Wednesday, February 6th, 2008
A disputa entre a Microsoft, que deseja compra a Yahoo!, e a Google, que quer a todo custa evitar essa compra, continua. Acho que vale levantar alguns pontos interessantes nessa disputa.
O atual CEO do grupo Google, Eric C. Schmidt, possui uma longa carreira como adversário da Microsoft. Ele trabalhou na Sun e na Novell em épocas de luta ferrenha contra a empresa de Bill Gates. Hoje, parece estar muito incomodado com os avanços de produtos web da microsoft, como MSN e hotmail. Uma eventual compra da Yahoo! faria com que a gigante de Redmond alcançasse 80% de mercado nesses segmentos. Como a Microsoft possui tradição em utilizar algum ponto em que domina o mercado para alavancar sua posição em outro, isso anda tirando o sono de Schmidt. Ele lembra que a empresa já fez isso antes, na própria web: usou sua posição de liderença em sistema operacional para “empurrar” o internet explorer e Windows Media Player, em detrimento de Nestcape e Real Player. Resumindo, seu argumento é a competitividade do mercado. Schmidt convocou os lobistas da Google em Washington para “incentivar” os órgãos regulatórios de mercado a fazer um pente-fino na fusão, em busca de qualquer detalhe que pudesse barra-la.
Por outro lado, Steve Ballmer, atual CEO da Microsoft, afirma que a dupla Microsoft + Yahoo! faria frente ao Google. O gigante da California ainda seria líder em buscas, mas veria seu mercado cada vez mais vigoroso de anúncios on-line (via adsense) ameaçado. Resumindo, seu argumento também é a competitividade do mercado. É sempre curioso ver como a mesma verdade serve bem a dois reis.
Até há pouco tempo, dizia-se que a Microsoft seria apertada pelos aplicativos office online e gratuitos disponibilizados pelo Google, eis que a gigante do software volta a exibir sua conhecida agressividade com essa oferta de US$ 44 bilhões pela Yahoo!. Certamente essa guerra está apenas nos primeiros rounds.
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Tuesday, February 5th, 2008
A Google Inc. tem oferecido ajuda e parceria a qualquer empresa com uma fatia considerável de mercado. A razão é simples, impedir os avanços da Microsot. Por isso a já noticiada retomada de conversas entre os executivos das duas gigantes da internet. Tenta-se uma parceria pois uma tentativa de compra dessas empresas por parte da Google dificilmente seria aprovada em uma comissão anti-monopólio.
Um exemplo recente dessa política do Google é o contrato firmado com o portal Ask.com: US$ 3.5 bilhões pelo direito de vender anúncios nas buscas durante um período de 5 anos. A participação de mercado da Ask.com foi de 1,1% em dezembro de 2007, segundo a comScore. Se considerarmos a fatia do Yahoo!, 12,8%, o valor seria de US$ 40 bilhões por 5 anos. Um ganho de US$ 10 bilhões sobre o projetado. Os rendimentos do Yahoo! com venda de anúncios em 2007 foi de US$ 6 bilhões.
Ainda não ficou claro se a dinheirama seria usada para tentar recomprar ações nos mercados ou oferecer dividendos aos acionistas e tentar livra-los da tentação de venda para a Microsoft.
A empresa da California, assim como Google e Microsoft, também possui uma rede de venda de anúncios. Esse é o filão mais lucrativo da internet no momento. As duas empresas, no entanto, apostaram em modelos distintos de negócios. O Yahoo!, assim como o WindowsLive e a AOL, montou uma série de sites próprios. Essa colossal quantidade de visitas e páginas garante o volume necessário de exposição e cliques para atrair anunciantes de todas as áreas. O Google partiu para montar a maior rede de sites para exibição de anúncios, através de seu programa adsense. Nesse modelo de negócio, qualquer um que possua um site ou página na internet pode exibir seus anúncios. A principal diferença está no ganho que cada uma das estratégias traz para a empresa. Calcula-se que para cada dólar pago por anunciantes o Google fica com apenas 20%, o resto vai no programa de parcerias e sua administração. O inverso das redes próprias, nesse caso a maior parte fica com a empresa.
Esse é o principal motivo da Microsoft enxergar um grande pontencial na compra do Yahoo!. Mesmo com um faturamento menor, as duas redes de anúncios combinadas, teriam uma lucratividade igual ou talvez um pouco maior que a rede Google.
Já há alguns anos que se anuncia o incômodo que os produtos Google (planilhas, editores, sistema operacional, etc…) causariam para a Microsoft, que parecia fazer pouco a respeito. Agora, com o agressivo Steve Ballmer ainda à frente da companhia e sem a sombra de Bill Gates, a empresa de Redmond prepara o seu ataque. Certamente ainda veremos muitos lances dessa guerra.
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