Wednesday, March 25th, 2009
Um cliente liga, conversamos, fechamos um projeto e, claro, dou um prazo para a entrega das partes e do todo. E não é só aqui, mas EM QUALQUER LUGAR. Menos no estado brasileiro, e com certeza menos ainda no governo do messias de Garanhuns.
Vejam o caso, Lula prometeu entregar 1 milhão de casas populares. Por que não 900 mil? Ou 754.328? Bem, convenhamos, 1 milhão é um número “celebridade”, bem ao estilo fome zero que o governo consagrou: faça a propaganda e… tá feito. Em quanto tempo vai entregar as obras? Ahh, isso só Zeus sabe. Ou melhor, nem os deuses podem dizer. O negócio é o seguinte, Lula promete 1 milhão de casas sem ter os terrenos, a verba, as licitações, os projetos, enfim, nada. Diz que vai fazendo conforme der, quem sabe lá pra 2011 está pronto. Mas 2011 já é outro governo, pode até ser um governo tucano. E haverá 1 milhão de casas? Duvide-o-dó. E se não houver de quem é a culpa? Claro que de quem assumiu depois. Afinal, ele (Lula) deixou tudo prontinho. E a nova forma de não se cumprir promessas: prometa, deixe NADA feito e culpe o sucessor.
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Tuesday, March 17th, 2009
Não vou me gabar de já ter explicado aqui porque a taxa básica de juros no Brasil é tão alta. E vou ficar “humilde” porque a explicação é o óbvio ululante:
Creio estar na hora de acabar com uma fábula corrente no noticiário econômico brasileiro, a de que a alta taxa de juros existe para controlar a inflação de mercado, aquela dos preços nas prateleiras dos supermercados. Ah, sim, existe pra isso também. Mas o principal fator para o exorbitante valor nominal do juro oficial no Brasil é o volume de dinheiro gasto pelo estado.
O governo brasileiro rola sua dívida com títulos públicos, até aí nada demais, todos fazem. A questão é que o estado por aqui custa muito caro à população, dependendo de quem faz o cálculo vai de 33% a 39% do PIB. Como o investidor sabe que o governo PRECISA do seu dinheiro e que a dívida é MUITO grande, cobra caro pelo empréstimo. De forma bastante resumida, “isso” (necessidade x risco) é a taxa SELIC. Como se reduz o custo de captação do dinheiro pelo estado? Simplesmente diminuindo os gastos, afrouxando o cinto. É o equivalente a dizer para o investidor: -Olha, eu preciso do seu dinheiro, mas não estou com a corda no pescoço, então vou procurar quem me faça um empréstimo a preço mais convidativo. É justamente o oposto do que fez o governo Lula desde que se instalou, aumentou, ano a ano, os gastos em contas correntes. O governo hoje tem uma despesa fixa maior que a existente quando Lula assumiu.
Só que os tempos de bonança acabaram, chegou a época de estimular a economia interna. Uma das melhores formas de se fazer isso é queda na taxa de juros, isso diminui o custo financeiro das empresas e facilita o endividamento do consumidor. E é o que o banco central começou a fazer. Mas tiraram areia de um buraco para tapar outro.
Com essa queda, a poupança passou a render mais do que os títulos do governo. Ora, se você é um investidor vai procurar a aplicação que lhe dá o maior retorno. Seu dinheiro estava em títulos públicos? “Tira” de lá e coloque na poupança. O efeito disso? Atrapalha, pra ser eufêmico, a rolagem da dívida do governo. A solução? Uma mentirazinha básica. Lula bradou que vai proteger os pequenos poupadores. Como? Fazendo com que ganhem menos. De forma simples, a poupança tem que ficar atrás da SELIC, então diminui-se a remuneração da caderneta. E aquela lei que garante 0,5% de rendimento ao mês aos poupadores? Atropela-se ou muda-se.
Não entendeu como ganhar menos protege o pequeno poupador e a classe média? Pois é, porque não possui esse efeito. Protege, isso sim, a má gestão pública. Há alternativa? A essa altura, provavelmente não. Foram 6 anos do maior crescimento mundial desde o mercantilismo jogados fora.
No final das contas talvez o governo arrume uma fórmula para preservar o pequeno poupador (taxar em função do volume poupado, ou qualquer outro absurdo), e o messias de Garanhuns irá propagar mais esse milagre. Haja fé.
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Monday, March 16th, 2009
Sei que escrevi tanto sobre a farra dos cartões corporativos e o absurdo completo que é o tal sigilo para manter a segurança da presidência da república. Pois bem, ou melhor, pois mal, eles estão de volta. Lula, sua comitiva e seus cartões corporativos já gastaram em pouco mais de dois meses de 2009 o equivalente a 65,5% do gasto total de 2008. São R$ 2,785 milhões de dinheiro de ninguém (ninguém, claro, somos nós). No ano passado inteiro escoou a dinheirama de R$ 4,250 milhões. Segundo O Globo:
Os gastos entre 1º de janeiro e 11 de março deste ano representam uma alta de 405,8% sobre as despesas do primeiro trimestre de 2008. De janeiro a março do ano passado foram gastos com os cartões corporativos R$ 550,6 mil. Os R$ 2,785 milhões deste ano foram gastos só até 11 de março, data em que foi fechado o levantamento. Até o fim do trimestre, a alta registrada será ainda maior.
Só resta então perguntar: vai uma tapioca?
Tags: cartoes corporativos, lula
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Friday, March 13th, 2009
Enquanto Lula e Dilma brincam de faz de conta, 80% dos empresários brasileiros projetam um cenário ruim. Na Folha.
Cerca de 80% dos empresários brasileiros avaliam que a crise econômica internacional piorou no primeiro trimestre de 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A pesquisa também mostra que quase metade das empresas (47%) acredita que a crise vá se estender pelos próximos anos (para 2010 ou mais). Outras 31% avaliam que a crise pode ser superada neste ano. “Tudo indica que o processo de recuperação da economia mundial virá só em 2010″, disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
Para ele, os dados já divulgados neste ano derrubam a teoria de que o Brasil está protegido contra a crise. “O mundo está pior e o Brasil está ficando também pior. Aquela teoria do descolamento do Brasil é frágil. O Brasil vai caminhando de acordo com o mundo.”
A pesquisa mostra também que 83% dos empresários disseram ter sido afetados pela crise no primeiro trimestre deste ano.
Crescimento zero
A CNI voltou a afirmar que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 2009 deve ter um crescimento próximo de zero neste ano.
No início da semana, o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, havia dito que a indústria pode fechar o ano no vermelho. Para que isso não ocorra, o setor precisa reverter o movimento de desaceleração e crescer 12% entre fevereiro e dezembro.
Os dados sobre o faturamento de indústria divulgados pela entidade mostraram uma queda de 13,4% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a maior retração da série da entidade, iniciada em 2004. Houve também um recuo de 4,3% em relação a dezembro.
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Thursday, March 12th, 2009
Deu em todos os lugares, o Brasil teve no último trimestre de 2008 um dos piores desempenhos do mundo e o PIB em relação ao trimeste anterior desabou 3,6%. A queda foi tão grande que se espera estabilização para o primeito trimestre de 2009. Como a variação é medida em relação ao trimestre anterior, o fato de já ter caido muito tende a fornecer um piso.
A questão principal é a reação do governo brasileiro ao longo da crise. Esse período de reajusto econômico teve seu momento filme-catástrofe com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers (setembro/2008), mas na verdade começa com a crise imobiliária americana ainda em 2007. Ou seja, estamos já há um ano e meio em crise. E qual foi a reação do messias de Garanhuns , da equipe econômica e da senhoura Dilma Rousseff? Desdenharam publicamente da crise. Quem não se lembra de Lula adjetivando a quebra de bancos e corretoras mundo afora como uma marolinha?
Pois bem, ainda em setembro de 2008 ficou claro que a crise estava por aqui. As empresas e bancos brasileiros não conseguiam mais financiamentos no exterior e, por consequência, o crédito interno sumiu. E o pouco que havia era oferecido com taxas proibitivas. As exportações, como era de se esperar, cairam fortemente. Para alguns setores a queda foi quase catastrófica. O de carne bovina caiu mais de 30% apenas em janeiro. É fácil perceber isso nas gôndolas dos supermercados e açougues. Com o encolhimento do mercado externo sobra produto por aqui e o preço cai. E o que disse nosso onisciente líder? Afirmou que a crise era um problema dos países ricos e que o Brasil, na pior das hipóteses, sofreria uma desaceleração no ritmo de crescimento. Os fatos insistiram em desafiar a lógica governista e fomos informados sobre o desempenho da economia brasileira no final de 2008. Nas últimas semanas, o governo já sabendo da estimativa, começou a dizer que o “Brasil seria o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela”. Mas peraí, menos de dois meses antes a marola sequer chegaria até aqui?
Mas a gota d’água foram as declarações dilmistas dizendo que já esperava por isso e estavam trabalhando para reverter a situação. Mais afirmou que já vinha avisando sobre a crise? Só se alertou na língua thucarramae! O pior de tudo, não há dinheiro para um plano de estímulo à economia. Em sua sede eleitoral o lulo-petismo sugou cada centavo da arrecadação recorde de impostos e canalizou para o aumento das despesas fixas do governo e do bolsa eleitoral.
A famosa frase atribuida ao ministro da propaganda nazista, Goebbels, que uma mentira contada mil vezes torna-se verdadeira parece ter afetado, nesse caso, os próprios contadores de causos, ou então eu (nós) tenho (temos) cara de palhaço.
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Friday, February 20th, 2009
Ouvi o messias de Garanhuns espernear contra a Embraer. A fabricante de aviões até pouco tempo era alardeada como uma maravilha brasileira, afinal adicionava um produto de altíssima tecnologia e valor agregado à nossa carteira exportadora de minério de ferro e soja. Qual a bronca de Lula? Bem, a Embraer anunciou a eliminação de 4.000 postos de trabalho. Não havia escolha, a empresa investiu e tomou emprestado para aumentar a produção enquanto as vendas despencaram, a única solução foi reduzir drasticamente os custos. Num país onde cada trabalhador custa à empresa o DOBRO do seu salário, os cortes sempre irão começar pela folha de pagamento. O que chama atenção é a lógica lulista. Quando A INICIATIVA PRIVADA criou centenas de milhares de empregos, Lula dizia que isso era resultado do seu governo, agora que têm que demitir, quem despede são “eles”. Aproveitando o apreço do messias por metáforas futebolísticas, parece aquele técnico de futebol que diz “eu ganho, nós empatamos, vocês perdem”.
Ah, sim, as demissões acontecem, entre outros motivos, porque o governo não aproveitou o período de ouro da primeira década do século para fazer as reformas trabalhista e tributária.
Na folha:
O mercado de trabalho formal brasileiro já perdeu 797,5 mil vagas desde novembro. O número é equivalente ao da população de São Bernardo (SP), com 781 mil habitantes. Em janeiro, pelo terceiro mês seguido, as demissões superaram as contratações com carteira assinada, e o saldo de vagas ficou negativo em 101.748 postos.
Foi o pior resultado para o mês de janeiro da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento mensal de vagas formais do Ministério do Trabalho. A última vez em que houve saldo negativo de empregos formais em janeiro foi em 1999- ano da desvalorização do real. Leia mais.
Tags: crise, desemprego, Embraer, emprego, lula
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Wednesday, February 18th, 2009

Hugo Chávez
Há uma característica intrínsica à democracia: seu maior defeito é também sua maor virtude. Um regime com eleições livres e diretas SEMPRE estará aberto àqueles que tentam dilapidá-lo.
Hugo Chávez venceu. Não direi que a democracia venezuelana perdeu, isso já se deu a muito tempo, apenas a mandaram definitivamente para o exílio, como a fugitiva de uma catástrofe natural. No caso, não foi um terremoto ou furacão, mas incompetência das oposições venezuelanas.
O discurso vazio
Segundo o próprio “coronel” Chávez, a alternância de poder, supostamente “imposta” pelos imperialistas yankes, impede a construção de um projeto de longo prazo. Vejamos, a nação que comandou o século XIX como grande potência, o Reino Unido, manteve continuamente a alternância de poder, pelo sistema parlamentarista. O país hegemônico do século XX, os EUA, também mantiveram a alternância continuamente, pelo sistema presidencialista. Já a contrapartida a isso, a União Soviética, com seu sistema personalista de comandar, naufragou. Ai poderia dizer o não democrático, -mas afundou por conta do socialismo!. Não, foi a pique porque o autoritarismo é intrínsico ao marxismo, que desde o começo se auto-intitulou “DITADURA do proletariado”. E no autoritarismo, claro, não há alternância de poder. Se houver é um jogo com cartas marcadas e portanto falso.
E o que Chávez alega ser o seu “projeto bolivariano”? Nada menos que o socialismo do século XXI. Como se vê começou a carácter, perpetuando-se no poder. -peraí, mas ele pode ser reeleito indefinidamente, a palavra final ainda é da população! Isso é tão verdadeiro quanto papai-noel e coelhinho da páscoa. Nessa eleição do referendo 1/3 da população não foi votar. Há na Venezuela medo de retaliação contra quem não votar em Chávez e a população não confia que o voto seja realmente secreto. Também foi amplamente noticiado que as manifestações da oposição foram reprimidas. Em um regime autoritário NUNCA há igualdade de oportunidades em uma eleição.
Um por todos…
O maior erro que podemos cometer é acreditar que o atentado à democracia foi um fenômeno isolado na Venezuela. A américa latina foi (novamente) varrida pelo populismo, o que pode ser visto com clareza no Brasil, Equador, Bolívia e Nicarágua. O caso brasileiro é um pouco (apenas um pouco!) menos grave porque as instituições estão mais bem estabelecidas. O problema é que, a exemplo da Venezuela, a oposição por aqui também é infinitamente incompetente, caso contrário, Lula não teria sobrevivido ao depoimento de Duda Mendonça na CPI dos correios. Se for “um por todos” (populismo paternalista) e “nenhum contra o um”, a democracia perde. Sempre.
Tags: Brasil, eleicoes, hugo chavez, lula, referendo, venezuela
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Friday, February 13th, 2009

Lula segurando um bebe chorando
Eu adoro piadas com políticos, essa acabei de receber por email.
Lula viajou, pra variar, para a Inglaterra e pergunta à rainha:
- Senhora rainha, como consegue escolher tantos ministro tão maravilhosos?
Sua majestade responde:
- Eu apenas faço uma pergunta inteligente. Se a pessoa souber responder ela é capacitada a ser ministro. Vou lhe dar um exemplo.. A rainha manda chamar Tony Blair e pergunta:
- Mr. Blair, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem é ele?
Tony Blair responde:
- Majestade, esse bebê sou eu..
Ela vira pra Lula:
- Viu só? Mereceu ser ministro.
Lula maravilhado volta ao Brasil.
Voltando ao Brasil, chama a ministra Dilma Roussef e lasca a pergunta:
- Companheira Dilma, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem ele é?
A ministra responde:
- Senhor presidente, vou consultar nossos assessores e a base aliada e lhe trago a resposta.. Vai então e cobra a resposta. Ninguém sabe. Aconselham perguntar ao ex-presidente FHC, que é muito inteligente. Dilma liga pra FHC:
- Fernando Henrique , aqui é a Dilma Roussef. Tenho uma pergunta pra você: se seu pai e sua mãe têm um bebê e esse bebê não é seu irmão nem sua irmã, quem é esse bebê?
O ex-presidente responde imediatamente:
- Ora senhora ministra, é lógico que esse bebê sou eu!
A ministra vai correndo levar a resposta ao Lula:
- Sr. Presidente, se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão nem minha irmã, é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique Cardoso.
Lula dá seu sorrisinho sabido e diz:
- Te peguei, companheira Dilma.. Sua resposta está completamente errada… o bebê é o Tony Blair
Tags: Dilma Rousseff, FHC, Inglaterra, lula, piada, Tony Blair
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Thursday, February 12th, 2009
Enquanto o governo brinca de tudo bem no reino de Lulinha Paz e Amor e Dilma Barbie o resto do mundo sofre com a crise. Notícia da Reuters que circula pelos jornais e sites de hoje:
A produção industrial da zona do euro registrou uma queda recorde em dezembro, mostraram dados nesta quinta-feira, apontando para um aprofundamento da recessão na região e aumentando os argumentos favoráveis a um corte mais forte da taxa de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) no próximo mês.
A produção das indústrias nos 15 países que usam o euro como moeda teve uma queda mensal em dezembro de 2,6% e um tombo de 12% na comparação anual, a queda mais acentuada desde que os dados começaram a ser coletados em 1990, informou a a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.
Economistas consultados pela Reuters esperava uma queda mensal de 2,1% e um recuo anual de 8,9%. Leia mais .
Se não for o suficiente, a Espanha entra oficialmente em recessão:
O PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha registrou queda de 1% no quarto trimestre de 2008 em relação ao período anterior, na segunda baixa consecutiva, o que faz o país entrar oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, segundo estimativas do INE (Instituto Nacional de Estatísticas) divulgadas nesta quinta-feira.
O PIB do quarto trimestre caiu 0,7% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo o INE.
“A queda do índice acontece em consequência de uma contribuição negativa da demanda nacional que foi compensada, em parte, pelo aporte positivo do setor externo”, explicou o instituto em um comunicado.
A queda do PIB no terceiro trimestre foi de 0,2% em relação ao segundo trimestre. Dois trimestres de contração do PIB (Produto Interno Bruto) definem uma economia em recessão, segundo economistas.
Os dados do quarto trimestre deixam o crescimento econômico espanhol no conjunto de 2008 em 1,2%, contra 3,7% registrados em 2007, que foi o maior em muitos anos, acima da média da zona do euro.
No último dia 28, o Banco da Espanha (BC do país) já havia informado que a economia espanhola entrou em recessão, com uma contração de 1,1% no trimestre passado, na comparação com o terceiro –quando também houve queda, de 0,2%, em relação a um trimestre antes.
Para este ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia da Espanha sofrerá uma contração de ao menos 1%. Para o Fundo, a recuperação do país depende da aplicação de reformas profundas. Em novembro, Zapatero anunciou que o governo destinará 11 bilhões de euros para obras e equipamentos públicos como intuito de criar postos de trabalho e recuperar a economia.
No mês passado, o número de desempregados na Espanha subiu em 198.838 pessoas e agora está na marca recorde de 3.327.801 pessoas, segundo o Ministério do Trabalho e Imigração. Desde janeiro de 2008, o desemprego subiu 47,12%, enquanto de dezembro de 2008 até o mês passado teve alta de 6,35% no país.
E a oposição, de olho em 2010 não fala da crise sobre o tamanho que tem. Por quê? Oras, ninguém gosta de notícia ruim, então ficaria a oposição falando de crise e o Lula de bonança. Além do que, Lula é adepto do bushismo tupiniquim: os que estão contra mim estão contra o Brasil. E a oposição deixa que ele venda esse discurso autoritário. Eu realmente não entendo essa gente.
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Thursday, February 5th, 2009
Mino Carta se “retirou” da blogosfera. E? E nada. Vazio. Coisa nenhuma. Seu blog inexistia como repercussão por conta de sua próprias escolhas recentes.
Mino foi provavelmente o maior criador de veículos de imprensa da história brasileira. Está em seu currículo ter dirigido as equipes que criaram o Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Veja, IstoÉ e CartaCapital.
E também era de uma sinceridade pública por vezes acachapante. Lembro de uma entrevista sua em que foi perguntado sobre a profissão de jornalista nos anos de chumbo da ditadura com os censores fungando em seu cangote. Mino Carta não repetiu a ladainha normal de quem vivenciou o período atrás da máquina de escrever (nenhum demérito nisso, muito pelo contrário), sua resposta foi algo como: a censura existiu para os pequenos jornais de esquerda, que foram fechados e muitos jornalistas presos, e para o Estadão (O Estado de São Paulo), os outros nem precisavam de censor, pois só publicavam o que sabiam que não ofenderia os ouvidos governamentais.
CartaCapital é seu trabalho após o último, melhor seria não ter existido. Explico. Em seus editoriais nas eleições de 2002, o jornalista dizia poder apostar em Lula, defendia a tese. Até aí tudo bem, discordava, mas ele tinha seus argumentos. Quando o governo petista ficou 1 ano sem fazer absolutamente nada, Mino criticou. Ao aparecerem os primeiros sinais do que seria o mensalão, a revista começou a tomar uma postura de “defesa” de Lula, chegou mesmo a apresentá-lo como vítima, discurso que o próprio Lula encamparia mais tarde, dizendo-se traído. Nessa época a revista minguava. Eram pouquíssimos os anunciantes e os números cada vez mais finos. Sim, eu era leitor de CartaCapital. O absurdo chegou quando a revista passou a “ignorar” o ocorrido. Estranhei bastante. No número seguinte, pouco material sobre o assunto e, comecei a notar, aumento significativo de anúncios de estatais.
Dizer que a opinião da revista deveu-se aos anúncios governamentais seria tão leviano quando afirmar que os anúncios existiam por conta das opiniões da revista. Não faço ilações, apenas deixei de ser leitor de CartaCapital e admirador de Mino Carta.
Voltando ao início, o blog de Mino era como sua revista, alguém leu?
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