doenças degenerativas (mal de Parkinson, Alzheimer, etc…) e auto-imunes (diabetes tipo 1, lúpus, etc…), entre outras aplicações. Não querer aliviar o sofrimento de milhões de pessoas, sem causar mal a ninguém e, principalmente, SEM IMPEDIR O SURGIMENTO DE NOVA VIDA HUMANA, é de uma crueldade que deveria ser extraordinárias e que, infelizmente, se tornou comum em certo meios.

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Evolucionismo=ciência; criacionismo=crença

Friday, October 10th, 2008

Mais um comentário de criacionistas tentando me converter. Como, segundo outros tantos, eu já estou condenado à danação, não custa cavocar mais um pouquinho o buraco, não é?

Dê-se a esse leitor, Valdir, o mérito de ter seu comentário aprovado, afinal, não utilizou nenhum termo de baixo calão ou fez referências à senhoura minha progenitora.

O leitor em itálico, eu em normal.

Caro amigo acredito estrar aqui havendo um grande equivoco ,gostaria de esclarecer-lhe que…
Ahh, sim. Muito obrigado pela sua disposição.

… tanto o criacionismo quanto o evolucionismo se enquadram nas classes das teorias,
Incorreto. O evolucionismo é uma teoria científica, o design inteligente ou o criacionismo são crenças religiosas expressas em linguajar científico.Eu posso pular na água e nadar movendo as pernas juntas, como um peixe, mas nem por isso serei um peixe, continuo sendo um mamífero terrestre. Para entender o que é ciência, veja a breve explicação sobre o método científico.

ambas defendidas e experimentadas por profissionais sérios e de igual valor,valor aqui ressalto no âmbito acadêmico,não ciêntifico versus religioso como mencionado,
O trabalho de um estudioso de religião é sério e valoroso se estudar a “criação” como mitologia e seus efeitos no desenvolvimento da sociedade, do indivíduo, etc… Não cabe nessas situações a repetição do experimento porque o catalizador, que você chama de deus, não é conhecido ou acessível ou de existência comprovada. Por esses fatores, se tratado como ciência, passa a violar as regras do que constitui a ciência em si e se torna, sim!, um embate onde, mais uma vez, a religião tenta se impor à ciência. Para entender porque a religião se contrapões aos avanços científicos, leia o erro dos que são contra as células-tronco.

acredito esse assunto, não se tratar de posição, como no futebol “escolha um time quando criança ou lhe seja imposto um, e custe o que custar leve-o consigo a sepultura”,
Essa foi uma das melhores definições de religião que ja vi. É exatamente essa a forma que se doutrina alguém e por isso que, geralmente, como a escolha do time de futebol, se dá na infância. “Explica-se” como aquele é o único ou melhor caminho possível para a redenção, ou iluminação, ou qualquer outro termo salvador, e o contraponto a isso são os “monstros” infantis. Não é à toa que os jesuítas diziam “dê-me uma criança até os sete anos e lhe darei um cristão para o resto da vida”.

não venho defender essa ou aquela teoria, pois aos que creem no criacionismo independe, o placar final,
Mais uma vez seu argumento está completamente correto, apesar de provavelmente tratar-se de um ato falho. De fato, aos que crêem no criacionismo independe o placar final. Sua decisão já está tomada de forma emocional, fê, e não será alterada “apenas” com um argumento lógico.

pois se der big-ben, foi DEUS quem fez, se der evolução, foi DEUS quem fez, e se der criação, é goleada,
Big Ben é o sino do Tower Clock londrino. UMA DAS TEORIAS sobre o surgimento do universo, repare que surgimento é diferente de criação!, chama-se big bang, ou grande explosão. E se “der” big bang, não foi deus quem fez. A explicação é simples: se acredita que uma intervenção externa é necessária para o “começo dos tempos”, eu posso “acreditar” que o tempo sempre existiu, nunca houve um começo, e não há necessidade de um agente externo ao próprio universo. A diferença básica é que, através de observações do cosmos, eu posso recuar até 13 bilhões de anos. Já quem acredita em deus pode recuar a apenas… os mesmos 13 bilhões de anos. E isso significa o quê? Significa que não pode “dar criacionismo” porque não é comprovável.

ou você acha que se der alguma teoria que não a defendida pelos ciêntistas criacionistas, algum religioso ou até mesmo criacionista irá se recusar a passar o resto da esternidade num paraiso,
Em TODAS as religiões há sempre a prova da “fé”: sacrifique seu único filho, fique embaixo daquela figueira, etc… Em última instância, a um criacionista de verdadeira fé nunca “dará” evolucionismo, pois isso seria traição à sua crença. Mais uma vez insisto, fê não aceita lógica como contra-argumento.

quanto aos objetivos evolucionistas,criacionistas e a comunidade ciêntifica em geral, espero que foquem seus esforços no sentido de promover uma melhor qualidade de vida para todos,
Nada, em momento nenhum da história humana, promoveu uma melhor qualidade de vida do que a ciência praticada de Galileu até agora. Mesmo que uma pesquisa não aparente ter alguma aplicação “humana”, suas conexões, de alguma forma, terão. Um exemplo pratico são os experimentos dos Curie sobre radioatividade. Estavam interessados na radiação como forma de identificar elementos, mas suas pesquisas desembocaram, anos mais tarde, na radioterapia, tratamento para o câncer.

quanto ao pronunciamento da ministra, tenho em mente que nenhuma pessoa na condição de ministro iria incentivar algo que tenha como objetivo, preudicar seus conpatriotas,
Mesmo que isso seja verdade, quem disse que o melhor pra ela é o melhor pra mim ou meus filhos? E, nesse caso especificamente, quem disse que o melhor para uma MINORIA é o melhor para toda a população?

acredito sim o ensinamento das duas teorias ser a melhor alternativa, afinal conhecimento nunca é demais.
Conhecimento nunca é demais. Nunca. Que o criacionismo seja ensinado junto com Zeus, Jaci e outras mitologias.

Mais uma vez, agradeço ao leitor por seu comentário educado e civilizado. Que discordemos, com bom senso.

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Células-tronco: Supremo decide pró-vida dos vivos

Friday, May 30th, 2008

Nesse mundo de internet, a rejeição por parte do Supremo à ação de inconstitucionalidade contra a lei de biossegurança já é notícia velha. Mas nunca é desimportante sublinhar que a maioria dos ministros votou a favor da vida dos vivos.

Os religiosos contrários às pesquisas com células-tronco embrionárias afirmam que a vida começa na fecundação, ali já haveria “alma”. Pois bem, alguém aí tem prova para a existência da alma? É, suspeitei que não. Então utilizam um “credo” não comprovável e que não é universal como argumento para castrar o direito alheio.

Eu não acredito em alma. Não acredito que possuam almas fetos, adultos, sapos ou pedras. Acredito apenas que fetos não são adultos e sapos não são pedras. Portanto, se alguém me disser que um sapo é apenas uma manifestação pererecante de um mineral karmicamente evoluido, vou no máximo pensar com meus botões: ai meu Zeus! Ninguém me verá adorando um sapo do papo vermelho no brejo de Piraropoca.

E, por favor, não creia que estou ridicularizando credos. Afinal, o que pensa o sr. leitor quando é informando que em regiões da Índia se morre de fome mas não se matam as vacas porque são consideradas sagradas? É o mesmo caso para mim com relação a fetos “almados”.

E, desalmado como me acredito, vejo em cada portador de doenças auto-imunes, neurológicas, cardiacas, etc… uma esperança. Vejo, nesses que são vivos e manifestados, a possibilidade de continuação da vida ou de uma vida melhor. Claro que não será pra já, mas se não começarmos as pesquisas, será pra nunca.

Sobre o maniqueísmo

Houaiis
Maniqueísmo: 2 Derivação: por extensão de sentido. Qualquer visão do mundo que o divide em poderes opostos e incompatíveis

Agora derrotados, há nos blogs religiosos lembranças sobre a importância da religião na formação de nossa sociedade. Especificamente sobre valores, que julgam esses autores, cristãos: amor ao próximo, caridade, etc… E acusam a ciência de taxa-los de obscurantistas e, portanto, de maniqueísmo.

Pelos textos, parecem acreditar que indivíduos que não compartilham da mesma fé são incapazes de resolver de forma ética. Ora, não é maniqueísta se querer monopólio dos bons valores? Convenhamos, a ciência, do ponto de vista histórico, errou muito menos por presunção do que a religião. E não por ter um tempo de vida mais curto, mas principalmente porque a ciência não possui verdade, apenas conhecimento. Um cientista quando erra, erra no ato e/ou no mérito. Um religioso prefere sempre acreditar que errou apenas no ato, pois o mérito é divino.

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O “erro” dos que são contra as células-tronco

Thursday, May 29th, 2008

Antes de mais nada, quero firmar minha posição sobre o assunto: sou a favor da pesquisa com células-tronco embrionárias.

Segundo o Aurélio:
sofisma: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

Correndo o risco de parecer generalista, irei consolidar grupo dos “contra” nos religiosos. Farei isso por dois motivos. O primeiro é que não encontrei nenhum ateu contra, e o segundo é que os únicos contrários que conheci são religiosos praticantes. Ou seja, freqüentam alguma igreja/templo/etc…

O que são as células-tronco embrionárias? Células-tronco são células sem definição de tecido, podem assumir qualquer função no corpo, diferenciando-se em tecido cardíaco, pele, neurônios, etc… No entanto, células-tronco de indivíduos já formados, mesmo bebês, possuem uma capacidade de diferenciação um pouco limitada. O mesmo não ocorre com as embrionárias (fetos). Vale lembrar que todos começamos como apenas uma célula, que se dividiu uma infinidade de vezes, e a cada momento essas novas células foram se diferenciando nos vários tecidos do corpo. É essa capacidade sem fim que interessa à ciência. Saber como isso funciona pode levar ao tratamento de inúmeras doenças cardíacas (isso já começou!), lesões e doenças degenerativas neurológicas (paralisia, alzheimer, etc…). Para pesquisa, são utilizados embriões inviáveis de clínicas de fertilização in-vitro (bebês de proveta). O destino desses embriões, se não for a pesquisa, será a lata de lixo. E isso não é figura de linguagem!

O que temos visto, enquanto o supremo decide sobre a inconstitucionalidade ou não dessas pesquisas, são manifestações de grupos religiosos (e não apenas católicos) lutando veementemente contra a continuidade dos trabalhos científicos. Um dos argumentos mais comuns é que se trata de aborto. Tolice, como explico agora.

Para um nascimento são necessárias a fecundação, a gestação e o parto. Aborto é a interrupção de uma gestação. Um embrião congelado nunca iniciou o processo da gestação. Nunca esteve no útero de uma mulher. E após três anos o protocolo não recomenda seu uso, ou seja, nunca será utilizado. Não há interrupção de gestação, apenas a fecundação seguida de congelamento. Há apenas má-fé nesse argumento que compara fecundação com gestação. Há a intenção de enganar e confundir. Sofisma. Ou então é falta de inteligência, mesmo.

Mas se for assim, o que incomoda tanto os religiosos nas pesquisas com células-tronco? Por que desde Galileu que não batem de forma tão firme na ciência?

Freud disse que o ego do ser humano foi ferido três vezes: 1. com Copérnico (e Galileu), quando a Terra, e conseqüentemente o homem deixou de ser o centro do universo. 2. com Darwin, quando ficou claro que somos fruto da evolução acidental, e não o plano perfeito de um ser superior. 3. com o próprio Freud (psicanálise), quando percebemos que não somos sempre “donos” de nossas ações.

As igrejas, sendo novamente generalista, combateram todas as três teorias acima e, no final, acabaram por ceder a cada uma delas, adaptando-as às suas verdades. E quase sempre utilizando o mesmo argumento: o milagre inexplicável da vida.

Estudando células-tronco e o porque do seu dedo ser um dedo, sua orelha ser uma orelha, seu rim ser um rim, etc… a humanidade desmistifica o “milagre” e o torna um conjunto de conhecimentos.

Os religiosos literais lutarão contra esses dados científicos e perderão suas batalhas. E no final virão com algum argumento que demonstra como esses novos conhecimentos, que antes eram malditos, apenas reforçam sua fé.

Já a ciência deve acumular novos conhecimentos e lidar com seus erros e acertos, sem possibilidade de perdão divino.

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O método científico - explicação breve

Wednesday, January 23rd, 2008

Há, nos extremos, dois tipos de pessoas: os que precisam saber e os que precisam compreender. O primeiro grupo é formado por aqueles que crêem. Existe o céu, a terra, a água e o fogo, em última instância, por vontade de algum sentido ou ente superior e, presumivelmente, incompreensível, ainda que concebível. Não é a toa que na mitologia judaico-cristã um homem não suportaria ver a Deus. Se tal fato fosse possível seria justo perguntar porque nunca ninguém o encontrou, mas aqueles que acreditam sabem da impossibilidade e, mais importante, a aceitam. A isso se dá o nome de fé.

O segundo grupo é formado pelos que precisam compreender. Para este grupo não basta a resposta, é preciso a total compreensão de todos os passos que levaram ao resultado. A esses passos e a busca por essa compreensão se dá o nome de método científico.

É difícil determinar a origem do método científico. Há quem o atribua a Alhacen, o sábio mulcumano que viveu nos séculos X e XI na Mesopotámia e no Egito e estudou anatomia, engenharia, matématica entre outros campos. São seus os primeiros estudos sobre refração da luz. Foi necessária quase uma década para que Alhacem conseguisse formular a pergunta, estabelecer uma hipótese, experimenta-la e concluir. Esses são até hoje os passos principais do método.

A saber:

  1. Caracterizações - observações, medições e definições do objeto ou fenômeno a ser estudado.
  2. Hipóteses - explicações para as medições ou definições do objeto ou fenômeno.
  3. Previsões - uso da dedução lógica nas hipóteses formuladas.
  4. Experimentos - testes dos itens anteriores

Esses itens geralmente são executados na seguinte ordem:

  1. Formulação da pergunta.
  2. Pesquisa de embasamento
  3. Construção das hipóteses
  4. Formulação e execução dos experimentos (teste das hipóteses)
  5. Análise dos dados obtidos
  6. Conclusão
  7. Publicação

Um dos enganos mais comuns que se comete ao descrever o método científico é classificar como “fracasso” toda vez que uma hipótese não é comprovada. Isso deixa claro a incompreensão do que é o metodo em si. Ele busca relações de causa e efeito em fenômenos naturais - observe que natural e espontâneo não são sinônimos - de forma que a alteração de um aspecto ou variável cause outra variação predizível. Portanto, se uma hipótese não é compravada também o resultado é importante: descartou-se um determinado mecanismo de ocorrência e desenvolvimento do fenômeno.

 Cada área do conhecimento deve adaptar o método às suas particularidades. Na medicina e farmacologia, por exemplo, o estudo deve ser duplo-cego: os pacientes e os médicos que administram as drogas não sabem quem recebe o princípio ativo e quem recebe o placebo. Isso é feito para evitar uma expectativa que poderia comprometer o resultado.

ps: com o tempo ampliarei essa página.

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