Wednesday, September 17th, 2008

Cifrao e dolar
Nos últimos dias as bolsas operaram em baixa o dólar em alta no mercado brasileiro por conta da crise financeira nos países ricos. Vários investidores tiraram o seu dinheiro do Brasil vendendo suas ações e outras posições. Como essa enxurrada de venda aumentou a oferta, o preço por ação na bolsa caiu. Após a venda, esses investidores são obrigados a ir ao mercado de câmbio trocar seus reais pela moeda americana, o que provoca um aumento da demanda e a consequente alta do dólar.
Isso se deu no mercado financeiro. A economia real, não gosto muito dessa expressão, opera de forma diferente. Nesse caso, as mercadorias e serviços possuem um valor que pode ser mensurado mais facilmente. Além disso, o resultado é medido efetivamente por vendas, é necessário vender. E com a crise de crédito na Europa e EUA, os BRIC (Brasil, Russia, Índia e China) ficam ainda mais atraentes.
Um exemplo disso é a montadora coreana Hyundai, que anunciou a intenção de construir uma fábrica no Brasil, perto de São Paulo. A capacidade estimada será de 100 mil veículos/ano, e visa principalmente os mercados brasileiro e sulamericano.
Interessante o fenômeno que ocorre, após um forte crescimento dos BRICs (se bem que eu deixo o Brasil de fora do “forte”) alimentando EUA, Europa e Japão, chegou a vez de suprir uma população interna que obteve um aumento real de renda e pode consumir mais. É bem provável que os quatro ajudem o sistema financeiro internacional se “curar” de forma mais rápida, ou menos lenta.
Tags: bolsas, Brasil, BRIC, china, crise, dolar, EUA, europa, india, Japao, Russia
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Monday, August 4th, 2008
O Brasil de Lula apostou todas as suas fichas de comércio internacional na OMC (Organização Mundial do Comércio). Acreditou que faria os países desenvolvidos entenderem que deveriam abrir sua agricultura e convenceria os países em desenvolvimento a afrouxar a proteção à indústria. Sem surpresa alguma, não aconteceu nada disso. Mas o que causou espanto para quem como eu não está no dia a dia do dessas negociações, foi a dureza com que os “parceiros” Índia e China defenderam a proteção à própria agricultura.
Resumidamente, em relação à penúltima rodada de negociações, a situação piorou um bocado. Agora temos salvaguardas industriais e agrícolas de todos os lados. Ahh, sim, nem vou comentar as declarações estapafúrdias e mal educadas do ministro Celso Amorim.
Voltando ao assunto, O que deveria ser feito? Reconhecer o fracasso e tentar conquistar o terreno perdido nas negociações bilaterais. Que é o que todos, menos o Brasil, fizeram durante o intervalo entre as rodadas da OMC. Mas hoje leio no Estadão.
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participou do programa e afirmou que, apesar das críticas, o País levou a discussão até onde foi possível e que agora desempenha um papel de mediador. “Também em Cancún nós recebemos muitas críticas. Hoje em dia todo mundo reconhece que o G20 foi fundamental, inclusive para levar a rodada até onde ela chegou. Quer dizer, se você pegar a estrutura do acordo agrícola na rodada, é todo ele baseado nas propostas do G20.” Leia mais.
O tal acordo agrícola, diga-se, fala basicamente de cotas para negociar bananas. É, os bananeiros da américa central agradecem. Resta apenas a esperança que a ação seja diferente do discurso e comecem as negociações com cada país.
Tags: Celso Amorim, china, Doha, india, lula, OMC
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Tuesday, January 22nd, 2008
Como se lê, o clima continua pesado no mercado financeiro mundial. Os reflexos da crise subprime americana demoraram um pouco mais do que o esperado para se espalhar. Resta terminar a temporada de balanços para tentar prever o tamanho do buraco.
Na Folha.
A Bolsa de Mumbai (Índia) teve suas operações suspensas durante uma hora nesta terça-feira devido à forte queda registrada pelo índice Sensex, que caiu 9,75% em apenas uma hora de pregão, informou a emissora de TV NDTV.
O índice Sensex reúne as 30 companhias com maior valor de mercado da Índia.
As perdas foram grandes nas demais Bolsas asiáticas, com a preocupação dos investidores sobre a possibilidade de a economia americana entrar em recessão, o que afetaria as exportações da Ásia para os EUA.
A Bolsa de Hong Kong teve queda de 8,7%, ficando com 21.757,63 pontos; o resultado ficou perto da maior perda já registrada no índice, de 8,8%, registrada após 11 de setembro de 2001, depois dos ataques contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Leia mais.
Tags: bolsas, economia, india
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