Monday, February 18th, 2008
Assim como fez no caso dos cartões de débito do governo estadual, esse caso deve ser apurado de forma tão pública quanto possível. Por enquanto, trata-se de uma denúncia contra funcionários da empresa, não há ligações políticas. Se houver, precisam ser estirpadas antes mesmo da apuração. Volto a repetir, para políticos aplica-se a lógica da mulher de César.
Na Folha.
O Metrô de São Paulo admitiu nesta segunda-feira que recebeu uma denúncia anônima sobre o suposto desvio de R$ 1,8 milhão em três licitações realizadas pela empresa e que investiga o caso. Ontem (17), o “Fantástico” da Rede Globo afirmou que funcionários são suspeitos de terem recebido propina para declarar uma empresa de fornecimento de equipamentos contra incêndios, a Ezalpha, como vencedora nas licitações.
Na reportagem, um ex-funcionário do Metrô que teria participado das negociações afirma que preços de equipamentos de combate a incêndio foram superfaturados e a licitação, fraudada. Em 2007, a Ezalpha venceu três licitações do Metrô. Segundo a reportagem, em todas, os preços estavam acima do valor de mercado.
Uma das licitações foi para comprar 200 kits de detectores de fumaça. No processo licitatório, a Ezalpha fez uma oferta na qual cada um sairia por R$ 229,15. O Metrô fez contraproposta e acabou comprando por R$ 225 cada um. Os repórteres da TV compraram uma unidade do mesmo kit, em São Paulo, por apenas R$ 99,70. O preço pago pelo Metrô é 125% maior.
Entre as irregularidades, há suspeitas de que um funcionário do Metrô tenha viajado para a Inglaterra e a Espanha a convite da Ezalpha, sob a justificativa de “ver como se previne um incêndio nas estações da Europa”. Em nota, a Ezalpha afirmou à Globo que a viagem seguiu um procedimento comercial normal. E negou ter superfaturado preços. Leia mais.
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Thursday, February 14th, 2008
Tão bom quanto ver políticos corruptos ou que simplesmente mal-versam o dinheiro público na cadeia, será uma mudança no código penal acabando com o limite de anos para cumprimento de pena, a prescrição para vários crimes e o limite de idade, como se vê na última linha do texto abaixo. Na Folha.
O ex-prefeito paulistano Celso Pitta (1997-2000) sofreu duas condenações, uma cível e outra penal, por fraude e desvio de finalidade na emissão de títulos para pagar precatórios (dívidas judiciais) entre 1994 e 1996, quando era secretário de Finanças na gestão do então prefeito e hoje deputado federal Paulo Maluf (PP).
A operação teria provocado um prejuízo de R$ 600 milhões à prefeitura.
O ex-prefeito não foi localizado ontem para comentar as duas condenações. Nos dois casos, Pitta pode recorrer das decisões.
Na área criminal, Pitta foi condenado, no último dia 7, a dois anos e dois meses de prisão pela 8ª Vara Criminal Federal (primeira instância). Também foi condenado o ex-coordenador da Dívida Pública da prefeitura, Wagner Baptista Ramos, que foi assessor de Pitta na secretaria.
“A trama foi engendrada por Paulo Maluf, que desejava mais recursos para a realização de obras, plataforma de suas campanhas, e executada por Wagner Ramos e Celso Pitta”, escreveu na sentença o juiz Márcio Rached Millani, que permitiu aos dois réus a possibilidade de recorrer em liberdade.
Por ter mais de 70 anos, Maluf foi excluído do processo, como prevê a legislação. Leia mais.
Tags: Celso Pitta, corrupcao, Paulo Maluf, SP
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Friday, February 1st, 2008

No Gazeta do Povo.
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Thursday, January 31st, 2008
Em 2007 o governo federal gastou R$ 75,6 milhões com os cartões corporativos. Essa caixa preta precisa ser aberta ou a festança continuará. Utilizar o dinheiro público para pagar de aluguel de carros a uma simples tapioca de R$ 8,30 é significativo sobre o valor que a atual gestão dá aos recursos confiados a ela pelos contribuintes. O governo se considera “dono” de um dinheiro do qual é apenas fiel depositário.
Não bastasse, a inflada esplanada dos ministérios foi abastecida com esses cartões. Pastas que não possuem justificativa alguma para existir e, portanto, não possuem verbas com as quais trabalhar, utilizam o tempo para proselitismo (com dinheiro público). E a vida segue.
Na Folha.
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União) devem anunciar nesta quinta-feira mudanças na utilização dos cartões corporativos do governo federal após supostas irregularidades cometidas pelos ministros Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca).
Ontem, interlocutores do Planalto avisaram que o pacote de medidas servirá para ampliar a transparência dos gastos públicos. A Folha Online apurou que a iniciativa está sendo coordenada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em parceria com outra pastas.
A decisão foi tomada após a polêmica criada em torno do uso dos cartões corporativos por parte dos ministros. Os cartões, criados para atender despesas emergenciais, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e free shop.
Segundo reportagem de hoje da Folha, o Palácio do Planalto avalia que a melhor solução para o caso da ministra Matilde Ribeiro é a sua saída do governo. Lula deve tomar uma decisão sobre o destino da ministra hoje para evitar mais desgastes para o governo. Leia mais.
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