Wednesday, February 11th, 2009

muro entre israel e palestina
Quem frequenta o blog sabe que desafio os senhores do apocalipse a me dar um único argumento que seja impedimento para a paz. Pois bem, não vou dizer “aqui está mais um argumento para a paz” porque é o mesmo que sempre utilizo: as populações QUEREM a paz, e em algum momento isso será refletido de forma mais efetiva nos seus governos. Se a maioria da população palestina quer a paz, então a maioria da população palestina ACEITA a existência de Israel, ou seja, o Hamas, contrário ao que desejam os anti-semitas, não representa o pensamento predominante.
As pesquisas que cito a seguir (pesquisas de opinião com a população palestina, em inglês) foram realizadas pelo Palestinian Center for Public Opinion (Centro Palestino de Opinião Pública). Não sei sobre esse instituto nada além do que aparece em sua página (o link foi informado por um conhecido), nem faço idéia do quão independente é, mas tenho certeza que fosse o resultado contrário ao informado, estaria sendo amplamente utilizado. Pesquisa de setembro de 2008. Vamos aos dados:
Sobre a paz entre israelenses e palestinos
Para a pergunta: “Pense no futuro quando seus filhos tiverem a sua idade, você acha que haverá paz entre israelenses e palestinos?
2,4% Definitivamente
30,9% Provavelmente
25,2% É possível que sim
8,5% Improvável
29,3% Certamente não
3,7% Não sei
As três primeiras respostas totalizam 67% dos entrevistados. E é justamente por essa gente que o muro da imagem acima, separando israelenses e palestinos, um dia irá cair. E não será com foguetes ou homens-bomba, mas com líderes REALMENTE dispostos a negociar a paz.
Tags: Cisjordania, Israel, palestina, pesquisas
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Wednesday, February 11th, 2009

Tzipi Livni
O Kadima de Tzipi Livni (foto) venceu as eleições em Israel. Por margem muito pequena derrotou o Likud de Benjamin Netanyahu, mas quem será primeiro-ministro ainda não está definido pois os partidos nacionalistas, que tendem a seu unir ao Kadima, conquistaram número suficientes de cadeiras no parlamento para atuar como fiel da balança. Os analistas israelenses apontam que Netanyahu teria facilidade em formar coalizões que dariam 65 cadeiras contra 55 de Livni. São necessárias 61 cadeiras para governar.
De qualquer forma, há três meses a vitória do Kadima parecia quase impossível. O partido veio de um escândalo de corrupção que obrigou o primeiro-ministro Ohlmert a renunciar. Livni, então chanceler, assumiu o partido com a missão de formar um governo de coalizão. Diante da impossibilidade, convocou eleições quando estava MUITO atrás de Netanyahu nas pesquisas. Mas, segundo os analistas locais, sua coragem no ato, e fama de “mulher limpa” (incorruptível), a impulsionaram rapidamente nas pesquisas. Lvini pode ser a primeira mulher a assumir o governo desde Golda Meir na década de 1970.
A lembrar, o Kadima foi o partido fundado pelo ex-primeiro ministro Ariel Sharon para seguir em frente com as negociações de paz que levaram à devolução da faixa de Gaza e Cisjordânia aos palestinos. O acordo segue razoavelmente bem na Cisjordânia (controlada pelo Fatah) e, como se sabe, mal na Faixa de Gaza, comandada pelos fundamentalistas do Hamas.
Apesar de Livni ser a minha aposta para uma negociação de paz com melhores resultados, é um tanto difícil ver Netanyahu nesse papel, vale lembrar que quando Ariel Sharon foi eleito a sensação era a mesma, dificil acreditar que ele daria passos importantes nas negociações, e, na prática, foi ele quem conseguiu os maiores avanços até hoje. O que me leva mais uma vez a dizer que os senhores do apocalipse estão errados e haverá paz na palestina, simplesmente porque as populações de judeus, mulçumanos e cristão desejam que isso aconteça.
Tags: Benjamin Netanyahu, eleicoes, Israel, Tzipi Livni
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Saturday, January 17th, 2009
Existe uma tal de agência Carta Maior. Trata-se de uma agência de informações de esquerda, afiliada a coisas como “New Left Review”, que se propõe a “pensar” o mundo pelo viés canhoto.
Pois bem, sobre a questão palestina, publicam um texto do intelectual português Boaventura de Souza Santos. Boaventura é um dos heróis do Fórum Social Mundial (aquela reunião de gente de primeira como Chavez e as Farc) e busca analisar o mundo sob a perspectiva de uma “Sociologia das Emergências”. Por favor, caros leitores, não me perguntem o que é isso, até hoje só ouvi falar. Comento abaixo as pérolas.
Está ocorrendo na Palestina o mais recente e brutal massacre do povo palestino cometido pelas forças ocupantes de Israel com a cumplicidade do Ocidente, uma cumplicidade feita de silêncio, hipocrisia e manipulação grotesca da informação, que trivializa o horror e o sofrimento injusto e transforma ocupantes em ocupados, agressores em vítimas, provocação ofensiva em legítima defesa.
Como é? Manipulação grotesca da informação?! O que sugere Boaventura, que a mídia internacional só mostra material favorável a Israel? Não leio (quase) nada que sequer tente parecer imparcial. A mídia e seus pensadores de esquerda adotaram os terroristas do Hammas como vítimas, junto do povo palestino.
As razões próximas, apesar de omitidas pelos meios de comunicação ocidentais, são conhecidas.
Quem ocultou o quê? A esquerda é tão contra a livre circulação da informação que acusa os outros do que gostaria de fazer.
Em novembro passado a aviação israelense bombardeou a faixa de Gaza em violação das tréguas,
Está errado, o Hammas violou a trégua primeiro.
o Hamas propôs a renegociação do controle dos acessos à faixa de Gaza, Israel recusou e tudo começou.
Notaram como o Hammas fez todo o possível pela paz? O tal “controle dos acessos” é uma brandura da entrada e saída da faixa de gaza para que o grupo terrorista tivesse mais facilidade de contrabandear as armas utilizadas para atacar… Israel. A proposta é basicamente a seguinte: Você finge que não tá vendo nada, até que eu tenha armas o suficiente pra cair em cima de vocês!
Esta provocação premeditada teve objetivos de política interna e internacional bem definidos: recuperação eleitoral de uma coligação em risco; exército sedento de vingar a derrota do Líbano; vazio da transição política nos EUA e a necessidade de criar um facto consumado antes da investidura do presidente Obama. Tudo isto é óbvio mas não nos permite entender o ininteligível: o sacrifício de uma população civil inocente mediante a prática de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade cometidos com a certeza da impunidade.
1. Já expliquei que não foi provocação, foi “falta de burrice”. 2. O argumento da coligação é o menos pior, simplesmente porque toda coligação política está sempre em risco, mas não foi o caso. No máximo o argumento político pode ser utilizado para justificar um programa mais austero de defesa do território, mas sequer foi isso o que aconteceu. 3. Esse é outro ranço das esquerdas, nunca se esqueça de culpar as forças armadas de alguma coisa. exceto o exército vermelho, claro. A campanha no Líbano realmente não alcançou todos os objetivos, mas sobretudo porque não há como controlar a fronteira norte. Mas se fosse um fracasso por que o Hezbollah teria desmentido com tanta celeridade e ênfase sua participação nos ataques a partir daquela região que aconteceram essa semana? Fácil, porque ainda não se recuperaram totalmente do estrago feito. Já a companha na faixa de Gaza é completamente diferente. A única fronteira é com o Egito, que já demonstrou não querer que o contrabando de armas iranianas entre por suas terras.
E no final Boaventura apela para o estilo “nós somos os justos” que caracteriza as esquerdas : o sacrifício da população inocente. Em nenhum momento cita a barbaridade covarde de se utilizar civis como escudo humano.
É preciso recuar no tempo. Não ao tempo longínquo da bíblia hebraica, o mais violento e sangrento livro alguma vez escrito.
Se isso não é anti-semitismo então deve ser ignorância. A tal “bíblia hebraica, o mais violento e sangrento livro” é mais violento e sangrento do que o Mahabharata (o livro sagrado do hinduísmo) ou a maioria dos livros e mitos religiosos em quê? O ponto a ser deixado aqui por Boaventura (nada subliminar) é que os Hebreus são violentos e sangrentos desde a sua origem, como esperar outra coisa deles então?
Basta recuar sessenta anos, à data da criação do Estado de Israel. Nas condições em que foi criado e depois apoiado pelo Ocidente, o Estado de Israel é o mais recente (certamente não o último) ato colonial da Europa. De um dia para o outro, 750.000 palestinos foram expulsos das suas terras ancestrais e condenados a uma ocupação sangrenta e racista para que a Europa expiasse o crime hediondo do Holocausto contra o povo judeu.
Para tirar um pouco da má impressão da frase anterior, Boaventura faz questão de frisar que considera o holocausto um crime hediondo. Isso é como dizer que a maça de Newton caiu pra baixo, é o óbvio ululante. Ainda culpa toda a Europa por vários crimes coloniais. Primeiro, seria interessante encontrar uma potência que não cometeu “crime” algum. Segundo, o que faz aqui é exercitar outro velho hábito da esquerda européia: quem não aceitou o socialismo bom sujeito não é. Como a maioria dessas população REFUTOU O COMUNISMO NO VOTO, na visão da esquerda, devem ser ruins da cabeça E doentes do pé.
Uma leitura atenta dos textos dos sionistas fundadores do Estado de Israel revela tudo aquilo que o Ocidente hipocritamente ainda hoje finge desconhecer: a criação de Israel é um ato de ocupação e como tal terá de enfrentar para sempre a resistência dos ocupados;
Aí parte-se da premissa que existia um estado palestino antes de Israel, o que não é verdade. A resolução da ONU era sobre a criação de DOIS ESTADOS, UM PALESTINO E UM JUDEU. Eu posso até concordar que o reassentamento foi mal planejado, mas colocar a culpa da não existência do estado palestino única e exclusivamente em Israel é esquecer que desde o começo os outros países da região foram contra a criação dos dois territórios.
não haverá nunca paz, qualquer apaziguamento será sempre aparente, uma armadilha a ser desarmada (daí, que a seguir a cada tratado de paz se tenha de seguir um ato de violação que a desminta); para consolidar a ocupação, o povo judeu tem de se afirmar como um povo superior condenado a viver rodeado de povos racialmente inferiores, mesmo que isso contradiga a evidência de que árabes e judeus são todos povos semitas; com raças inferiores só é possível um relacionamento de tipo colonial, pelo que a solução dos dois Estados é impensável; em vez dela, a solução é a do apartheid, tanto na região, como no interior de Israel (daí, os colonatos e o tratamento dos árabes israelenses como cidadãos de segunda classe); a guerra é infinita e a solução final poderá implicar o extermínio de uma das partes, certamente a mais fraca.
Depois de todo esse discurso sobre a maldade imperial e preconceituosa de Israel, vale lembrar que foi assinado um acordo com Arafat, que determinava os dois estados, ficando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza com controle palestino. E essa conversa que não haverá paz nunca é tentar resumir em um período de 60 anos uma história complexa. E já que Boaventura se dá ao luxo de ser Pitonisa e prever o futuro, farei o mesmo: não haverá extermínio de povo algum, mas a progressiva e gradual “fusão” (miscigenação) entre as duas etnias. Por quê? Simples, é sempre assim quando duas populações complexas e em grande número se encontram. Significa que seja simples e fácil? Não, geralmente é sangrento e doloroso, mas é sempre assim. Como sei disso? Explico. Um dos mistérios da ciência era a homogeneidade dos homo sapiens, somos todos muito parecidos, em qualquer lugar do mundo, e falo aqui da pré-história. O que se sabe hoje é que isso aconteceu pela enorme tendência de miscigenação. Há até indícios de mistura com outra espécie de humanóides, o homem de Neandertal.
O que se passou nos últimos sessenta anos confirma tudo isto mas vai muito para além disto. Nas duas últimas décadas, Israel procurou, com êxito, sequestrar a política norte-americana na região, servindo-se para isso do lobby judaico, dos neoconservadores e, como sempre, da corrupção dos líderes políticos árabes, reféns do petróleo e da ajuda financeira norte-americana.
Pronto, agora listou-se toda a maldade do mundo: judeus, americanos, neoconservadores, líderes árabes, etc, etc, etc… Não é bom ser de esquerda e poder apontar o dedo a torto e a direito, digo, a esquerdo.
A guerra do Iraque foi uma antecipação de Gaza: a lógica é a mesma, as operações são as mesmas, a desproporção da violência é a mesma;
Ligou Gaza com Iraque? A única semelhança entre elas é que as duas populações eram (os palestinos ainda são) governadas por tiranos.
até as imagens são as mesmas, sendo também de prever que o resultado seja o mesmo.
Como assim os resultados são os mesmos? Os americanos já sairam do Iraque? Que eu me lembre, ainda não. Portanto não há resultado, não há desfecho.
E não se foi mais longe porque Bush, entretanto, se debilitou. Não pediram os israelenses autorização aos EUA para bombardear as instalações nucleares do Irã?
Os israelenses CLARO QUE COMUNICARIAM AOS AMERICANOS UM ATAQUE AO IRÃ, mas pode apostar que, se considerassem necessário, atacariam à revelia. Felizmente, pois Israel é uma democracia e o Irá e controlado por um maníaco.
É hoje evidente que o verdadeiro objetivo de Israel, a solução final, é o extermínio do povo palestino.
Está errado. A única CERTEZA é que o Hammas declara que Israel deve ser riscado do mapa e não o contrário.
Terão os israelenses a noção de que a shoah com que o seu vice-ministro da defesa ameaçou os palestinianos poderá vir a vitimá-los também? Não temerão que muitos dos que defenderam a criação do Estado de Israel hoje se perguntem se nestas condições - e repito, nestas condições - o Estado de Israel tem direito de existir?
E finalmente a última frase vem com a solução final: O estado de Israel tem direito de existir? Mas claro que o professor não é anti-semita, apenas parece ter dificuldade com a existência do estado judeu. Claro.
Tags: guerra, Israel, judeus, palestina
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Friday, January 9th, 2009
parte 1. Há um tempo pensava que o Irã poderia se tornar um ponto de luz no oriente médio, quem sabe uma versão política (para a região) do que foi o Zoroastrismo. Ingenuidade minha, o caminho se tornou muito mais espinhoso. Os velhos aiatolás, tementes das mudanças que ameaçavam tolher seus poderes, forçaram a eleição de um grupo fundamentalista. Um atraso de, na mais otimista das hipóteses, no mínimo duas décadas na abertura do país. Ou muito provavelmente um caminho perigosíssimo para uma nova guerra.
parte 2. Pergunta rápida aos leitores, quem fornece a maioria das armas ao Hammas e ao Hezbollah para que esses grupos ataquem Israel? Resposta fácil: o Irã e seu alucinado comandante, Mahmoud Ahmadinejad. Trata-se de um plano de longo prazo para que o Irã se torne a suprema força da região, desbancando os sauditas, aliados americanos. Não há dúvida quanto as intenções de utilizar o povo palestino como massa de manobra nem a “riscar Israel do mapa”, como já declarou várias vezes Ahmadinejad.
parte 3. No final do século XIX havia enorme tensão na região que hoje constitui o estado do Acre. Apesar de ser território boliviano, a maioria da população era de brasileiros, que acabaram por se revoltar com o controle de La Paz. Para por fim à questão, foi assinado um tratado que anexou o Acre ao Brasil em troca de dois milhões de libras esterlinas (isso era muito dinheiro em 1903!) e, pouca gente menciona, parte do território mato-grossense passou para a Bolívia. Além da construção de uma estrada de ferro fundamental para a ligação da Bolívia com exterior.
Recentemente Evo Morales afirmou que o Acre pertence à Bolívia. Ora, imaginemos então que uma fração dos partidários de Morales começasse a lançar pequenos mísseis contra a população do Acre, causando destruição e vítimas fatais. O que faria a população brasileira? 1. rezaria para o Lula não ser mais o presidente (ou tudo ficaria no blá, blá, blá); 2. exigiria medidas que acabassem com os ataques.
parte 4. Não bastasse todo o enrodo, a presidente Kirchner, da Argentina, resolve “armar” a Bolívia baseada no fato que o Brasil não tem direito a existência pois os territórios a oeste estão além da linha do… tratado de Tordesilhas (ou qualquer outro argumento perdido na linha do tempo da história). Só que uma guerra entre Brasil e Argentina seria algo “feio”, envolvendo duas potência militares (lembre-se, é ficção, as duas forças armadas estão caindo aos pedaços). Então o Brasil retalia contra a Bolívia (que de fato fez os ataques!) enviando uma mensagem a Buenos Aires: não ponha as manguinhas de fora, mesmo que o Obama se mostre um fracote e não nos apóie, temos força o suficiente pra acabar com vocês.
parte 5. Israel ataca o Hammas porque o Hammas é quem de fato tem atacado o território israelense, mas fica claro, para o bem da democracia, que a mensagem também chegou a Teerã. Se os iranianos insistirem em construir uma bomba atômica, os israelenses irão atacar preventivamente, mesmo que sozinhos e, de forma maniqueísta, tratados como demônios pela imprensa mundial.
Tags: Argentinha, Brasil, guerra, Hammas, Hezbollah, Israel, palestina
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Friday, January 9th, 2009
Acabo de ler que o ministro das relações exteriores, Celso Amorim, segue com pompa e circustância rumo a Gaza. Sim, o das causas nobres e prejuízo à nação, irá defender o cessar-fogo e novas conversações de paz.
Plagiando Tutty Vazques, sabe qual o significado disso? Nada, absolutamente nada!
O governo do PT já tomou partido, decidiu que Israel comete atos de pura maldade contra palestinos inocentes. Como pode então querer representar papel neutro em uma conversação? E pior, nunca abriu a boca para acusar o Hammas de fuzilar os opositores (há vários vídeos desses no youtube, não linko aqui porque, sensível que sou, quase vomitei quando assisti trecho de um) ou lançar 3.000 foguetes contra território israelense durante a vigência do cessar-fogo.
Portanto, conclui-se que o sr. ministro de estado segue é pra fazer barulho, repercutir na imprensa local. Ora, quem faz barulho é bateria de escola de samba, por isso defendo o rebatismo: que agora seja Celso Tamborim!
Tags: Celso Amorim, Gaza, guerra, Israel, palestina, paz, pt
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Monday, January 5th, 2009
Todos se lembram como o governo do Messias de Garanhuns sempre preferiu jogar contra o governo democraticamente eleito da Colômbia e apoiar as FARC, o bando miliciano que há decadas aterroriza a população daquele país. Mas na minha opinião essa sequer foi a maior aberração do Lula para externos. O pior foi a recusa a censurar o governo do Sudão, promotor de uma genocídio estimado entre 200mil e 300mil pessoas e 3 milhões de refugiados. Não basta? Que tal o apóio a Robert Mugabe, que comanda o Zimbábue desde 1986 e vê o país assolado por fome, miséria, guerras etnicas e descontrole total da economia?
Pois bem, mais uma vez eles condenam veementemente os ataques israelenses, mas eu não me lembro de ter ouvido nem um pio condenando o Hamas pelo seu constante disparo de mísseis contra o território israelense. Ahh - diria o justo - mas eles mataram cinco israelenses e o ataque na faixa de Gaza já matou 500! Pra mim, uma única morte é uma tragédia - sem pieguice - mas quem deveria ter pensado melhor na desproporção da força é o agressor inicial, no caso, o Hamas.
É impossível negociar com o Hamas porque a política do grupo e não reconhecer o estado de Israel. Para eles, os judeus não possuem o direito de estar naquelas terras.
O erro do Itamaraty, e da União Européia, é esquecer que na diplomacia os dois lados devem ceder. Querer um cessar-fogo unilateral israelense enquanto o Hamas promete futuras agressões assim que estiver recomposto é, no mínimo, infantilidade. E lugar de criança que não aprende é na escola.
Tags: guerra, Hamas, Israel, lula, palestina
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