Thursday, February 12th, 2009
A cada dia vejo muito material interessante surgindo nas comemorações dos 200 anos de Darwin, o gráfico abaixo é um deles. É uma representação da árvore da vida do ponto de vista evolucionário, como os ramos foram se distribuindo, além de educativa é uma belíssima gravura, clique para ampliar.
Freud dizia que três pensadores mudaram a visão que o homem tem de si: Copernico, por tirar o ser humano do centro do universo, Darwin, por mostrar que não somos uma “intervenção” divina e ele próprio, Freud, por mostrar que não somos senhores de todas as nossas ações, há o inconsciente.

A arvore da vida de Darwin
Tags: ciencia, Darwin, darwinismo, evolucionismo
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Wednesday, January 16th, 2008
A ministra Marina Silva, do meio ambiente, é evangêlica da Assembléia de Deus. Eu não. Até aí pouco importa, são decisões de foro íntimo. Mas há uma diferença relevante entre nós: eu não sou um representante do estado brasileiro, que é laico. Por que digo isso? A ministra participou de um congresso criacionista, o que é de dar medo, e ao final concedeu uma entrevista ao blog eoqha.net, direcionado ao público jovem adventista. A certa altura dá se o seguinte diálogo:
entrevistador: A sra. participa de um simpósio criacionista. A sra., ministra, se considera criacionista?
Marina Silva: …é impossível crer em Deus se não crer que ele criou todas as coisa. Se nós não sabemos como explicar as coisas, não devemos ter a pretensão de dizer que elas não existem porque não sabemos como elas podem ser explicadas.
Só posso entender essa resposta como uma afirmativa ao criacionismo. Essa é uma teoria que eu considero desesperada, formulada por pessoas que não são capazes de ler livros religiosos como qualquer outra coisa que não a verdade absoluta. Quando a ministra afirma que não devemos não devemos negar a existência de algo por não sabermos como explicar, utiliza um argumento científico para descartar a ciência. Quem investiga e busca o conhecimento como forma de existir e prosseguir é a ciência. E o faz observando o meio, formulando hipóteses e comprovando-as.
O criacionismo e o design inteligente não podem ser nivelados com a ciência. Os primeiros admitem uma inteligência superior, que não pode ser comprovada, guiando o processo. A segunda guia-se pelo empírico e pelo experimental. A ciência convive bem com o desconhecido. É mesmo levada por essa curiosidade. Já o criacionismo possui uma explicação comum para tudo o que não entende.
Ainda durante a entrevista a ministra concorda com a tese de que se ensine as duas formas, o darwinismo e o criacionismo, seria um ensino mais “plural”. Absurdo. Essa praga criacionista tenta varrer os EUA e, com o avanço do fundamentalismo cristão no Brasil, começa a chegar por aqui. É o mesmo que igualar a astronomia à astrologia. A primeira é uma ciência, baseia-se no que se vê e experimenta, a segunda é uma crença, baseia-se no desejo de torna-la verdadeira.
Educar com responsabilidade é levar Mendel e Darwin aos nossos jovens. E se algum dia surgir uma explicação comprovável melhor do que essa, passar a ensina-la.
adendo: faltou anexar o vídeo. Ei-lo.
Tags: criacionismo, darwinismo, educação, marina silva
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