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Desemprego: Brasil perde 797 mil vagas desde novembro

Friday, February 20th, 2009

Ouvi o messias de Garanhuns espernear contra a Embraer. A fabricante de aviões  até pouco tempo era alardeada como uma maravilha brasileira, afinal adicionava um produto de altíssima tecnologia e valor agregado à nossa carteira exportadora de minério de ferro e soja. Qual a bronca de Lula? Bem, a Embraer anunciou a eliminação de 4.000 postos de trabalho. Não havia escolha, a empresa investiu e tomou emprestado para aumentar a produção enquanto as vendas despencaram, a única solução foi reduzir drasticamente os custos. Num país onde cada trabalhador custa à empresa o DOBRO do seu salário, os cortes sempre irão começar pela folha de pagamento.  O que chama atenção é a lógica lulista. Quando A INICIATIVA PRIVADA criou centenas de milhares de empregos, Lula dizia que isso era resultado do seu governo, agora que têm que demitir, quem despede são “eles”. Aproveitando o apreço do messias por metáforas futebolísticas, parece aquele técnico de futebol que diz “eu ganho, nós empatamos, vocês perdem”.
Ah, sim, as demissões acontecem, entre outros motivos, porque o governo não aproveitou o período de ouro da primeira década do século para fazer as reformas trabalhista e tributária.

Na folha:

O mercado de trabalho formal brasileiro já perdeu 797,5 mil vagas desde novembro. O número é equivalente ao da população de São Bernardo (SP), com 781 mil habitantes. Em janeiro, pelo terceiro mês seguido, as demissões superaram as contratações com carteira assinada, e o saldo de vagas ficou negativo em 101.748 postos.
Foi o pior resultado para o mês de janeiro da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento mensal de vagas formais do Ministério do Trabalho. A última vez em que houve saldo negativo de empregos formais em janeiro foi em 1999- ano da desvalorização do real. Leia mais.

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Brasil: falta mão de obra qualificada

Wednesday, January 16th, 2008

No Estadão, por Paulo R. Zulino.

A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o País apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada. Isso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.

Essa é uma das conclusões do Projeto Políticas de Desenvolvimento de Atividades Tecnológicas em Filiais Brasileiras de Multinacionais, concluído no fim do ano passado e coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). leia mais.

Tive a oportunidade de cursar uma ótima faculdade (eng. mecânica na Poli, USP) e pude sentir a diferença na qualidade da formação ao trabalhar com outros profissionais. Mas o ensino superior não parece ser o maior gargalo do Brasil. A absoluta falta de ensino profissionalizante no segundo grau (ou ensino médio ou sei lá qual o nome atual) é para o país um apagão educacional.

No governo FHC uma das metas importantes atingidas foi a universalização do ensino básico. Claro que era um ensino de má qualidade, não há professores bem formados para todos e em todas as regiões. São necessárias ao menos duas gerações para que a qualidade vá de péssima para regular. Com um esforço tremendo talvez chegue a boa, caso da Coréia do Sul. Infelizmente a inépcia e o assistencialismo lulista aumentaram a evasão e o trabalho infantil. O resultado vemos no texto do jornalista, o Brasil perde empregos para países, em geral, mais atrasados do que nós. É lamentável.

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