Tuesday, September 30th, 2008
Como as pesquisas indicam um provável segundo turno entre Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM), assessores diretos do palácio do planalto já iniciaram namoros com o PTB paulistano, que indicou o vice de Alckmin (PSDB), o deputado Campos Machado.

A idéia é conseguir o apóio do partido do deputado cassado Roberto Jefferson logo após o primeiro turno. Apesar de ser desafeto de Lula desde o meio do escândalo do mensalão (no início ele defendou o “desconhecimento” lulista), Jefferson pratica política pragmática. Pesa também o fato de o PTB ser da base governista no plano nacional e possuir até ministro: José Múcio Monteiro, das relações institucionais.
O envolvimento de Brasília nessa questão mostra como só se pensa nas eleições presidenciais de 2010. O importante para os petistas federais é garantir a maior base de apóio possível para a empreitada presidencial de Dilma Rousseff.
Quem viver verá.
Tags: Alckmin, DEM, Dilma Rousseff, Kassab, lula, psdb, pt, PTB, Roberto Jefferson
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Friday, September 26th, 2008
A popularidade do messias de Garanhuns ameaça cruzar a barreira mística dos 70%. Até candidatos de oposição fazem questão de bradar aos ventos o quanto se dão bem com Lula. Já ouvi isso até de candidatos do DEM, que foi por algum tempo a única voz de oposição no país.
Caro leitor, sugiro que sigam minha linha: se alguém diz gostar de Lula, tê-lo como exemplo, não vote nele. A probabilidade do futuro governante/parlamentar se ver envolvido em algum escândalo é bastante alta. Vamos aos fatos.
De cabeça, sem fazer pesquisa, consigo listar alguns escândalos do lulismo:
1. O filho do lula - Caso GameCorp. Mesmo sem ter nada de concreto a oferecer, e bem após o fim da bolha de internet, a empresa do filho de Lula recebe alguns bons milhões de Telemar, a título de investimento estratégico. Coincidentemente, nesse ano o presidente resolvou que é bom para o país, e eu digo que é melhor ainda para a Telemar, atual Oi, que a legislação seja alterada para que a empresa efetua a compra da Brasil Telecom. Claro, com o suado dinheiro do BNDS.
2. O irmão do Lula - Caso Vavá. Em 2005 o Genival Inácio da Silva montou um escritório de assessoria em São Bernardo do Campo. As denúncias à época diziam que ele colocaria em contato empresários e organismos oficiais. A coisa deve ter ido bem, afinal, logo o escritório passou pra Brasília, onde, como se sabe, os organismos são muito maiores e “mais” oficiais.
3. O secretário do Lula - Caso Celso Daniel. A lista de denúncias contra Gilberto Carvalho é gigantesca, mas o começo leva ao prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002. Segundo os irmãos de Celso Daniel, Gilberto levaria malas de dinheiro do esquema de corrupção montado em Santo André para o então presidente do PT José Dirceu. Há quem diga ser esse o início do mensalão.
4. O genro do Lula - Caso Agrenco. Marcelo Sato teria ajudado a Agrenco a obter uma licensa especial na Agência Nacional do Petróleo (ANP) para participar de um leilão de biodiesel. Detalhe importante é que, na época, os servidores encontravam-se em greve e tal documento não teria como ser emitido.
São todas denúncias fartamente noticiadas pela imprensa em suas respectivas épocas. Condenações? Não há, e portanto são todos inocentes. Mas como nunca ninguém é condenado por crime do colarinho branco e corrupção no Brasil, o melhor a fazer é não correr riscos e se afastar dos que se aproximaram… dele.
Tags: DEM, eleicoes, lula
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Thursday, May 8th, 2008
Antes a oposição no Brasil era PT e apêndices. Completamente ferina, estava sempre contra qualquer coisa e nada estava bom. Resumindo, não prestava como oposição por se opor a tudo. Na opiniçao deles, o governo só mentia e trabalhava em função do tal capital internacional. Inesquecíveis as declarações do então presidente da CUT e hoje ministro do trabalho, Luiz Marinho, sobre os aumentos da previdência. Segundo sua lógica, o governo sempre escondia a verdade sobre a falta de recursos para aumentar pensões e aposentadorias. Como se fizesse algum sentido um político ficar regulando aumento quando tem dinheiro em caixa. Só para lembrar, essa semana o ministro disse que são irresponsáveis os que defendem o aumento vinculado ao salário mínimo para os pensionistas do regime geral, afinal, segundo o ministro, não há recursos para tanto.
Atualmente a oposição brasileira me lembra quatro dos meus heróis de infância: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. É muita trapalhada para um grupo só. Vejamos o caso mais recente.
Hoje a ministra Dilma “mostra-o-dedo” Rousseff foi ao senado prestar explicações sobre o PAC, o tal plano de Aceleração da Comunicação do Crescimento. Por ser a ministra a atual candidata de Lula à sua sucessão, tem apanhado bastante. Ainda mais ao meter os pés pelas mãos com o caso do dossiê banco de dados.
Eis que entra em ação o capitão pincel o senador José Agripino Maia (DEM - RN) e questionando se a ministra não mentia ao afirmar que não existe dossiê, a semântica da ministra prefere banco de dados, lembra que ela afirmou, em entrevista, ter mentido aos torturadores durante o regime militar e, portanto, poderia estar mentindo sobre o caso atual também.
Foi uma das intervenções mais estapafúrdias, desastradas e xexelentas que já vi um político fazer. A ministra, como não poderia ser diferente, nadou de braçadas. Quase às lágrimas, lembrou do passado heróico de lutadora da democracia (o fato que seu grupo queria instaurar uma ditadura do proletariado não dever ser levado em conta) e do quanto sofreu nos anos de cárcere político. E mais, a ministra ainda disse que ao mentir salvou muitas vidas. O que provavelmente deve ser verdade, ou seja, o senador a transformou de vilã do dossiê a “martir-andante” da liberdade e luta pela vida. Só para deixar clara minha opinião: toda e qualquer forma de tortura é inaceitável, qualquer coisa dita sob tortura é aceitável.
E como se não fosse possível piorar, Agripino, que foi apoiador do regime e se desligou dele apenas na eleição de Tancredo, ainda tentou comparar a própria atuação à da guerrilheira. Ai, ai…
É inacreditável que a única, e não haverá outra!, oportunidade surgida para indagar a ministra seja desperdiçada com o mais mequetrefe revisionismo histórico e Dilma saia como heroína da democracia brasileira.
Alguém, por caridade, queira explicar a essa gente que não há democracia se não houver um contraponto minimamente eficiente.
Tags: DEM, Dilma Rousseff, dossie
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Tuesday, February 19th, 2008
O atual governo possui folha corrida quando se trata de utilizar a máquina estatal contra os seus “inimigos”, basta lembrar do episódio caseiro x ministros, em que o ex-Ministro Pallocci e/ou seus assessores obtiveram informações sobra a conta corrento do caseiro Francelino. Sim, ele, o caseiro, fez a bobagem de contar o que sabia. Utilizei ministroS, no plural, porque houve a pena do ex-ministro da justiça, Márcio Thomas Bastos, na defesa.
Ao se apossar dos instrumentos do estado, um grupo político desenha uma linha sobre o que o cidadão comum pode ou não fazer, independente do que manda a constituição. Esse é o primeiro sintoma de um regime autoritário.
A base aliada se esforça para montar uma CPI que investigue o uso dos cartões corporativos e das contas tipo B no governo FHC. Como não há fato definido para a instalação da CPI, condição determinada pela constituição, começou o período de “achar provas independentemente da lei”. Que fique claro, que se investigue todos os indícios, mas que não se use o estado para fabrica-los ou achacar qualquer cidadão. Tempos perigosos esses.
No Estadão, por Vera Rosa.
Às vésperas da instalação da CPI dos Cartões, o Planalto vai distribuir aos líderes aliados um dossiê com informações detalhadas sobre os gastos com suprimentos de fundos nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. No comando da operação de guerra, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) pediu aos 37 ministérios e principais repartições da administração direta que encontrem prestações de contas antigas, personagens, relatórios de fiscalização - com o respectivo “comprovante de saneamento” do erro, quando for constatada irregularidade -, além de estatísticas dos valores desembolsados desde 1998.
A idéia é desconstruir o discurso de adversários do PSDB e do DEM de que o governo Lula teria organizado uma cadeia de comando para promover a farra dos cartões corporativos. Com a identificação dos ordenadores de despesas, por exemplo, o Planalto quer mostrar que os responsáveis pela fiscalização dos gastos não integram a lista dos afilhados políticos: muitos são funcionários de carreira e trabalharam em outros governos.
No e-mail enviado aos ministérios, com um questionário de 13 perguntas, a Secom pede ajuda para localizar “personagens, documentos, cenários e estatísticas”. Quando solicita a identificação do “gestor”, ressalva: “De preferência, alguém que estava na função antes da instituição do cartão.” O objetivo é rastrear a movimentação de dinheiro no governo FHC, já que o cartão corporativo foi criado somente em 2001. Antes, os gastos eram feitos apenas por intermédio da conta tipo B, com operações em cheque ou dinheiro vivo. A conta tipo B existe até hoje, mas é usada em menor escala. Leia mais.
Tags: cartoes corporativos, CPI, DEM, FHC, lula, psdb
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Monday, January 7th, 2008
Eu já havia escrito aqui que o governo tentaria inverter a derrota sofrida no senado que decretou o fim da CPMF. Lula, o PT e seus aliados não intencionavam cortar gastos realmente. O próprio presidente já declarou mais de uma vez que “choque de gestão” é contratar servidores, obras, etc… ou seja, aumento de gastos.
A oposição, claro, fez para derrubar a CPMF um discurso contra a pesada carga tributária e o descontrole nos gastos públicos e disse em alto e bom som que seria contra QUALQUER aumento de imposto.
O truque do governo para inverter a derrota foi mandar a conta para os vilões do país, os bancos. Aumentando a taxação sobre o lucro dos bancos o governo colocou a oposição no dilema de ou defender banqueiros, algo tremendamente impopular, ou aceitar o aumento de impostos, que tanto havia criticado. A solução engenhosa para se livrar da batata quente partiu do DEM. O partido propôs que se cortasse TODAS as emendas parlamentares. Isso mesmo, todas, num total de R$ 18 bilhões. Essas emendas são aprovadas pelo legislativo mas quem libera o dinheiro é o executivo, e são, por isso mesmo, parte importante do toma-lá-da-cá entre os dois poderes. Dessa forma o partido desmacara o governo, que como disse, nunca quis cortar os gastos, aplica um golpe na estrutura da base aliada (que ficaria sem o dinheiro das emendas para contar vantagem nas próximas eleições) e se livra da pecha de defensor dos ricos.
Tags: DEM, impostos, política
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Monday, January 7th, 2008
No estadão, por Adriana Fernandes, Rosa Costa e Denise Madueño. Comento em seguida.
Na primeira ação contra o pacote do governo para compensar a perda de arrecadação provocada pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), PSDB e DEM vão apresentar um decreto legislativo para anular o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do dia 3, que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
… o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), anunciou que o partido apresenta hoje ação no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a validade das medidas que aumentaram a alíquota do IOF e da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL).
…
Na prática, as medidas do governo que aumentaram tributos devem encontrar mais resistências do que esperava a equipe econômica ao propor ao presidente Lula o seu anúncio durante o recesso do Congresso.
O texto completo aqui.
A oposição, finalmente!, tomou gosto pela coisa e resolver fazer, vejam só, oposição ao governo. Perceberam que sem uma presença mais atuante no congresso o presidente Lula continuará a nadar de braçadas, impulsionado pelo bom momento da economia mundial.
Um governo loteador, adepto do é dando que se recebe, não pode ficar dançando sozinho com a moça do baile (o eleitor), precisa, para o bem do país, de oposição. Finalmente!
Tags: DEM, impostos, lula, oposicao, política, psdb
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