economia, política e blog ‘n’ roll

Errata, os cubanos têm família no Globo Esporte

Monday, March 2nd, 2009

Disse em outro post que um dos pugilistas cubanos que Tarso Genro atirou aos leões foi diplomático por ter família (filhos) em Cuba. Erro meu, aparentemente os dois possuem descendência na ilha.
O que se comenta é a declaração de Lara que concede entrevista ao Estado de São Paulo dizendo que não pediram o regresso a Cuba, a versão do ministro da justiça e, dias depois, aparece no Globo Esporte afirmando o contrário, que pediram sim para voltar para a ilha. O que seria estranhíssimo, pois pouco mais de 1 ano depois já estão os dois fugidos do “paraíso castrista”.
Parênteses: fica-se com a impressão que fugir de Cuba para o Mexico ou para a Flórida é como ir até a esquina comprar um pão. Não é. Os levantamentos sobre isso mostram em torno de 80.000 (oitenta mil!) mortos na tentativa. É sempre uma operação de risco.

Pois bem, comentando o caso do boxer que ora diz uma coisa, ora diz outra, com uma conhecida minha, que mantém um blog “pirata” desde Havana, recebi a seguinte resposta: “veja, até os brutus têm famílias.”

Para bom entendedor meia palavra basta, para pai, filho, irmão, etc… também.

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Os lutadores cubanos, o assassino italiano e Genro, o carniceiro

Tuesday, February 24th, 2009

Como se adjetiva alguém que manda a força policial ir atrás de duas pessoas cujo único crime é tentar fugir de uma ditadura? E mais, com a possibilidade de oferecer liberdade a essas pessoas, oferece suas cabeças de bandeja a um regime que informa OFICIALMENTE já ter enviado mais de 3.000 pessoas ao paredón, a maioria por crimes de consciência, que se traduz por discordar do regime autoritário do país. Essa é a história de dois boxeadores cubanos, Guillermo Rigoundeau e Erislandy Lara, e do ministro da (in)justiça, Tarso Genro.

O primeiro lutador, Lara, já havia fugido para o México, de onde seguiu para Hamburgo, na Alemanha, e hoje vive em Miami e segue carreira de lutador profissional. Agora lemos que Rigoundeau também escapou da tirania castrista fazendo um percurso parecido, que começa no México e terminou em Miami. Lara havia sido discreto em suas declarações, dizendo que gostou muito do Brasil e da sua gente e que um dia poderia voltar. Tudo muito diplomático, sem nunca responder diretamente se foi pediu pra voltar a Cuba ou não.  Rigoundeau resolveu falar. Conta que NUNCA PEDIU PRA VOLTAR PRA CUBA, foi enfiado a força em um camburão da polícia e, sem chance de defesa, atirado de volta nas garras dos irmãos Castro. Na ilha caribenha a vida dos dois se tornou um inferno e sua carreira de esportista foi interrompida.

Aí pode perguntar o leitor porque o primeiro lutador deu declarações “diplomáticas” e o segundo foi na “veia”? Simples, Lara tem filhos em Cuba e sabe que deve tomar cuidado com o que diz. Rigoundeau tem a coragem dos solteiros.

Para nós brasileiros essa declaração é importante para descobrirmos que é Tarso Genro, esse senhor que possa de humanista ao abrigar o assassino CONDENADO por um tribunal italiano e com pena confirmada por uma corte européia. Na opinião desse senhor, a Cuba castrista é um regime justo, mas a Itália e a Europa são regimes autoritários que não oferecem justas possibilidades de defesa. Como Genro não é um idiota para acreditar nessa bobagem que suas ações contam, deve achar que somos um bando de imbecis. Aqui não, ministro!

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Para historiador, Fidel passou de “libertador a ditador”

Tuesday, February 19th, 2008

Para os que acreditam que generalizei o termo “biógrafos” no post anterior sobre Fidel Castro, fica aqui a menção ao historiados argentino Jose García Hamilton: “[Fide] virou um ditador pior do que seu principal inimigo, Fulgêncio Batista”.

Na BBC Brasil.

O líder cubano Fidel Castro teve uma trajetória política semelhante à de líderes latino-americanos do século 19, como José de San Martín e Símon Bolívar, na opinião do historiador argentino Jose García Hamilton.

Assim como os dois “libertadores da América”, Fidel tentou se eternizar no poder depois de ter liderado uma campanha de libertação, diz Hamilton.

“San Martín e Bolívar chegaram ao poder graças à libertação dos povos, mas depois tentaram se perpetuar no cargo”, disse o autor de livros sobre Bolívar e San Martín.

Para o historiador, Fidel “virou um ditador pior do que seu principal inimigo, Fulgêncio Batista”, em referência ao líder do regime derrubado pela Revolução Cubana. A diferença, continua Hamilton, é que Fidel bateu recorde de tempo no poder.

“Nenhum deles, nem mesmo Franco, permaneceu tantos anos na presidência”, afirmou, referindo-se ao general espanhol Francisco Franco, que governou a Espanha entre 1939 e 1975. San Martín, libertador da Argentina, do Chile e do Peru, exerceu sua liderança entre 1812 e 1826. Bolívar esteve cerca de 20 anos no poder em uma trajetória similar que foi de 1810 a 1830.

Com o anúncio de sua renúncia nesta semana, Castro encerrará quase cinco décadas no comando da política cubana. Leia mais.

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Fidel está vivo! Que saco!

Tuesday, February 19th, 2008

O líder da revolução cubana, de milhares de inocentes úteis e outros tantos nada inocentes e bem inúteis está vivo. Que saco! Ainda vamos ter que ouvir dele um bocado. Toda declaração sua será “importante” simplesmente porque pode ser a última. Ai, ai…

O que não posso negar é que Fidel tenha deixado uma marca importante na história, foram poucos os tiranos que mesmo matando milhares conseguiram biografias positivas. Claro que a culpa é dos biógrafos, Castro fez a sua parte: impos-se como ditador, escravizou corpos e mentes de um povo e colocou o mundo ali pertinho de um conflito nuclear.

Então irá dizer o outro -e a qualidade de vida do povo cubano, você nega?- Não preciso, ou alguém acredita que se cruze o mar do Caribe sobre um monte de gravetos amarrados por esporte? Aliás, por falar em esportes, por que Cuba nunca teve uma equipe de vela? Humm, acho que na segunda regata não teria mais ninguém, estariam todos em Miami. Claro que a culpa não é do líder, não, a culpa é dos porcos que não possuem espírito revolucionário.

Em Cuba falta combustível, alimentos, remédios e todo o básico da vida moderna (oinc, oinc). O país é famoso por sua frota de carros da década de 50 e sua tecnologia idem. Tecnologia que Castro utilizou até para propagandear milagres (falsos) da ciência. Desafio qualquer pessoa a mostrar um trabalho que atenda ao aceito pela medicina (duplo-cego, randômico, multicêntrico, etc…) atestando a eficácia do tratamento insular para o vitilígo. E milhares gastaram pequenas fortunas para ir até a ilha buscar a tal “cura”.

Como todo tirano, o ditador não limita seu raio de ação ao território cubano. Um facínora é sempre um atentado à humanidade. Suas “idéias” do século XIX, alardeadas como a utopia, causaram enorme mal no continente. Milhares morreram, décadas foram perdidas. Parte desse débito deve ir para a sua contabilidade.

Fidel está vivo. Que saco!

No Uol: Em carta, Fidel Castro renuncia à presidência.

O líder cubano Fidel Castro anunciou nesta terça-feira que não voltará a ocupar a presidência do país. A renúncia foi divulgada por meio de uma carta publicada no jornal oficial do país, o “Granma”.

“A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger, recentemente, como membro do Parlamento (…) comunico que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante Chefe”, diz a carta.

Desempenhei o honroso cargo de Presidente ao longo de muitos anos. (…) Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da maioria do povo”, continua o texto publicado nesta terça.

Fidel fala ainda das limitações que os problemas de saúde trouxeram, ressaltando que “trairia sua consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer.” E acrescenta: “Falo isso sem drama.”

Desde julho de 2006, o comando do país está interinamente nas mãos do irmão de Fidel Castro, Raúl. O afastamento ocorreu por causa de problemas de saúde. Depois de submeter-se a uma cirurgia no intestino, Fidel passou o poder para as mãos do irmão.

Aos 81 anos de idade, Fidel ocupava o poder desde a revolução comunista de 1959. Em dezembro do ano passado, ele indicou que poderia se afastar para dar espaço para uma nova geração política. Leia mais.

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