Friday, July 23rd, 2010
Não resisto a reproduzir esse post do blog do jornalista Augusto Nunes:
“É muito estranho atribuir um vazamento da Receita à minha campanha. Não há provas disso. Qualquer vazamento tem que ser apurado. Vejo uma tentativa de usar isso contra mim num processo eleitoral”.
Dilma Rousseff, achando muito estranho que não seja atribuído a José Serra o vazamento de informações sobre declarações de imposto de renda do vice-presidente do PSDB, incluídas num dossiê forjado por militantes do PT para deixar mal no retrato o candidato do PSDB,
Tags: Dilma Rousseff, dossie, eleicoes 2010, Jose Serra, psdb, pt
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Thursday, April 2nd, 2009
Vou começar esse artigo com uma breve descrição minha. Não bebo álcool e não fumo. Na verdade, nem café eu tomo. E ainda corro 10km (quase) todos os dias. Não sou mais o atleta dos meus vinte e poucos anos, mas ainda posso ser considerado magro e saudável. Claro, nunca experimentei droga alguma. Sempre encontrei na lucidez o meu “barato”. Tentar compreender o que me cerca, todas as maravilhas e falhas do mundo, sempre foi a minha viagem. Isso posto, vamos ao texto.
O governador de São Paulo, José Serra, está empenhado em uma guerra contra o tabaco, pelo menos desde os seus tempos à frente do ministério da Saúde. Ainda nessa linha, propôs, já como governador, um projeto de lei que deve ir hoje à votação na assembléia legislativa de SP e que bane de forma quase completa o fumo em locais fechados públicos ou privados, mesmo que por apenas uma parede. Com isso acabam-se os “fumódromos” em shoppings, restaurantes, empresas privadas ou repartições públicas. Quem quiser fumar, que vá para a rua. Se alguém insistir em dar suas tragadas em lugar proibido, a polícia deverá ser acionada e o fumante preso. O dono do estabelecimento que se recusar a cumprir a lei, será multado. O projeto em si é bastante semelhante, ainda que mais rigoroso em relação à pessoa, às leis que regem o fumo em Londres , por exemplo. No caso paulista, algumas poucas exceções foram listadas, como cultos religiosos envolvendo tabaco.
Alguns deputados tentam incluir a possibilidade dos fumódromos ou de exaustores, mas o governador e seus assessores são contra, pois os funcionários dos estabelecimentos estariam sujeitos à fumaça.
Já o governo federal, em seu plano para tentar reativar a economia, reduziu as aliquotas dos impostos para um série de produto, mas para evitar uma queda muito grande na arrecadação, aumentou fortemente a dos cigarros. A previsão é de arrecadar quase R$ 1 bi a mais em 2009.
A medida do governo federal só deve aumentar um problema já bastante grave: o contrabando de cigarros. Em qualquer centro de comércio popular das grandes cidades brasileiras há camelôs vendendo cigarros contrabandeados pela metade do preço dos estabelecimentos comerciais legais. Aumentar o imposto sobre o produto sem melhorar a (fraca) fiscalização das fronteiras é quase como prestar um favor aos criminosos.
Já a medida paulista vai pela linha da radicalização. Eu começo a ter dúvidas que isso funcione. A maioria dos fumantes se vicia ainda na adolescência porque é “legal” ser fumante, rebelde, etc… O que algumas campanhas conseguiram fazer foi desconectar a imagem do caubói solitário e “cool” à do cigarro. Funcionou, o fumo caiu entre os mais jovens e, conseqüentemente, a longo prazo cairá ainda mais entre a população adulta.
Nos países que há mais tempo combatem o fumo e sua propagando com leis mais duras (mas acho que nenhum com prisão), o número de fumantes está se equilibrando entre 15% a 20%. Se compararmos com outro vício (o álcool), segundo pesquisas médicas, de 10% a 20% da população pode ser considerada alcoólatra, boa parte deles também são fumantes. É bem provável que seja essa a parte da população propensa ao consumo dessas substâncias.
Então qual o problema? O que me deixou um tanto encafifado foi uma pesquisa feita com estudantes americanos de “highschool”, o equivalente ao nosso ensino médio. Os pesquisadores queriam saber se o adolescente havia fumado ao menos um cigarro ou um baseado (maconha) nos últimos 30 dias. O resultado, surpreendente pra mim, foi que havia um número MAIOR de fumantes de maconha (13,8%) do que cigarros (12,3%) . Por que? Segundo os entrevistados, fumar não é coisa de gente “bacana”, causa câncer, é muito caro e precisa ter mais de 18 anos pra poder comprar. Já uma macoinha… aí o sujeito é outsider. Além do quê, qualquer um consegue comprar e é mais barato.
Pois bem, até onde podemos ir com a guerra anti-tabaco sem torna-lo “bacana” novamente? Criminalizar o usuário (fumante) e tornar o produto legalizado excessivamente caro frente ao ilegal não é tornar por demais interessante a aventura adolescente de um cigarrinho?
Se há algo que a vida nos ensina é buscar o equilíbrio entre as coisas. No caso dos cigarros, espero que essa linha não esteja sendo cruzada.
Tags: cigarro, fumo, Jose Serra, SP
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Monday, October 27th, 2008
Uma série de políticos e articulistas que “colavam” as eleições municipais de 2008 à presidencial de 2010 parecem ter mudado de idéia. Estavam tão empolgados com a idéia que o messias de Garanhuns elegeria até um poste, que embarcaram nessa. E agora mudaram de idéia. Por que? Simples, o lulo-petismo foi derrotado nas eleições municipais.
-ahh, mas elegeu “montes” de prefeitos na G-79 (cidades com segundo turno)! É verdade, mas não nos locais importantes. Primeiro, perdeu a jóia da coroa, São Paulo. E só isso já bastaria para configurar sua derrota. Aliás, ter apostado na vitória em SP já foi mostra de excesso de fé. A cidade não é muito chegada a Lula, que nunca venceu por aqui. No RJ, não deu nem pro cheiro. Ficou fora do segundo turno. Aliás, participou do primeiro? Em BH, desistiu de concorrer à prefeitura embarcando no sonho aecista de PT+PSDB em 2010. Nessa, Aécio perdeu pouco, mas o PT mineiro perdeu muito! Porto Alegre, com quase 20 pontos de diferença!, ratificou o fora PT de 2004, depois de 16 anos no poder. Em Curitiba apostaram alto e veio a mais emblemática derrota do lulo-petismo, 80% a 20%!
Ganhou no Recife, e aí é a vitória desse grupo, sim. E não venceu em Fortaleza, como se sabe, Luizianne é quase uma candidatura pirata. Os caciques petistas não a queriam em 2004 e continuavam não querendo em 2008. Lula não teve nada a ver com essa vitória.
Portanto, saem derrotados os caciques gaúchos. Dilma Rousseff e Tarso Genro participaram da campanha e não evitaram o vexame. Não são capazes de transferir os votos que nunca tiveram ou não possuem mais.
Em SP, Marta sonhava em ir da cadeira de alcaide direto para o palácio do planato. Nos braços do povo paulistano seria páreo duro na briga com Dilma pela indicação da candidatura presidencial do PT. Ficou sem a primeira cadeiara e não deve nem ser cogitada para a segunda.
Em BH, Patrus Ananias perdeu antes da eleição começar: era contra a aliança tucano-petista. A aliança se deu e Patrus se deu mal. E Aécio? Bom, esse ganhou mas não levou. Deveria ter vitória esmagadora no estado, e não foi isso que se viu. O PSDB encolheu. Fica um pouco mais difícil lutar pela indicação tucana. Claro que no seu caminha sempre a possibilidade, agora um pouco mais improvável, de se mudar de mala e cuia para o PMDB.
Ciro Gomes investiu muito na candidatura da sua ex-mulher Patricia Saboya, não chegou sequer ao segundo turno do seu principal reduto eleitoral. Sai enfraquecido.
Vencedor mesmo foi Jose Serra. O PSDB cresceu ainda mais em SP, que detem praticamente 1/3 do colégio eleitoral do país, e seu aliado, Gilberto Kassab, venceu de forma esmagadora na capital. De quebra, Aécio enfraquecido e Alckmin fragorasamente derrotado, nesse momento, não fazem sombra ao governador.
Resumindo, eu nunca disse por aqui que seriam transferidos votos de 2008 direto para 2010, mas, como vimos, algumas candidaturas foram enterradas domingo. Mas não mudei de idéia só porque desejei, ops, “previ” errado, como fizeram alguns tantos.
Atualização: esqueci de mencionar o governador Jacques Wagner. Esse conseguiu o milagre, só poderia se dar na Bahia graça de tal monte, de unir Geddel e ACM neto. Pois bem, perdeu e viu seus créditos desabarem.
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Wednesday, February 13th, 2008
Eu afirmei mais de uma vez que o governador José Serra deveria agir com rapidez e disponibilizar a integralidade de todos os gastos com os cartões de débito do governo de SP. Pois bem, os gastos já estão disponíveis (clique aqui para ver).
Agora começa o pente-fino da imprensa, mas tão importante quanto, é tirar da boca dos petistas federais o discurso de que são todos iguais.
Afinal, no que gastaram os “seguranças” dos Lulas da Silva?
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Monday, February 11th, 2008
No Estadão, comento em seguida.
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, anunciou nesta segunda-feira, 11, a suspensão temporária dos saques com os cartões de débito no governo paulista. Segundo ele, a medida foi tomada para que se analisem as despesas feitas, e não por conta de possíveis irregularidades no sistema de saques. O anúncio foi feito durante a cerimônia de abertura do Ano Judiciário.
Reportagem de O Estado de S. Paulo, publicada na última sexta, revelou que o governo de São Paulo gastou no ano passado R$ 108,4 milhões em despesas por meio de cartões de débito e que quase metade dessa quantia referia-se a saques em dinheiro - R$ 48,3 milhões ou 44,6%. No total, são 42.315 cartões usados por cerca de 20 mil servidores.
Além da suspensão dos saques, Serra anunciou outras duas medidas, cujo objetivo é aumentar a transparência com gastos na administração estadual. Uma delas é a criação de uma comissão multidisciplinar formada por secretários de Estado para avaliar transações eletrônicas de compras. A outra é colocar na internet informações do Sistema de Gerenciamento Orçamentário (Sigeo) na internet.
Serra disse que as denúncias que surgiram a respeito do uso indevido dos cartões no governo estadual são parte da estratégia do PT para desviar o foco do escândalo que derrubou a ex-ministra da Secretaria Especial de Igualdade Racial Matilde Ribeiro e que mantém sob suspeição outros ministros e servidores federais. Ele citou também que a bancada petista na Assembléia Legislativa, um dia após descartar o pedido de abertura de uma CPI na Casa, voltou atrás seguindo orientação da Executiva Nacional do partido. Leia mais.
Eu já havia defendido que o governo de SP deveria agir com rapidez e determinação. É a única forma de não se igualar ao PT, adepto da filosofia “fazemos a baixaria que vocês também fazem”. O governador acertou, mas deve ir ainda mais longe. Esse número de cartões, mesmo com regras rígidas, é exagerado. Nenhuma empresa privada, por mais gigantesca que seja, possue tantas formas de sangria e nem por isso são ineficientes.
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Monday, February 11th, 2008
O governador de São Paulo, José Serra, deve empenhar esforço dos órgão responsáveis para disponibilizar, o quanto antes, a totalidade dos gastos dos cartões de débito do estado. Por políticos, eu não coloco a mão na frente de uma lanterna, o que dizer de coloca-la no fogo. Mas é evidente que esse seria um passo impossível para o governo federal. Sei que há quem seja tragado pelo blá-blá-blá da segurança presidencial para justificar os gastos sigilosos. Lula e os seus agem como se houvesse células da Al-Qaeda infiltradas no país, apenas esperando o momento certo de atingi-lo quando sabemos que o máximo a esperar é ser novamente “ovacionado” no centro-sul. Fugiu do sambódromo do Rio por medo de Maracanaço.
Pois bem, os gastos do governo de SP são distintos. 1. feitos por servidores; 2. com cartões de débitos, a maior parte emitidos para fins pré-aprovados; 3. não são, ao contrário do que vem divulgando a propaganda petista (a oficial e a “jornalística”), sigilosos;
Volto a desenvolver o tema original. A previsão é de que até maio a nota fiscal eletrônica esteja universalizada no estado, com isso a divulgação dos dados seria quase automática. No entanto, não se deve esperar até lá. O governo deve fazer um esforço para publicar o quanto antes e evitar que o lulo-petismo descarregue comportamentos distintos no mesmo lamaçal.
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Friday, February 8th, 2008
O PT resolveu mandar bala em José Serra. O governador de São Paulo, como se sabe, é o mais forte candidato da oposição ao Palácio do Planalto. Por isso, o partido invocou sua capacidade de pautar a imprensa (até Estadão e Folha!) e criou uma nova “notícia”: os cartões corporativos do governo do Estado de São Paulo.
Primeiro um fato, o governo de São Paulo, como todos os outros governos estaduais, possui cartões. Mas, diferentemente do governo federal, são cartões de débito e não são entregues a secretários, mas a funcionários de cada pasta. Ouvi hoje, em entrevista a Carlos Alberto Sardemberg, na rádio CBN, o ministro Paulo Bernardo, do planejamento, defender que apenas servidores concursados possam utilizar os cartões corporativos do governo federal. Como se vê, o governo estadual já faz o que pretende fazer o federal. Prossigo.
Defende o ministro que apenas algo entre 25% a 30% do limite de gasto possa ser sacado na boca do caixa. No caso de SP, esse valor é de 20%. Portanto, mais rigoroso do que querem os petistas. E não acabou.
No caso paulista, a despesa deve ser pré-aprovada, e o recurso fica disponível por um prazo determinado. Ainda, os cartões só podem ser utilizados para os seus fins devidos. Um cartão para combustível não será aceito em um farmácia. Esse rigor sequer está nos planos do ministério.
Ainda não sabemos se há irregularidades nos cartões paulistas, mas, se existem, são certamente inferiores às dos cartões corporativos do governo federal. Cabe agora não permitir que se igualem os desiguais, não cair no truque banal do PT. Que o efeito Azeredo não mais se repita.
A integra do comunicado do Governo de São Paulo.
NOTA À IMPRENSA
O Governo do Estado de São Paulo tem total interesse em esclarecer toda e qualquer dúvida relacionada às despesas efetuadas pelos órgãos da administração pagos pelo sistema de pagamento eletrônico via cartões de débito, que existe desde 2001. Note-se que o Governo de São Paulo, diferentemente do Governo Federal, não utiliza cartão de crédito corporativo.
Porém, para um adequado atendimento das demandas por informação, é preciso cautela e responsabilidade no tratamento e observação das operações de compras a fim de evitar alarmismos e erros de interpretação desastrosos.
Para exemplificar, temos o caso das despesas efetuadas em uma churrascaria em Campos de Jordão, que foram interpretadas equivocadamente como um possível desperdício de dinheiro público. São despesas absolutamente normais, realizadas pelo Batalhão da Policia Militar de Taubaté, que deslocou efetivo para Campos de Jordão em período de alta de turismo. Foram servidas, nesse restaurante, refeições para centenas de policiais militares, por R$ 8,00 (oito reais) cada.
Outro caso de distorção refere-se à compra de carnes em açougue da cidade de São Paulo, que se tentou demonstrar como sendo uma despesa indevida. Na verdade, foi utilizada na alimentação das 70 crianças da creche dos filhos dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, onde trabalham cerca de 1.500 pessoas, em quatro secretarias. Ou, ainda, a despesa realizada pela Polícia Militar em Campinas, em loja de brinquedos, para compra de 12 kits de maquiagem como parte de uma ação cívica social da PM com crianças da favela Parque Oziel, localizada naquela cidade.
Para cada pedido de informação, é necessário examinar o processo administrativo respectivo, sob guarda da unidade administrativa contratante. Para entender à complexidade dessas verificações, é preciso esclarecer que, em 2007, foram realizadas compras em cerca de 55.000 estabelecimentos comerciais no estado, executados por cerca de 20.000 servidores públicos em todos os 645 municípios paulistas.
Por último, refutamos com veemência a tentativa do Partido dos Trabalhadores de São Paulo de criar confusão na opinião pública, tratando questões diferentes como se fossem iguais. É a estratégia típica desse partido: tentar justificar seus abusos com a idéia de que os outros partidos também os cometem. Com a idéia de que, na política brasileira, “é tudo farinha do mesmo saco”. Mas não é não, felizmente.
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Monday, January 28th, 2008
Continua a costura para que Gilberto Kassab (DEM) seja o candidato da aliança DEM+PSDB na cidade de São Paulo. Segundo a coluna de Lauro Jardim, Alckimin, para recuar da candidatura, exigiria nomear o vice na chapa. Isso descartaria o secretário estrela da gestão, Andrea Matarazzo, identificado com Serra. O governador, aliás, consultado sobre o arranjo, já indicou que aceita sem problemas. Vale tudo para se proteger das investidas.
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Friday, January 25th, 2008
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou seu apóio a uma aliança PT-PSDB para concorrer à prefeitura de Belo Horizonte. Como o prefeito Fernando Pimentel não pode mais ser candidato, e para evitar o acirramento de ânimos tanto na militância petista como na tucana, procura-se um nome externo aos dois partidos. Um dos mais cotados é Mário Lacerda (PSB) que atualmente é secretário de Desenvolvimento Econômico de Aécio e trabalhou no ministério da Integração Nacional no primeiro governo Lula. Como se vê, transita bem entre as duas “casas”.
Aécio possui uma aceitação tão grande em MG que é difícil acreditar que um candidato com o seu apóio, qualquer candidato, não se tornasse um páreo duro. Pois bem, então o que pretende o governador?
Por um lado vai metendo o bedelho na eleição paulistana, quer a todo custo que Alckmin seja o candidato do partido. Isso, quase inevitável, precipitará no fim da aliança DEM-PSDB em São Paulo, dificultando a vida do governador José Serra. Não custa lembrar que Serra é hoje o nome preferido dentro do PSDB para disputar a presidência em 2010. Aécio tenta, então, enfraquecer a posição de Serra e, conseqüentemente, fortalecer seu nome para ser o candidato do partido.
Neste outro movimento, de aproximação com o PT, vende a mensagem que a distância entre os dois partidos existe apenas em São Paulo, o que não é verdade, tenta seduzir Lula, os dois se dão muito bem, e manda um recado ao PSDB, algo como: se eu não for o candidato por aqui, posso ser por lá. Devemos lembrar que não vem de hoje o boato de uma enventual transferência de Aécio para algum partido da base aliada, provavelmente o PMDB, para concorrer à presidência. Claro que Lula ainda sonha com Dilma presidente, mas a prioridade, certamente, será manter o maior número possível de companheiros nos cargos. Após oito anos aparelhando o estado, não se pode deixar tudo ir para o ralo tão facilmente. E qualquer desestabilização nos adversários é sempre boa, principalmente quando cai no colo de grátis.
Até agora, Aécio é quem tem movimentado melhor as peças no tabuleiro tucano. Resta saber se os principais nomes do partido se deixarão manobrar de forma tão infantil. Gosto pelo jardim da infância sabemos que têm, basta lembrar a postura no caso do mensalão e o tipo de oposição que se fez a Lula, até a vitória do fim da CPMF.
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