O uso indevido dos cartões de crédito corporativos do governo
Thursday, January 31st, 2008Em 2007 o governo federal gastou R$ 75,6 milhões com os cartões corporativos. Essa caixa preta precisa ser aberta ou a festança continuará. Utilizar o dinheiro público para pagar de aluguel de carros a uma simples tapioca de R$ 8,30 é significativo sobre o valor que a atual gestão dá aos recursos confiados a ela pelos contribuintes. O governo se considera “dono” de um dinheiro do qual é apenas fiel depositário.
Não bastasse, a inflada esplanada dos ministérios foi abastecida com esses cartões. Pastas que não possuem justificativa alguma para existir e, portanto, não possuem verbas com as quais trabalhar, utilizam o tempo para proselitismo (com dinheiro público). E a vida segue.
Na Folha.
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União) devem anunciar nesta quinta-feira mudanças na utilização dos cartões corporativos do governo federal após supostas irregularidades cometidas pelos ministros Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca).
Ontem, interlocutores do Planalto avisaram que o pacote de medidas servirá para ampliar a transparência dos gastos públicos. A Folha Online apurou que a iniciativa está sendo coordenada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em parceria com outra pastas.
A decisão foi tomada após a polêmica criada em torno do uso dos cartões corporativos por parte dos ministros. Os cartões, criados para atender despesas emergenciais, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e free shop.
Segundo reportagem de hoje da Folha, o Palácio do Planalto avalia que a melhor solução para o caso da ministra Matilde Ribeiro é a sua saída do governo. Lula deve tomar uma decisão sobre o destino da ministra hoje para evitar mais desgastes para o governo. Leia mais.
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