economia, política e blog ‘n’ roll

Em campanha política, baixo nível é não abordar todos os temas

Friday, July 23rd, 2010

Trecho de um artigo de José Dirceu, esse epitáfio da postura petista. Volto em seguida.

Por um debate elevado

A pouco mais de dois meses para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, reitero minha expectativa de que, acima de tudo, nesse processo de reflexão sobre os rumos do nosso Brasil, prevaleça um debate sério, profundo e exclusivamente voltado à discussão programática. Porque essa é a melhor forma de os candidatos se submeterem de fato ao julgamento de cada brasileiro, fazendo das eleições o verdadeiro ápice da democracia.

Mas tem me preocupado dois movimentos paralelos, e intercalados, que tenho presenciado. O primeiro é o rebaixamento do nível do debate eleitoral pela oposição. O segundo é o de preparar o terreno para jogar a decisão das urnas nas mãos do Judiciário. Ambos representam riscos à democracia.

Um dos mais antigos truques dialéticos é desqualificar tudo o que lhe é negativo. Uma forma simples de direcionar conversas. Ora, é o que tenta a máquina petista. Até aí, isso é do jogo. Agora, se cairemos ou não nessa, é outra história.

O PT tenta por que tenta qualificar suas ligações com as FARC como baixaria. Ora, estiveram juntos no tal Foro São Paulo, há emails indicando a proteção a membros da FARC (Dilma Rousseff solicitou a transferência de Mona, mulher de Oliverio Medina, para o Ministério da Pesca).

À época do Forum São Paulo e à dos emails, as FARC, além de sequestrar e matar, também já estava envolvidas com o narcotráfico. Quando dirigentes petistas, Lula entre eles, aconselha o grupo a abandonar a luta armada e ingressar na vida política, “esquece” convenientemente de mencinar a cocaína. É o mesmo que sugerir que os crimes do Marcola sejam relevados e ele possa se candidatar a algo aqui no Brasil. Para, sei lá, lutar pelos direitos da população carcerária em presídios de segurança máxima.

A baixaria não está no que se diz agora, mas no que os petistas disseram e fizeram no passado.

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Lula no hospício

Monday, July 19th, 2010

Mais uma piadinha do Messias de Garanhuns.

Já em campanha eleitoral para 2.010 Lula vai visitar um hospício juntamente com a Dilma e ambos são recepcionados por um grupo de doidos.
- Viva o Lula! Viva a Dilma! - gritam os alienados, vibrando como nunca.
Ao ver um dos componentes da turma calado, um dos assessores do Lula lhe pergunta:
- E você, por que não está gritando Viva a Dilma?
- Porque eu não sou Louco, sou Médico!

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Lula, o “falso democrata”

Sunday, July 18th, 2010

Se internamente Lula ainda consegue carregar sua imagem de “messias de Garanhuns”, no exterior a realidade se abate sobre “o cara”. Seus absurdos elogios rasgados a ditadores mundo afora, a constante perseguição à imprensa livre internamente, rendem críticas cada vez mais severas. Eis a última, de Alejandro Aguirre, da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Estadão, por Denise Chrispim Marin, correspondente / WASHINGTON

O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, qualificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos “falsos democratas” da região. Ao fim de uma reunião do comitê executivo da SIP, que agrega 1.300 meios de comunicação, ele argumentou que Lula se omitiu diante da censura ao Estado.

A censura foi imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e está em vigor desde 31 de julho do ano passado. A proibição de veiculação de notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PDMP-AP). “(A censura ao jornal) não foi denunciada pelo governante”, acusou Aguirre, que também representa na SIP o Diário Las Américas, de Miami.

Vínculos

Aguirre afirmou que o caráter de “falso democrata” de Lula não se limita a esse episódio. Essa condição, argumentou, tornou-se evidente com a estreita relação do presidente brasileiro com os irmãos Fidel e Raúl Castro, de Cuba. Também é justificada pelos vínculos de Lula com líderes eleitos democraticamente, mas que “estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas”.

“Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes”, afirmou. “Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século”, completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula.

O presidente da SIP ainda incluiu o governo Lula na lista dos que “atacam” os meios de comunicação, composta originalmente pelas administrações de Hugo Chávez, da Venezuela; de Cristina Kirchner, da Argentina; de Rafael Correa, do Equador; de Evo Morales, da Bolívia; de Daniel Ortega, da Nicarágua, e de Porfírio Lobo, de Honduras. “Esses governos usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial, atos judiciais sumamente arbitrários. Esses fatos são públicos”, declarou. Até às 20h33, o governo brasileiro não tinha se manifestado sobre as declarações de Aguirre.

Argentina

Em seu relatório trimestral, divulgado nesta sexta-feira, 16, a SIP condenou a “campanha sistemática” movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais. Também assinalou como preocupantes a iniciativa do governo equatoriano de lançar uma campanha agressiva contra os meios de comunicação independentes, durante a Copa do Mundo, e a recente denúncia do governo da Guatemala de que reportagens publicadas pela imprensa seriam um atentado contra a segurança do país.

Na quinta-feira, 15, em encontro com representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, a SIP reclamou da “incompreensível” decisão judicial que censura o Estado. Também renovou suas denúncias contra atitudes do governo Chávez.

Especificamente Aguirre, tratou de dois casos recentes - a decretação da prisão preventiva do presidente da emissora de televisão venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, e a condenação à prisão do colunista do jornal El Carabobeño, Francisco Pérez, sob a acusação de ofensa e injúria a um funcionário público.

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Recordar é viver: Lula e a ética

Monday, July 12th, 2010

O governo Lula estabeleceu um novo patamar para a ética política no Brasil: o fundo do poço. Senão vejamos.

1. seu primeiro candidato à presidência, José Dirceu, naufragou nas águas do mensalão.

2. seu segundo candidato à presidência, Antônio Palocci, dançou o forro “para mim, seu sigilo é público”.

E mesmo assim ele foi reeleito, mesmo tendo avisado em rede nacional de televisão que o quanto se esforça para combater a ética.

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Golpe é golpe, outra coisa é outra coisa

Wednesday, September 30th, 2009

Por que começar um post com a mais explícita máxima do pensamento óbvio futebolístico? Porque algumas pessoas não entenderam a diferença entre um golpe de estado e uma expulsão à margem da lei. Claro que falo de Honduras. Vamos aos fatos.

Manuel Zelaya foi deposto pela justiça, como prevê a constituição Hondurenha. País vítima de infindáveis confusões políticas, a nova constituição hondurenha é taxativa: qualquer tentativa de usurpar a democracia será punida com a perda do mandato. Zelaya, seguindo o exemplo de seus neo amigos (Chavez, Correa, …) tentou uma “consulta popular” que lhe garantisse mais um mandado. E sabemos como funciona isso, não? Mais um agora, outro depois e unzinho mais… e temos um novo Chavez. Essa tentativa populista de permanencia foi punida pelo legislativo e judiciário com a deposição LEGAL de Zelaya. Um novo governo assumiu e deve permanecer até a realização de novas eleições. Essa é a história.

Mas o primeiro ato do novo governo foi tolo, pra dizer o mínimo. Zelaya deveria ter sido julgado, como previsto, e não expulso do país. Não tenho dons de vidência, mas fosse o usurpador removido do poder, mantido em liberdade, e o novo governo Hondurenho fosse à ONU solicitar “acompanhamento” da situação, para garantia total das liberdades, hoje Zelaya não seria tratado como vítima e Honduras seria exemplo da nova América Latina, que não cede a ditadores. Infelizmente não foi assim. E o que piora a situação é que o PARLAMENTAR que assumiu o governo, Micheletti, é militar reformado. A falácia zelayana de um mais golpe militar numa republiqueta latino americana colou ainda melhor.

Retomando o título, golpe é o que tentou Zelaya. Outra coisa é sua deposição legal. Só pra ficar claro.

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Lula vai para a universidade

Wednesday, April 1st, 2009

O presidente Lula resolveu tomar uma atituda, ao menos em sua vida pessoal. Cansado de suas próprias gafes e raciocínio claudicante toda vez que se encontra com os líderes políticos do mundo, Lula resolveu se matricular em uma universidade.

Irá cursar direito, ao contrário de tudo de errado que já fez na vida. Segundo o ministério da Ação Social já foram encaminhandas as solicitações para o Bolsa Universidade, Bolsa Carro com motorista oficial e Bolsa scotch 12 anos.

Em seu programa semanal matinal, o presidente declarou estar muito animado com essa nova oportunidade. Ultimamente, até entre os sindicalistas era visto como um bronco.

Tudo isso nesse primeiro de abril de 2009.

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Lula inventa uma nova forma de NÃO cumprir promessas

Wednesday, March 25th, 2009

Um cliente liga, conversamos, fechamos um projeto e, claro, dou um prazo para a entrega das partes e do todo. E não é só aqui, mas EM QUALQUER LUGAR. Menos no estado brasileiro, e com certeza menos ainda no governo do messias de Garanhuns.

Vejam o caso, Lula prometeu entregar 1 milhão de casas populares. Por que não 900 mil? Ou 754.328? Bem, convenhamos, 1 milhão é um número “celebridade”, bem ao estilo fome zero que o governo consagrou: faça a propaganda e… tá feito. Em quanto tempo vai entregar as obras? Ahh, isso só Zeus sabe. Ou melhor, nem os deuses podem dizer. O negócio é o seguinte, Lula promete 1 milhão de casas sem ter os terrenos, a verba, as licitações, os projetos, enfim, nada. Diz que vai fazendo conforme der, quem sabe lá pra 2011 está pronto. Mas 2011 já é outro governo, pode até ser um governo tucano. E haverá 1 milhão de casas? Duvide-o-dó. E se não houver de quem é a culpa? Claro que de quem assumiu depois. Afinal, ele (Lula) deixou tudo prontinho. E a nova forma de não se cumprir promessas: prometa, deixe NADA feito e culpe o sucessor.

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A mentira da poupança e a verdade dos juros

Tuesday, March 17th, 2009

Não vou me gabar de já ter explicado aqui porque a taxa básica de juros no Brasil é tão alta. E vou ficar “humilde” porque a explicação é o óbvio ululante:

Creio estar na hora de acabar com uma fábula corrente no noticiário econômico brasileiro, a de que a alta taxa de juros existe para controlar a inflação de mercado, aquela dos preços nas prateleiras dos supermercados. Ah, sim, existe pra isso também. Mas o principal fator para o exorbitante valor nominal do juro oficial no Brasil é o volume de dinheiro gasto pelo estado.

O governo brasileiro rola sua dívida com títulos públicos, até aí nada demais, todos fazem. A questão é que o estado por aqui custa muito caro à população, dependendo de quem faz o cálculo vai de 33% a 39% do PIB. Como o investidor sabe que o governo PRECISA do seu dinheiro e que a dívida é MUITO grande, cobra caro pelo empréstimo. De forma bastante resumida, “isso” (necessidade x risco) é a taxa SELIC. Como se reduz o custo de captação do dinheiro pelo estado? Simplesmente diminuindo os gastos, afrouxando o cinto. É o equivalente a dizer para o investidor: -Olha, eu preciso do seu dinheiro, mas não estou com a corda no pescoço, então vou procurar quem me faça um empréstimo a preço mais convidativo. É justamente o oposto do que fez o governo Lula desde que se instalou, aumentou, ano a ano, os gastos em contas correntes. O governo hoje tem uma despesa fixa maior que a existente quando Lula assumiu.

Só que os tempos de bonança acabaram, chegou a época de estimular a economia interna. Uma das melhores formas de se fazer isso é queda na taxa de juros, isso diminui o custo financeiro das empresas e facilita o endividamento do consumidor.  E é o que o banco central começou a fazer. Mas tiraram areia de um buraco para tapar outro.

Com essa queda, a poupança passou a render mais do que os títulos do governo. Ora, se você é um investidor vai procurar a aplicação que lhe dá o maior retorno. Seu dinheiro estava em títulos públicos? “Tira” de lá e coloque na poupança. O efeito disso? Atrapalha, pra ser eufêmico, a rolagem da dívida do governo. A solução? Uma mentirazinha básica. Lula bradou que vai proteger os pequenos poupadores. Como? Fazendo com que ganhem menos. De forma simples, a poupança tem que ficar atrás da SELIC, então diminui-se a remuneração da caderneta. E aquela lei que garante 0,5% de rendimento ao mês aos poupadores? Atropela-se ou muda-se.

Não entendeu como ganhar menos protege o pequeno poupador e a classe média? Pois é, porque não possui esse efeito. Protege, isso sim, a má gestão pública. Há alternativa? A essa altura, provavelmente não. Foram 6 anos do maior crescimento mundial desde o mercantilismo jogados fora.

No final das contas talvez o governo arrume uma fórmula para preservar o pequeno poupador (taxar em função do volume poupado, ou qualquer outro absurdo), e o messias de Garanhuns irá propagar mais esse milagre. Haja fé.

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Lula e os cartões corporativos em “A volta dos que não foram”

Monday, March 16th, 2009

Sei que escrevi tanto sobre a farra dos cartões corporativos e o absurdo completo que é o tal sigilo para manter a segurança da presidência da república. Pois bem, ou melhor, pois mal, eles estão de volta. Lula, sua comitiva e seus cartões corporativos já gastaram em pouco mais de dois meses de 2009 o equivalente a 65,5% do gasto total de 2008. São R$ 2,785 milhões de dinheiro de ninguém (ninguém, claro, somos nós). No ano passado inteiro escoou a dinheirama de  R$ 4,250 milhões. Segundo O Globo:

Os gastos entre 1º de janeiro e 11 de março deste ano representam uma alta de 405,8% sobre as despesas do primeiro trimestre de 2008. De janeiro a março do ano passado foram gastos com os cartões corporativos R$ 550,6 mil. Os R$ 2,785 milhões deste ano foram gastos só até 11 de março, data em que foi fechado o levantamento. Até o fim do trimestre, a alta registrada será ainda maior.

Só resta então perguntar: vai uma tapioca?

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Crise: empresários projetam crescimento zero em 2009

Friday, March 13th, 2009

Enquanto Lula e Dilma brincam de faz de conta, 80% dos empresários brasileiros projetam um cenário ruim. Na Folha.

Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A pesquisa também mostra que quase metade das empresas (47%) acredita que a crise vá se estender pelos próximos anos (para 2010 ou mais). Outras 31% avaliam que a crise pode ser superada neste ano. “Tudo indica que o processo de recuperação da economia mundial virá só em 2010″, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
Para ele, os dados já divulgados neste ano derrubam a teoria de que o Brasil está protegido contra a crise. “O mundo está pior e o Brasil está ficando também pior. Aquela teoria do descolamento do Brasil é frágil. O Brasil vai caminhando de acordo com o mundo.”
A pesquisa mostra também que 83% dos empresários disseram ter sido afetados pela crise no primeiro trimestre deste ano.

Crescimento zero
A CNI voltou a afirmar que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 2009 deve ter um crescimento próximo de zero neste ano.
No início da semana, o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, havia dito que a indústria pode fechar o ano no vermelho. Para que isso não ocorra, o setor precisa reverter o movimento de desaceleração e crescer 12% entre fevereiro e dezembro.
Os dados sobre o faturamento de indústria divulgados pela entidade mostraram uma queda de 13,4% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a maior retração da série da entidade, iniciada em 2004. Houve também um recuo de 4,3% em relação a dezembro.

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