economia, política e blog ‘n’ roll

Projeção indica PIB negativo de 0,3%

Monday, April 13th, 2009

E a marolinha prossegue… No UOL.

As instituições financeiras que atuam no Brasil revisaram para baixo, pela sexta semana consecutiva, sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2009. A nova projeção é de uma retração de 0,3%; se for concretizada, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1992, quando caiu 0,46%.

No levantamento anterior, divulgado na semana passada, a estimativa era de redução de 0,19%. Há seis semanas, a projeção era de que o PIB cresceria 1,5% neste ano. Há um ano, a expectativa era de alta de 4% (veja gráfico abaixo).

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Ano será o pior ano para comércio mundial desde 1945, diz OMC

Monday, March 23rd, 2009

No Estadão:

GENEBRA - O comércio mundial terá seu pior ano desde a Segunda Guerra Mundial. A previsão é da Organização Mundial do Comércio (OMC) que, em um relatório, aponta que o volume de exportações e importações no planeta será reduzido em 9% em 2009.

Nos países ricos, a queda de exportações será de 10%. Já a queda nos países emergentes ficará entre 2% e 3%. Mas o impacto promete ser mais duro para essas economias. Muitos, como Coréia do Sul, China, Brasil ou México, contam com as exportações como parte do incentivo a suas indústrias nacionais.

O Banco Mundial, no início do ano, havia alertando que a queda poderia ser a pior desde 1982. Mas o Escritório de Análise Econômica da Holanda já previu há uma semana que a redução seria de 12%.

Para a entidade que serve de ponto focal do comércio mundial, a queda de 9% é resultado da redução da demanda mundial.

O relatório estava sendo mantido sob embargo até quarta-feira. Mas jornais e agências de notícias da Europa já publicaram hoje mesmo a nova estimativa.

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A mentira da poupança e a verdade dos juros

Tuesday, March 17th, 2009

Não vou me gabar de já ter explicado aqui porque a taxa básica de juros no Brasil é tão alta. E vou ficar “humilde” porque a explicação é o óbvio ululante:

Creio estar na hora de acabar com uma fábula corrente no noticiário econômico brasileiro, a de que a alta taxa de juros existe para controlar a inflação de mercado, aquela dos preços nas prateleiras dos supermercados. Ah, sim, existe pra isso também. Mas o principal fator para o exorbitante valor nominal do juro oficial no Brasil é o volume de dinheiro gasto pelo estado.

O governo brasileiro rola sua dívida com títulos públicos, até aí nada demais, todos fazem. A questão é que o estado por aqui custa muito caro à população, dependendo de quem faz o cálculo vai de 33% a 39% do PIB. Como o investidor sabe que o governo PRECISA do seu dinheiro e que a dívida é MUITO grande, cobra caro pelo empréstimo. De forma bastante resumida, “isso” (necessidade x risco) é a taxa SELIC. Como se reduz o custo de captação do dinheiro pelo estado? Simplesmente diminuindo os gastos, afrouxando o cinto. É o equivalente a dizer para o investidor: -Olha, eu preciso do seu dinheiro, mas não estou com a corda no pescoço, então vou procurar quem me faça um empréstimo a preço mais convidativo. É justamente o oposto do que fez o governo Lula desde que se instalou, aumentou, ano a ano, os gastos em contas correntes. O governo hoje tem uma despesa fixa maior que a existente quando Lula assumiu.

Só que os tempos de bonança acabaram, chegou a época de estimular a economia interna. Uma das melhores formas de se fazer isso é queda na taxa de juros, isso diminui o custo financeiro das empresas e facilita o endividamento do consumidor.  E é o que o banco central começou a fazer. Mas tiraram areia de um buraco para tapar outro.

Com essa queda, a poupança passou a render mais do que os títulos do governo. Ora, se você é um investidor vai procurar a aplicação que lhe dá o maior retorno. Seu dinheiro estava em títulos públicos? “Tira” de lá e coloque na poupança. O efeito disso? Atrapalha, pra ser eufêmico, a rolagem da dívida do governo. A solução? Uma mentirazinha básica. Lula bradou que vai proteger os pequenos poupadores. Como? Fazendo com que ganhem menos. De forma simples, a poupança tem que ficar atrás da SELIC, então diminui-se a remuneração da caderneta. E aquela lei que garante 0,5% de rendimento ao mês aos poupadores? Atropela-se ou muda-se.

Não entendeu como ganhar menos protege o pequeno poupador e a classe média? Pois é, porque não possui esse efeito. Protege, isso sim, a má gestão pública. Há alternativa? A essa altura, provavelmente não. Foram 6 anos do maior crescimento mundial desde o mercantilismo jogados fora.

No final das contas talvez o governo arrume uma fórmula para preservar o pequeno poupador (taxar em função do volume poupado, ou qualquer outro absurdo), e o messias de Garanhuns irá propagar mais esse milagre. Haja fé.

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Analistas projetam PIB ainda menor

Monday, March 16th, 2009

Da reuters:

O mercado financeiro brasileiro reduziu fortemente sua estimativa para o crescimento econômico de 2009, após dados recentes mostrarem uma fraqueza maior que a esperada entre o fim do ano passado e o início deste, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.

Os analistas cortaram também os prognósticos para a taxa de juro Selic, depois de o Banco Central ter feito na semana passada a maior redução desde novembro de 2003, e para a inflação de 2009.

A previsão para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 caiu de 1,20% na semana anterior para 0,59%, o que seria o menor crescimento desde 1999. O cenário para 2010 permaneceu em 3,50%.

Nas duas últimas semanas, o mercado recebeu os números de produção industrial do país em janeiro bem abaixo do esperado e uma contração maior que a previsão do PIB no quarto trimestre de 2008.

A estimativa do mercado para a produção industrial deste ano foi reduzida de queda de 0,04% na semana anterior, para recuo de 1,59% nesta. O setor deve recuperar-se em 2010, com crescimento de 4%, segundo o Focus. Leia mais.

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Crise: empresários projetam crescimento zero em 2009

Friday, March 13th, 2009

Enquanto Lula e Dilma brincam de faz de conta, 80% dos empresários brasileiros projetam um cenário ruim. Na Folha.

Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A pesquisa também mostra que quase metade das empresas (47%) acredita que a crise vá se estender pelos próximos anos (para 2010 ou mais). Outras 31% avaliam que a crise pode ser superada neste ano. “Tudo indica que o processo de recuperação da economia mundial virá só em 2010″, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
Para ele, os dados já divulgados neste ano derrubam a teoria de que o Brasil está protegido contra a crise. “O mundo está pior e o Brasil está ficando também pior. Aquela teoria do descolamento do Brasil é frágil. O Brasil vai caminhando de acordo com o mundo.”
A pesquisa mostra também que 83% dos empresários disseram ter sido afetados pela crise no primeiro trimestre deste ano.

Crescimento zero
A CNI voltou a afirmar que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 2009 deve ter um crescimento próximo de zero neste ano.
No início da semana, o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, havia dito que a indústria pode fechar o ano no vermelho. Para que isso não ocorra, o setor precisa reverter o movimento de desaceleração e crescer 12% entre fevereiro e dezembro.
Os dados sobre o faturamento de indústria divulgados pela entidade mostraram uma queda de 13,4% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a maior retração da série da entidade, iniciada em 2004. Houve também um recuo de 4,3% em relação a dezembro.

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Economia desaba 3,6% e Lula e Dilma encomendam óleo de peroba

Thursday, March 12th, 2009

Deu em todos os lugares, o Brasil teve no último trimestre de 2008 um dos piores desempenhos do mundo e o PIB em relação ao trimeste anterior desabou 3,6%. A queda foi tão grande que se espera estabilização para o primeito trimestre de 2009. Como a variação é medida em relação ao trimestre anterior, o fato de já ter caido muito tende a fornecer um piso.

A questão principal é a reação do governo brasileiro ao longo da crise. Esse período de reajusto econômico teve seu momento filme-catástrofe com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers (setembro/2008), mas na verdade começa com a crise imobiliária americana ainda em 2007. Ou seja, estamos já há um ano e meio em crise. E qual foi a reação do messias de Garanhuns , da equipe econômica e da senhoura Dilma Rousseff? Desdenharam publicamente da crise. Quem não se lembra de Lula adjetivando a quebra de bancos e corretoras mundo afora como uma marolinha?

Pois bem, ainda em setembro de 2008 ficou claro que a crise estava por aqui. As empresas e bancos brasileiros não conseguiam mais financiamentos no exterior e, por consequência, o crédito interno sumiu. E o pouco que havia era oferecido com taxas proibitivas. As exportações, como era de se esperar, cairam fortemente. Para alguns setores a queda foi quase catastrófica. O de carne bovina caiu mais de 30% apenas em janeiro. É fácil perceber isso nas gôndolas dos supermercados e açougues. Com o encolhimento do mercado externo sobra produto por aqui e o preço cai. E o que disse nosso onisciente líder? Afirmou que a crise era um problema dos países ricos e que o Brasil, na pior das hipóteses, sofreria uma desaceleração no ritmo de crescimento. Os fatos insistiram em desafiar a lógica governista e fomos informados sobre o desempenho da economia brasileira no final de 2008. Nas últimas semanas, o governo já sabendo da estimativa, começou a dizer que o “Brasil seria o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela”. Mas peraí, menos de dois meses antes a marola sequer chegaria até aqui?

Mas a gota d’água foram as declarações dilmistas dizendo que já esperava por isso e estavam trabalhando para reverter a situação. Mais afirmou que já vinha avisando sobre a crise? Só se alertou na língua thucarramae! O pior de tudo, não há dinheiro para um plano de estímulo à economia. Em sua sede eleitoral o lulo-petismo sugou cada centavo da arrecadação recorde de impostos e canalizou para o aumento das despesas fixas do governo e do bolsa eleitoral.

A famosa frase atribuida ao ministro da propaganda nazista, Goebbels, que uma mentira contada mil vezes torna-se verdadeira parece ter afetado, nesse caso, os próprios contadores de causos, ou então eu (nós) tenho (temos) cara de palhaço.

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Desemprego: Brasil perde 797 mil vagas desde novembro

Friday, February 20th, 2009

Ouvi o messias de Garanhuns espernear contra a Embraer. A fabricante de aviões  até pouco tempo era alardeada como uma maravilha brasileira, afinal adicionava um produto de altíssima tecnologia e valor agregado à nossa carteira exportadora de minério de ferro e soja. Qual a bronca de Lula? Bem, a Embraer anunciou a eliminação de 4.000 postos de trabalho. Não havia escolha, a empresa investiu e tomou emprestado para aumentar a produção enquanto as vendas despencaram, a única solução foi reduzir drasticamente os custos. Num país onde cada trabalhador custa à empresa o DOBRO do seu salário, os cortes sempre irão começar pela folha de pagamento.  O que chama atenção é a lógica lulista. Quando A INICIATIVA PRIVADA criou centenas de milhares de empregos, Lula dizia que isso era resultado do seu governo, agora que têm que demitir, quem despede são “eles”. Aproveitando o apreço do messias por metáforas futebolísticas, parece aquele técnico de futebol que diz “eu ganho, nós empatamos, vocês perdem”.
Ah, sim, as demissões acontecem, entre outros motivos, porque o governo não aproveitou o período de ouro da primeira década do século para fazer as reformas trabalhista e tributária.

Na folha:

O mercado de trabalho formal brasileiro já perdeu 797,5 mil vagas desde novembro. O número é equivalente ao da população de São Bernardo (SP), com 781 mil habitantes. Em janeiro, pelo terceiro mês seguido, as demissões superaram as contratações com carteira assinada, e o saldo de vagas ficou negativo em 101.748 postos.
Foi o pior resultado para o mês de janeiro da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento mensal de vagas formais do Ministério do Trabalho. A última vez em que houve saldo negativo de empregos formais em janeiro foi em 1999- ano da desvalorização do real. Leia mais.

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Europa tem a maior recessão em 50 anos

Saturday, February 14th, 2009

E por aqui, de olho nas eleições, o governo continua com aquele papo “conosco está tudo bem”.

“sexta-feira 13″ da União Europeia (UE) confirmou as previsões que vinham sendo feitas pelo mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do maior bloco comercial do mundo recuou 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, quando havia decrescido 0,2%. O mesmo porcentual foi registrado na zona do euro, configurando a maior recessão dos países da região nos últimos 50 anos. Os dados foram divulgados ontem pelo Escritório Estatístico das Comunidades Europeias (Eurostat).

No conjunto do ano de 2008, o PIB da zona do euro cresceu 0,7% e o da União Europeia, 0,9% - segundo projeção parcial. Em relação ao mesmo período de 2007, a taxa também foi negativa: 1,1%. “A economia da zona do euro começa a sucumbir com a queda brutal do preço das ações das grandes multinacionais, a redução dos investimentos e a produção industrial em recuo, em especial na Alemanha”, disse ao Estado o economista Sylvain Broyer, analista do banco Natixis, em Frankfurt.

Dos 27 países-membros, 15 divulgaram dados ontem. Sete estão em recessão, dentre os quais cinco das maiores economias: Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e Holanda. Na Estônia, a atividade se contraiu 9,4% no quarto trimestre, uma queda inédita na história do país.

A mais grave queda foi, de acordo com o Eurostat, a da Alemanha, cujo PIB recuou 2,1% - o pior desempenho desde a reunificação do país, em 1990. No terceiro trimestre, a economia alemã, cujos bancos foram muito atingidos pela crise do sistema financeiro internacional, já havia regredido 0,5%. “A situação se degrada rápido porque o país é grande exportador para mercados que enfrentam recessão severa, como os Estados Unidos, o Japão e a Rússia”, explica Broyer.

O Eurostat também confirmou a recessão no Reino Unido, onde o recuo foi de 1,5% no quarto trimestre, ante 0,6% no terceiro. A Itália também se afundou na recessão: queda de 1,8% do PIB, após recuo de 0,6%. Leia mais.

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Crise: zona do euro desaba

Thursday, February 12th, 2009

Enquanto o governo brinca de tudo bem no reino de Lulinha Paz e Amor e Dilma Barbie o resto do mundo sofre com a crise. Notícia da Reuters que circula pelos jornais e sites de hoje:

A produção industrial da zona do euro registrou uma queda recorde em dezembro, mostraram dados nesta quinta-feira, apontando para um aprofundamento da recessão na região e aumentando os argumentos favoráveis a um corte mais forte da taxa de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) no próximo mês.

A produção das indústrias nos 15 países que usam o euro como moeda teve uma queda mensal em dezembro de 2,6% e um tombo de 12% na comparação anual, a queda mais acentuada desde que os dados começaram a ser coletados em 1990, informou a a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Economistas consultados pela Reuters esperava uma queda mensal de 2,1% e um recuo anual de 8,9%. Leia mais .

Se não for o suficiente, a Espanha entra oficialmente em recessão:

O PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha registrou queda de 1% no quarto trimestre de 2008 em relação ao período anterior, na segunda baixa consecutiva, o que faz o país entrar oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, segundo estimativas do INE (Instituto Nacional de Estatísticas) divulgadas nesta quinta-feira.

O PIB do quarto trimestre caiu 0,7% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo o INE.

“A queda do índice acontece em consequência de uma contribuição negativa da demanda nacional que foi compensada, em parte, pelo aporte positivo do setor externo”, explicou o instituto em um comunicado.

A queda do PIB no terceiro trimestre foi de 0,2% em relação ao segundo trimestre. Dois trimestres de contração do PIB (Produto Interno Bruto) definem uma economia em recessão, segundo economistas.

Os dados do quarto trimestre deixam o crescimento econômico espanhol no conjunto de 2008 em 1,2%, contra 3,7% registrados em 2007, que foi o maior em muitos anos, acima da média da zona do euro.

No último dia 28, o Banco da Espanha (BC do país) já havia informado que a economia espanhola entrou em recessão, com uma contração de 1,1% no trimestre passado, na comparação com o terceiro –quando também houve queda, de 0,2%, em relação a um trimestre antes.

Para este ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia da Espanha sofrerá uma contração de ao menos 1%. Para o Fundo, a recuperação do país depende da aplicação de reformas profundas. Em novembro, Zapatero anunciou que o governo destinará 11 bilhões de euros para obras e equipamentos públicos como intuito de criar postos de trabalho e recuperar a economia.

No mês passado, o número de desempregados na Espanha subiu em 198.838 pessoas e agora está na marca recorde de 3.327.801 pessoas, segundo o Ministério do Trabalho e Imigração. Desde janeiro de 2008, o desemprego subiu 47,12%, enquanto de dezembro de 2008 até o mês passado teve alta de 6,35% no país.

E a oposição, de olho em 2010 não fala da crise sobre o tamanho que tem. Por quê? Oras, ninguém gosta de notícia ruim, então ficaria a oposição falando de crise e o Lula de bonança. Além do que, Lula é adepto do bushismo tupiniquim: os que estão contra mim estão contra o Brasil. E a oposição deixa que ele venda esse discurso autoritário. Eu realmente não entendo essa gente.

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O governo Lula é do Cacex

Tuesday, January 27th, 2009

O Brasil só pode crescer se participar mais do comércio mundial. Claro que é preciso manter as contas em dia, mas burocratizar não é, e nunca foi, a solução.

Além do quê cômico: dois ministros, como é padrão no governo do messias de Garanhuns, se desentendem em público. Como diria aquele comentarista de futebol: -Ahh, que beleza!

GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA

Em uma decisão que pegou de surpresa as empresas de comércio exterior, o governo passou a adotar desde ontem uma série de barreiras não-tarifárias ao ingresso da grande maioria de produtos importados. Na prática, a medida significa a volta do sistema de controle das importações adotado pelo país nas décadas de 70 e 80, quando o Brasil era um pequeno exportador e importava 80% do petróleo que consumia.
O que mais chamou a atenção foi a forma com que o governo comunicou a decisão ao setor. Em vez de uma portaria ou uma comunicação formal, o Ministério do Desenvolvimento anunciou a nova medida por meio de uma nota publicada na sexta-feira passada no Siscomex, o sistema usado para controlar o comércio exterior.
A nota no Siscomex informa que será exigida a partir da data de ontem a apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para quase todos os produtos que entram no país. A lista é ampla e abrange praticamente toda a pauta de importações do país: produtos de moagem (trigo), plásticos, cobre, alumínio, ferro, bens de capital, material eletroeletrônico, autopeças, automóveis e material de transporte em geral, entre outros.
A exigência da LI tinha sido abolida no país nos últimos anos. A importação era praticamente automática. A única exigência era de uma declaração de importação (DI), que era feita pelo próprio importador, apenas para efeitos estatísticos.
Já as LIs podem demorar até 60 dias para serem concedidas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e se assemelham muito às guias de importação da época da Cacex (Carteira de Comércio Exterior), o órgão que era responsável pelo controle da entrada de produtos no país nas décadas de 70 e 80. A Cacex foi extinta em 1990 e, desde então, o Brasil sempre tem atuado no sentido de liberalizar o comércio exterior.
De acordo com o que a Folha apurou, a medida adotada pelo Ministério do Desenvolvimento não conta com o apoio dos técnicos da Fazenda. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá se reunir hoje com o ministro interino do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, para discutir a decisão.
No início da noite de ontem, a assessoria do Ministério do Desenvolvimento ligou à Folha para informar que o objetivo da medida foi fazer um “acompanhamento estatístico” de uma série de produtos importados pelo país, e as importações barradas ontem seriam liberadas rapidamente. Leia mais.

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