economia, política e blog ‘n’ roll

Lula, o esquerdista

Wednesday, October 29th, 2008

Abaixo, trechos de reportagem da Folha enunciando declarações do messias. Meus comentários em azul.

Sem citar nomes ou instituições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar ontem os empresários que apostaram na especulação…
Não foi à toa que não citou nomes, com eles a imagem não ficaria tão bem caracterizada. Lula revive o bicho-papão dos esquerdistas, desde a revolução francesa é assim: o burguês (empresário) sanguinolento. Essa imagem está bem colada na cabeça da população, todos são capazes de imaginar esse mosquito da dengue atuando em seus bolsos.

e disse que chegou a hora de os políticos entrarem em ação para defender que o sistema financeiro ganhe dinheiro aplicando em coisas que gerem riquezas, produtos e empregos.
O que também impresssiona é a total incapacidade (ou seria intencional?) de compreender gestão financeira de uma empresa. Para quem foi presidente de um grande sindicato isso é quase impensável. O dinheiro não entra no caixa e vai para “investimentos produtivos”, seja lá o que for isso. Pode ser redirecionado para o custeio da empresa, para formar caixa vizando um investimento futuro, etc… E fazer o que durante todo esse tempo? Guardar embaixo do colchão? Ah, tenha a apócrifa paciência! (a paciência santa, como se sabe, é reservada ao messias) O dinheiro irá para o mercado (óbvio!), ganhando ou perdendo até chegar a hora de ser usado.

De acordo com o presidente, o Estado volta a ter um “papel extraordinário” em meio à crise econômica mundial. “Todas essas instituições, que passaram três décadas negando o papel do Estado, na hora que tem uma crise procuram o Estado em que não confiam para socorrê-las das crises provocadas por elas mesmas”, afirmou.
E lá vamos nós, de novo. Como se vê, a cada oportunidade surgida o petismo tenta “reforçar” o  estado e seu “papel extraordinário”. Parece até que os estados não são parte do sistema financeiro internacional. Fica-se com a impressão que os governos não investem o seu dinheiro em outros mercados. Quanto às empresas procurarem o estado, isso é uma meia-verdade. No caso do sistema financeiro o estado vai ao encontro porque é melhor gastar agora do que colher uma década de depressão econômica (leia a lição japonesa), o que representa menos impostos recolhidos.

“Não podemos permitir que alguém fique rico trocando apenas papéis. Às vezes, os papéis perpassam oito, nove, dez instituições, todas ficando ricas, sendo que poucas vezes se gerou a produção de um paletó”
Por partes. Ficar rico “trocando apenas papéis” é mais do legítimo, é necessário. Quando alguém compra papéis de uma empresa, na prática, financia essa empresa. Agora, eu também sou contra a farra dos derivativos, alguns desses papéis parecem simplesmente jogos de azar, mas dai a tentar controlar o fluxo dos papéis em geral é apenas uma tentativa de controlar o fluxo de capitais. Foi esse mesmo fluxo de capitais que nas últimas duas décadas, mas sobretudo na última, retiraram mais pessoas da miséria do que em toda a história da humanidade.

Em seguida, o presidente afirmou que o Brasil não precisaria sofrer com a crise e explicou por que o Brasil “vive sinais da crise”. “Porque alguns setores da economia brasileira resolveram investir numa coisa chamada derivativos. Não era fazer hedge [instrumento para se proteger de possíveis oscilações cambiais]. Resolveram ganhar um pouco mais, tentando construir um cassino após o hedge para ganhar com a especulação da desvalorização do dólar e da valorização do real. Portanto, quem foi para a jogatina perdeu”
Peraí, na semana passa apostavam contra o Real e agora apostavam a favor? Presidente, quem é seu consultor econômico, o Mantega? Mas enfim, decorou bem o discurso: quem foi pra jogatina perdeu ou ganhou, está na regra. E quem com sua perda coloca todo o sistema financeiro em risco deve ir pra cadeia, exatamente como no Proer que Lula e sua turma não cansaram de atacar, mas que nas últimas semanas citaram como exemplo do Brasil para o mundo. Ahh, sim, se banqueiros e gestores irresponsáveis da época do Proer ainda não estão, e talvez nunca estarão, atrás das grades, envie a conta para os partidos políticos, como o do presidente, que não votam leis penais mais severas. E olhe que eles são maioria no congresso há 6 anos.

Com se vê, Lula volta ao discurso esquerdista de mais estado, mais estado e um pouco mais de estado. Claro, afinal, eles, os iluminados, é que nos dirão o que é certo ou errado. O que é investimento produtivo ou não. O que é hedge ou não. E no final, quando percebemos, o que pode ser escrito ou não.

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Crise: a lição japonesa

Thursday, October 9th, 2008

Na década de 1990, o sistema bancário japonês estava podre por dentro. Má gestão levou os bancos do país a uma situação calamitosa. O resultado foi uma quebradeira de várias instituições financeiras, alguns suicídios e uma década de recessão.

Pouco depois, foi a vez do Brasil. Também por culpa da má gestão, algumas instituições (o caso mais famoso é o do Banco Nacional) estavam super-alavancadas (grosso modo, deviam mais do que podiam) e certamente iriam quebrar. A solução brasileira foi evitar a crise sistêmica e a descofiança no sistema financeiro. Para isso foi criado o PROER. Consistia basicamente em utilizar dinheiro do contribuinte para evitar quebras e “corrida” (todos os correntistas querendo sacar seu dinheiro ao mesmo tempo). Algumas instituições foram “estimuladas” a absorver outras, caso do Unibanco que ficou com o Nacional. Deu certo, o Brasil escapou do tsunami japonês e em poucos anos já possuia um sistema financeiro novamente saudável. Condição que se mantem até hoje.

Agora a mesma situação está nos EUA e Europa. Cada país, de forma diferente, faz o seu “proer”. Alguns, como Alemanha e Irlanda, garantem a totalidade dos depósitos bancários (estancam a corrida). Outros, como a Inglaterra, compram ações ordinárias dos bancos, que na pratica equivale a capitalizar essas instituições, dando fôlego e margem de manobra a elas.  Em todos, instituições à beira do abismo são repassadas, de uma forma ou de outra, para grupos mais sólidos.

Ao contrário do que acreditam alguns esquerdistas pós-adolescentes, crise no sistema bancário não é bom para ninguém. Nem é divertido.

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Por que a economia continua afundando?

Monday, October 6th, 2008

O pânico continua solto, o motivo pra isso é que os investidores perceberam que o plano americano não resolve os problemas, funciona apenas como calmante. O que surpreende é a brevidade dessa “tranquilidade”.

Ainda nessa manhã o dólar chega a R$ 2,16 (às 10h25), a bolsa em Moscou cai mais de 9% e o BC europeu afirma que irá injetar US$ 50 bilhões a taxa de 4%, para aumentar a liquidez. O governo e bancos da alemanha montaram um plano de 50 bilhões de euros para salvar o Hypo Real State, um dos que mais sofrem com a crise dos títulos hipotecários.

Os governos da Alemanha, Irlanda e Grécia garantiram 100% dos depósitos bancárias. O movimento ousado provavelmente serve para evitar a corrida aos bancos.

Curioso que ninguém mais fala do tal plano de pouso suave de Allan Greenspan, ex-presidente do banco central americano. Pois é, não deu.

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Crise nos EUA: o plano não garante nada, mas acalma

Friday, October 3rd, 2008

Introdução: se você ainda não entendeu toda essa confusão, leia esse texto e saiba em 20 linhas sobre o que é a crise no mercado financeiro.

O plano de recuperação da economia foi aprovado pelo congresso americano. Na opinião da maioria dos analistas, o plano não garante muita coisa, mas acalma correntistas e o mercado. Vamos a alguns dos principais pontos.

1. Aumento de US$ 100 mil para US$ 250 mil na garantia de depósitos dos clientes bancários
No jargão bancário, nenhuma instituição, por maior ou mais tradicional que seja, aguenta uma “corrida”. Por “corrida” entenda-se os clientes indo em massa ao banco sacar seus depósitos ou investimentos. Isso porque um banco, grosso modo, empresta mais do que possui. Portanto, se forem todos ao mesmo tempo, faltará dinheiro.
Ao aumentar o limite da garantia ficam coberta a maioria esmagadora das contas e os correntistas sentem-se mais seguros e não vão retirar o dinheiro da instituição no primeiro boato negativo.

2. Ampliação da isenção da “Taxa Mínima Alternativa”, o que acarreta menos impostos ao contribuinte

3. Vantagens fiscais e outros incentivos para empresas ou pessoas que invistam em energias renováveis (usinas solares ou compra de carros elétricos)

4. Isenções fiscais para empresas que investirem em pesquisa e para pequenas lojas e restaurantes que gastarem em melhorias

Os itens 2, 3 e 4 mandam uma mensagem ao consumidor e ao empreendedor: o estado não irá retirar dinheiro do consumo e também irá ajudar os pequenos empreendedores a investir em seus negócios.
É fundamental encontrar meios de incentivar o consumo, que é a base da economia americana. E também é importante oferecer crédito (e cortar impostos é uma forma de colocar mais dinheiro como investimento particular do que estatal) para as pequenas empresas, pois serão fortemente afetadas pela atual crise de crédito. Alguns bancos não cortaram o crédito de seus clientes, mas informam que os recursos só estarão disponíveis “dentro de algum tempo”. Em tempos de desconfiança mútua, os correntistas tentam se proteger das empresas do mercado financeiro e as empresas dos seus tomadores. “Quebrar o gelo” é fundamental.

5. Ganhos dos diretores das companhias participantes do programa serão limitados. Os dirigentes não poderão receber bônus milionários quando forem demitidos. Empresas que remunerem diretores com mais de US$ 500 mil ao ano pagarão mais imposto
Esse artigo é uma resposta à opinião pública. Ninguém compreende como um administrador leva uma empresa à beira do precipício e ainda recebe gordos salários e comissões. Pra dizer o mínimo, pega mal. Até agora o estado americano entendia que esse era um problema dos acionistas das empresas, mas com a ajuda governamental essas companhias passam a ter como “sócios” os contribuintes, por isso critérios políticos passam a contar mais.

6.A Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), entidade responsável por garantias de seguros,  não terá limites para tomar recursos emprestados do Departamento do Tesouro para assegurar os pagamentos.
Não foi por acaso que a seguradora AIG foi a primeira a ser socorrida. Uma empresa como essa significa TRILHÕES de dólares em economias da vida inteira, previdências privadas, poupança para financiar faculdade dos filhos, etc… O pacote diz que agora não há limite para resguardar as empresas que operam esses investimentos. Qualquer um se acalma ao saber que, na pior das hipóteses, ao menos receberá o dinheiro do seguro.

É isso, o pacote certamente não resolve todos os problemas da crise, longe disso!, mas tranquiliza as pessoas o suficiente para que respirem e tomem decisões mais calmas.

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Entenda a crise americana

Friday, September 19th, 2008

Recebi essa por email, naquelas correntes em que um envia pro outro, que envia pra fulano, que remete pra… e assim vai, até que ninguém mais sabe a origem. Uma pena, adoraria dar crédito ao gênio que escreveu o texto abaixo.

É assim ó:

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CCB, CDO, CDL, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, LME, NYSE, CBOT cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifu.

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Crise mundial traz investimentos da Hyundai para o Brasil

Wednesday, September 17th, 2008
Cifrao e dolar

Cifrao e dolar

Nos últimos dias as bolsas operaram em baixa o dólar em alta no mercado brasileiro por conta da crise financeira nos países ricos. Vários investidores tiraram o seu dinheiro do Brasil vendendo suas ações e outras posições. Como essa enxurrada de venda aumentou a oferta, o preço por ação na bolsa caiu. Após a venda, esses investidores são obrigados a ir ao mercado de câmbio trocar seus reais pela moeda americana, o que provoca um aumento da demanda e a consequente alta do dólar.

Isso se deu no mercado financeiro. A economia real, não gosto muito dessa expressão, opera de forma diferente. Nesse caso, as mercadorias e serviços possuem um valor que pode ser mensurado mais facilmente. Além disso, o resultado é medido efetivamente por vendas, é necessário vender. E com a crise de crédito na Europa e EUA, os BRIC (Brasil, Russia, Índia e China) ficam ainda mais atraentes.

Um exemplo disso é a montadora coreana Hyundai, que anunciou a intenção de construir uma fábrica no Brasil, perto de São Paulo. A capacidade estimada será de 100 mil veículos/ano, e visa principalmente os mercados brasileiro e sulamericano.

Interessante o fenômeno que ocorre, após um forte crescimento dos BRICs (se bem que eu deixo o Brasil de fora do “forte”) alimentando EUA, Europa e Japão, chegou a vez de suprir uma população interna que obteve um aumento real de renda e pode consumir mais. É bem provável que os quatro ajudem o sistema financeiro internacional se “curar” de forma mais rápida, ou menos lenta.

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Bolsas operam sob a tensão de novas perdas

Friday, February 15th, 2008

Depois de um comunicado do banco UBS, as bolsas voltaram a operar sob forte tensão.

No Estadão.

O mercado financeiro mundial opera nesta sexta-feira, 15, pressionado por perspectivas negativas. Segundo relatório divulgado pelo UBS, se a situação das seguradoras de bônus piorar, bancos em todo o mundo “continuariam em risco” de baixas contábeis adicionais de US$ 120 bilhões.

Como conseqüência, as bolsas européias entraram em baixa depois de uma leve alta sustentada pelos ganhos de empresas químicas e mineradoras. Londres, que operava em ligeira alta, virou e caía 0,25% por volta das 9h50; Paris estava em -0,60% e Frankfurt, em -0,01%. Os mercados asiáticos também tiveram resultados negativos nesta sexta, à exceção de Hong Kong, que teve recuperação no final do pregão, e de Taiwan.

As bolsas da China fecharam em queda. O índice Xangai Composto caiu 1,2% e o Shenzhen Composto perdeu 0,7%. A Bolsa da Coréia fechou em ligeira baixa de 0,2%. O mercado filipino encerrou em queda, seguindo Wall Street e refletindo as preocupações sobre a situação política local. O índice PSE Composto recuou 0,9%. Já na Austrália, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,4%. Leia mais.

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Montanha russa nas bolsas

Thursday, January 24th, 2008

Continua o sobe e desce incesante nas bolsas de valores do mundo inteiro. Ninguém sabe ao certo o que esperar e qualquer boato ou notícia, boa ou ruim, provoca ânimos extremados e movimentos gigantescos de compra e venda. Veja o que vai no Folha:

As Bolsas européias operam com altas significativas nesta quinta-feira, após dias de quedas, com o ânimo trazido pelo fechamento positivo em Nova York ontem. A situação, no entanto, ainda é de incerteza nos mercados, que têm registrado forte oscilação nos últimos dias, sem direção definida, devido ao temor de uma recessão nos EUA.

Às 11h30 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 4,15%, operando com 5.841,90 pontos; a Bolsa de Paris subia 4,27%, para 4.834,81 pontos; a Bolsa de Milão subia 3,22%, para 25.683 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 5,27%, indo para 439,10 pontos; e a Bolsa de Zurique subia 3,99%, para 7.649,30 pontos. Pouco antes a Bolsa de Frankfurt tinha ganho de 5,56%, indo para 6.796,59 pontos. Leia mais.

Provavelmente escolhi mal o título. Da forma como apostam tudo devia ter escrito “Roleta russa nas bolsas”.

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FED derruba juro dos EUA em 0,75%

Tuesday, January 22nd, 2008

O Federal Reserve ou Fed, banco central americano, antecipou em uma semana sua reunião e anuncio um corte de 0.75% na taxa básica de juros, que agora está em 3.5%. Essa é mais uma medida emergencial para combater a crise gerada pelos créditos podres do setor imobiliário americano, decorrentes dos empréstimos com perfil ruim (subprime). Também foi anunciada uma queda 0.75% na taxa de redesconto, que agora está em 4%. Essa é a taxa que o Fed utiliza para emprestar  diretamente aos bancos comerciais.

O impacto das medidas foi sentido de forma quase instantânea com recuperações das bolsas do mundo inteiro. A Bovespa operava agora há pouco (11h20) em alta de 2.25%.  Às 11h30 o S&P500 futuro registrava alta de 1,63%, Nasdaq-100 de 1.45%, assim como alguma das principais bolsas européias (Paris, Frankfurt, etc…)

Há uma dúvida generalizada se os paises emergentes serão capazes de manter suas taxas de crescimento em uma eventual recessão americana. As sinalizações de forte corte na taxa de juros e diminuição de impostos contribui para um pouco mais de calma (ou menos pânico) nos mercados.

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Presidente do FED defende corte de juros e impostos

Thursday, January 17th, 2008

No Estadao.

O presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, voltou a repetir que, se necessário, vai promover um corte “substancial” na taxa de juros do país e defendeu a implementação rápida de um pacote de estímulo fiscal. Em comentários previamente preparados para sua aparição ao Comitê do Orçamento da Câmara, ele disse que os riscos de uma desaceleração da economia norte-americana estão mais pronunciados e a inflação se acentuou bastante recentemente. Após as declarações de Bernanke, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto disse que o presidente George W. Bush concluiu que a economia dos EUA precisa de um estímulo de curto prazo. Bush consultará o Congresso ainda nesta quinta-feira.

“A ação fiscal pode ser útil em princípio, já que os estímulos fiscais e monetários, juntos, podem dar mais suporte à economia do que as medidas monetárias sozinhas”, avaliou Bernanke. No entanto, ele especificou que é “criticamente importante” que qualquer medida fiscal seja posta em prática rapidamente e tenha o impacto máximo em 12 meses. Qualquer outro efeito teria mais danos que benefícios, alertou Bernanke. leia mais.

Como se vê, a década da bonança pode estar chegando ao fim, ou pelo menos desacelerando. Depende muito da reação das economias européia, chinesa e japonesa à crise americana.

E o Brasil deixou o bonde passar…

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