Monday, January 21st, 2008
O pré-candidato democrata à presidência Barack Obama resolvou rebater as críticas do ex-presidente americano Bill Clinton, marido de Hillary Clinton, adversária de Obama nas prévias.
Veja como respondeu Obama: “Vocês sabem que o ex-presidente, por quem eu acho que todos nós temos muita estima, levou sua defesa em nome da mulher a um nível que eu acho bastante preocupantes”.
Aqui no Brasil conhecemos bem essa tática. Toda vez que Lula é atacado diz que fazem isso porque é (na verdade, foi) pobre, nordestino, diz “pobrema” e por aí vai. Obama não chegou a tanto, mas quer posar de injustiçado. A origem de tudo são as declarações de Bill Clinton dizendo que Obama só não votou a favor da guerra no Iraque porque não era senador na época, mas todas as declarações de então levam a crer que apoiava, como a esmagadora maioria dos americanos, a invasão.
Americanos, ao contrário de brasileiros, tem uma tolerância menor com “vítimas”, eles gostam de “vencedores”. Uma das atrações da campanha de Obama até agora era exatamente essa, como venceu na vida. Se mudar muito o tom corre o risco de dar um tiro no pé. É esperar pra ver.
Tags: barack obama, bill clinton, eleicoes, EUA
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Thursday, January 17th, 2008
No Estadao.
O presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, voltou a repetir que, se necessário, vai promover um corte “substancial” na taxa de juros do país e defendeu a implementação rápida de um pacote de estímulo fiscal. Em comentários previamente preparados para sua aparição ao Comitê do Orçamento da Câmara, ele disse que os riscos de uma desaceleração da economia norte-americana estão mais pronunciados e a inflação se acentuou bastante recentemente. Após as declarações de Bernanke, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto disse que o presidente George W. Bush concluiu que a economia dos EUA precisa de um estímulo de curto prazo. Bush consultará o Congresso ainda nesta quinta-feira.
“A ação fiscal pode ser útil em princípio, já que os estímulos fiscais e monetários, juntos, podem dar mais suporte à economia do que as medidas monetárias sozinhas”, avaliou Bernanke. No entanto, ele especificou que é “criticamente importante” que qualquer medida fiscal seja posta em prática rapidamente e tenha o impacto máximo em 12 meses. Qualquer outro efeito teria mais danos que benefícios, alertou Bernanke. leia mais.
Como se vê, a década da bonança pode estar chegando ao fim, ou pelo menos desacelerando. Depende muito da reação das economias européia, chinesa e japonesa à crise americana.
E o Brasil deixou o bonde passar…
Tags: crise, economia, EUA, FED
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Wednesday, January 16th, 2008
No Estadão, por Patrícia Campos Mello.
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney ganhou a primária republicana de terça-feira, 15, em Michigan, seu Estado natal, obtendo o impulso de que necessitava para levar adiante sua campanha depois de terminar em segundo lugar em duas prévias na semana passada. Apurados 100% dos votos, Romney estava com 39%, seguido pelo senador John McCain, com 30%, e pelo ex-governador de Arkansas Mike Huckabee, com 16%.
…
Ao superar McCain, Romney evitou que o senador, vitorioso no dia 8 em New Hampshire e líder nas pesquisas nacionais entre os republicanos, deslanchasse como favorito na disputa pela candidatura do partido à presidência - que agora volta a ficar embolada e imprevisível. Com a vitória, Romney soma, segundo estimativa, 42 delegados para a convenção nacional do Partido Republicano (12 a mais do que tinha). Huckabee soma 21 e McCain, 19. leia mais.
O sistema eleitoral pode ser acusado de tudo: confuso, injusto e caro, menos de não ser emocionante. Americanos adoram um espetáculo e transformaram seu voto em “show-business”.
Tags: eleicoes, EUA, mitt romney
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Thursday, January 10th, 2008
Agência Estado.
As bolsas asiáticas tiveram uma quinta-feira de queda apesar do rali em Wall Street da véspera. Pesaram os temores sobre o crescimento global depois de uma previsão do Goldman Sachs de que haverá recessão nos Estados Unidos este ano.
Os receios acerca do principal destino das exportações asiáticas, os Estados Unidos, devem persistir até que o Federal Reserve faça sua próxima reunião no final do mês, que pode se tornar um divisor de águas, segundo analistas.
Na véspera, o Goldman Sachs afirmou que espera uma recessão da economia norte-americana este ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) caindo 1%, em dados anualizados, no segundo e também no terceiro trimestres. O índice MSCI, das bolsas da Ásia Pacífico exceto Japão, caiu 0,3%, para 388 pontos. O índice vem acumulando uma série de quedas este ano por conta dos sinais de que a economia dos Estados Unidos estaria caminhando para uma recessão.
leia mais.
Tags: bolsas, economia, EUA, FED
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Thursday, January 10th, 2008
O governador, pelo partido Democrata, do Novo México, Bill Richardson retirou sua candidatura nas prévias do partido. Ele obteve apenas 5% dos votos em New Hampshire e 2% em Iowa e era evidente que não conseguiria disputar com os pesos pesados Obama e Hillary.
Richardson tem um impressionante currículo como mediador em questões complexas de relações internacionais. Vejamos alguns dos casos mais famosos.
Em 1994, a pedido do então presidente Bill Clinton, Richardson negociou a libertação de um piloto americano abatido pela artilharia da Coréia do Norte. Em 1995 conseguiu que Saddan Hussein libertasse dois americanos mantidos presos pelo regime de Bagdá. Em 1996 Foi a vez de outro ditador, Fidel Castro, libertar três dissidentes, também com participação do então deputado Richardson.
Desde então vem atuando em vários casos de americanos presos ao redor do mundo, na maioria a pedido de familiares.
Não é improvável supor que com a vitória de um democrata o governador venha a ser novamente utilizado para negociações internacionais. Pode realmente vir a ser um nome importante nos próximos conflitos. Repetindo, caso um democrata vença as eleições.
Tags: Bill Richardson, EUA, primarias
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Wednesday, January 9th, 2008
No Estadao, da Reuters por Joanne Kenen
A vitória de Hillary Clinton na eleição primária democrata de New Hampshire confundiu os institutos de pesquisas, que agora se vêem obrigados a tentar explicar por que erraram tanto.
Espantados, os especialistas diziam na quarta-feira que teriam de comparar atentamente suas previsões e os resultados para saber porque conseguiram acertar a vitória de John McCain entre os republicanos, mas erraram no caso de Hillary.
Antes da votação de terça-feira, todos os institutos previam a vitória de Barack Obama, alguns por mais de dez pontos percentuais de vantagem. Na verdade, Hillary o superou por pouco menos de 3 pontos.
Como se vê, não é só por aqui que os institutos erram feio. Tendo a acreditar que é metodologia falha. Institutos (a maioria) não vivem de pesquisa política. Seu principal ganha-pão são as pesquisas de mercado para a iniciativa privada. Pelo menos para a maioria. Mas que se vê algo estranho de vez em quando, como a vantagem de 10 pontos de Obama sobre Hillary transformar-se em derrota por 3 pontos, ah, isso vemos.
Tags: barack obama, eleicoes, EUA, hillary clinton, pesquisas
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Wednesday, January 9th, 2008
Quando disputou as primárias democratas em 1992, Bill Clinton foi derrotado em Iowa e, na semana seguinte, surpreendeu ao vencer em New Hampshire. A vitória lhe valeu o apelido de ‘comeback kid’, algo como o ‘garoto renascido’. O mesmo ocorreu agora com sua esposa Hillary. Mas há uma diferença importante, em 1992 o vencedor em Iowa era um político local, esperava-se que levasse a disputa no estado. Agora Hillary bateu o novo ‘queridinho’ da América. Li outro dia em um site de uma senhoura que apoia Obama que votar nele é como votar em Denzel Washington. Sim, ele atraiu pra si um ar kennediano, um glamour de estúdio de cinema. Até entrevista com sua avó queniana, falando em algum dialeto local, está sendo transmitida o tempo todo. Isso confere um ar heróico: vejam de onde vim. Pra mim, esse parece ser o problema. Tudo soa perfeito demais, até suas respostas não comprometidas. Nada parecido com o que foi sua atuação na assembléia geral.
Aliás, a única coisa que afirmou veementemente foi uma mentira, ou meia verdade, como queiram. Disse ser o único pré-candidato que não votou a favor da, hoje impopular, invasão ao Iraque. O óbvio foi desmascarado por Bill Clinton: não votou a favor da invasão porque não era senador naquele momento, mas apoiou a invasão.
Não afirmo se gosto ou não do Obama, até por ser irrelevante, escrevo em português e não voto nos EUA. Não afirmo que não gosto dele, ainda. Desde sua vitória na primeira disputa em Iowa, comecei a preparar um perfil para os leitores aqui do blog. Nesse caso posso dizer que não estou gostando. Não há, como já disse, opinião firme sobre coisa alguma, as respostas são todas muito genéricas e seu único verdadeiro projeto parece ser o de alcançar a casa branca. Isso me lembra algumas figuras conhecidas por aqui, como Jânio, Collor e Lula. Sempre acabam em decepção.
É o oposto de Hillary que, apesar de um amansado discurso nos últimos dois anos, tem opinião sobre quase tudo. E parece ser bem informada sobre quase tudo. Além de possuir um cabo eleitoral de peso, o ex-presidente Bill Clinton. Será uma disputa divertida, para quem vê de longe. Principalmente agora com a ‘comeback girl’.
Tags: barack obama, eleicoes, EUA, hillary clinton
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